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Giro nos Negócios

Giro no Prêmio Ozires Silva

O Giro nos Negócios desta edição mostra os melhores momentos da festa do Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável, iniciativa do ISAE/FGV e GRPCOM, com apoio do Sebrae/PR e Itaipu Binacional, que ocorreu no dia 20 de fevereiro, no Palácio Garibaldi, em Curitiba. O evento contou com a presença de Ozires Silva, o qual dá nome à premiação, e reconheceu os melhores projetos inscritos nas categorias: social, educacional, ambiental e econômico.

 

02

Categoria Ambiental

Equipamento reduz os custos e consumo de recursos naturais nas indústrias

Empresa na modalidade micro e pequeno porte


Pensando em unir a alta produtividade com redução de custos e consumo de recursos naturais, a empresa ECONOMASTER Tecnologia Industrial em Aquecimento lança o projeto ECONOMASTER. A proposta, que leva o mesmo nome da empresa, é um desafio não somente para ela, senão todos os polos industriais que utilizam água em altas temperaturas.

O projeto funciona desde 2003 com a intenção de reduzir os custos com produção de vapor para o aquecimento de águas que abastecem as máquinas lavadoras. O aquecimento por injeção direta de vapor da água, como é utilizado na maioria dos casos, é retirado. Passa-se a consumir, então, a água já na temperatura desejada, que se encontra depositada em uma central de aquecimento. Utiliza-se uma pequena massa de vapor em apenas um ponto para aquecer volumes de água que abastecerão todas as máquinas com total estabilidade. Como não existe mais o tempo de espera no aquecimento direto nas máquinas, porque sempre haverá água disponível na central com a temperatura desejada, ganha-se na capacidade de produção. “A redução dos custos com a geração de água é reduzida drasticamente. Em todo o Brasil, os gastos e desperdícios de energia são exorbitantes e a cultura de tecnologias ultrapassadas se mantém há anos. Acredito que, por meio de uma conscientização de governantes e empresas, podemos mudar esse absurdo”, ressalta o responsável pela área comercial da Economaster Tecnologia Industrial em Aquecimento.

Em média é gasto mais de 50% do vapor produzido pelas caldeiras para o aquecimento de água. A economia gerada pelo ECONOMASTER chega de 30% a 50%, diminuindo assim os valores gastos com materiais para combustão, como: lenha, cavaco, briquete, óleo combustível derivado de petróleo – BPF, etc. O ganho de produtividade chega a ser de 10% a 15%, aumentando assim a qualidade dos processos. Além de ganhar na qualidade da água, não existe contaminação com óxido de ferro trazido pelo vapor, diminuindo, assim, a emissão gases poluentes na atmosfera e contribuindo com o meio ambiente.

  • Os benefícios para sociedade:

    - Reduzir o consumo de recursos naturais para o aquecimento hídrico;

    - Diminuir custo em manutenção e operação;

    - Melhor qualidade hídrica, sem contaminação, proporcionando rapidez e qualidade nos processos e oferecendo superioridade em seus produtos finais;

Crédito: Francisco Martins/ Temaphoto

Economaster recebe o Prêmio Ozires Silva

Projeto desenvolvido por: Alberto Freire Martins, Especialista em Desenvolvimento de Projetos da ECONOMASTER Tecnologia Industrial em Aquecimento.

03

Categoria Ambiental

Rede de cooperação articula o desenvolvimento sustentável na região amazônica

Empresa na modalidade médio e grande porte

Criado em março de 2009 pelo Fundo Vale, o “Programa Municípios Verdes” é uma rede de cooperação que investe recursos financeiros, técnicos e de gestão para oferecer suporte ao desenvolvimento sustentável em municípios críticos da Amazônia.

O Fundo Vale, da companhia Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, desenvolve programas sustentáveis induzindo ações transformadoras para as sociedades, mercados e meio ambiente. O “Municípios Verdes” é um dos projetos que visa apoiar um novo pacto de desenvolvimento sustentável em municípios críticos ao longo da fronteira da exploração madeireira ilegal e de combate ao desmatamento. Para a escolha inicial dos municípios, o Fundo Vale se inspirou na lista divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente de municípios com alto grau ou risco de desmatamento (Decreto 6321/2007), para torná-los municípios verdes – que são aqueles que desenvolvem atividades produtivas sustentáveis com baixa emissão de carbono e alta responsabilidade sócio-ambiental, como compara a Diretora de Operações do Fundo Vale, Mirela Sandrini “Em Paragominas, município do Pará, a iniciativa chamada Pecuária Verde, envolveu os produtores para que eles aumentassem sua produtividade, sem precisar desmatar mais nenhuma floresta, apenas usando as terras já degradadas. Paragominas, antes conhecida como "Paragobala", é hoje um exemplo de que é possível mudar”.

Legalização de propriedades irregulares e recuperação de áreas degradadas são algumas das ações do programa, que é realizado entre 33 municípios dos Estados do Amazonas, Pará e Mato Grosso. 500 mil pessoas que se encontram em uma área de 520.993 Km², com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), baixo grau de escolaridade e de baixa renda são beneficiadas pelo projeto. Além dos municípios que recebem atuação direta, o Programa Municípios Verdes é replicado em outras 60 cidades que têm parceria com o Governo do Estado do Pará.

