01

Giro nos Negócios

Giro nos Negócios

Crédito: Google

 

Canon compra a Nikon 

A Canon, líder do mercado japônes em vendas de câmeras fotográficas digitais, adquiriu 60% das ações e assumiu o controle da concorrente Nikon, que ocupa o segundo lugar em vendas do país. Ao que tudo indica, esse é mais um estágio dentro da estratégia da Canon de se tornar o maior fabricante e distribuidor de câmeras e lentes fotográficas no mercado mundial.

Empresa cria tecnologia que aumenta prazo de validade  

A Nanox, empresa com sede em São Carlos, no interior paulista, fez uma importante descoberta: as partículas antimicrobianas nanoestruturadas. Esse grande nome identifica um pó branco, como um talco, dotado de uma propriedade excepcional. Aplicado a embalagens plásticas, ele amplia o prazo de validade dos produtos. O composto foi aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA), a agência americana responsável pela regulamentação de remédios e alimentos.

Petrobras prevê maior investimento em 2013

A Petrobras pretende investir R$ 92 bilhões neste ano, um incremento de quase 10%, em relação ao ano passado, informou nesta segunda-feira a presidente da estatal, Maria das Graças Foster. No ano passado, a empresa injetou cerca de R$ 84 bilhões, e o plano de negócios 2013-2017 aponta para investimentos de 236,7 bilhões de dólares. Segundo a presidente, o "negócio do petróleo" tem vida longa no mundo e deve durar maisde 50 anos, dada a oferta do óleo, descobertas, demanda e elevado nível de investimentos.

Brasileiros não conhecem a Copa das Confederações

A Copa das Confederações não é conhecida por 85% dos brasileiros. Um estudo realizado pela Hello Research ouviu cerca de mil pessoas em mais de 70 cidades espalhadas pelas cinco regiões do país. A pesquisa mostra que uma grande quantidade de pessoas desconhece o evento esportivo, que inicia em junho. Entre as mulheres, o índice é maior: 88% deste grupo não sabia nada sobre a competição, contra 54% de homens.

 

Crédito: FIFA

Twitter relança página para empresas

O Twitter relança o recurso Twitter for Business, especialmente para ajudar as organizações a desenvolver as melhores práticas na rede social. A ferramenta da empresa inclui aulas online para dominar o básico da rede social e também oferece dicas para construir uma comunidade que aproveite a melhor maneira de expor os anúncios disponíveis. O site também inclui exemplos de contas de sucesso no Twitter, como a Porsche, que consegue engajar os clientes no microblog.

02

Capa

Relatório de sustentabilidade: ferramenta poderosa das organizações

Um canal de apoio à sustentabilidade corporativa que serve como fonte de informação e que pode ser utilizado como referência nas operações das empresas de maneira continuada

Crédito: SXC

As organizações e a sociedade geral têm se preocupado com a sustentabilidade em seu cotidiano

O relatório de sustentabilidade serve como um modelo de gerenciamento de ações, de forma que, com ele, as instituições possam garantir e prestar contas de suas responsabilidades e impactos sustentáveis. Além de ser uma ferramenta de promoção do desempenho ambiental, econômico e social da organização, o relatório serve como protótipo de avaliação de desempenho da sustentabilidade, no que diz respeito às normas, códigos, modelos e propostas voluntárias. O modelo oferece suporte comparativo -como um Benchmarking- no desenvolvimento organizacional entre outras instituições.

As organizações e a sociedade geral têm se preocupado com a sustentabilidade em seu cotidiano. O cidadão passa a questionar as organizações sobre os seus processos de produção e serviços e elas, assim, cada vez mais, passam a atuar como agentes transformadores e responsáveis pelo cuidado do ambiente e da sociedade.

É certo que a sustentabilidade é um assunto cada vez mais presente no desenvolvimento organizacional, mas é por meio da comunicação que o público irá obter conhecimento de suas práxis. A imagem corporativa passa a ser confiável se os cidadãos tiverem consciência real e detalhada de seu empenho, não bastando que a organização adote uma postura sustentável.

Aliado a todo este novo cenário global, ao gerenciarem seus processos, as organizações passam a atentar também ao comprometimento junto às necessidades e interesses de seus parceiros, os stakeholders; adotando melhores práticas de governança corporativa e avaliando continuamente a influência de suas ações sobre a comunidade e sobre qualidade de vida no trabalho.

