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Doctoralia é aprovada no Parque Tecnológico de Curitiba com consultoria de inovação do ISAE

A Doctoralia é a mais nova integrante do Curitiba Tecnoparque, programa da Agência Curitiba de fomento à tecnologia na capital do Paraná. A aprovação do projeto resulta em um incentivo fiscal às empresas participantes do programa, na forma da diminuição da alíquota do ISS de 5% para 2%.

Parte do grupo DocPlanner, a empresa é líder em saúde digital, com uma plataforma 100% online para agendamento e gerenciamento de consultas médicas. Desde a abertura de seu primeiro escritório no Brasil em 2017, justamente em Curitiba, a Doctoralia já atingiu a marca de mais de 600 mil profissionais de saúde disponíveis e 11 milhões de usuários únicos por mês.

As atividades da plataforma para pacientes são gratuitas e incluem: o agendamento rápido, simples e seguro de consultas com diferentes profissionais de saúde; o esclarecimento de dúvidas de forma anônima diretamente com especialistas e a possibilidade de avaliar o atendimento dos profissionais e utilizar as avaliações de outros pacientes como referência. Aos profissionais, clínicas e centros de saúde, a plataforma impulsiona a presença on-line facilitando o contato, além de auxiliar no gerenciamento de pacientes e na eficiência das consultas.

Para garantir a segurança da população e de seus clientes diante da pandemia do coronavírus, a Doctoralia adotou uma série de medidas, dentre elas, a implementação da Telemedicina. Com a ferramenta, as consultas, antes realizadas em locais de alta circulação de pessoas, serão feitas remotamente, promovendo a segurança do enfermo e da comunidade. A Doctoralia oferece esse recurso de maneira gratuita para as instituições do sistema público de saúde interessadas.

O projeto 

O propósito da Doctoralia sempre foi atingir o chamado “paciente 4.0” (aquele que está totalmente conectado e usa a internet para tudo) e, até então, a liderança conquistada no mercado já refletia isso. Mas ainda havia espaço para crescer – e o incentivo fiscal garantido pelo programa Curitiba Tecnoparque era o próximo passo para tornar estes novos sonhos em realidade.

Para isso, era necessário submeter um Projeto de Pesquisa e Inovação (PPI) à Agência Curitiba de Desenvolvimento detalhando a proposta da Doctoralia para utilizar a tecnologia para trazer benefícios à comunidade. 

Denis Gonzales, CFO da empresa, lembra que a Doctoralia já tem experiência em trabalhar com inovação há anos, mas que nunca tinham precisado estruturar um documento tão específico como o requerido pela Agência. “Traduzir o que nós queríamos fazer na linguagem que a Agência Curitiba pedia foi um processo bem diferente do que nós estávamos acostumados no dia-a-dia,” conta Denis. “Por isso, procuramos por um parceiro que nos auxiliasse desde o início, que soubesse o que estava fazendo e, em contato com pessoas do mercado, chegamos até o ISAE.”

Leia mais: Consultoria de inovação do ISAE leva a MadeiraMadeira ao Parque Tecnológico de Curitiba

Consultoria de inovação do ISAE

O responsável do ISAE por orientar a Doctoralia no seu PPI foi o professor Hélio Gomes de Carvalho, Assessor de Inovação e Tecnologias. Com vasta experiência como pesquisador, Hélio ajudou a equipe da Doctoralia a começar com o pé direito.

“O Hélio foi muito profissional e nos direcionou do jeito certo desde o começo,” elogia Denis. Segundo ele, a empresa queria construir sua proposta já no modelo sugerido para o programa Curitiba Tecnoparque, e não adaptar uma proposta pronta, por isso a orientação de Hélio foi crucial.

“Doctoralia 4.0: Saúde Digital e Inteligente”

Um dos pontos de contato encontrados entre o time da Doctoralia e o professor do ISAE foi justamente quanto ao conteúdo.