  • Os benefícios para a sociedade:

    Promover o trabalho em rede, sistêmico e estruturante;

    - Desenvolver a visão social, ambiental e econômica;

    - Elevar o grau de protagonismo comunitário;

 

Projeto representado por: Mirela Sandrini, Diretora de Operações do Fundo Vale.

Crédito: Arquivo Marketing ISAE/FGV
 

Região onde o projeto atua

04

Categoria Ambiental

Resíduos sólidos são aproveitados para produção de energia renovável

Modalidade estudante

 

A mistura de gases, gerada pela decomposição anaeróbica dos materiais orgânicos contidos no interior da massa de resíduos urbanos já aterrados, é o chamado biogás. Em seu projeto, Rafael estabeleceu critérios técnicos para aperfeiçoar o processo de captura do biogás e do seu aproveitamento a partir dos resíduos sólidos de aterros sanitários. No Brasil, existem inúmeros aterros sanitários públicos e privados em funcionamento ou já encerrados. Esses aterros produzem o biogás, que é matéria prima para uma geração de energia elétrica renovável e limpa. O projeto ajudaria a tornar a matriz energética do país mais heterogênea e reduzir os impactos globais provocados pela falta de tratamento dos resíduos sólidos urbanos. “A proposta considerou como base para o estudo de viabilidade técnica e econômica o Aterro Sanitário de Curitiba, mas a metodologia é válida para qualquer aterro sanitário encerrado”, explica o estudante.

 Crédito: Arquivo Marketing ISAE/FGV

Aterro sanitário de Curitiba

 

O trabalho cita critérios, bem como pontos do planejamento técnico e construtivo da sistematização de captura e condução do biogás. O processo foi apresentado com o levantamento de informações sobre o aterro, como: seu tempo de vida útil, histórico de resíduos, vazão e levantamento topográfico, junto à utilização de um software específico para distribuição dos pontos de captação do gás e dimensionamento das subestações que recebem as tubulações provenientes dos pontos de captura. As subestações se interligam às coletoras, onde o biogás é submetido a altas pressões, conectando-se à usina propriamente dita, onde o biogás será tratado. O gás alimentará os motores, e estes estão conectados aos geradores que produzirão energia elétrica em 380 V. Esta energia será injetada no sistema de distribuição da concessionária local, com a transformação ocorrida numa subestação de dimensões prediais.

  • Os benefícios para a sociedade:

    - Produzir energia limpa;

    - Gerar créditos de carbono;

    Causar impactos socioambientais positivos;

Projeto desenvolvido por: Rafael Rodrigues, estudante do Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE/FGV).

 

05

Categoria Econômico

Modelos e processos empresariais são utilizados para produção sustentável

Empresa na modalidade médio e grande porte

A proposta da empresa Sofhar, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), é desenvolver um processo de indicadores de sustentabilidade que possa ser aplicado às operações da cadeia de valor das empresas. Para isso, a empresa apresenta o projeto de inovação chamado: Desenvolvimento de modelos e processos para produção sustentável.

O modelo define os objetivos de desempenho estratégicos que podem ser convertidos em ações concretas que serão gerenciadas, avaliadas e medidas por meio de indicadores de sustentabilidade. Estes indicadores são estruturados por modelos teóricos de sistemas de medição de desempenho integrados, pela inserção e categorização das exigências referentes às normas no contexto das operações da cadeia de valor, bem como na estrutura das áreas de decisão limites à estratégia de operações.

Crédito: Sofhar

As instituições são estimuladas a reportar ações e resultados ligados ao seu negócio e de repensar estratégias na busca pelo desenvolvimento sustentável. As certificações e os relatórios de sustentabilidade são instrumentos utilizados para esse processo de comunicação, que contribuem à gestão das empresas. O Brasil está entre os cinco países que mais publicam relatórios de sustentabilidade com base no modelo do Global Reporting Initiative (GRI), apontando a tendência por parte das empresas de buscar modelos de negócios mais sustentáveis e de transparência na condução das atividades. A carteira de ações de Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa, composta por cerca de 40 empresas, registra ganhos superiores às carteiras tradicionais. Diversas instituições financeiras e de fomento, como o BNDES, já possuem linhas de crédito direcionadas para projetos e/ou empreendimentos alinhados com o conceito da sustentabilidade.

A validação dos indicadores de sustentabilidade formulados baseia-se nos aspectos relativos à sua consistência, precisão, capacidade de atualização e justificativa, juntamente com suas características relacionadas à utilidade, viabilidade e usabilidade. Com base na aplicação do processo em um projeto de inovação em gestão sustentável, verificou-se sua utilidade para esclarecer as exigências de normas e diretrizes. Adiciona-se uma melhor visão das relações existentes entre as diversas normas e a correlação entre os indicadores para mensuração, redução e gestão, em complemento a uma associação mais direta com a cadeia de valor. “O projeto é inédito, pois busca integrar objetivos e metas estratégicas de desempenho econômico, social, ambiental e de governança corporativa da empresa numa única plataforma integrada ao business intelligence - BI”, explica Wilmar Prochmann, diretor-presidente da SOFHAR Gestão&Tecnologia.”. A gestão de operações, com base em indicadores, cria condições para a avaliação contínua do contexto de desenvolvimento sustentável atual.

