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Programa de Inovação criado pelo ISAE contribui para desenvolvimento das cooperativas

Cerca de 100 profissionais de cooperativas do Paraná reuniram-se, nesta quinta e sexta-feira, dias 19 e 20 de julho, no Sesc Caiobá, litoral do estado, para o Encontro de Agentes do Sistema Ocepar-PR. Entre as atividades realizadas no evento, os colaboradores conheceram o Programa de Inovação criado pelo ISAE, em parceria com a Arbache Innovations e Sistema Ocepar-PR. “Em minha fala inicial, tentei mostrar para as pessoas a importância da inovação e o por que elas têm que inovar. Mostrei também como as empresas que inovam crescem, a diferença entre uma organização inovadora e uma tradicional, e como fazer inovação dentro do ambiente organizacional. Ou seja, tentei fazer com que pessoas comecem a perceber a importância disso para a cultura delas começar a se voltar para a área de inovação”, explica Fernando Arbarche, um dos idealizadores do programa.

O Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense está sendo construído pelo ISAE Escola de Negócios e Arbache Innovations a pedido do Sistema Ocepar-PR. O coordenador do programa, Thiago Martins Diogo, conta que a etapa inicial dessa ação consiste em avaliar, por meio da Inteligência Artificial, as competências técnicas e comportamentais dos participantes. “Após esse diagnóstico, poderemos encaminhar essas pessoas para diferentes trilhas de conhecimento. O programa finaliza com a junção dessas pessoas novamente para que elas possam fazer a aplicação do que aprenderam dentro das suas cooperativas”, explica Tiago.

Os participantes discutiram diversos temas envolvendo inovação, tecnologia e, principalmente, como esses processos podem melhorar suas atividades efetivamente. “Nossa expectativa é que os profissionais que estão aqui hoje, tanto das cooperativas quanto do Sescoop/PR, e que agora estão imbuídos de ferramentas de inovação, possam avaliar os problemas e discutir encaminhamentos. Ou seja, queremos discutir a inovação em cima das problemáticas existentes, buscando inovar em ações que já são praticadas”, observa o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche.

A cultura de inovação dentro das cooperativas é de grande valia, pois através dela diversos métodos e processos podem gerar melhores resultados e reduções de custos e tempo. Segundo Arbache, a inovação depende muito mais das pessoas, do que da tecnologia. “Inovação não precisa, necessariamente, ser um software. Pode ser um método, um processo que proponha uma solução para a necessidade de algo ou de alguém. Nós somos ilógicos, e essa é a beleza do ser humano. E é por isso que somos muito melhores que o computador. O computador é mais rápido, mas a Inteligência Artificial não tem capacidade de sentir e de criar. Enquanto o computador não chegar a capacidade de ter sentimentos, ainda estamos na frente”, sinalizou o idealizador do Programa de Inovação.

 

IV Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo

O ISAE – Escola de Negócios participou da quarta edição do Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) com três artigos produzidos pelo Centro de Pesquisa e por alunos e ex-alunos do Programa de Mestrado Profissional em Governança e Sustentabilidade. Com o tema “Desenvolvendo Negócios Inclusivos e Responsáveis: Cooperativas na Teoria, Política e Prática”, o encontro foi realizado em Brasília, de 20 a 22 de novembro.

Confira os artigos apresentados:
Alocação de Recursos Financeiros em Treinamento e Desenvolvimento nas Cooperativas Agropecuárias
Leandro Roberto Macioski
Maíra Oliveira Ruggi

Relação entre Autogestão e Governança em Cooperativas Agropecuárias do Paraná
Leonardo Boesche
Antonio Raimundo Dos Santos
Nicole Maccali
Marcia Cassitas Hino

Treinamento e Desempenho Organizacional: a Percepção da Alta Administração de Cooperativas Paranaenses
Luciano Minghini
Maíra Oliveira Ruggi

O evento
O Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) estimula estudos que buscam maior eficácia e eficiência nos processos das cooperativas e o alcance de um novo patamar de competência, por meio da percepção, avaliação e compartilhamento de conhecimentos e experiências.