“As inovações propostas em nosso PPI são de produtos e de processos, muito além de desenvolvimento tecnológico. Produtos e processos são nossa maior proposta de valor para a comunidade. A Agência e o Comitê de Fomento Municipal que analisaram a proposta concordaram com nossa abordagem.” explica o CFO.

O PPI foi nomeado Doctoralia 4.0: Saúde Digital e Inteligente, e tem como objetivo acoplar novos atores na relação entre profissional de saúde e paciente. A adição de clínicas, hospitais e call-centers vai promover uma experiência muito mais completa para o usuário, bem como todos os stakeholders.

Além disso, a Doctoralia abriu seu código fonte para trazer novos desenvolvedores para o cenário, numa prática conhecida como open source. Também foi inserida a proposta de trabalhar com parcerias públicas, através de Big Data e Analytics, para aumentar ainda mais a contribuição social do projeto.

Planos para o futuro

Denis conta que o incentivo fiscal será 100% alocado para tornar todas as ações do PPI realidade. Algumas das etapas do projeto, inclusive, já estão mais aceleradas do que o previsto. A Central de Agendamentos Doctoralia, que deveria estar funcionando oficialmente em junho, já está no ar e tendo grande aceitação pelo público alvo (tanto profissionais de saúde como pacientes). “Isso se deve pois a grande maioria das consultas ainda são agendadas pelo telefone no Brasil e com esse projeto oferecemos uma opção segura e prática para auxiliar o paciente no trânsito entre o tradicional e o ambiente digital. Isso é parte do que fazemos em nosso dia a dia, que se resume em nossa missão de tornar o segmento da saúde mais humano.”

Quarentena do coronavírus, semana 1: diário do ISAE Inova

Trabalhar em home office não é uma prática incomum. Aliás, estima-se que, mesmo antes da crise do novo coronavírus, mais de 30% das empresas brasileiras já contemplavam essa modalidade no seu modelo de negócios.

Infelizmente, para muitos de nós, foi necessária uma pandemia para que conhecêssemos todas as dores e sabores que só o trabalho remoto pode proporcionar.

Quando o ISAE optou por manter seus colaboradores em segurança e nos mandou para casa para atuar em home office, foi tudo muito rápido. O programa de teletrabalho, que já estava em desenvolvimento pra iniciar em abril, com calma e planejamento, teve que ser apressado por motivos de força maior. E, então, cá estamos nós, desde terça-feira, dia 17 de março, trabalhando no conforto das nossas residências.

A não ser que…

… conforto mesmo?

Reuni o meu time do ISAE Inova, área estratégica de inovação do ISAE, para contar a sua experiência nessa primeira semana de home office: assim, mais do que nunca, mostramos que todos estão juntos nessa! Confere aí:

Thiago: “Eu moro no meu escritório, onde minhas filhas tem aula de piano”

Minhas filhas fazem piano e estamos tendo que nos adaptar pra que as aulas semanais aconteçam. Temos um teclado em casa, elas praticam e enviamos vídeos pra professora.

Além disso, nós desenhamos uma nova rotina e colamos na parede, pra garantir que cada coisa tenha seu tempo designado. Tem funcionado pra quase todos nós – apenas o de três anos não segue.

Agora, temos um cronograma em que tudo se encaixa, tanto as tarefas domésticas como a higiene e a organização, como os momentos de lazer (sozinhos e com a família). 

Ah, e estudar, também. Vale a observação de que, nessa parte da escola, elas estão fazendo a mãe se passar por professora.

Depois de tudo isso, ainda estou tendo que me adaptar a ficar mais tempo ainda em frente ao computador: minhas aulas de mestrado passaram a ser online. Então, tem dias, como hoje, que eu vou sentar na frente dessa tela de manhã até a noite.