Crédito: Sofhar

Colaboradores da Sofhar

  • Os benefícios para a sociedade:

    - Boas práticas de governança corporativa;

    - Criar condições para avaliação da estratégia de operações em um contexto de desenvolvimento sustentável;

Projeto desenvolvido por: Roberto Luciano Clementi – Diretor de Operações da SOFHAR Gestão & Tecnologia, Jose Marcelo Almeida Prado Cestari – Gerente de Desenvolvimento da SOFHAR Gestão &Tecnologia, Carla Gonçalves Machado, Msc. - PUCPR / Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas, Prof. Dr. Edson Pinheiro de Lima - PUCPR / Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas, Rafael A. Kluska, Eng. - PUCPR / Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas, Leandro Navarro Hundzinski – PUCPR / Graduação em Engenharia de Produção e Letícia Maoski Rocha – PUCPR / Graduação em Engenharia de Produção

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Categoria Econômico

Gestão de Frotas aposta em tecnologia para redução de custo e de acidentes no trânsito

Empresa na modalidade micro e pequeno porte

Crédito: Golsat/ Arquivo Marketing ISAE/FGV

"O objetivo maior da PGF é alertar as empresas sobre a responsabilidade social que elas possuem..."

Baseado no comportamento irregular dos condutores e no alto custo que as empresas despendem com suas frotas, o projeto Política de Gestão de Frotas (PGF), criado em 2011 pela empresa GolSat Tecnologia em Rastreamento Ltda., aposta na utilização da tecnologia de rastreamento para gerar indicadores que auxiliem as empresas a acompanharem e reduzirem os riscos de acidentes e o custo com sua frota.

Estamos na Década da Ação pelo Trânsito Seguro, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Governos de todo o mundo se comprometeram a tomar novas medidas para prevenir os acidentes no trânsito, que matam cerca de 1,3 milhão de pessoas e ferem de 20 a 50 milhões de pessoas a cada ano. Além disso, a compra de veículo, que por consequência leva a adesão de: seguro, sinistros, manutenções e combustível, é o principal item que compõe o custo para manter uma frota. Diante desse quadro, torna-se imprescindível a discussão sobre qual a importância das empresas que utilizam carros para exercer suas atividades, apontando alternativas economicamente rentáveis à gestão de frotas.

“O objetivo maior da PGF é alertar as empresas sobre a responsabilidade social que elas possuem, uma vez que elas liberam os veículos para que seus funcionários possam trabalhar e, muitas vezes, não há um controle efetivo de como eles estão dirigindo”, explica a Gerente de Marketing da GolSat, Loraine Santos. A PGF analisa itens que caracterizam problemas gerais e que podem ser aplicados a todas as organizações, como excesso de velocidade, RPM, utilização do veículo fora de horário, entre outros. Trata-se de uma política embasada nas desconformidades cometidas pelo condutor que utiliza o carro da empresa para realizar seu trabalho. Esses indicadores são fornecidos pelo sistema de telemetria, aplicados entre principais clientes da empresa.

  • Os benefícios para a sociedade:

    - Tornar as empresas mais conscientes sobre seu papel diante do cenário caótico do trânsito e os altos índices de acidentes;

    - Prática de uma condução mais saudável, que traga resultados positivos para a; empresa e, especialmente, benefícios para a população

Projeto desenvolvido por: Loraine Santos, Gerente de Marketing da GolSat, Flavio Tavares, Gerente Nacional de Vendas da GolSat e Ricardo Imperatriz, Diretor da GolSat

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Ping-Pong

Qual o futuro do empreendedorismo?

Ozires Silva comenta sobre inovação, incentivo das universidades, entre outras coisas

Crédito: Francisco Martins/Temaphoto

Ozires Silva: "O Brasil, por exemplo, já absorveu a ideia de que é necessário contribuir para o  desenvolvimento de tecnologias."

 

Na década de 60, um homem que pensava que o Brasil poderia se tornar em uma potência na aviação juntou um grupo de pessoas para colocar o projeto no papel. Na época, isso era praticamente impossível, pois o país passava por um período crítico em sua economia. Mas, para Ozires Silva, a ideia poderia alavancar a imagem brasileira no cenário mundial.

Se naquela época era difícil empreender, hoje em dia é diferente. A cada dia, novas ideias surgem em diversos lugares do mundo. Mesmo assim, muitas dessas iniciativas ficam apenas no papel por falta de incentivo financeiro, do governo, da empresa e até mesmo dos colegas próximos.

E para o futuro? Qual a previsão? O que se espera das empresas privadas e governamentais? O brasileiro é um povo empreendedor? 

Veja essas e outras respostas, agora, no bate-papo com Ozires Silva, falando sobre o futuro do empreendedorismo:

Perspectiva – Quais as perspectivas de futuro na área de empreendedorismo?

