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Fórum de Economia promovido pela Amcham trouxe Eduardo Giannetti e contou com apoio do ISAE.
Fórum de Economia

Na última quinta-feira (22), Tania Mara Lopes, diretora de Gestão Corporativa do ISAE e Norman de Paula Arruda Neto, assessor da presidência representaram a Escola de Negócios no Fórum de Economia: entre a dúvida externa e a dívida interna, promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham-Curitiba).

Durante três horas Eduardo Giannetti – PhD em Economia e um dos maiores pensadores da economia contemporânea; Andrea Chamma – ex-vice-chairwomen do Bank of America Merrill Lynch e eleita uma das mulheres mais influentes do Brasi;l e Bernard Appy – ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e diretor do Centro de Cidadania Fiscal; apresentaram suas perspectivas acerca das ações imprescindíveis rumo à eficiência, estabilização e fortalecimento econômico do país. Entre os assuntos abordados estavam as questões que barram a produtividade e competitividade do Brasil e as medidas para alterar este cenário e impulsionar a economia.

“Hoje, a economia não está centrada, mas ela se tornou circular”, as palavras de Andrea Chamma abriram as discussões no Fórum. “Temos que pensar como envolvemos toda a cadeia produtiva levando em consideração muito além do lucro, valorizando o que verdadeiramente importa: o impacto social”, explica. Para ela, o mundo saiu da era individualista e segue para o coletivo. “A palavra chave é desconstrução: teremos que reaprender a sair do eu e caminhar para o nós”, enfatiza.

Já Bernardy Appy falou sobre as distorções do Sistema Tributário brasileiro. “O nosso sistema tributário muda a forma de tributar e muda para pior – ele se tornou totalmente disfuncional”. Ele defende uma tributação mais racional para facilitar a atuação das empresas e também mais progressiva. “A tributação da renda é assim: quem tem renda alta tem que pagar mais”. Porém, enfatizou que o processo será longo. “A maior distorção na nossa tributação está sobre bens e serviços. A maior parte dos países do mundo tributa bens e serviços com um imposto, normalmente o imposto sobre valor adicionado, o IVA. No Brasil temos quatro: IPI, PIS/Cofins, ICMS e ISS” Para ele, a questão é como reformar esses tributos. “Propomos a criação de dois novos tributos, que na verdade é um só: um seria a Contribuição Geral sobre o Consumo, que substituiria o PIS/Cofins, e o Imposto Geral sobre o Consumo, que substituiria o ICMS e o ISS, isso levaria décadas, mas seria efetivo”, defende.

Para finalizar, Eduardo Giannetti focou em dois pontos: a Operação Lava Jato e a perspectiva política e econômica brasileira. Por meio de um resgate histórico, o economista enfatizou que o processo crônico de corrupção exposto hoje, foi crescendo lentamente ao longo dos anos. “O Brasil estava com um câncer assintomático. Não tínhamos ideia do que estava acontecendo na relação entre o público e privado e por mais doloroso que seja, saber disso, nos dá uma chance inédita de corrigir essa deformação patrimonialista do Estado brasileiro. Nunca se foi tão exposto a crueza a incestuosidade entre público e privado na condução dos negócios do país”.

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