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Suellen: “Eu sou mãe. O planejamento me pertence”

Eu já estava me preparando pra isso. Sou meio planejadora, então eu já sabia o que tinha que fazer quando entrássemos em home-office. Meu plano era seguir a rotina parecida com a que já faço: acordar cedo, fazer um Nescau pra Luiza (minha filha, e não a que trabalha comigo!) e mandar ela pra escola. Assim eu teria um tempo pra tomar meu café relaxada e começar o trabalho às 9h.

Mas aí, já no primeiro dia, a Luiza teve febre e não foi pra aula. Então, ela acordou cedo, nós cuidamos dela, medicamos e ficamos monitorando. Eu liguei meu computador às 8h30. Assim que deu, comecei a fazer as minhas prioridades – geralmente e-mail – e deixei pra tarde o que tinha menos urgência.

No primeiro dia, achei super produtivo. Consegui fazer bastante coisa, adorei ficar em casa!

Aí no segundo dia já  senti que eu estava um pouco mais tranquila. Estranhei. Até perguntei pro Thiago se tinha alguma demanda, já que quando estamos no escritório chega coisa pra fazer toda hora… Então usei a oportunidade pra pensar em coisas estratégicas que estavam paradas e seguir adiantando o resto das demandas.

Nesse meio tempo, a escola da minha filha fechou.  E mandou todos os livros de alfabetização dela pra casa, pra que a gente desse continuidade no que eles estavam trabalhando. Isso é uma novidade pra nós, então já criamos um grupo das mães pra nos ajudarmos.

Além disso, meu marido ainda não conseguiu sair do trabalho pra ficar em casa. Então espero ele chegar pra conduzir as tarefas de lição e cuidados com a Luiza, já que, por estar grávida, muita coisa me deixa cansada ultimamente.

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Luiza: “Meu colegas de trabalho latem”

Tenho seguido (quase) todas as recomendações dos artigos sobre home office que eu li: trocar de roupa, separar um espaço só para o trabalho, fazer pausas, listar prioridades, deixar claro aos moradores da casa quais são os momentos em que eles absolutamente não podem me incomodar…

Só que essa última parte tem sido meio complicada. Não pelo meu marido – infelizmente ele ainda não foi liberado pra trabalhar em casa. Mas pelos outros dois residentes.

Quando eu tento explicar para eles que eu só levantei pra encher meu copo d’água, e não pra iniciar uma gincana, eles latem.

Quando eu comecei uma reunião online via Microsoft Teams com o time de Marketing, eles entenderam que eram mais 5 pessoas pra brincar, e latiram.

 Quando algum vizinho ousa entrar e sair da sua própria casa, eles, ultrajados, também latem.

Claro que são casos isolados e tudo ficou bem no fim – aprendi a separar momentos de entretenimento com eles (e isso tem contribuído muito para a minha saúde mental!), deixei o microfone no mudo na reunião e só liguei quando precisava falar, e quanto aos vizinhos… bom, com a recomendação de diminuir a circulação de forma geral, não é tão frequente assim a ponto de atrapalhar.

E, na verdade, o que eles mais fazem é dormir e me olhar. Nada paga essa companhia.

A rotina ficou diferente, a forma de medir minha produtividade também, mas acho que é uma questão de hábito e disciplina. A primeira semana ainda parece um pouco com férias, apesar das entregas que fiz. Ansiosa pra ver como será a próxima.

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Jakelyne: “Meu checklist de demandas precisa ter entrega de afeto”

No primeiro dia, me senti bem produtiva: silêncio, sem interferência de telefonemas, acabei tendo mais foco. Não me importei muito com a falta de contato humano, pois como eu fico pouquíssimo tempo em casa normalmente, decidi aproveitar meu tempo aqui.

No segundo dia, já foi um pouco mais complicado, pois estava com o meu filho pequeno em casa. Ele, por não entender muito bem o que está acontecendo, me disse: “mãe, agora você só trabalha e não vai mais me dar atenção”. Apertou meu coração.

