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Painel Paz e Justiça: perspectivas de religiões, imigrantes e refugiados

No dia 16, em uma noite repleta de emoção e empatia, o painel “Paz e Justiça” da 1ª Semana da Diversidade de Curitiba reuniu líderes religiosos da Umbanda, com o Pai Antônio de Oxossi (Antonio Vitorino Cardoso Neto); do Islamismo, com o Sheikh Rodrigo Rodrigues; e do Budismo, com o Monge Mansei Wada; além de uma imigrante angolana, Amanda Kissua;  e uma refugiada síria, Myria Tokmaji, para debaterem temas como discriminação, preconceitos e exclusão social.

O encontro começou com o relato de Amanda, estudante angolana que veio ao Brasil para se aprimorar academicamente e que há cinco anos reside em Curitiba. “Aqui no Brasil a primeira pergunta que as pessoas fazem é qual o seu nome; a segunda qual a sua religião”, relata Amanda que hoje, atua como ativista na causa negra e no empoderamento feminino por meio do seu blog “Preta Urbana Angolana”. Myria emocionou o público ao contar a dura realidade dos refugiados de guerra, desde a decisão de abandonar sua terra natal até a chegada em um país diferente. “Nossa família foi uma das poucas que conseguiu retirar todos os integrantes da Síria. Quando saímos, nossa cidade Alepo, já estava sob forte bombardeio. O Brasil é um país que estava aberto para receber os refugiados, mas definitivamente não estava preparado para isso”, relata. Anos após a chegada, a família já está restabelecida financeiramente e carrega a força de sua história e tradição. “Estamos aqui para enriquecer ainda mais o Brasil com nossa cultura e tradições”.

Os líderes religiosos falaram não apenas sobre fé, mas sobre a importância da empatia com o próximo, do respeito e da diversidade presente em suas doutrinas. “Não existe paz sem justiça e homens justos buscam a paz. O Islamismo é uma religião de paz, que tem sido deturpada pelas ações e divulgação de atos de pessoas que não comungam do real sentido da religião”, explica o Sheikh. Pai Antônio realizou um resgate histórico e apresentou os conceitos da Umbanda. “A umbanda nasceu no Brasil e é cercada por estereótipos que ocultam a sua pluralidade”. O Monje Mansei Wada explicou a ligação do budismo com a natureza e a importância de aceitar o momento presente. “Nós temos que estar. Não se trata de estar feliz ou triste; não se trata do bonito ou feio; trata-se de ser e estar em sua essência, sem julgamentos”. “Nós somos de religiões diferentes, mas não podemos ser indiferentes uns aos outros”, encerra o Sheikh.

 

Última dia

Fechando a programação, no dia 17, será realizado o painel “Redução das Desigualdades”. A conversa contará com a participação do assessor de Direitos Humanos e Igualdade Racial de Curitiba, Adegmar J. Silva Candiero; a  psicóloga Karimme Santos Casezmark, da startup Laura; do sociólogo Edmar Brustolim, pesquisador associado do Grupo Dignidade; da designer Gabriela Pinheiro, uma das coordenadoras do projeto social Girls Rock Camp Curitiba, e com a mediação da professora Fabiana Schneider. Inscreva-se: http://bit.ly/2HWofxk 

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Dia da Felicidade: Caminhe na direção da felicidade – por Gustavo Arns

Celebrado em 193 países, o Dia Mundial da Felicidade é comemorado no dia 20 de março, mas o que de fato esta data representa? Criado pelo filantropo, ativista, estadista e proeminente assessor especial da ONU, Jayme Illien, o dia foi escolhido para inspirar, mobilizar e promover o movimento global da felicidade e bem-estar da sociedade.

Tão difícil quanto definir o que é felicidade, é saber como atingir a idealização social que temos do que é ser feliz. A definição do termo pelo especialista em psicologia positiva e professor da aula mais concorrida de Harvard, Tal Bem Shahar, diz que a felicidade é, na verdade, a combinação de bem-estar físico, espiritual, intelectual, relacional e emocional. O equilíbrio entre esses aspectos é que irá definir se estamos caminhando em direção aos nossos objetivos.