Ozires Silva -  O empreendedorismo apresenta na atualidade, possivelmente, a iniciativa de primeira prioridade entre as tantas que justificam aspirações, e mesmo esperanças, do desenvolvimento econômico das nações. Como constatamos, nos dias de hoje, os consumidores definitivamente são movidos pela inovação de produtos e serviços, que na atualidade são oferecidos em variedade e quantidade realmente expressivas no comércio exterior internacional. Os países tradicionalmente desenvolvidos têm aplicado muitos recursos, públicos e privados, para incentivar a criatividade colocando os inventores e pesquisadores em empresas e universidades, interessados em avançar sobre o desconhecido, buscando novas soluções para novos e velhos problemas. Do mesmo modo, os países emergentes, com destaque para a Coréia do Sul e China, estão crescentemente melhorando suas alternativas de exportação de bens de valor agregado cada vez maior, e sobretudo mais complexos e capazes de responder com eficiência às aspirações dos consumidores mundiais. Deste modo, se muitos se surpreendem com o que vem acontecendo nesse quadro de mudanças de ofertas, podem todos ter a certeza de que tais processos de criação e de inovação tendem a se acentuar para o futuro.

 

P– O que falta para que ideias cada vez mais inovadoras sejam efetivamente utilizadas?

O.S. - Dentro de suas possibilidades internas, os países buscam soluções para que as ideias, cada vez mais inovadoras, realmente se transformem em produtos que gerem receitas de venda, emprego etc. Ou seja, possam ser as alternativas que levem às espirais do crescimento e do progresso, gerando empregos e rendas crescentes. Uma das iniciativas é o estímulo ao desenvolvimento de tecnologias, a partir da criatividade geral.  Mas, como se estabelece no mercado mundial, inovação é uma criação que se transformou em produto, isto é, foi fabricado, distribuido, vendido e utilizado livremente. O Brasil, por exemplo, já absorveu a ideia de que é necessário contribuir para o  desenvolvimento de tecnologias, mas certamente nos faltam mecanismos financeiros, como os de “venture capital” ou capital de risco, aplicados com intensidade crescente nas regiões e nações que estão prosperando. 

 

P – Com tanta tecnologia e facilidades à mão, por que muitas pessoas não inovam?

O.S. - As pessoas procuram inovar, inclusive no Brasil, mas para chegar ao mercado os inovadores precisam criar meios de produção, seja criando empresas, ou novas linhas de produção. E, para isso, precisam de recursos financeiros. Como se pode acrescentar sobre o que foi colocado na resposta anterior, a cultura financeira brasileira é de baixos investimentos e que tragam retornos estimulantes no curto prazo. Nem sempre essas condições existem ou prevalecem. Assim, os países que conseguirem associar ao desenvolvimento tecnológico e às inovações mecanismos financeiros de risco, com habilidade e presteza, contornando as dificuldades de se encontrar investidores, sempre chegarão na frente.

 

P – O senhor acha que se tivessemos mais incentivos nas universidades, para inovar, o Brasil seria um dos países mais ricos do mundo?

O.S. - O mundo está demonstrando que, por larga medida, as inovações mais importante nascem das atividades de rotina das empresas. A participação das Universidades no processo inovador em geral é menos criativo, pois na produção o sistema empresarial está mais exposto aos seus problemas de ampliação das vendas, o que leva, como demonstram as estatísticas internacionais, a uma liderança dos empresários na geração de novidades e de produtos novos. Assim, se quisermos nos tornar um país mais rico, precisamos pensar em como modificar as nossas práticas financeiras e empresariais que, comumente, têm levado nossas empresas a sempre preferirem comprar licenças de produtos criados e produzidos no exterior a enfrentar o problema de materializar ideias novas por aqui. As licenças externas, como sabemos, somente são disponíveis no mercado mundial, sempre  carregadas de limitações mercadológicas.

Crédito: Francisco Martins/Temaphoto

 

P – O senhor acha que o governo tem grande participação nesta falta de iniciativa?

O.S. - Sem dúvida, o governo tem importância fundamental para superar esses problemas, o que pode ser conseguido por medidas diretas ou indiretas. Mas também é necessário o esforço geral da sociedade como um todo, contribuindo para que as soluções sejam encontradas e que satisfaçam a maioria dos problemas. Infelizmente, as nossas autoridades usualmente não consultam muito as associações de classe, nem empresas vitais, e vitimam a produção com os conhecidos “pacotes legislativos” que obrigam o sistema produtivo a verdadeiras “ginásticas” para se adequarem a requisitos legais, nem sempre bons contribuintes para vencer a concorrência, hoje mundial.

 

P – O brasileiro é um povo muito criativo, essa criativdade é usada de maneira errada? Ela não poderia ser canalizada para ideias inovadoras que mudariam seus próprios futuros?

O.S. - Sem dúvida, o povo brasileiro é criativo. Não diria que essa criatividade seja utilizada de forma errada. O problema é que desenvolvemos, ao longo dos anos, uma burocracia pesada, cheia de limitações e de demoras que não deveriam existir. O curioso é que todos, autoridades e população, reconhecem a deficiência de tantas comprovações e tantos carimbos que são necessários para se investir em algo novo. Os propósitos dessa burocracia por vezes são necessários, mas precisariam ser filtrados em relação à sua eficácia ou sua inadequação, pois mesmo as decisões públicas, tanto quanto as de produção, encerram riscos que precisam ser superados. Isso demanda atitudes e crenças diferentes dessas que têm impregnado o crescimento do nosso país, e não temos tido lideranças que assumam os riscos e suprimam o que seja necessário para tornar os horizontes mais claros, minimizando os riscos naturais e normais que precisam ser enfrentados para se chegar ao que seja novo.