Agora, com o fim de semana chegando e eu sendo uma pessoa que odeia ficar sozinha, já começou a me dar um pouco de angústia. Sei que é por uma razão maior, para o meu bem, do meu pequeno e dos demais. Mas eu, que tinha levado meu filho para a casa do pai dele para me ajudar, agradeço que hoje ele está voltando pra casa!

Vejo que é preciso criar uma rotina em que eu consiga realizar minhas entregas e ao mesmo tempo não deixar de dar a atenção para ele! Será um período de adaptação para mim e para ele também.

Conclusão

Sem dúvidas, o número de entregas caiu nesta semana – e nesta semana apenas – em comparação à vida de escritório. Estamos nos adaptando a uma rotina que não tínhamos, e que vai precisar de um tempo de maturação. Por isso, primeiro é necessário entendermos que o nome é home office por um motivo: além do office tem toda a vida da casa, os cachorros, as crianças, marido/esposa. E acho que, apesar da dificuldade inicial, esta é a beleza desse modelo de trabalho.

Infelizmente não dá para apenas espelhar a vida de escritório em casa; isso não funciona. Se fosse assim, ninguém optaria por home-office. Desde que nós  aprendamos a contornar as coisas pessoais ou a encaixá-las em momentos específicos do dia, vai ser mais do que possível retomar a produtividade que tínhamos antes.

Somos pessoas com bagagens bem diferentes, passando por um momento muito parecido – não apenas um com os outros, mas com o restante do mundo. Vamos tornar a experiência engrandecedora, tanto para o nosso trabalho, quanto para a nossa vida pessoal.

O time do ISAE Inova deseja que todos permaneçam seguros neste momento delicado e que saiamos dessa ainda mais fortes e educados.Como vocês estão depois de uma semana em home office?

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Luiza Miranda é a responsável pela comunicação do ISAE Inova. Publicitária de formação, redatora por paixão, gosta de ouvir e contar histórias desde que se dá por gente.

[ARTIGO] Os benefícios da inovação aberta: open innovation

Preciso inovar, e agora? – Edição 5

Eu me recordo bem quando explanava aos alunos de administração de empresas, na década de 90, o significado de sistemas abertos, ou seja, aqueles que sofrem influências diretas do meio externo. Bertalanffy (1977), considerado o pai da Teoria Geral de Sistemas, comparava os sistemas abertos a um organismo vivo. Eu utilizava tal analogia em minhas aulas como suporte didático para explicar que uma empresa é um tipo de sistema aberto e que, portanto, sofre influências externas, tais como política, legislações, concorrência, novas tecnologias, etc. Interessante ressaltar que não é comum fazermos referência a sistemas fechados, assim como à inovação fechada.

Esse termo inédito, utilizado pelo pesquisador Henry Chesbrough em seu livro Open Innovation: The New Imperative for Creating And Profiting from Technology (2003), compreende o “uso de fluxos de conhecimento intencionais para acelerar o poder inovador interno e expandir os mercados para uso externo da inovação.” Basicamente, a Inovação Aberta envolve a colaboração para a inovação entre departamentos, indivíduos, empresas, startups, universidades, parceiros e órgãos públicos. É recomendada para a organização que deseja implementar inovação aberta, entender e fazer parte do ecossistema de inovação.

A transformação da área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) é vital para a compreensão do conceito de inovação aberta. Os grandes investimentos em equipes internas exclusivas de P&D certamente consistem em um valioso ativo organizacional, mas, na hora da contabilidade e da defesa de tese junto aos executivos e acionistas para comprovação de retorno sobre o investimento, essas equipes não “se pagam”, nem “pagam as contas”. São necessárias outras variáveis, tais como entender as reais necessidades do mercado, as dores dos clientes, expertises e times multidisciplinares, novas tecnologias e infraestrutura de laboratório e centros de pesquisa. É necessário o “I” de INOVAÇÃO!