Bem-estar físico: começamos a pensar em fatores como: qualidade do sono, hábitos alimentares, exercícios físicos. Esse tipo de cuidado básico que o corpo humano necessita para estar em harmonia, muitas vezes são deixados de lado no estilo de vida que vivemos hoje, com multitarefas e inúmeros afazeres que parecem nunca estarem concluídos. É necessário dar a atenção necessária ao bem-estar físico, pois ele será um dos grandes responsáveis pela nossa capacidade de concluir as nossas metas nos demais campos de ação.

Bem-estar intelectual: é também muito importante refletir a respeito do nosso bem-estar intelectual. Analisar se de fato estamos buscando conhecimento em áreas que gostaríamos de ter ou que já temos domínio, mesmo que não estejam necessariamente ligadas a um objetivo profissional. Sentir que o aprofundamento em algum tema está nos trazendo uma construção de sabedoria e conhecimento impacta diretamente na realização de felicidade.

Bem-estar relacional e emocional: no aspecto relacional e emocional, é preciso refletir em como estão os relacionamentos, se o nosso círculo de amizades tem sido algo construtivo e importante, se são pessoas confiáveis e que existe um sentimento verdadeiro mútuo. Um ambiente seguro, onde se possa ser quem realmente é, sem a necessidade de performar um papel que não é seu. Avaliar se você está dedicando um tempo de qualidade para essas pessoas que são significativas na sua vida, estando presente de verdade e se importando com eles da forma correta. Como, por exemplo, desfrutar de uma boa companhia em um jantar agradável sem concentrar os pensamentos em alguma conta para pagar, uma situação estressante do dia ou em mensagens no celular.

Bem-estar espiritual: o bem-estar espiritual é uma avaliação sobre a sua real presença nas atividades que você se propôs a realizar. Estar focado no presente nem sempre é uma tarefa fácil, mas a concentração em desfrutar e aproveitar o momento fará toda a diferença na sua percepção do presente e afetará positivamente suas realizações para o futuro.

É preciso ter um olhar cuidadoso para as sensações do nosso corpo, a forma como você está se sentindo, a vitalidade que você tem tido para realizar as tarefas e demais sintomas que possam surgir e afetar seus objetivos. A partir daí, é possível construir boas metas pessoas e profissionais, focando na direção certa para você quer caminhar neste ano de 2019. Entenda qual é o seu grande objetivo a longo prazo e quais são as pequenas realizações que vão te fazer atingir ele. Traçar metas semestrais, mensais, semanais e diárias que te auxiliem a construir uma possibilidade factível de chegar onde você almeja.

Dentro disso, tem mais uma colocação da psicologia positiva que podemos acrescentar, que o aspecto profissional é uma das esferas humanas, mas que por diversas vezes podemos acabar depositando toda nossa esperança de ser feliz nisso e acabar nos frustrando constantemente. Claro que a realização material é importante e até linhas espirituais vem afirmando que não existe problema em galgar um caminho de conforto, para que tenha uma vida prazerosa e com condições de realizar os sonhos pessoais.

A necessidade de ser feliz que encaramos constantemente na nossa realidade, faz com que estejamos sempre em busca disso e não se pode deixar que os momentos de tristeza, amargura, raiva e sofrimento nos façam desistir do que buscamos. Compreender essas sensações e aceitá-las, faz com que possamos passar pelas dificuldades mais rápido e estejamos mais preparados para construir um futuro como planejado.

 

Gustavo Arns é coordenador do GBA Felicidade: transformando pessoas e organizações do ISAE.

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Mudanças climáticas: algumas considerações necessárias

Em virtude do Dia da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, celebrado no dia 16/03, a professora doutora Isabel Grimm, coordenadora do Programa de Mestrado Profissional em Governança e Sustentabilidade do ISAE, faz considerações importantes sobre fenômeno:

Considerada um desdobramento da crise ambiental, a mudança climática pode ser um dos maiores desafios globais que a sociedade moderna enfrenta, exercendo pressão sobre a estrutura social e política, de comunidades no mundo inteiro em face ao cenário de incertezas sobre o escopo exato e a velocidade dos próximos passos necessários para remediar suas causas e efeitos, especialmente no plano global.