O objetivo é incentivar estudos que promovam a projeção e a compreensão de cenários e tendências, bem como do tratamento das relações de interdependência e seus efeitos em uma cooperativa. Fomentar a reflexão sobre os impactos das decisões e atividades das cooperativas na sociedade e no meio ambiente, considerando o comportamento ético e transparente, e visando o desenvolvimento sustentável.

O Encontro foi realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), integrantes do Sistema OCB.

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Investir em marketing no agronegócio é pensar no futuro

Responsável por 30% do PIB e 46% das exportações, o agronegócio é um dos setores mais importantes da economia brasileira atualmente. Por essa razão, é importante saber como pensar em estratégias que consolidem ainda mais esse segmento no mercado. Sendo assim, inserir o marketing nesse meio significa ampliar a comunicação, estreitar as relações e a interação entre produtores, empresa e consumidor, o que gera maior fidelidade e estabilidade no cenário.

Pensar no trajeto percorrido pelo produto de qualquer negócio, por exemplo, é um hábito cada vez mais frequente quando o assunto é investigar os meios utilizados por cada empresa por parte dos consumidores finais. Por essa razão, o marketing precisa de entregas reais e não se sustenta caso o agro empreendedor não se comprometa a estabelecer exatamente o que for prometido.

De acordo com o professor Dr. Claudio Shimoyama, para que a atividade funcione de forma eficaz, algumas medidas devem ser pensadas e aplicadas. “Implantar tais estratégias no agronegócio requer um planejamento que deve passar por uma série de etapas antes de chegar ao marketing destinado ao cliente final”, comenta Shimoyama.

A primeira parte é analisar as atividades que atuam “antes da porteira”. Pensar nos insumos, fertilizantes, máquinas agrícolas e serviços oferecidos ao produtor rural. É importante assegurar que todos fornecimentos tenham suas especificidades regularizadas, para que não haja divergências de informação. É necessário, também, ter conhecimento sobre sustentabilidade e todas as questões exigidas pelos consumidores.

“Dentro das fazendas a preocupação é com a produção agropecuária em si, destinada às indústrias e consumidores que adquirem o produto in natura. O marketing ‘após a porteira’, destinado exclusivamente ao cliente final, é feito pelas empresas que fabricam seus produtos com base no que foi fornecido pelas fazendas. E para que essa imagem seja mantida, todas as outras relações anteriores precisam ser claras”, comenta o especialista.

Prestando atenção à essas características e buscando primar pelo conhecimento completo de toda logística de produção, benefícios como uma melhor interação com o público-alvo e um melhor relacionamento com o cliente podem ser as primeiras consequências positivas dessas mudanças. Esse contato com o público faz com que a empresa seja lembrada e, por sua vez, fideliza o consumidor que verá vantagens reais de optar por um produto da empresa em questão.

A atuação do marketing no agronegócio faz com que haja um melhor posicionamento das marcas no mercado, uma vez que as empresas conseguem alcançar estabilidade popular como sinônimo de qualidade e referência em determinados setores. “O resultado final é um maior desempenho nas vendas, com aumento significativo, já que a visibilidade e o compromisso com o trajeto do produto desde o início do processo, também têm um crescimento diretamente proporcional”, completa Shimoyama.

MBA Experience – Agronegócio

No dia 21 de setembro, o ISAE Londrina irá realizar o MBA Experience – Agronegócio, que abordará as tendências na área. É a possibilidade de assistar uma aula modelo de MBA, de acordo com sua área de atuação, e conhecer todas as experiências que o programa proporciona. Clique aqui e saiba mais.

Os principais temas serão: Quais são as principais tendências no Agronegócio? Como as empresas e seus gestores estão se preparando para aproveitar e criar oportunidades? Os desafios de continuidade e inovação fazem parte da agenda de desenvolvimento? Inscreva-se!

ISAE participa do EncontrosFolha

Na última sexta-feira (28), o 9º EncontrosFolha, promovido pelo Grupo Folha, abordou o tema “Como as mudanças climáticas desafiam o crescimento econômico”, com palestra magna de Cleverson Andreoli, professor do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE – Escola de Negócios.
Além dele, enriqueceram o evento como painelistas André Costa Nahur (coordenador do programa de mudanças climáticas e energia do WWF-Brasil); Mauro Corbellini (coordenador de mudanças climáticas da Sema-PR); Junior Ruiz Garcia (diretor da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica Regional Sul); e Miderson Zanello Milleo (ex-prefeito da cidade de Taquarituba-SP).