Algumas práticas contribuem para a disseminação desse conceito e são cada vez mais adotadas por organizações de todos os segmentos, dentre as quais destacam-se, para citarmos alguns exemplos:

Para Ronald Dauscha, ex-presidente da Siemens: “A Inovação Aberta introduz novas formas de incorporação de tecnologias e produtos com a integração de departamentos e pode ser aplicada até mesmo em pequenas empresas”.

A seguir, são elencados alguns benefícios importantes advindos da prática da Inovação Aberta:

inovação aberta benefícios

E aí, pronto para inovar?

Cícero Caiçara Jr. é consultor sênior em Inovação, captação de recursos, gestão Empresarial e E-commerce. Também é palestrante e professor responsável pela disciplina de Criatividade no Programa de Inovação do ISAE Inova. Leia mais posts da sua coluna “Preciso Inovar, e Agora?” para o ISAE.

Como fazer inovação na educação, segundo o ISAE Inova

Na contramão da crise, o mercado educacional brasileiro foi o segmento que mais cresceu em volume de empresas entre 2013 e 2017 (IBGE) . Com um cenário tão competitivo quanto esse, diferenciar as entregas, fidelizar seu público e trazer inovação na educação são estratégias essenciais para instituições do ramo que desejam se destacar.

Educação transformadora

O movimento pela educação transformadora tomou grandes proporções em 2010, quando o filósofo e antropólogo Edgar Morin participou de uma conferência em Fortaleza que expôs os principais desafios da comunidade educacional ao ensinar uma geração com valores, competências e visão de mundo totalmente novos. O papel do professor como transmissor da verdade absoluta foi colocado em cheque e toda a abordagem da educação passou a ser focada na experiência individual do aluno e em otimizar o seu aprendizado com base na interdisciplinaridade e aplicação prática do conhecimento.

Instituições que se comprometeram com os princípios da educação transformadora já saíram na frente no quesito inovação na educação. Isso porque, ao colocar o aluno no centro da experiência de aprendizagem, é necessário lançar mão de metodologias inovadoras para mantê-lo engajado. Por consequência, coordenadores, docentes e todos os envolvidos na entrega desta experiência acabam se tornando agentes de inovação.

ISAE Inova: a área estratégica de inovação do ISAE

Antes de pensar em tecnologia e acessórios de suporte à sala de aula, a inovação na educação se faz com uma mudança de mindset dentro da instituição de ensino. Abraçando uma nova forma de pensar, que faz do aluno protagonista de sua própria jornada, transforma o professor em facilitador da aprendizagem e permite aplicar conceitos na prática, começa o movimento em direção à educação transformadora e inovadora.

Algumas instituições já têm experiência na área e podem contribuir com práticas interessantes. O ISAE Escola de Negócios é uma das signatárias do PRME – Princípios para Educação Executiva Responsável. Esta plataforma de engajamento voluntário da ONU promove, entre instituições acadêmicas como o ISAE, o compromisso de contribuir “para um mercado global mais estável e inclusivo, ajudando a construir sociedades prósperas e bem sucedidas.”

Como forma de garantir um foco maior nas constantes tendências da educação de líderes globalmente responsáveis, o ISAE criou uma Área Estratégica de Atenção Especial (AEAE) voltada exclusivamente para a inovação: o ISAE Inova. Esta AEAE é a concretização de um dos pilares da instituição, que é ser referência em geração de conhecimento para a cultura da inovação.

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O squad do ISAE Inova conta com um coordenador para os Programas de Inovação e os demais cursos de inovação do ISAE; uma responsável pelo desenvolvimento completo dessas soluções educacionais; e uma profissional de comunicação dedicada a divulgar os esforços a área, tanto para dentro da Instituição, quanto para o mercado. Além do squad, todas as áreas do ISAE contribuem para que a inovação seja um padrão em todas as entregas.