Previsões destacam que para cada grau de aumento da temperatura média global, ocorrerá uma queda de 20% na disponibilidade de recursos hídricos para 7% da população mundial; se as emissões de gases do efeito estufa seguirem subindo, no pior cenário, até o fim do século XXI, o número de pessoas expostas a grandes enchentes será três vezes maior do que se as emissões tiverem sido reduzidas; maior possibilidade de mortes resultantes de ondas de calor; maior exposição a doenças transmitidas pela água e por alimentos e o aquecimento global colocará em risco a produtividade pesqueira e os serviços ecossistêmicos dos oceanos (IPCC, 2013). Tais consequências recairão também aos povos que menos contribuem para as emissões de gases de efeito estufa, uma das causas da mudança do clima. Portanto, seriam as variações climáticas um novo fenômeno de injustiça global?

Considerando que as atividades humanas, em relação às mudanças climáticas, podem ser desprezíveis se comparadas à uma perspectiva global e de cronologia geológica, como supõe alguns cientistas, deve-se ter em conta, porém, que a ação conjunta destas com outros agentes atmosféricos são relevantes.

Assim, são importantes as reflexões sobre mudanças climáticas e possíveis futuros, construindo cenários que avalie causalidades, tendências e ciclos do passado, o que ocorre no presente e pode se estender ao futuro. Nesse momento, é cabível observar que as hipóteses sobre mudanças climáticas devem ser analisadas considerando-a como um fenômeno complexo, relativo, volátil e compatível com a importância do princípio da incerteza e da precaução.

Conexão Cultural: evento promove o encontro de alunos estrangeiros

Com o objetivo de acolher ainda mais os alunos estrangeiros do ISAE Escola de Negócios, fazer com que eles se sintam confortáveis no Brasil e que possam aproveitar ao máximo essa experiência, o Núcleo de Ações Internacionais do ISAE, promoveu um evento no qual os alunos puderam se conhecer, trocar experiências e ainda comentar sobre o tema proposto: Corrupção na América Latina – panorama e impactos. O encontro aconteceu no dia 21 de fevereiro, no Nooma Hotel, em Curitiba.

“É muito interessante conhecer os pontos de vista dos nossos amigos colombianos, chilenos e peruanos sobre aspectos da América do Sul, além de entender como é a visão deles de nosso país. A discussão sobre corrupção está em alta em todos esses países e é preciso refletir e entender como mudar esse panorama. Todos têm seu papel para que haja uma melhora neste contexto”, observa Gustavo Loiola, supervisor da Assessoria da Presidência e Sustentabilidade do ISAE.

O evento, foi a oportunidade de Matteo Bachmann, estagiário do ISAE que veio da Alemanha e contribuiu por seis meses na área de Internacionalização, se despedir. “O tempo que fiquei aqui foi muito gratificante. Conheci a cidade de Curitiba, a cultura dos brasileiros e, principalmente, aprendi muito no ISAE. Questões sobre Sustentabilidade, Educação Continuada, ONU, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, Formação de Líderes Globalmente Responsáveis foram as que mais me chamaram a atenção e que com certeza vou levar para a minha cidade, Eisenach, e continuar disseminando esse conhecimento”, conta Bachmann.

A troca entre brasileiros e estrangeiros é muito rica, pois possibilita a ampliação da visão cultural e até mesmo de questões maiores, como a própria corrupção em países latinos. “Temos que ter a consciência que esse tema não se refere apenas à políticos e juízes, que todos têm a responsabilidade de conscientização das boas práticas, de vigilância de governo e a difusão da informação pode contribuir para a prevenção e contenção dessa corrupção”, comenta Loiola.