A elaboração do relatório é uma iniciativa voluntária. É um projeto viabilizado por meio de um plano de ações, onde as organizações podem estruturá-lo de sua maneira. O modelo mais completo e mundialmente difundido atualmente é o da GRI-Global Reporting Initiative, embora existam outros.

Para Tiago Garcia, supervisor do escritório de projetos e um dos líderes do Projeto Relatório de Sustentabilidade do ISAE, o primeiro passo a ser realizado pelas organizações que querem desenvolver o relatório é a sensibilização. O articulador do processo deve, primeiramente, demonstrar à alta administração a importância do processo de relato.  “Muito além de um instrumento de transparência e comunicação com as partes interessadas, o relatório de sustentabilidade deve ser visto como uma forma de se realizar um diagnóstico das forças e riscos corporativos”, ressalta Tiago. Para ele, a alta administração deve estar consciente de que o processo possibilita a melhoria contínua da organização no âmbito de sua própria  gestão.

Nesse ano, o ISAE publicou o seu primeiro relatório, com a proposta de promover a formação de públicos conscientes para o desenvolvimento sustentável. Dentro do projeto, a Instituição valorizou o diálogo, a participação, o engajamento, a ação comunicativa e a visão sistêmica. Todos são apresentados enquanto elementos positivos da comunicação no âmbito da gestão da sustentabilidade, um dos pilares da organização.

Crédito: Blog Lia Livre

O triângulo da sustentabilidade: Importante ferramenta para nortear as empresas

Comunicados de progresso

Em relação à divulgação do desempenho de seus compromissos institucionais, o ISAE vem desenvolvendo suas Comunicações de Progresso (Comunication on Progress) desde sua adesão ao Pacto Global, em 2004, como explica Tiago.“Em 2009, foi concluído o reporte das ações realizadas no âmbito dos Princípios para a Educação Empresarial Responsável (PRME), das Nações Unidas. Contudo, o documento, publicado anualmente e encaminhado para os stakeholders da Instituição. ainda não contemplava sistema de indicadores definidos e o plano de materialidade, realizado por meio  da  participação  dos públicos estratégicos”. Garcia destaca que este foi o principal desafio para a publicação de um relatório conforme as diretrizes e princípios da GRI.

O relatório proposto vai de encontro aos padrões da comunicação e sustentabilidade corporativa e inclusão dos stakeholders no processo de relato. No projeto, buscou-se inserir processos, atividades que oportunizassem o envolvimento junto às partes interessadas da organização, de modo que houvesse o engajamento e o diálogo necessários para o aperfeiçoamento dos impactos sustentáveis. “Notamos que os colaboradores estão mais conscientes e comprometidos com a sustentabilidade corporativa. Esta percepção contribui para a integração  dos esforços rumo à excelência em gestão. O processo de diálogo também permitiu que os temas mais relevantes levantados pelos stakeholders fossem priorizados  na gestão da sustentabilidade”, afirma Tiago.

Por se tratar do primeiro relato, seguindo as diretrizes da Global Reporting Initiative, o ISAE optou pela elaboração de um documento nível C, nível que estabelece onde deve ser respondido um mínimo de 10 indicadores. A exigência para o nível B, por exemplo, é de 20 indicadores, no mínimo. Até hoje, organizações como Bunge, Petrobras, Banco Itaú, Walmart Brasil, já produziram seus relatos com base nos mesmos procedimentos da GRI no Brasil.

03

Freelancer

Vai um “freela” aí?

Profissionais buscam nos eventuais projetos, uma maneira de aumentar a renda

Quem nunca prestou serviços para algum amigo ou empresa com o intuíto de aumentar sua renda? Os chamados freelancer são comuns entre os universitários e também para os que sempre querem incrementar a renda. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 4,1 milhões de pessoas trabalham em casa. O fotógrafo Hamilton Zambiancki se encaixa no perfil. “Optei pelos freelas por ser um trabalho extra para aumentar a renda financeira, fazendo aquilo que gosto”, afirma. Já para Valquíria Silvestre, os trabalhos foram feitos em um período de necessidade. “Fiquei um tempo apenas fazendo freelas até conseguir um estágio, mantive as duas ocupações durante alguns meses e quando me efetivaram, não tive mais tempo e então parei”, detalha.