O ISAE Inova é o responsável pelos Programas de Inovação para as cooperativas dos estados do Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo – iniciativas em parceria com os SESCOOPs que capacitam colaboradores do ramo cooperativista para atuar diretamente na cultura de inovação. Foi o ISAE Inova, também, que promoveu o evento #hora193, que marcou o fim da primeira turma do Programa no Paraná, em conjunto com o Sistema Ocepar.

Como fazer inovação na educação

Ter uma área de atenção exclusiva para a inovação tornou a prototipagem de novas soluções, processos e comportamentos muito mais dinâmicos para o ISAE. Com a mentalidade fail fast, learn faster, o Inova testa em seus produtos e dentro da própria área formas inovadoras de trabalhar com educação, retroalimentando todas as áreas da Instituição uma vez que encontra uma inovação que realmente funciona. E hoje, o ISAE Inova está pronto para compartilhar alguns dos conhecimentos adquiridos ao longo de pouco mais de 1 ano de existência.

Aproximação na comunicação com o aluno

Conhecer a pessoa que está depositando a confiança da própria educação na sua Instituição é primordial. Como em todas as relações modernas, para ser bem sucedido é preciso trabalhar de humano para humano – H2H – e isso inclui não apenas repassar informação, mas entender a motivação do aluno que dedica seu tempo para aprender com você.

É claro que é indispensável comunicar todas as etapas pelas quais este aluno vai passar dentro da Instituição, mas o caráter desse contato deve ser muito mais para alinhar expectativas e antecipar possíveis dores de cabeça. Cronogramas de aula, o que se deve fazer em caso de faltas, quais são os contatos corretos para que ele tire suas dúvidas, seus direitos e deveres: tudo deve estar mais do que óbvio até mesmo antes do início da aula.

Manter o canal de comunicação aberto e apresentar as pessoas responsáveis por ele pelo nome são formas de aproximar aluno e instituição, tornando a experiência de aprendizado mais agradável e mantendo a credibilidade sem precisar se ater à tradicional hierarquia do mundo acadêmico.

Gamificação

A gamificação é um conceito já difundido no segmento de inovação por se tratar de uma prática que gera uma grande empatia entre o usuário e o tema. A introdução de uma abordagem lúdica e a princípio recreativa para a educação torna o processo mais proveitoso e o aluno mais engajado.

Fazer gamificação é mais simples do que se imagina: lançar desafios para serem solucionados em grupo, cronometrar atividades oferecendo recompensas, estimular simulação de cenários, promover um ranking de resultados – todas estas são formas de inserir a brincadeira no ambiente de ensino.

É aconselhável, ainda que não imprescindível, o uso de tecnologia para dar suporte a essa metodologia. A vantagem é que hoje em dia existem diversas alternativas baratas e até mesmo gratuitas de jogos voltados para o mercado educacional. Plataformas como o MOBI, da Arbache Innovations, que mapeia competências – e é utilizado no Programa de Inovação promovido pelo ISAE Inova -, ou o Kahoot!, que gera testes de múltipla escolha para serem respondidos em sala.

Integração entre ambiente offline e online

Falar em online e offline como duas coisas distintas é uma prática que já tem perdido força. Em tempos em que a palavra de ordem é o phygital – uma junção das palavras physical (físico) e digital – não se pode distinguir os momentos exatos em que as pessoas estão ou deixam de estar conectadas à internet.

Foi-se o tempo em que o professor chegava em sala e sua primeira ordem era “Desliguem os celulares”. Foi-se o tempo em que o aluno esperava chegar em casa para acessar o sistema acadêmico pelo computador. Hoje, a qualquer momento, é possível disponibilizar conteúdo extra, pedir que os estudantes pesquisem um termo ou que postem seus trabalhos no ambiente virtual em tempo real.

Não é preciso ir muito longe: usando o Google Drive ou o Dropbox, ferramentas nativamente gratuitas, é possível criar pastas e controlar os acessos de alunos e professores. Os links podem ser compartilhados por meio de e-mails ou grupos de WhatsApp – outra ferramenta gratuita.