08

Categoria Educação

Cenário agrícola ajuda sistema educativo

Modalidade pessoa física

Crédito: Arquivo Marketing ISAE/FGV

Projeto apresenta propostas para educar junto à esfera rural

Pensado para um ensino que contribua à formação de cidadãos com valores éticos e morais, o Plano de Negócio EIS - Educação Integrada Sustentável: ensino de fundamentos por meio de hortas educacionais estruturadas, elaborado por Nei Lucio Domiciano, apresenta propostas para educar junto à esfera rural.

O interesse dos alunos pelo meio natural e a necessidade de profissionais e cidadãos com fortes valores de caráter ético-moral comprometidos, responsáveis e equilibrados, trouxe o engenheiro agrônomo a desenvolver tal plano de negócios. “O projeto surgiu da necessidade percebida nas escolas ao longo do tempo. Começamos sem recursos e enfrentando posicionamentos distorcidos por parte das escolas. As hortas eram feitas com pneus de forma desorganizada. Até que cheguei à conclusão de que era preciso desenvolver uma apostila para melhor compreensão e treinamento referencial para professores e alunos” explica o engenheiro, Nei Domiciano.

Ao trazer os alunos de encontro com as leis que regem modelos inerentes à natureza e educá-los por meio de princípios éticos, acredita-se que os estudantes terão um crescimento completo e condições cognitivas, emocionais e sociais de alto desempenho para toda a vida.

  • Os benefícios para a sociedade:

    - Promover o comprometimento individual e social;

    - Promover o equilíbrio entre razão e a emoção;

    - Promover a eficiência com sustentabilidade;

Projeto desenvolvido por: Nei Lucio Domiciano

 

09

Categoria Educação

Estratégias que fortalecem o desenvolvimento sustentável nas escolas

Empresa na modalidade micro e pequeno porte

Crédito: Francisco Martins/Temaphoto

Colaboradoras da Inmed recebendo o Prêmio Ozires Silva

O desenvolvimento de atividades que promovam a qualidade de vida, a melhora de hábitos de higiene, nutrição e a reflexão sobre questões ambientais. Neste panorama está inserido o Ação Saudável, um projeto da Inmed Brasil, em parceria com a Kraft Foods Brasil (atual Mondeléz International).

O programa, iniciado em 2010, fortalece ações educacionais para o desenvolvimento sustentável nas Unidades Escolares que oferecem educação em tempo integral em nove municípios de três estados brasileiros: Paraná, Pernambuco e São Paulo. As práticas realizadas utilizam estratégias pedagógicas que superam a fragmentação curricular, como enfatiza Joyce Capelli, presidente da Inmed Brasil: “O programa Ação Saudável foca em dois temas fundamentais para a sociedade: educação e saúde. O programa trabalha melhorando o estado nutricional e de saúde de crianças que estão em fase de desenvolvimento, o que se traduz em adultos mais saudáveis no futuro”.

As atividades educativas nos temas de saúde, nutrição, higiene pessoal e meio ambiente possibilitam que as crianças aprendam, reflitam e modifiquem seus hábitos. A ação do projeto que mais deu retorno entre os alunos foram as hortas escolares. Eles podem acompanhar o ciclo do alimento e descobrir que esse tem um processo viável de sustentabilidade que deve ser respeitado e é importante para sua vida. As hortas ainda tiveram destaque, pois possibilitaram a construção de conhecimentos benéficos às crianças e seus círculos de influência como, por exemplo, a família.

Nos últimos três anos, o Ação Saudável obteve grande êxito, foram alcançadas mudanças significativas em escolas e comunidades por meio de trabalho entre parcerias sólidas com os governos municipais, educativo com professores, alunos, merendeiras, agentes comunitários de saúde e familiares. Um total aproximado de 186 mil crianças já foram atendidas.

  • Os benefícios para sociedade:

    - Melhor perspectiva de vida;

    - Estimular a saúde, o bem estar e melhores oportunidades para o futuro;

Projeto desenvolvido por: Joyce Capelli - Diretora executiva e presidente da Inmed Brasil, Gabriela Pen Nasser - Diretora institucional da Inmed Brasil, Marianita Masiero - Diretora de programas da Inmed Brasil, Damiana Angrinami Bonavigo - Coordenadora do programa da da Inmed Brasil, Camila Moratore - Coordenadora de saúde da Inmed Brasil e Diego Cunha - técnico agrícola da Inmed Brasil

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Publicidade

GBA ISAE de curta duração

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Categoria Educação

O brincar como ferramenta escolar

Modalidade estudante

Crédito: Gabriela Noronha/ Arquivo Marketing ISAE/FGV

Fundamentado no contexto das escolas públicas, onde o brinquedo não é o principal investimento, o projeto surge como um instrumento de apoio dentro da sala de aula. A ideia do Brinquedo sustentável foi desenvolvida em 2012, como trabalho de conclusão de curso de Desenho Industrial da estudante Gabriela Noronha. A proposta auxilia os professores e impulsiona o desenvolvimento dos alunos. O projeto destaca a importância do brincar nas escolas, devido ao seu benefício no ensino desde as séries iniciais. Ainda assim, por ser um material de papelão, o brinquedo sustentável estimula a criatividade e habilidade entre os alunos.