Para conseguir esses jobs, os freelancers contam com a ajuda de amigos e conhecidos. Valquíria conseguiu diversos freelas com os amigos, pessoas da faculdade e com pequenas agências que terceirizavam trabalhos, mas, depois que adquiriu experiência, obteve uma parceria com uma agência de marketing digital, que repassava aos clientes. Para Hamilton, “o boca a boca, de certa forma, é uma excelente forma de divulgação”.No quesito rendimento, cada um detalha seu preço. Depende muito do tamanho do serviço e também da experiência do profissional. “Muitas empresas buscam este tipo de serviço, pois não precisam de alguém no dia a dia da empresa, por isso, é mais cômodo contratar alguém que faça um trabalho de qualidade e em períodos curtos”, afirma Rafael Rodrigues, proprietário de uma empresa de web.

Para agregar todos esses estilos de profissionais, alguns sites foram criados para que os interessados procurassem pessoas adequadas aos seus serviços. De forma geral, desde que haja demanda, não há limitações para projetos freelance, que podem ser de fotografia, design, tradução, jornalismo, publicidade, marketing, arquitetura, moda e ilustração.

O Freela.com, por exemplo, é uma plataforma nacional que reúne profissionais de diversos segmentos. Mas, muitos têm visto no Brasil um mercado com um grande potencial, entre eles o argentino Workana e o australiano Freelancer.com, que com 2,5 milhões de usuários globais, tem movimentado US$ 139 milhões e conta com 1,3 milhões de projetos publicados.

Como funciona?

O freelancer faz um cadastro no site, no qual pode detalhar o seu perfil e habilidades profissionais, ofertando seus serviços. Geralmente, é possível cadastrar um portfólio que serve de vitrine para os clientes interessados. Do outro lado, os empregadores precisam expor seus projetos e listar as competências que estão buscando para a realização do mesmo. Ambas as partes podem demonstrar interesse e iniciar uma negociação por meio da página. Cada projeto tem um prazo para ser concluído. Em geral, não há custo para fazer o cadastro e a publicação dos projetos na plataforma. O site recebe uma porcentagem quando um negócio é finalizado.

Crédito: SXC

Fotografia é um dos trabalhos procurados por empresas de todo o mundo 

04

Abrir empresas

Burocracia no Brasil

Abertura de uma empresa pode levar até quatro meses

Abrir uma empresa no Brasil pode levar cerca de 119 dias. É isso mesmo que você está lendo: para empreender no país são necessários quatro meses, segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC e toda esta burocracia tem travado o crescimento de diversas empresas. A pesquisa feita pela Deloitte e Exame PME, mostra que 44% dos empreendedores acreditam que um sistema tributário muito complexo barra o crescimento do negócio. O estudo mostrou ainda que 69% das empresas enxergam a burocracia dos órgãos que arrecadam tributos como um entrave para a regularização da situação fiscal.

Pesquisa da Firjan aponta que o custo médio para abertura de empresas no Brasil é R$ 2.038 contra R$ 1.213 na Colômbia, R$ 315 no Canadá e R$ 559 na Rússia. O valor pode variar em 274% entre os estados. Na Paraíba, no local mais barato para abrir um negócio é preciso desembolsar apenas R$ 963. Já os empreendedores de Sergipe têm que gastar até R$ 3.597. “Entre honorários, autenticações, reconhecimentos de firma e taxas de registro, o valor fica em R$ 1.200 para os escritórios e até três mil para as indústrias. Isto ainda é considerado em conta, visto que os preços propostos pelo Conselho Regional de Contabilidade do Paraná, o CRC/PR são impraticáveis: de R$ 1.600 a dois mil apenas em honorários”, fala Hugo Alves, contador da Building Profits.

Crédito: Gazeta de Roraima

“São muitos documentos, além disso, algumas certidões demoram a sair..."

Segundo o estudo, Quanto Custa Abrir uma Empresa no Brasil, o custo é três vezes superior ao que é gasto nos outros países do grupo do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Em 2008, os gastos para abrir uma empresa no país atingiram R$ 430 milhões. Já em outros países do bloco, as despesas com o mesmo processo somaram cerca de R$ 166 milhões. Foram 183 países pesquisados e o Brasil aparece na 58ª posição de alto custo.