Curiosidade: mesmo o Programa de Inovação sendo presencial, todos os seus materiais são digitais, incluindo e-books de disciplina e fichas de avaliação. Com isso, o ISAE Inova gerou economia na produção e impressão de apostilas e folhas avulsas, contribuiu com menos impacto de lixo no meio-ambiente e agilizou o processo de entrega.

Espaços criativos

Um dos fundamentos da inovação na educação é a existência de ambientes de aula propícios à criatividade. Muitas instituições já aderiram a esta tendência e modificaram o layout de suas salas para que não haja barreiras entre aluno e facilitador, além de estimular o trabalho em equipe.

Porém, a construção de um novo espaço pode não ser uma realidade imediata para tantas outras. Dessa forma, a sugestão é adaptar espaços que já se possui: uma simples reorganização de carteiras tradicionais em um círculo, ou a eliminação delas para uma aula no chão, ou a utilização das paredes para desenhar ou pendurar trabalhos.

Outra alternativa que é usada pelo ISAE Inova é a movimentação dos alunos até um coworking, um lab ou um hub – palavrinhas estrangeiras que nada mais são do que espaços criativos colaborativos. Muitas cidades possuem lugares assim e permitem o aluguel de salas pensadas justamente para uma imersão em criatividade e inovação, por um investimento bem menor do que o de uma reforma.

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Os participantes do Programa de Formação de Agentes de Inovação e Transformação do Mato Grosso do Sul tiveram um dia de aulas diferente. Confira no nosso IGTV o registro completo das disciplinas de Criatividade e Modelo de Negócios Inovadores que aconteceram no Espaço LivingLab Sebrae em Campo Grande, MS. #ISAEInova #Inovação #Cooperativismo

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A inovação também prospera na adversidade

Uma regra de ouro: faça a inovação que está ao seu alcance.

É fato que grandes aportes e um budget gordo tornam o desafio menor, mas, como mencionamos no início do artigo, inovar começa com a mudança de mindset. Se uma Instituição de Ensino está determinada a gerar uma experiência de educação verdadeiramente transformadora para seus alunos e consegue transmitir esta missão a colaboradores, professores e aos próprios clientes, pouca coisa entrará no caminho.

Em pesquisa com nossos alunos, que chamamos de agentes de inovação e transformação, nós entendemos que as maiores queixas – na visão deles, que estão sendo capacitados por uma Instituição referência em cultura de inovação – são as de resistência daqueles que não fizeram parte desta experiência de aprendizagem. É nosso papel – e de todas as Instituições que se propõem a educar de forma inovadora – gerar aplicabilidade do conteúdo na vida, para que se justifiquem os investimentos em tempo e dinheiro naquele serviço. Dessa forma, formam-se líderes, embaixadores, influenciadores bem preparados para propagar este conhecimento.

Se tem uma coisa que o ISAE Inova pode ensinar sobre inovação na educação é: vale a pena brigar por ela. Com mais de 600 alunos matriculados em seus Programas de Inovação para o cooperativismo em apenas 1 ano e com um processo que está sempre sendo aprimorado – com a contribuição dos alunos, importante ressaltar -, hoje o sucesso desse esforço reflete no ISAE como um todo e fortalece a Instituição.

Conheça um pouco mais sobre o ISAE Inova assistindo os vídeos abaixo:

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Luiza Miranda é a responsável pela comunicação do ISAE Inova. Publicitária de formação, redatora por paixão, gosta de ouvir e contar histórias desde que se dá por gente.

[ARTIGO] Como fazer a captação de recursos para inovação

Preciso inovar, e agora? – Edição 4

A captação de recursos, também conhecida no mercado como fundraising, contempla um conjunto de estratégias e processos com o objetivo de captar e mobilizar recursos financeiros para o financiamento e a sustentabilidade de projetos inovadores.

Instituições como Finep, BNDES, CNPq e Sebrae possuem linhas específicas para o desenvolvimento e introdução de inovações no mercado, além de ações descentralizadas através das Fundações de Amparo à Pesquisa de cada estado do Brasil.

