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Quarentena do coronavírus, semana 1: diário do ISAE Inova

Trabalhar em home office não é uma prática incomum. Aliás, estima-se que, mesmo antes da crise do novo coronavírus, mais de 30% das empresas brasileiras já contemplavam essa modalidade no seu modelo de negócios.

Infelizmente, para muitos de nós, foi necessária uma pandemia para que conhecêssemos todas as dores e sabores que só o trabalho remoto pode proporcionar.

Quando o ISAE optou por manter seus colaboradores em segurança e nos mandou para casa para atuar em home office, foi tudo muito rápido. O programa de teletrabalho, que já estava em desenvolvimento pra iniciar em abril, com calma e planejamento, teve que ser apressado por motivos de força maior. E, então, cá estamos nós, desde terça-feira, dia 17 de março, trabalhando no conforto das nossas residências.

A não ser que…

… conforto mesmo?

Reuni o meu time do ISAE Inova, área estratégica de inovação do ISAE, para contar a sua experiência nessa primeira semana de home office: assim, mais do que nunca, mostramos que todos estão juntos nessa! Confere aí:

Thiago: “Eu moro no meu escritório, onde minhas filhas tem aula de piano”

Minhas filhas fazem piano e estamos tendo que nos adaptar pra que as aulas semanais aconteçam. Temos um teclado em casa, elas praticam e enviamos vídeos pra professora.

Além disso, nós desenhamos uma nova rotina e colamos na parede, pra garantir que cada coisa tenha seu tempo designado. Tem funcionado pra quase todos nós – apenas o de três anos não segue.

Agora, temos um cronograma em que tudo se encaixa, tanto as tarefas domésticas como a higiene e a organização, como os momentos de lazer (sozinhos e com a família). 

Ah, e estudar, também. Vale a observação de que, nessa parte da escola, elas estão fazendo a mãe se passar por professora.

Depois de tudo isso, ainda estou tendo que me adaptar a ficar mais tempo ainda em frente ao computador: minhas aulas de mestrado passaram a ser online. Então, tem dias, como hoje, que eu vou sentar na frente dessa tela de manhã até a noite.

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Suellen: “Eu sou mãe. O planejamento me pertence”

Eu já estava me preparando pra isso. Sou meio planejadora, então eu já sabia o que tinha que fazer quando entrássemos em home-office. Meu plano era seguir a rotina parecida com a que já faço: acordar cedo, fazer um Nescau pra Luiza (minha filha, e não a que trabalha comigo!) e mandar ela pra escola. Assim eu teria um tempo pra tomar meu café relaxada e começar o trabalho às 9h.

Mas aí, já no primeiro dia, a Luiza teve febre e não foi pra aula. Então, ela acordou cedo, nós cuidamos dela, medicamos e ficamos monitorando. Eu liguei meu computador às 8h30. Assim que deu, comecei a fazer as minhas prioridades – geralmente e-mail – e deixei pra tarde o que tinha menos urgência.

No primeiro dia, achei super produtivo. Consegui fazer bastante coisa, adorei ficar em casa!

Aí no segundo dia já  senti que eu estava um pouco mais tranquila. Estranhei. Até perguntei pro Thiago se tinha alguma demanda, já que quando estamos no escritório chega coisa pra fazer toda hora… Então usei a oportunidade pra pensar em coisas estratégicas que estavam paradas e seguir adiantando o resto das demandas.

Nesse meio tempo, a escola da minha filha fechou.  E mandou todos os livros de alfabetização dela pra casa, pra que a gente desse continuidade no que eles estavam trabalhando. Isso é uma novidade pra nós, então já criamos um grupo das mães pra nos ajudarmos.

Além disso, meu marido ainda não conseguiu sair do trabalho pra ficar em casa. Então espero ele chegar pra conduzir as tarefas de lição e cuidados com a Luiza, já que, por estar grávida, muita coisa me deixa cansada ultimamente.

