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Conheça o Missão 21, o programa de inovação do Sicoob Unicoob

A central Sicoob Unicoob, parte do maior sistema financeiro cooperativo do Brasil, foi responsável por estruturar e coordenar um Programa de Inovação completo que contempla as suas 19 singulares. Oriundo do Programa de Inovação para o Cooperativismo Paranaense, o Missão 21 tem como objetivo “acelerar iniciativas de inovação da cooperativa que tenham sinergia com desafios sistêmicos.”

Conduzido por um squad de 11 pessoas da central Sicoob Unicoob, o programa Missão 21 promove a criação de times em cada singular que vão trazer à tona as dores e iniciativas do seu ambiente de trabalho. Estes times participam de encontros e mentorias que vão fornecer as ferramentas necessárias para a aceleração das iniciativas levantadas. Ao final do programa, os times de cada cooperativa apresentam seus pitches para uma banca avaliadora e são escolhidas as oportunidades a serem desenvolvidas. Assim, é possível retroalimentar as células de inovação de cada singular quando estes times retornarem à cooperativa prontos para implementar as soluções desenvolvidas no Missão 21.

O modelo de trabalho é inspirado no Programa de Inovação para o Cooperativismo Paranaense, elaborado pelo ISAE em parceria com o Sescoop/PR e Arbache Innovations, que capacitou mais de 450 colaboradores de cooperativas no Estado do Paraná no tema cultura de inovação. Só do Sicoob Central Unicoob, foram 10 participantes – e estes Agentes foram os responsáveis pela idealização do Missão 21, que rodou sua primeira edição no final de 2019.

[ARTIGO] Preciso inovar e agora?

Muitas vezes utilizados como sinônimos, criatividade e inovação são conceitos muito valorizados pelas organizações e pelo mercado. A criatividade refere-se à habilidade de gerar novas ideias, o que ocorre através do pensamento criativo individual ou coletivo. Por outro lado, a inovação diz respeito ao processo de implantar, de forma bem-sucedida, as ideias criativas.

Independentemente do segmento de atuação, as organizações precisam considerar a criatividade e a inovação ativos importantes para o aumento da competitividade, produtividade, qualidade e, consequentemente, para sua sustentabilidade.

Através de uma pesquisa realizada em 2016, pela empresa americana Adobe, participantes identificados como criativos recebem rendimentos 13% maior do que os não-criativos. A pesquisa aponta ainda, que 78% das empresas que investem em criatividade percebem aumento da produtividade da sua força de trabalho e em 76% delas os colaboradores sentem-se mais felizes com o trabalho. A pesquisa entrevistou mais de 5 mil adultos em 5 países.

Outro destaque importante identificado na pesquisa é que 83% dos entrevistados entendem que as organizações que investem no desenvolvimento da criatividade são mais propensas a fomentar a inovação internamente.

Quando criatividade e inovação caminham juntas, a chance para o desenvolvimento da cultura da inovação torna-se possível.

Existem inúmeros estudos que provam que a criatividade é uma competência que pode (e deve) ser desenvolvida. Na década de 1960, o pesquisador George Land conduziu um estudo com 1.600 crianças de 5 anos de idade, das quais 98% obtiveram o índice de “altamente criativa”. Seu estudo foi repetido posteriormente, quando os membros do grupo pesquisado estavam com 10, 15 e 25 anos de idade. O índice de criatividade despencou para 30%, 12% e 2%, respectivamente. O Doutor Land deduziu, a partir de seu próprio estudo, que o comportamento não criativo é aprendido pelas pessoas.

Albert Einstein referiu-se a seu trabalho como “arte combinatória”, onde a chave é selecionar informações, percepções e materiais com o intuito de produzir combinações que sejam novas e úteis.

Precisamos, portanto, compreender que a organização precisa possuir processos bem claros e definidos, considerar a diversidade entre membros, incentivar ideias e sugestões de melhoria, estimular as relações interpessoais e colaborativas, bem como proporcionar momentos para comunicação entre os diversos profissionais.

Organizações extremamente burocráticas ou muito hierarquizadas dificilmente propiciam um ambiente criativo. Portanto, é necessário que haja uma avaliação cuidadosa da estrutura organizacional e do seu modelo de gestão antes de investir em ações isoladas de geração de ideias ou implementação de inovações.

E aí! Pronto para inovar?

Cícero Caiçara Jr. é consultor sênior em Inovação, captação de recursos, gestão Empresarial e E-commerce. Também é palestrante e professor responsável pela disciplina de Criatividade no Programa de Inovação do ISAE Inova..