O agronegócio não é o vilão

Para Andreoli, nem o Brasil, nem o produtor rural brasileiro são os vilões do meio ambiente. “O produtor nacional não pode ser chamado de “troglodita”, lembrando que a agricultura ocupa 8% do território nacional (metade da área preservada) e o País tem uma rigorosa legislação relacionada à ecologia”, afirma. Porém, ele também ressaltou o papel do agricultor e do pecuarista no combate às mudanças climáticas. “É de extrema importância a classe avançar fortemente em práticas de sustentabilidade nas propriedades. Principalmente porque será ele próprio o maior beneficiado pela implantação dessas ações sustentáveis. Afinal, os impactos climáticos são uma dura realidade para quem vive do campo”.

Foto: Ricardo Chicarelli/Folha de Londrina.

Campo: o que fazer para produzir de maneira mais sustentável

Segundo relatório da FAO (Agência da ONU para agricultura a alimentação), o Agronegócio foi responsável por quase 70% do desmatamento na América Latina entre 2000 e 2010. Apesar do porcentual soar alarmante, felizmente o Brasil e outros países contam hoje com políticas sérias de sustentabilidade, o que vem permitindo uma produção ampla com menor impacto.

“Até os anos 1970, o nível tecnológico era muito baixo e o aumento de produção era por área, e não por produtividade. Os setores não tinham muita preocupação com sustentabilidade, então, o que se via era crescimento desordenado, uso de agrotóxicos hoje proibidos. Era uma indústria predatória, como muitas outras. Felizmente, depois da conferência mundial em Estocolmo, a regulamentação no Brasil foi ampla. Temos determinadas regras que não existem em outros países, como áreas de preservação permanente, por exemplo”, elucida o professor do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE— Escola de Negócios, Cleverson Andreoli.

O professor salienta, ainda, que é impossível pensar em agricultura no Brasil sem levar em conta a sustentabilidade — a lei nº6,938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, determina em um de seus atigos (o 4º) que é imprescindível a preservação do meio ambiente e do equilíbrio ecológico com o desenvolvimento econômico-social. “Não é possível não conciliar agricultura com sustentabilidade. Ou é sustentável ou vai durar pouco. O principal interessado é o produtor rural”, frisa Andreoli. Isso porque um cultivo agressivo faz com que as terras percam a capacidade produtiva de forma mais rápida, gerando assim perdas financeiras grandes.

Para isso, Andreoli indica alguns caminhos como identificar a aptidão de cada solo, manejo correto da palhada (fundamental nas colheitas de milho e trigo), uso de sistemas mecânicos para conservação do solo e a aplicação de agrotóxicos: de acordo com o professor, além de adiar ao máximo a primeira aplicação para não acabar com a proteção natural da terra, é preciso diversificar as técnicas que evitam o uso de produtos químicos, como mecanismos físicos e biológicos, por exemplo. “Evite grandes monoculturas, faça uma diversidade maior, para manter a biodiversidade natural. O Brasil consome muitos agrotóxicos e é preciso que seja feito um trabalho de conscientização e treinamento para que agricultores conheçam técnicas alternativas, que são mais baratas que as convencionais”, ensina.

Apoio

Motor da economia, a agricultura no Brasil necessita de apoio, diz o professor. “Focar da independência do produtor rural, para que melhore sua produtividade e consiga sobreviver com o que ganha”. Melhorar a infraestrutura como um todo, resolvendo problemas de infraestrutura, pedágio e portos, também gera ganhos para a sustentabilidade, pois há menos perdas de produtos. Andreoli destaca também a importância da certificação da sustentabilidade, com selos que indicam se o produto foi feito de uma maneira ambientalmente correta. “Pode significar abertura de mercado para fazendas sustentáveis”, salienta.

ISAE Coop: Iniciativa do ISAE – Escola de Negócios, o ISAE Coop cria soluções para cooperativas e projetos personalizados conforme as necessidades da empresa. Além disso, o programa também realiza a certificação de conselheiros de cooperativas (mais de 700 pessoas atendidas) e capacita profissionais do campo em cursos de curta, média e longa duração.

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