O público principal do projeto é formado por crianças de 1.°ano do Ensino Fundamental (de cinco e seis anos) e seus professores. O material utilizado é 100% biodegradável e reciclável, além de possuir resistência a choques, variações de temperatura e compressão.

Diferente dos jogos, o brinquedo sustentável é desprovido de regras, o que reforça o “faz de conta”. “O brinquedo inspira a criatividade e até mesmo o empreendedorismo nas crianças por meio de uma atividade que elas tanto adoram, que é o brincar, desenvolvendo diversas habilidades, agregando conhecimento e dinâmica à aprendizagem, além de auxiliar os profissionais da educação neste processo” comenta a autora do projeto, Gabriela Noronha.

Ao pensar na produção de um brinquedo sustentável, a estudante atentou-se para que fosse ecologicamente correto, de acessível aquisição, ergonômico, de fácil montagem e que explorasse criatividade e a ideia do “cantinho da criança”. O brinquedo que mais atendeu às exigências foi uma espécie de caixa de papelão que serve tanto como teatro, como “vendinha” ou como “casinha”, adaptando-se às escolas e também à casa da criança.

  • Os benefícios para a sociedade:

    - Melhorar a educação;

    - Alimentar o espírito empreendedor;

    - Desenvolver a criatividade;

Projeto desenvolvido por: Gabriela Noronha, graduada em Desenho Industrial pela FAE

 

Crédito: Gabriela Noronha/ Arquivo Marketing ISAE/FGV

Modelo de um dos brinquedos

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Categoria Educação

Novas profissões podem despertar o interesse pelos estudos

Empresa na modalidade médio e grande porte

Idealizado em 2009 pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, o projeto Os Especialistas baseia-se na apresentação de cursos gratuitos, desenvolvidos à distância para jovens e adultos alfabetizados.

A série apresenta algumas profissões que podem despertar nos alunos o interesse em aprofundar seus estudos nas áreas disponibilizadas. Os cursos são apresentados na forma de materiais didáticos impressos e os temas são: confecção, automotiva, higiene de alimentos, metalmecânica e construção civil. Os Especialistas possibilita a disseminação do conhecimento às regiões distantes dos grandes centros e/ou às populações que não possuam acesso à rede de computadores.

Crédito: Senai

Série "Os Especialistas"

A democratização do conhecimento é o grande pilar deste projeto, que nasce no contexto da educação transformadora, aberta e acessível. A metodologia aplicada nos cursos utiliza personagens que vão guiando o aluno durante a leitura, comunicando-se com ele por meio da linguagem ligada ao mundo que o cerca. Cada um dos cursos possui carga horária de 30 horas que podem ser distribuídas em, no máximo, 30 dias de estudo. Após este período, o aluno deve preencher uma ficha de avaliação e entregá-la na unidade do SENAI mais próxima, ou enviá-la pelo correio.

“Em 2012 o curso mais procurado foi o de Higiene de Alimentos, com 5.743 matrículas. O curso de iniciação profissional é o ponto de partida para várias atuações profissionais, como o técnico e/ou tecnólogo em alimentos, nutrição, gastronomia, sendo que a indústria alimentícia é uma das mais fortes no estado, principalmente no interior onde foram registradas as maiores taxas de matrículas desses cursos” ressalta a apresentadora do projeto, Cristiane Ribeiro. Em 2011, foram realizadas 6.003 matrículas e, em 2012, até o mês de outubro, este número triplicou, sendo que foram realizadas 19.053 matrículas. Independentemente do nível de escolaridade, o aluno deve ter interesse pelo aprofundamento nos estudos e querer buscar orientações sobre o mundo do trabalho. 

  • Os benefícios para a sociedade:

    - Orientação profissional para os jovens;

    - Possibilitar o aprendizado sem a presença de um professor;

Crédito: FRancisco Martins/ Temaphoto

Representantes do Senai recebendo a premiação

Representantes do projeto: Tatiana de Albuquerque Montefusco do SENAI-PR, Rosane Aparecida Lara do SENAI-PR e Cristiane Zocatelli Ribeiro do SENAI-PR

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Categoria Social

Apoio para inovação nos projetos de responsabilidade social das empresas

Empresa na modalidade micro e pequeno porte

Depois de uma extensa pesquisa e vivência no meio da Educação Especial, a Ação Social para Igualdade das Diferenças – ASID desenvolve uma metodologia para melhorar a qualidade de ensino das escolas gratuitas de educação especial.