Entraves

O empresário, Giovani Negredo, dono de uma pequena empresa, explica as principais dificuldades no momento de requisitar a abertura de uma empresa. “São muitos documentos, além disso, algumas certidões demoram a sair. Creio que se diminuíssem a burocracia, haveria mais empreendedores”, afirma.

Hugo Alves falaa que em processos mais elaborados, como a abertura de uma indústria, a burocracia e demora dos órgãos reguladores, como o Corpo de Bombeiros, a Secretaria do Meio Ambiente, e a Vigilância Sanitária que, muitas vezes, aumentam os prazos e a todo momento solicitam adequações (que em uma única visita poderiam indicar), são alguns dos entraves que estendem  o processo de abertura. O contador também fala da importância de buscar um especialista neste momento. “Não é aconselhável buscar respostas e soluções por conta própria. Os honorários pagos para um especialista no assunto, além de poupar tempo e dinheiro, evitam muita dor de cabeça, tanto momentânea quanto futura”, finaliza. 

05

Publicidade

Soluções Corporativas ISAE

06

Recursos Humanos

Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos apresenta sua 5ª edição

A publicação reúne indicadores de recursos humanos de diversas empresas

Crédito: Arquivo Marketing ISAE/FGV

A última edição levantou indicadores de 235 instituições  

Associação Brasileira de Recursos Humanos – ABRH/PR, o ISAE/FGV e a Bachmann & Associados lançam a 5ª edição do Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos. O levantamento apanhará os resultados de 2012 em indicadores, como absenteísmo, rotatividade e grau de terceirização.

O Benchmarking é um retrato das organizações do Paraná que registra, a partir de 12 indicadores, qual é a realidade no que tange o setor de gestão de pessoas. Em 2012, foram 235 instituições participantes, em um universo de estudo de mais de 7% da população com carteira assinada.

Os resultados, fornecidos por meio de um relatório impresso, enviado a cada participante, são fonte importante à atividade de gestão estratégica de RH das empresas. Entre outros benefícios do relatório está o acesso às informações sensíveis que, de outro modo, não seriam disponibilizadas e servem para orientar decisões gerenciais, a padronização dos indicadores, o conhecimento dos pontos positivos e de fragilidade das organizações em relação ao ambiente competitivo e a redução da própria mão de obra para este tipo de trabalho. 

“Sempre encontrei dificuldade em obter referências externas de desempenho, tanto para ajudar a estabelecer metas, quanto para apresentar comparativos em relatórios de gestão. Concluí que outros administradores deveriam ter o mesmo problema e decidi, com alguns sócios, oferecer este serviço”, comenta Dorian Bachmann, sócio-diretor da Bachmann& Associados.

Uma das principais atividades de gestão é melhorar os resultados. Na área de RH não é diferente. Mas, como saber se um resultado está bom e não merece maiores esforços? Enquanto outros precisam ser melhorados? E como estabelecer metas que sejam ao mesmo tempo desafiadoras e factíveis, de modo a estimular às equipes? Ao estabelecer ações à tomada de decisão, faz-se necessário que a organização conheça e reflita sobre os seus resultados e também os compare aos de outras instituições. Por isso, atualmente, o Benchmarking é a ferramenta de gestão mais utilizada entre as organizações, permitindo análise e adesão dos modelos efetivos. Com os dados de cada ano, o relatofacilita que os profissionais avaliem o seu desenvolvimento, compare-o ao de outras empresas, tenham um panorama da área e, possam assim, alcançar a melhoria em seus processos.

No relatório, para garantir a comparabilidade das informações fornecidas, os métodos de cálculo dos indicadores são validados pelos profissionais da ABRH, também são padronizados e colocados em domínio público. Todas as informações apresentadas no material são publicadas de forma codificada, de modo que as outras empresas possam comparar os dados, mas sem saber o nome das organizações, preservando assim o sigilo das participantes.

O acesso às informações de outras empresas torna o relatório uma ferramenta complexa e valiosa. Por meio dos dados apresentados na edição de 2012, foi possível diagnosticar que, em pleno crescimento do país, em diversos setores do Paraná, a quantidade de empregados que pedem demissão é superior ao número de demitidos. Uma amostra de 17%, sendo maior no setor de serviços do que na indústria. Na presença das organizações de serviços e indústrias quase ocorreu um empate, 51% dos participantes foram das indústrias e o restante de serviços.