No hackathon da NASA, stand do ISAE Inova traz holografia e gamificação

Durante o fim de semana dos dias 18 a 20 de outubro, mais de 200 de cidades em 75 países do mundo todo foram palco para uma maratona de resolução de problemas. Esta é a premissa do NASA Space Apps Challenge, um hackathon que reúne pessoas das mais diversas áreas – tecnologia, ciências, design, desenvolvimento, entre muitas outras – para solucionar desafios reais que a própria NASA identificou.

Durante 3 dias, os participantes do hackathon tiveram acesso livre à base de dados da NASA, que incluíam pesquisas, imagens, estatísticas e informações sobre missões na Terra, no Sol e sistema solar e no espaço. Com esses dados, os times puderam escolher um dos 25 desafios lançados pela NASA e trabalhar em uma verdadeira maratona de 54 horas para encontrar uma solução.

Em Curitiba, o evento aconteceu no CRIA – Campus Rebouças de Inovação e Aceleração – e, além do hackathon, os 16 mil metros quadrados do espaço também contaram com uma feira de palestras e exposições voltadas à inovação. O ISAE Escola de negócios elegeu a sua área estratégica ISAE Inova para representar a instituição com um stand na feira, trabalhando assim a sua influência na área de inovação.

A primeira atração do stand aconteceu em parceria com a Pixel SAV, empresa de soluções audiovisuais especialista na tecnologia de “experiência”, como video mapping e realidade aumentada: um totem que exibia uma projeção holográfica de uma pessoa contando o propósito do ISAE Inova. 

O discurso da holografia terminava com um convite: a degustação da plataforma gamificada Mobi, da Arbache Innovations, utilizada pelo ISAE em seus Programas de Inovação para o mapeamento de competências. Os participantes da feira que se cadastrassem no stand recebiam um link para o jogo em seus celulares e poderiam experimentar uma prévia do Mobi People, realizando desafios temáticos sobre Liderança e podendo acessar, ao final, um painel de competências percebidas na própria plataforma.

A experiência gerada no stand do ISAE Inova proporcionou um posicionamento muito valioso para a Instituição de Ensino, que já é reconhecida pela sua referência em Negócios, Sustentabilidade e Gestão: o fortalecimento do pilar Inovação, que é um dos valores intrínsecos do ISAE.

Estima-se que, nos 3 dias de evento, circularam mais de 3 mil pessoas pela feira de exposição, que contou com a presença de outras grandes empresas como O Boticário, Ebanx, Rumo e Prefeitura de Curitiba, além de iniciativas de tecnologia com a Gamescola e o Microduimo.

Já no hackathon, que teve o apoio de 130 voluntários e 88 mentores, foram 100 equipes formadas, num total de 550 participantes – que receberam, dentro dos seus kits de participação, um voucher de acesso VIP com direito a desconto em todos os cursos de MBA e GBA do ISAE. Os 12 ganhadores do hackathon, por sua vez, levaram para casa um crachá real do ISAE, que funciona nas catracas da Instituição e dá direito à realização de uma das muitas oficinas de experiência prática que o ISAE oferece. 

O prêmio foi entregue às equipes vencedoras por Cristiano Venâncio, Gerente de Educação do ISAE/FGV, que também foi jurado da banca finalista do hackathon ao lado de representantes da agência Jupter e do espaço CRIA, que sediou o evento. Outros colaboradores do ISAE que também fizeram parte das bancas preliminares da competição foram Gustavo Loiola (Supervisor Assessoria da Presidência e Sustentabilidade), Luciana Grande (Coordenadora de Gestão de Pessoas) e Vitor Locatelli (Coordenador de desenvolvimento de produtos no ISAE LAB).

[ARTIGO] O EBANX e a importância do Modelo de Negócio

Nessa semana repercutiu a notícia de que o EBANX é o primeiro unicórnio (nome dado para startups que possuem valor de mercado superior a 1 bilhão) de Curitiba. O EBANX é o nono unicórnio brasileiro, ao lado de empresas como 99 (transporte), Nubank (fintech), iFood (alimentação), Gympass (benefícios de academia).

Um dos elementos centrais para as empresas chegarem ao seleto time de unicórnios é possuírem um modelo de negócio claro e único. O EBANX nasceu para simplificar o processo de pagamentos no Brasil, permitindo que pessoas que não possuíam cartão de crédito internacional consumissem produtos e serviços de empresas multinacionais utilizando modos de pagamentos brasileiros, como o boleto bancário. Hoje o EBANX tem como clientes Airbnb, Spotify, Playstation e AliExpress.

A definição mais conhecida de modelo de negócios (do livro Business Model Generation) fala que “Um modelo de negócio descreve a lógica de criação, entrega e captura de valor por parte de uma organização.”[1]. Geralmente o modelo é descrito em forma visual na ferramenta do “Canvas do Modelo de Negócio” apresentado na figura a seguir:

Canvas do Modelo de Negócio

A importância do modelo de negócio para o EBANX fica muito claro no relato dos fundadores Alphonse, João e Wagner  sobre o início do negócio no evento promovido pela Endeavor disponível aqui.