 

ASID tem como base a inovação nos projetos de responsabilidade social das empresas, fazendo com que esta tenha um papel ativo dentro do seu desenvolvimento nos programas de voluntariado. A iniciativa, Desenvolvimento Institucional,tem como objetivo apresentar todo o projeto desenvolvido pela ASID na Escola Vivian Marçal, instituição de ensino que atua com alunos portadores de deficiência neuromotora. O trabalho teve início no segundo semestre de 2011 e hoje está na etapa de finalização.

  

Crédito: ASID Brasil

Colaboradores trabalhando no projeto

“Promovemos mudanças na gestão que trouxeram benefícios a todos que estudam e trabalham na Escola. A criação da nova identidade visual, um novo cardápio e as reformas feitas, são bons exemplos. Em contrapartida, aprendemos muito com as pessoas que ali trabalham e, principalmente com os alunos, que apesar das limitações que seu corpo as impõe, fazem coisas realmente incríveis” comenta Diego Moreira, representante da ASID Brasil. 

  • Os benefícios para a sociedade:

    - Promover a cultura do voluntariado;

    - Ajudar na melhoria da qualidade do ensino;

Projeto representado por: Diego Moreira – ASID Brasil

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Categoria Social

Marketing ajuda na comunicação de surdos e mudos

Modalidade estudante

Crédito: Francisco Martins/ Temaphoto

Cindiliz recebe a premiação das mãos de Ozires Silva

O projeto chamado Os desafios do atendimento direcionado para o público surdo e/ou mudo, da estudante Cindiliz Benedicto, analisa as ferramentas e ações de marketing de relacionamento, utilizadas efetivamente no ponto de venda, para resolver problemas iminentes de atenção ao público que possui deficiência auditiva.

Por conta dos desafios enfrentados no cotidiano da população surda e muda, foram desenvolvidos instrumentos para conscientização de algumas empresas públicas e privadas, ressaltando a importância da utilização e aplicação de ações de marketing no atendimento final junto a este grupo. O projeto, elaborado em 2012, ressalta a importância de entender os clientes com deficiência auditiva, por possuírem necessidades básicas diferentes de outros clientes sem esta limitação. Para isso, demonstra que ações e alternativas demandam o envolvimento não apenas do marketing, mas também da inserção na cultura destas empresas. Além disto, destaca que o acesso às informações no atendimento seja realizado de maneira igual e pontual, amenizando impactos negativos que possam acontecer no final da aquisição de um produto ou serviço.

Alguns exemplos de empresas que inovam positivamente utilizando as ações do marketing de relacionamento no atendimento para este público e outras que estão caminhando na direção correta são apresentados no projeto. Conclui-se que, em vários casos, as organizações não deixaram explícito para si e entre seus colaboradores a necessidade real de se prestar atendimento de qualidade e diferenciado aos clientes deficientes auditivos. “O caminho para que este atendimento seja pleno é um ‘caminho de pedras' e deve ser estudado com atenção e observado de modo que as necessidades deste público sejam também atendidas de maneira diferenciada, sem que o preconceito seja enfatizado”, analisa a autora do projeto, Cindiliz Benedicto.

As alternativas apresentadas giram em torno da identificação de ideias criativas, estudos e tecnologias que se destacam atualmente e que foram desenvolvidas para facilitar a inserção e a comunicação com o público deficiente auditivo. Existe uma nova demanda deste segmento específico, e as empresas precisam criar formas e meios de atender e superar estas necessidades básicas e de interagirem, indo além do atendimento final, seja por meio de um e-mail personalizado, criação de um canal apropriado no serviço de atendimento online ou painel eletrônico onde o público possa interatuar: reclamando, elogiando ou sugerindo novas mudanças no processo. 

  • Os benefícios para a sociedade:

    - Facilitar a comunicação;

    - Criar independência para os Deficientes Auditivos no ponto de venda;

    - Promover acessibilidade e interação deste público no ponto de venda;

Projeto desenvolvido por: Cindiliz Benedicto da Business School São Paulo/Universidade Anhembi Morumbi

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Categoria Social

Trabalho em rede contribui para transformação social

Empresa na modalidade médio e grande porte

Crédito: Sesi

Em prol dos Objetivos do Milênio – ODM da Organização das Nações Unidas – ONU, o programa Nós podemos Paraná promove círculos de diálogo em todo o Estado, aumentado à participação cidadã desde 2006.

Pequenas ações que, em conjunto, podem mudar o mundo. Com o intuito de mobilizar empresas, governos e comunidade na execução de ações que contribuam para o alcance dos ODM, o projeto busca a melhoria da qualidade de vida em todos os municípios do Paraná, por meio de uma rede social.“ODM é uma iniciativa inclusiva, ao estabelecer  alianças técnicas e estratégicas entre o setor publico, privado e a sociedade organizada, na busca do bem-estar social”, afirma  José Antonio Fares – Superintendente do Sesi-PR.

O desenvolvimento de ações como: círculo de diálogos, núcleo local de trabalho e círculo de conhecimento já envolveram mais de 100 mil pessoas e conseguiram ampliar, assim, o conhecimento da sociedade sobre os ODM. O diálogo, a arte de fazer perguntas, o uso de informações e a capacidade de sonhar um mundo melhor aumentam as possibilidades de projetos e ações que possam contribuir efetivamente para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Pela sua flexibilidade, resultados alcançados e repercussão nacional e internacional, o Nós Podemos Paraná vem sendo reaplicado em todos os Estados brasileiros com o apoio técnico da equipe paranaense e as contribuições dos atores de cada localidade.