Tipos de recursos para inovação disponíveis

Os recursos financeiros que visam fomentar a inovação no país estão disponíveis para empresas e organizações de todos os portes, incluindo startups, por meio de financiamentos reembolsáveis, não reembolsáveis (subvenção econômica) e incentivos fiscais.

Para quem deseja estruturar uma área de captação de recursos para inovação, é de suma importância conhecer o funcionamento dos mecanismos nacionais e locais de fomento, bem como compreender o papel dos atores que compões esses sistema: Governo, Instituições de Ensino Superior, centros de P&D e empresas.

Recursos reembolsáveis

Nos processos de captação de recursos reembolsáveis, é comum as instituições de fomento concederem prazos dilatados de carência, podendo chegar até 48 meses; juros bem inferiores aos praticados por instituições financeiras tradicionais com base na Taxa de Longo Prazo – TLP (*); além de parcelamentos mais longos, no caso do BNDES com prazo de até 120 meses.

Recursos não-reembolsáveis

O acesso a fontes de financiamentos não-reembolsáveis também consiste em uma opção muito desejada por empresas de todos os portes. Mais comumente disponibilizadas para startups, tais fontes de recursos são regidas por editais direcionados à temas bem específicos e com regras de elegibilidade e seleção bastante criteriosos. A grande maioria dos editais atuais exige a participação em parceria com instituições de ensino e pesquisa, além de contrapartidas econômicas e/ou financeiras. Cabe salientar que, nessa modalidade de financiamento, as regras para prestação de contas são rígidas. Aproximar as empresas das universidades é uma estratégia da atual política nacional de fomento à inovação, que vem obtendo muito sucesso por meio de operações como a Empresa de Brasileira de Pesquisa e Inovação – Embrapii, a qual possui dezenas de instituições tecnológicas credenciadas. Há linhas de financiamentos não reembolsáveis disponíveis também na Finep, BNDES e Sebrae.

Incentivos fiscais

Os incentivos fiscais constituem uma modalidade muito importante para o desenvolvimento de inovações tecnológicas. Documento publicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Manual de Frascati reúne diversas metodologias para avaliar economicamente e fomentar a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), definindo inovação como o conjunto de etapas científicas, tecnológicas, organizativas, financeiras e comerciais, incluindo os investimentos em novos conhecimentos, que levam ou que tentam levar à implementação de produtos e de processos novos ou melhorados.

A Lei 11.196/05, também conhecida como “Lei do Bem”, estabelece incentivos fiscais que as empresas podem usufruir de forma automática, desde que realizem pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, podendo chegar a 34% de dedução nos investimentos em PD&I.

Como viabilizar projetos de inovação

Além das modalidades de captação de recursos apresentadas até aqui, quero compartilhar outras formas interessantes para viabilizar seus projetos de inovação. O infográfico a seguir contempla um rol de modalidades de captação de recursos, os quais devem ser alocados conforme a maturidade do projeto e da empresa.

captação de recursos para inovação fundraising

Exercendo atividades como consultor de inovação e captação de recursos, desde 1998, recomendo que sempre seja realizado um diagnóstico do portfólio de projetos de inovação da empresa para, posteriormente, construir uma matriz de possibilidades de captação de recursos mais adequada e com maior chances de captação, seja por meio de financiamentos reembolsáveis, não-reembolsáveis ou incentivos fiscais.

(*) Taxa de Longo Prazo – TLP de 5,09 % ao ano – Fonte: Banco Central em 18/02/2020

Cícero Caiçara Jr. é consultor sênior em Inovação, captação de recursos, gestão Empresarial e E-commerce. Também é palestrante e professor responsável pela disciplina de Criatividade no Programa de Inovação do ISAE Inova. Leia mais posts da sua coluna “Preciso Inovar, e Agora?” para o ISAE.