Conforme relato dos fundadores a ideia de negócio do EBANX já rondava os pensamentos do Alphonse, mas ele precisava de alguém que o ajudasse a desenhar o modelo de negócio. Para isso ele chamou o Wagner, com quem já havia convivido e que já tinha fundado outras 8 empresas antes de conhecer o Alphonse. O Wagner abraçou a ideia do EBANX e logo começou a planejar os passos para viabilizar o negócio

Para construir o modelo de negócios Wagner utilizou o seu conhecimento do mercado financeiro e sua rede de relacionamento com bancos e corretoras. Também foi fundamental estudar todas as regulamentações aplicáveis no negócio.

Os fundadores tem clareza de que hoje a proposta de valor do negócio deles não é apenas ser uma solução de pagamento, o principal valor que eles oferecem é o acesso. Dão as pessoas a oportunidade de comprar produtos e serviços globais, antes inacessíveis para uma grande parcela da população.

Josué Sander é coordenador do curso de Graduação em Processos Gerenciais e Professor do Mestrado no ISAE, além de ser o facilitador responsável pela disciplina Modelo de Negócios Inovadores do Programa de Inovação do ISAE Inova.


[1] OSTERWALDER, Alexander; PIGNEUR, Yves. Business model generation: inovação em modelos de negócios. Alta Books Editora, 2013. Página 14.

ISAE Inova marca presença no maior evento corporativo de Londrina

Nos dias 16 e 17 de outubro, Londrina recebeu um dos maiores eventos empresariais da região: o Lidere. A edição 2019 aconteceu no Espaço Villa Planalto e contou com palestras, painéis e expositores que destacaram a inovação e o empreendedorismo e proporcionaram momentos valiosos de networking entre empresários de diversos ramos.

O ISAE Escola de Negócios elegeu sua área estratégica de inovação, o ISAE Inova, para representar a Instituição. Além de um stand de exposição, no qual contava um pouco da trajetória do ISAE para se posicionar como referência em soluções educativas inovadoras, o coordenador do Inova, Thiago Martins Diogo, participou do painel Para onde vai Londrina, da trilha de conhecimento da ACIL, e dois professores da rede de talentos ISAE foram palestrantes no evento.

Gianfranco Muncinelli, professor de MBAs e Pós-Graduações no ISAE, conduziu uma conversa rica sobre Gerenciamento de Projetos e Gerenciamento de Processos como Instrumento de Liderança e Implementação de Mudança. “Fugindo bastante do tipo de ‘palestra de sensibilização’ para a inovação e mudança, a ideia foi mostrar dois instrumentos importantíssimos e ferramentalizar os participantes para que as empresas atinjam seus objetivos,” conta Gianfranco.

Já Rodrigo de Barros, que faz parte da equipe de mentores do Programa de Inovação para o Cooperativismo Paranaense, deu uma verdadeira aula sobre Criatividade Para Inovação, sua especialidade – e, logo depois, ainda fez parte do painel da Redfoot sobre Open Innovation.

“Foi uma oportunidade ímpar de trazer à tona algumas reflexões mais provocativas, por assim dizer, sobre criatividade em inovação,” conta Rodrigo. “Em especial porque, de um lado da plateia, tínhamos alunos de uma escola de Londrina, todos entre 13 e 14 anos de idade, que já estavam pensando em criatividade e inovação, mesmo ainda estando inseridos no sistema educacional, que é um dos grandes responsáveis pela perda da nossa criatividade. Do outro lado da plateia, nós tínhamos pessoas de várias entidades de apoio empresarial, e foi bem legal eles estarem lá para ouvir sobre ecossistema de inovação.”

Segundo o professor, as empresas devem tomar cuidado para manter as ações focadas em eco e não em ego. “Vejo muitas iniciativas de inovação caírem por terra por estarem voltadas ao EGOssistema e não ao ECOssistema”.

O sucesso do discurso, de acordo com Rodrigo, se deu pelo foco numa problemática genuína, já que vivemos, como sociedade, uma epidemia de ansiedade e precisamos pensar mais em criatividade para resgatar o ser humano criativo. 

No painel de inovação aberta, foram destacadas as ações do ISAE Inova no mapeamento do ecossistema das cooperativas dentro do Programa de Inovação para o Cooperativismo Paranaense. A articulação entre o sistema cooperativista e o de startups para é um exemplo de que o ISAE Inova está provocando ações de inovação aberta dentro do cooperativismo com resultados.