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> Conexão Academia-Empresa-Sociedade debateu sobre mecanismos de combate à corrupção

Ex-alunos do Mestrado ISAE contaram suas experiências sobre o tema
Conexão Academia-Empresa-Sociedade debateu sobre mecanismos de combate à corrupção

 

O evento Conexão Academia-Empresa-Sociedade teve como tema “Corrupção: reflexos e mecanismos de combate”, ocorreu no dia 26 de setembro e teve como convidados os palestrantes André Alves, Alexandre Mugnaini e Eloir Joakinson Junior, todos ex-alunos do Mestrado Profissional em Governança e Sustentabilidade do ISAE Escola de Negócios.

Nesse encontro foram discutidos temas referentes à corrupção dentro das empresas, ferramentas de denúncias de fraudes, compliance e ações para evitar, detectar e combater inconformidades dentro de uma organização. “Esse é um tema que deve estar em pauta em todas as empresas e que quanto mais discutido, mais benefícios pode trazer”, comentou Alexandra Arnold, mediadora do debate e docente do Mestrado do ISAE.

Alexandre Mugnaini, coordenador do Programa de Integridade da Itaipu, comentou números e dados que refletem o problema da corrupção no Brasil e no mundo. “A população mundial está cada vez mais à mercê da corrupção, no geral 85% da população vive em países com altos índices de corrupção. Vemos como é prejudicial, uma vez que, quanto maior a honestidade da população, maior o PIB de um país”, observou.

Segundo pesquisa global feita pela empresa de consultoria e auditoria Ernst & Young (EY), que ouviu 2.550 executivos de 55 países, mostrou que para 96% dos profissionais brasileiros entrevistados, as práticas de suborno ou corrupção ocorrem amplamente nos negócios. Nessa mesma pesquisa o Brasil ficou em primeiro lugar como mais corrupto de um total de 53 países e regiões participantes da pesquisa.

Analisando a realidade brasileira, os palestrantes comentaram que conversas sobre corrupção aumentaram quando foram expostas atitudes do governo e ações judiciais dos casos, como a Operação Lava-jato, mas que apenas criticar não basta, é preciso desenvolver planos de ações para ter resultados mais efetivos no cotidiano da sociedade e principalmente em empresas.

O ex-aluno do ISAE e gerente de auditoria da Copel, Eloir Joakinson, contou como identificam e interrompem condutas ilegais na empresa. “Descobrimos o quão impactante e positivo foi a decisão de mudar o canal de denúncias interno para um canal de denúncias externo. O engajamento dos colaboradores aumentou astronomicamente, evitando o desconforto que o meio anterior pudesse gerar na equipe. Ao meu ver o grande pulo do gato no combate à corrupção é dar voz aos colaboradores. Se explorarmos e passarmos corretamente sobre todo o processo de governança, não tem como ‘por para debaixo do tapete’ alguma situação denunciada, todo esse processo dá certo e traz soluções assertivas”, afirmou.

Os participantes ressaltaram essa importância de aumentar o engajamento dos colaboradores na missão de combater atos ilícitos, ressaltando ações de conscientização e também sobre o conceito do Triple Bottom Line, ou Tripé da Sustentabilidade, que é muito trabalhado no Mestrado do ISAE, como pano de fundo para a construção da responsabilidade social em toda a empresa. “As questões éticas, os princípios e a transparência devem anteceder a implementação de processos, produtos e serviços”, completou Joakinson.

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