  • Os benefícios para a sociedade:

    - Garantir a realização de ações que promovem o desenvolvimento do Estado;

    - Mobilizar a comunidade geral;

Projeto apresentado por: Maria Aparecida Udenal, Coordenadora do Movimento Nós Podemos Paraná – Sesi PR

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Indica

Perspectiva Indica Especial

A seção Perspectiva Indica Especial traz as publicações que contam a história do ex-presidente da Petrobras e atual reitor da Unimonte, Ozires Silva. Na última edição, o livro ”Cartas para um Jovem Empreendedor” fez parte da lista de indicações. (Clique aqui para conferir).

 


Ozires Silva - Um Líder Da Inovação - Decio Fischetti – Bizz Comunicação

Biografia do criador da Embraer - O livro conta a vida e a atividade profissional de Ozires Silva, engenheiro, criador da Embraer, ex-ministro da Infraestrura, ex-presidente da Petrobras, ex-presidente da Varig, fundador da Pele Nova Biotecnologia, reitor da Unisa e atualmente da Unimonte.

 

 

A Decolagem de um Grande Sonho – Ozires Silva - Campus

Em edição completamente reformulada e comemorativa, este livro é um divisor de águas e uma referência única sobre a história, criação e motivações para o surgimento de uma das maiores e mais sólidas empresas brasileiras da atualidade: a Embraer. Narrada por Ozires Silva, expoente máximo da aviação civil nacional, este livro percorre a singular história da Embraer sob a ótica daquele que, ainda em infância, sonhava com a possibilidade da decolagem de um grande sonho. É uma leitura indispensável que oferece um conteúdo para a reflexão e a inspiração de futuros e atuais empreendedores.

Nas Asas da Educação: A trajetória da Embraer – Ozires Silva - Elsevier

Este livro traz a história da Embraer, desde seu surgimento, passando pelos anos de chumbo, até a consolidação como uma das empresas mais lucrativas do Brasil e uma das companhias mais prestigiadas do mundo. A Embraer, conquistando a posição da terceira produtora mundial de aviões comerciais, domina o cenário internacional de produção e de vendas de aeronaves destinadas às empresas de transporte aéreo regional, tendo seus produtos voando em 70 países do mundo e, entre eles, os mais avançados do planeta.



 

 

Etanol: a revolução verde e amarela – Ozires Silva e Décio Fischetti

O livro conta como o Brasil atingiu a consolidação técnica, econômica e não-poluidora do etanol como combustível e gerador de energia. Todos os dados foram colhidos entre cientistas, ex-ministros, engenheiros, usineiros, montadoras de automóveis, entidades de pesquisa e desenvolvimento.

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Especial

Prêmio Ozires Silva

Entrevistas e flashes da festa de premiação, realizada no dia 20 de fevereiro

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Artigo

O Desafio de Empreender

Crédito: Arquivo Marketing ISAE/FGV

Norman de Paula Arruda Filho - Presidente do ISAE/FGV

 

Durante a cerimônia da última edição do Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável, o patrono da premiação, Dr. Ozires Silva lançou um grande desafio a nossa comunidade de empreendedores, líderes e organizações paranaenses: consolidar o papel e a vocação do Paraná ao desenvolvimento do empreendedorismo e da inovação.

Quando comparamos o estimulo ao empreendedorismo no Paraná, ou com o de qualquer outro Estado brasileiro, percebemos a desvantagem, em relação a lugares como a Califórnia, nos EUA. Sendo assim, esse desafio lançado só mostra a importância do engajamento e da sinergia das instituições de ensino, empresas e organizações do setor público com ações convergentes com o objetivo de criar um processo de inovação sustentável, que estimule a ambiência necessária a cultura empreendedora.

Para o Brasil alcançar essa posição de destaque no cenário mundial é preciso ainda desenvolver um ambiente favorável, uma vez que pessoas com boas ideias e com vontade de gerenciar seus próprios negócios têm surgido cada vez com mais frequência. A Pesquisa GEM – Global Enterpreneurship Monitor – divulgada no último mês - traz um retrato interessante do empreendedorismo nacional. Com 36 milhões de pessoas desenvolvendo uma atividade empreendedora, hoje se sabe que o brasileiro prefere empreender (43%), a fazer carreira em uma grande empresa (24,7%). Além disso, de cada 10 empresas que abrem as portas no Brasil, três são por necessidade, enquanto sete são por alguma oportunidade detectada pelo empreendedor.

Os dados da pesquisa refletem a maturidade empreendedora e o grau de inovação que o Brasil alcançou, assim como a necessidade de dar chances para se empreender, inclusive, com jogo de cintura para saber lidar com o erro, muitas vezes presente no processo empreendedor.

No esforço de criar esse ambiente favorável é que o ISAE desenvolve há seis anos o Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável. Por meio dele, colocamos em prática os princípios da sustentabilidade, fomentando novos valores, princípios e conceitos necessários para o desenvolvimento da sociedade.

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GBA ISAE de média duração