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Painel de Economia e Tendências Empresariais

Atento ao quadro de instabilidade econômica e com o intuito de auxiliar nas tomadas de decisões do mercado, o ISAE reuniu profissionais das áreas financeira e econômica e criou o Comitê Macroeconômico, com o objetivo de agregar valor à sociedade por meio de pesquisas, análises e interpretações de dados macroeconômicos.

O Comitê Macroeconômico é coordenado por Rodrigo Casagrande, professor do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE, e Fabio Alves da Silva, executivo de finanças da Renault. É composto por profissionais que possuem competências complementares, provenientes de diferentes instituições, como ISAE, Banco Central do Brasil, Renault e SEBRAE.

O comitê também conta com a participação de alunos do CFO Strategic, programa do ISAE em parceria com o IBEF (lnstituto Brasileiro de Executivos de Finanças), que capacita o profissional de finanças com foco nas pessoas que impulsionam as ações e potencializam os resultados, além de alunos do Programa de Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE.

Quinzenalmente, são publicados os artigos dos profissionais participantes. Confira a última edição, clique aqui.

 

Ciclo de Palestras do bem

Foram 350 kg de alimentos não perecíveis arrecadados durante os três dias de evento do primeiro Ciclo de Palestras – Ponto e Contraponto de 2018, realizado pelo ISAE – Escola de Negócios em Curitiba e em Londrina. Os alimentos foram entregues ao CEI – Infância Colorida, na capital paranaense e ao CEI Lindalva Silva Basseto, em Londrina.

O evento

O Ciclo de Palestras ocorreu de 31 de janeiro a 2 de fevereiro com temáticas fundamentais para o mercado corporativo: Marketing e Vendas, Gestão e Liderança, Economia e Finanças. Aberto ao público, o evento tem por objetivo discutir temas atuais, gerar networking e promover o conhecimento das práticas de gestão.

A programação contou com seis palestrantes de áreas distintas que transmitiram suas vivências por meio do relato a respeito de suas percepções e experiências sobre o mercado. No dia 31 de janeiro, os palestrantes Dimitri Rocha e Rodrigo Rodrigues comandaram, respectivamente, as palestras “Estratégia de Marketing e Vendas” e “A Comunicação Integrada de Marketing na Construção de Marcas e Mercados”.

No dia 01 de fevereiro, foi a vez de Denise Dutra e Edmarson Mota se apresentarem no evento com as palestras “Como Desenvolver a Inteligência Emocional em Si Mesmo e em sua Equipe?” e “Gestão da Mudança: Aspectos Contemporâneos”. Já no dia 02 de fevereiro, o Ciclo de Palestras Ponto e Contraponto recebeu Patrick Silva e Robson Gonçalves, sobre os temas “Tampando Buracos ou Pavimentando para o Futuro?” e “Inteligência Artificial e Neurociência: Impactos sobre Mercados e Carreiras”.

 

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Professor de finanças dá 5 dicas financeiras para começar bem 2018

Para começar o ano fora do vermelho, é importante se planejar

 

CURITIBA, – Com a chega do fim do ano, vêm também as promessas de mudança, a renovação dos desejos para 2018 e os planos para transformar as diversas áreas da vida. E para que isso seja realmente possível, é importante traçar estratégias, principalmente financeiras. Por essa razão, o professor de finanças do ISAE – Escola de Negócios, Aleksander Kuivyogi Avalca, listou cinco dicas que podem ajudar a começar o ano de forma mais organizada.

 

  1. Cautela com festas e férias

Quando chega final de ano, as datas comemorativas como Natal e Ano Novo, fazem com que as pessoas aumentem seus gastos, sem ter um planejamento detalhado. Pelo fato de passarem por um ano complicado, acabam comprando muitos presente, muita comida, reservas de lugares legais para passar as férias etc, querendo curtir e relaxar. Mas esses gastos normalmente são exagerados e o orçamento, muitas vezes, não está preparado para isso. Por essa razão, é importante fazer um planejamento de quanto se tem e quando se pode efetivamente gastar nessa ocasião.

 

  1. Dinheiro de férias e 13º

Pra quem está endividado, com o cartão de credito estourado ou em cheque especial, é interessante utilizar esse valor para quitar as despesas maiores. Mas deve haver muito cuidado para que isso não vire uma bola de neve. Isso não deve ser padrão, pois esse dinheiro deve ser usado para aproveitar as férias. Porém, se você está endividado, quite todo o valor e se planeje melhor para o próximo ano.

 

  1. Promessas de virada de ano

Para muitas pessoas, a virada de um ano é um novo ciclo. Pensando em renovação, é importante a mentalidade e a inteligência financeira, ou seja, saber como usar melhor dinheiro.  Adaptar a vida com a nossa realidade e viver como puder e não como quiser. É necessário se preparar para a vida que se quer ter, por meio de reserva e investimentos, buscando estudar sobre finanças pessoais. A promessa para o novo ano deve ser: se comprometer a colocar como meta de 2018 trabalhar a mentalidade financeira.