A comparação das organizações que participam dos levantamentos anuais mostra que, mesmo em um único setor de negócio, existe uma grande variação de resultados; enquanto algumas têm um desempenho excepcional, outras têm espaço para melhorar. Mesmo as empresas de grande porte têm alguns indicadores que podem ser aperfeiçoados. “A possibilidade de observar separadamente os diversos setores de negócio, permite comparações mais úteis e seguras para os usuários do Benchmarking. Assim, a comparação dos resultados dentro de grupos homogêneos é mais útil e importante que as visões mais gerais. Mas, mesmo as empresas que não encontram um grupo de comparação semelhante podem, com alguma análise, se beneficiar dos resultados apresentados do relatório”, explica Dórian.

A coleta dos dados do 5º Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos já foi iniciada e os resultados serão publicados em agosto desse ano. A intenção dos organizadores é tornar a amostra ainda mais representativa, para aumentar a quantidade de segmentos de negócios analisados.

 

07

Ensino à Distância

A educação que veio para ficar

EAD ganha força por permitir uma formação flexível e acessível

Crédito: SXC

Por meio do computador, o aluno pode ter contato com o professor em qualquer lugar do mundo

O método de Ensino à Distância, o EAD, surgiu na Alemanha por volta de 1890. Posteriormente, outros países começaram a utilizar esse tipo de ensino como uma opção para aplicar cursos de diferentes níveis (técnico, graduação e pós-graduação). O marco do ensino superior à distância aconteceu na Inglaterra, com o surgimento da "Universidade Aberta". Hoje, os cursos ganham força com a massificação da internet. São os mais procurados pela população e melhor aceitos entre âmbito laboral.

A metodologia se destaca do ensino presencial por ser um sistema que substitui a interação pessoal na sala de aula entre professor e aluno. Assim, proporcionado um aprendizado independente e flexível, por meio de um suporte das novas tecnologias da informação e da comunicação. 

  • EAD em números

    Segundo o Censo 2011/2012 da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância, as matrículas dos cursos EAD aumentaram em 58% no país. A maioria dos alunos é do sexo feminino. E pelo estudo, pode-se comprovar que mais de 70% matriculados estudam e trabalham.

    A região Sul é a que apresenta o maior número de alunos EAD, correspondendo a 53% do total, seguido do Sudeste, com 24%. A região Centro-Oeste conta com 14%, o Nordeste, com 8%, e a região Norte, com menos de 1%.

    Os cursos de graduação são os que têm mais procura no país, sendo 21% do total das matrículas. Os cursos de pós-graduação, em especialização, são 14% das matrículas e 3% em cursos de MBA. Os cursos técnicos profissionalizantes correspondem a 4,3% do total das matrículas em instituições autorizadas.

Formar para desenvolver

Desde 2008, Ester Teres é tutora na Universidade Aberta da Catalunha (UOC). A orientadora pedagógica assessora remotamente os alunos nas matérias de Publicidade e Relações Públicas. A participação do tutor no EAD é de parceria com o professor. O profissional é da mesma área do curso e está na “ponta” do processo de ensino-aprendizagem, garantindo a qualidade e apropriação do conhecimento do aluno.

A tutora confirma que o EAD é perfeito para aquelas pessoas que já estão trabalhando e desejam aprofundar ou especializar-se em algum âmbito. “O método oferece comodidade e, sobretudo, a flexibilidade de horários”, comenta. Para Ester, a possibilidade dos alunos relacionarem os aspectos teóricos e práticos, de maneira instantânea, agrega grande valor ao profissional.

A formação é tão importante quanto à experiência no desenvolvimento profissional. Ester Teres ressalta ainda que, na Europa, o EAD é uma metodologia tão significativa como qualquer outro projeto de formação. “Devemos entender a formação como um processo ao longo da vida. Em um início pode ser o centro, mas ao longo do tempo, quando entramos no mundo laboral, a formação fica para segundo plano. Porém, não podemos deixar de considerá-la como parte importante. Nesse contexto, o ensino à distância é uma ferramenta que permite adaptar-se e ainda seguir dando valor agregado à nossa carreira”.