Nesse pensamento, essas ações como esse evento, realizado pelo ISAE, são de extrema importância, visto que o Brasil caiu nove posições no Índice de Percepção da Corrupção, segundo o movimento de Transparência Internacional que realizou a pesquisa. Entre 180 países avaliados, o Brasil ocupa a 105º posição. [acesse a pesquisa]. “ O ISAE sempre estará preocupado em promover debates com o intuito de disseminar o desenvolvimento e integração de países do Mercosul”, afirma o supervisor da Assessoria da Presidência e Sustentabilidade do ISAE.

Gustavo Loiola e Matteo Bachmann, da área de Internacionalização do ISAE. 

Nova política do MPF em sintonia com o Programa de Inovação do ISAE para cooperativas

Uma nova política do Ministério Público Federal (MPF) coloca a inovação e a sustentabilidade em foco: a InovaMPF promove a desburocratização de serviços por meio da tecnologia, da colaboração e da valorização das pessoas e tem como pano de fundo os objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS) da ONU. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o secretário-geral do MPF, Alexandre Camanho, assinaram a política na sexta-feira, dia 25 de janeiro, e preveem um ano cheio de projetos inovadores por todo o país.

Um dos maiores desafios da InovaMPF é impulsionar uma cultura de inovação que permeie todas as metodologias de trabalho dos serviços do MPF. Com a coordenação da Secretaria-Geral (SG), foi instituída a Assessoria de Sustentabilidade e Inovação (ASI), que terá o papel de incentivar as iniciativas inovadoras, além de ser responsável pelos InovaTimes, Comitês de Inovação que prestarão o auxílio nas atividades, estudos e diagnósticos desses projetos.

O fomento à cultura da inovação e o estímulo ao trabalho colaborativo já são expertises do ISAE Escola de Negócios. Em abril de 2018, o ISAE deu início ao Programa de Inovação para o Cooperativismo Paranaense (PICPR), uma iniciativa em parceria com a Arbache Innovations e o Sistema Ocepar. Os objetivos do PICPR muito se alinham aos da InovaMPF: criar uma cultura receptiva a projetos de inovação, capacitando pessoas dentro das maiores cooperativas do estado do Paraná para liderarem esses projetos.

O Programa de Inovação do ISAE está estruturado em 4 etapas: Mapeamento de Competências, Formação Comum, Formação Específica e Aplicação e Multiplicação. No Mapeamento, foram 515 colaboradores de mais de 70 cooperativas paranaenses que tiveram seus perfis profissionais diagnosticados como Agentes de Inovação ou de Transformação, por meio de uma plataforma gamificada com bases de neurociência e psicologia. Já a segunda etapa, que iniciou a formação desses Agentes em setembro de 2018, ocorreu com 14 turmas em 11 cidades diferentes do Paraná e proporcionou encontros com disciplinas como Inovação e Competitividade, Liderança, Empreendedorismo e Inovação Aberta.

O PICPR está ultrapassando as fronteiras do “Paraná” e se tornando um Programa nacional em 2019. Hoje, além das maiores cooperativas do Paraná, o ISAE também está levando o programa para o Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo – todos nos próximos 6 meses – e tem expectativa de capacitar mais agentes de inovação e de transformação em vários outros estados do Brasil.

A divulgação da Portaria 33 de 24 de janeiro do MPF trouxe uma grande validação do trabalho que tem sido feito no PICPR. A política leva em consideração, nas suas disposições, “a imprescindibilidade de promover mudança de cultura organizacional para fomentar a inovação e promover a sustentabilidade com maior engajamento de servidores” – propósito alinhado com o programa em andamento no PR.

A sintonia de objetivos entre o InovaMPF e o PICPR dá ainda mais subsídios para que o progresso seja contínuo na área de pesquisa, capacitação e geração de conteúdo. Tudo isso para que a busca pela cultura da inovação seja o foco não só do serviço público e das cooperativas, mas também em todo tipo de empresa no país – e nisso o ISAE também já começa a colocar a sua experiência. Ainda em 2019, o Programa de Inovação para o Cooperativismo será “pivotado” para atender outros tipos de organização privada – mas este é um assunto imperdível para outro artigo.

 

Fonte: MPF

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