 

  1. Ano de eleição

Em um ano de eleição, o país sofre várias alterações. Esse momento pode afetar os juros, inflação, o crescimento do país etc. Por isso, é preciso estar preparado. Fazer uma reserva financeira é um ótimo plano para evitar ser pego desprevenido. Fazer investimentos, de forma que o dinheiro “trabalhe para você”, também é um passo importante. Isso serve para qualquer tipo de pessoa. Tanto as que sabem muito sobre assuntos financeiros, quanto as que não sabem nada.

É importante lembrar que investimento não é poupança. Poupança é reserva. Investimento pressupõe CDB’s, LCI, tesouro direto ou fundos de investimentos e ações.

 

  1. Planejamento financeiro

O ponto mais importante para que a receita esteja alinhada com as despesas é fazer um planejamento financeiro. De acordo com Avalca, o ideal é fazer plano para os três meses seguintes. Colocar em uma planilha o quanto recebe, o quanto a família recebe (se for casado, quanto o marido ou a esposa ganha, se tem filhos que ajudam, quanto cada um ganha etc). Depois disso, listar todas as despesas: aluguel, prestação, seguro, condomínio, presentes de datas comemorativas, carnaval, férias. Se ao final do planejamento o saldo estiver negativo, é necessário voltar nas despesas e começar a fazer cortes. Dessa forma, é possível fazer ajustes para que nos próximos três meses não haja prejuízo.

Confiança na economia permanece positiva

Embora o cenário seja frágil, os números ainda são animadores

 

Analisando a curto prazo os dados de novembro para os diversos indicadores de confiança, o cenário da economia brasileira é positivo. Na análise geral dos números de outubro até o momento, divulgados pela Fundação Getulio Vargas, da Confederação Nacional da Indústria e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a confiança do empresariado e do consumidor está em crescimento.

 

O destaque fica com o setor industrial, que tanto na pesquisa da FGV quanto da CNI, aparece com várias altas consecutivas. Aumentando o período de análise até o final de 2016, o panorama é melhor ainda. Apesar da melhora na comparação de novembro de 2017 com o final de 2016, os indicadores ainda estão frágeis, pois vários ainda estão no campo do pessimismo e longe da última melhor época da economia brasileira (2013).

 

De acordo com Christian Frederico da Cunha Bundt, membro do Comitê Macroeconômico do ISAE, apesar do clima de euforia que parece estar nascendo, os números não estão bons. “O desemprego ainda está bastante alto e a criação de novos postos está se dando mais na área informal que na formal”, afirma Bundt. “O governo precisa atentar-se a isso, pois vai em sentido contrário ao que se deseja e a previdência será diretamente afetada se essa situação perdurar, sem falar em outras áreas como o financiamento imobiliário (em função do FGTS)” comenta.

 

Apesar de ser cedo para falar sobre o tema, pois os números são recentes, a atenção a esses sinais de economia desestruturada são fundamentais para que se tomem as iniciativas corretas. Essa mesma desatenção é que traz a urgência de aprovar a mudança no regime previdenciário e o atraso em possuirmos um sistema tributário justo e alavancador de progresso.

 

Clique aqui e confira mais na edição 51 do painel.

Momento é de inovar, investir e se atualizar

Vencido o período mais crítico da crise econômica de 2015 e 2016, o mercado começa a dar sinais de melhora. A taxa básica de juros, a Selic, teve a nona redução seguida na quarta-feira, 25, baixando de 8,25% para 7,5%, e a inflação está controlada, devendo terminar o ano próxima de 3%. Projeções apontam que até dezembro de 2018 os indicadores econômicos sejam semelhantes aos observados no período pré-crise, com a retomada do poder de compra dos brasileiros e o consequente crescimento do consumo.

Nesse cenário otimista, as micros, pequenas e médias empresas terão de inovar, investir e se atualizar para poder aproveitar o novo ciclo econômico. “O momento da retomada do crescimento é o momento propício para dar uma chacoalhada na empresa, renovar”, afirma o professor em gestão empresarial e gestão financeira do ISAE/FGV Marco Antonio Nascimento Cunha. Na quarta-feira, 25, ele participou como palestrantes da 10ª edição do EncontrosFolha, que teve como tema “Saúde Financeira – Os Reflexos da Atual Conjuntura Econômica para os Pequenos e Médios Empresários Brasileiros”.

O evento também contou com a participação dos painelistas Júlio Cezar Agostini (diretor de Operações do Sebrae/PR) e David Vacari Conchon (gerente regional Norte de Desenvolvimento do Sicredi). E foi mediado pelo economista, professor da UTFPR e colunista da FOLHA, Marcos Rambalducci.
Dados do Sebrae mostram que o número de micros e pequenos negócios em atividade no País saltou de 6.041.062 em 2010 para 6.634.199 em 2015, representando 99% das empresas no Brasil e 54% da nossa massa salarial. Uma pesquisa realizada em setembro pelo próprio Sebrae ouviu pequenos e médios empresários sobre a expectativa deles para a economia. O resultado apontou que 35,7% acreditam que vai melhorar e 30% esperam que o cenário atual deva se manter, totalizando 65,7% o índice de pessoas que não apostam em uma piora econômica.

