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Soft skills e os novos desafios do mercado

Por Lucia Pereira de Lara, Naomi Fernanda dos Santos e Ricardo Ruthes. 

A atividade laboral é essencial à vida do homem social, enquanto elemento que permite transformar a realidade a sua volta, por essa razão o trabalho influencia diretamente na medida em que condiciona a sua subjetividade e molda suas prioridades de vida. O trabalho passou e passa por profundas transformações, atingido pela globalização, flexibilização, competitividade e pelas novas tecnologias.

A dinâmica social do trabalho passa por mudança que impacta na formatação do profissional do futuro e das competências profissionais exigidas, reivindicando uma nova abordagem, porque ocorrem alterações expressivas nas organizações, automação do processo produtivo, surgem novos instrumentos de comunicação e novas maneiras de gestão e participação do trabalhador no processo produtivo, afinal a máquina não substituirá o homem no que tange a capacidade de lidar com problemas inesperados e com a criatividade.

Junto a esse desenvolvimento tecnológico, houve mudança nos valores organizacionais, e consequentemente estão exigindo profissionais que possuam um diferencial no mercado de trabalho. Esse diferencial requerido do trabalhador hoje, exige habilidades que não são capazes de ser executada por máquinas, habilidades propriamente humanas, como relacionamento interpessoal, criatividade, adaptabilidade, empatia, entre outras, conhecidas como soft skills. As soft skills são desenvolvidas ao longo da vida da pessoa, desde a infância, seja pela mão da cultura, educação, experiências de pessoais e personalidade.

Essas habilidades foram deixadas de lado nas últimas décadas, devido à grande preocupação do trabalhador em focar em habilidades técnicas para se manter no competitivo mercado de trabalho e, também, devido as mudanças sociais provocadas pela inserção da tecnologia na vida  das pessoas que, ao passo que trouxe e traz grandes comodidades, distancia os humanos de suas habilidades primitivas e próprias.

Assim sendo, para o profissional poder desenvolver e trabalhar suas soft skills, se destacando no atual mercado de trabalho, é necessário o seu autoconhecimento. Do mesmo modo como uma empresa utiliza uma matriz Swot para analisar suas fraquezas, ameaças, oportunidades e pontos fortes, o indivíduo também precisa traçar suas principais características, para assim desenvolvê-las.

Este processo de desenvolvimento de novas Soft Skills pode ser hercúleo e extenuante, mas, é cada vez mais necessário para que almeja uma boa colocação profissional. Afinal, o cenário do mercado de trabalho tem mudado, segundo a Page Personnel (consultoria global de recrutamento para cargos de nível técnico e suporte à gestão) nove em cada dez profissionais são contratados pelo perfil técnico e demitidos pelo comportamental, ou seja, pela falta de alguma Soft Skill Tendo isto em vista diversas empresas tem focado seu recrutamento em analisar o perfil comportamental dos postulantes as suas vagas sobrepondo, inclusive, o perfil técnico, uma vez que este é mais fácil de se obter.

Em breve chegará o dia em que seu diploma, Pós-Graduações, MBA’s e mestrado terão menos valor que a sua humildade, criatividade, empatia, inteligência emocional etc. A pergunta que fica é: Você está preparado para este novo cenário do mercado?

Os autores:

Naomi Fernanda dos Santos, formada há 4 anos em Engenharia Civil. Atualmente cursando MBA em Gestão de Projetos pela FGV/ISAE Curitiba.

Lucia Pereira de Lara. Advogada e Procuradora Municipal. Mestranda em Governança e Sustentabilidade pelo ISAE (2018/2020). Especialista em Direito Administrativo Aplicado pelo Instituto Romeu Felipe Bacellar (2013). Graduada em Direito pela UNIBRASIL (2009).

Ricardo Ruthes é mestre em filosofia (UFPR), especialista em ética (PUCPR) e em metodologia do ensino de filosofia e sociologia (Centro Universitário Barão de Mauá), além de graduando em matemática (Claretiano) e graduado em filosofia (PUCPR), também cursa o MBA em Gestão da Inovação e Capacidade Tecnológica (FGV). Atualmente trabalha na área de desenvolvimento de pesquisa (ISAE), porém já foi professor (SEED/PR), tutor EaD. (UFPR) e proprietário fundador de duas empresas.

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