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Luiza: “Meu colegas de trabalho latem”

Tenho seguido (quase) todas as recomendações dos artigos sobre home office que eu li: trocar de roupa, separar um espaço só para o trabalho, fazer pausas, listar prioridades, deixar claro aos moradores da casa quais são os momentos em que eles absolutamente não podem me incomodar…

Só que essa última parte tem sido meio complicada. Não pelo meu marido – infelizmente ele ainda não foi liberado pra trabalhar em casa. Mas pelos outros dois residentes.

Quando eu tento explicar para eles que eu só levantei pra encher meu copo d’água, e não pra iniciar uma gincana, eles latem.

Quando eu comecei uma reunião online via Microsoft Teams com o time de Marketing, eles entenderam que eram mais 5 pessoas pra brincar, e latiram.

 Quando algum vizinho ousa entrar e sair da sua própria casa, eles, ultrajados, também latem.

Claro que são casos isolados e tudo ficou bem no fim – aprendi a separar momentos de entretenimento com eles (e isso tem contribuído muito para a minha saúde mental!), deixei o microfone no mudo na reunião e só liguei quando precisava falar, e quanto aos vizinhos… bom, com a recomendação de diminuir a circulação de forma geral, não é tão frequente assim a ponto de atrapalhar.

E, na verdade, o que eles mais fazem é dormir e me olhar. Nada paga essa companhia.

A rotina ficou diferente, a forma de medir minha produtividade também, mas acho que é uma questão de hábito e disciplina. A primeira semana ainda parece um pouco com férias, apesar das entregas que fiz. Ansiosa pra ver como será a próxima.

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Jakelyne: “Meu checklist de demandas precisa ter entrega de afeto”

No primeiro dia, me senti bem produtiva: silêncio, sem interferência de telefonemas, acabei tendo mais foco. Não me importei muito com a falta de contato humano, pois como eu fico pouquíssimo tempo em casa normalmente, decidi aproveitar meu tempo aqui.

No segundo dia, já foi um pouco mais complicado, pois estava com o meu filho pequeno em casa. Ele, por não entender muito bem o que está acontecendo, me disse: “mãe, agora você só trabalha e não vai mais me dar atenção”. Apertou meu coração.

Agora, com o fim de semana chegando e eu sendo uma pessoa que odeia ficar sozinha, já começou a me dar um pouco de angústia. Sei que é por uma razão maior, para o meu bem, do meu pequeno e dos demais. Mas eu, que tinha levado meu filho para a casa do pai dele para me ajudar, agradeço que hoje ele está voltando pra casa!

Vejo que é preciso criar uma rotina em que eu consiga realizar minhas entregas e ao mesmo tempo não deixar de dar a atenção para ele! Será um período de adaptação para mim e para ele também.

Conclusão

Sem dúvidas, o número de entregas caiu nesta semana – e nesta semana apenas – em comparação à vida de escritório. Estamos nos adaptando a uma rotina que não tínhamos, e que vai precisar de um tempo de maturação. Por isso, primeiro é necessário entendermos que o nome é home office por um motivo: além do office tem toda a vida da casa, os cachorros, as crianças, marido/esposa. E acho que, apesar da dificuldade inicial, esta é a beleza desse modelo de trabalho.

Infelizmente não dá para apenas espelhar a vida de escritório em casa; isso não funciona. Se fosse assim, ninguém optaria por home-office. Desde que nós  aprendamos a contornar as coisas pessoais ou a encaixá-las em momentos específicos do dia, vai ser mais do que possível retomar a produtividade que tínhamos antes.

Somos pessoas com bagagens bem diferentes, passando por um momento muito parecido – não apenas um com os outros, mas com o restante do mundo. Vamos tornar a experiência engrandecedora, tanto para o nosso trabalho, quanto para a nossa vida pessoal.

O time do ISAE Inova deseja que todos permaneçam seguros neste momento delicado e que saiamos dessa ainda mais fortes e educados.Como vocês estão depois de uma semana em home office?

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Luiza Miranda é a responsável pela comunicação do ISAE Inova. Publicitária de formação, redatora por paixão, gosta de ouvir e contar histórias desde que se dá por gente.

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