A expectativa de melhora na economia, afirma Cunha, geralmente se reflete em investimento e contratação, gerando renda e negócios e retroalimentam a empresa. Apenas as boas perspectivas, diz ele, já contribuem para aquecer o mercado.

O professor da ISAE/FGV salienta que a expectativa de que a taxa Selic fique em torno dos 7% pelo menos pelos próximos três anos e de que a inflação se mantenha em torno de 3% pelo mesmo período. Associados a outros fatores econômicos que fazem parte desse quadro favorável devem dar à economia um vigor de três anos de crescimento. “Sob o aspecto do consumo, esses dois fatores (taxa de juros e inflação) passam a ter uma relevância muito grande. Antes de dezembro de 2018 devemos chegar na retomada do consumo e também do PIB (Produto Interno Bruto). Vai ficar faltando a questão do investimento, que vai demorar um pouco mais para voltar ao patamar anterior à crise”, disse Cunha.
Assim como para os grandes empresários, o momento atual para os micros e pequenos empreendedores é de tentar retomar as vendas, voltar a ter resultados e diminuir o endividamento para ter uma sobra de caixa, que vai possibilitar voltar a investir de uma forma mais consistente. “A forma mais rápida de as pequenas e médias empresas começarem a resolver seus problemas é renegociar suas dívidas porque as taxas estão mais baratas e o custo da dívida começa a cair. Essa redução gera um caixa para a empresa”, orienta o professor.

Objetivos

Cunha lembra que em períodos de crise cresce o chamado empreendedorismo por necessidade e diminui o empreendedorismo por oportunidade. “De repente o empreendedor perdeu seu emprego, recebeu sua verba rescisória e com isso ele vai tentar de alguma forma empreender para sobreviver nesse período, mas muitas vezes ele não está apto para isso, não se preparou”, destaca o professor.

Esse é um processo, segundo ele, diferente do empreendedorismo por oportunidade, quando a pessoa percebe uma oportunidade no mercado e decide explorar. “Ela já tem uma noção mais clara do que está acontecendo naquele mercado de atuação e, nesse caso, a chance de sucesso é maior.”
Traçar objetivos, segundo Cunha, é fundamental seja num momento de crise ou de economia aquecida. Após a fase inicial do empreendedorismo, vem a fase do crescimento, seguida da maturidade e do declínio, que é a acomodação natural. “O empreendedor pode entrar num novo ciclo desde que queira inovar, investir e se atualizar. Mas o empreendedor deve conhecer o seu perfil. Se não tiver uma postura inovadora, de crescimento, de batalha, se não estiver com esse gás, não vai fazer diferença para ele se está na recessão ou no período do crescimento econômico porque, como pessoa, não está conseguindo ter a energia necessária para ter sucesso no mercado”, alertou Cunha.

Governança

O palestrante também chamou atenção o papel da governança familiar ou corporativa para a sobrevivência do negócio. É preciso saber separar os interesses familiares da gestão empresarial com o objetivo de alcançar a qualidade no processo decisório. “Essa separação de sociedade em relação à empresa, à gestão, deve ser feita o quanto antes. É comum haver uma confusão entre empresa e família, empresa e fundador. Misturam-se as finanças, a gestão, o consumo, as despesas. Não se pode usar o capital de giro da empresa para comprar a casa própria, trocar de carro. Essa é a atitude mais nociva”, pontua Cunha.

Solucionada a questão da governança, o empresário deve voltar os seus esforços para o planejamento estratégico baseado em recursos, etapa na qual são estabelecidas as metas para os próximos anos de acordo com os recursos necessários. “Tem que ter uma visão de onde quer estar daqui a algum tempo e tem que conhecer quais recursos dispõe e de quais recursos vai precisar. A estratégia baseada em recursos é diferente do planejamento estratégico convencional, onde você olha o mercado. A estratégia baseada em recursos olha para dentro de casa e faz uma pergunta fundamental: No que eu sou bom? Quais as competências que eu tenho? Qual minha vocação pessoal dentro da organização? Qual a vocação da equipe dentro da organização?”, orienta Cunha.

Ao lado do planejamento estratégico de recursos, o professor ressalta também a importância do plano de negócios (business plan), que não precisa ser formalizado e impresso, mas deve ser renovado ano a ano, e a excelência no atendimento. “É preciso planejar, ter todas as suas necessidades perseguidas e um plano de ação para integrar essas necessidades. Isso se faz todo ano”, ensina. “Tem diversas empresas que estão se debatendo com questões financeiras, questões de gestão, mas não estão atentas à qualidade do atendimento, que é o básico e o que realmente importa e trava o crescimento da empresa. Se fizer tudo isso, pode vir a crise que não tem problema nenhum.”
A 10ª edição do EncontrosFolha contou com patrocínio do ISAE/FGV, Sicredi e construtora Vectra.

Fonte: Simoni Saris – Reportagem Local/Jornal Folha de Londrina
Foto: Ricardo Chicarelli

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