Um fator importante é que a educação à distância não pode ser banalizada com tecnologias a que recorre. Deve ser compreendida como uma modalidade de fazer educação e democratizar o conhecimento, principalmente em um país como o Brasil. Isto é, aqui ela passa a ocupar uma posição estratégica, tornando favorável ao desenvolvimento social.

Para o crescimento do EAD, a forma de educação precisa se firmar como uma prática social significativa, em relação a qualquer outro projeto de ensino. Desta maneira, poderá ser considerado um ensino de credibilidade. No Brasil, o EAD vai ao encontro com as demandas requeridas pela sociedade atual, como a democratização e o acesso ao saber escolarizado, o satisfazer das necessidades das pessoas adultas, contenção de gastos nas áreas de serviços educacionais e superação de exclusão social. Mais que substituta do ensino tradicional, seu papel social é o de fomentar o acesso à educação. Pois, além de formar alunos, pode servir para capacitação dos profissionais do ensino, bem como na formação e especialização em novas ocupações e profissões. 

08

Tecnologia

Mais uma ferramenta para o marketing

A realidade aumentada tem feito cada vez mais parte das campanhas publicitárias

A tecnologia continua em franca ascensão e um dos setores que mais utilizam suas inovações é o marketing, que necessita de novas estratégias para fazer com que seus produtos saiam das gôndolas dos supermercados direto para os carrinhos de compra dos clientes. A realidade aumentada (RA) é um desses recursos, que não quer apenas passar sua mensagem por meio de propagandas, mas também fazer com que o público interaja com a publicidade.

A RA pode ser definida como a inserção de objetos virtuais no ambiente físico que, em tempo real, é apresentada ao usuário com o apoio de algum dispositivo tecnológico usando a interface do ambiente real, adaptada para visualizar os objetos reais e virtuais. Ou seja, é a união do mundo virtual com o real, que conta com a ajuda de um aplicativo de celular ou computador. A tecnologia também proporciona o manuseio desses objetos, possibilitando uma interação natural e atrativa com o ambiente.

Esse recurso não está restrito a uma única forma de realização. É possível utilizá-lo tanto com imagens impressas, para geração de objetos — interativos ou não —, bem como sem qualquer tipo de objeto pré-definido.

  • Para exemplificar, a Perspectiva ISAE relembra alguns cases de sucesso, listados pela Business Insider, no marketing:

    Airwalk

    A campanha da Airwalk, companhia do setor de calçados americano, deu aos visitantes do Washington Square Park, em Nova York, a chance de fazer compras na primeira “loja pop-up invisível" do mundo. A criação foi da Young & Rubican, em 2011.

    Maybeline

    O aplicativo de realidade aumentada da Maybeline, testado em algumas lojas de Nova York, em 2012, gerava uma pré-visualização de mais de 40 cores de esmaltes para as consumidoras - sem um vidro de esmalte aberto.

    Volvo

    O aplicativo de realidade aumentada do Volvo S60 permite que você dirija o modelo usando seu smartphone, em qualquer sala ou ambiente que você estiver. Ou seja, se você estiver na sua sala de casa, o seu sofá, estante e televisão, ganham versão virtual e o carro desviará deles com sua ajuda.

09

Publicidade

MBA FGV

10

Positivismo

Não há tempo para ser pessimista

Planejar uma maneira mais positiva e construtiva de vida nos ajuda a eliminar os acontecimentos ruins

Mesmo sem darmos conta, muitas coisas acontecem diariamente para o bem da humanidade. Contudo, parece que, geneticamente, fomos induzidos a ver o mundo como um lugar ruim e ameaçador. Alimentamos, dia a dia, um pessimismo global que nos impossibilita perceber as revoluções das quais somos participantes.

Estamos imersos em um momento de crise mundial que afeta à esfera ambiental, econômica, social, mas, principalmente, a crise do indivíduo. Mas, será que tudo está perdido? Será, realmente, que o mundo está em crise? Se fizermos caso aos meios de comunicação, parece que sim. Diante do contexto da mídia, com as notícias preocupantes, a reação mais normal do ser humano são emoções totalmente negativas. Desde o momento que despertamos, até a hora de dormir, temos pensamentos e ações de queixa, tristeza, indignação etc.

Tornar público estes fatos é de essencial importância. Sem dúvida, ser consciente da problemática é assunto de todos, mas não eliminaremos os acontecimentos ruins se não planejamos uma maneira mais construtiva de vida. A tendência é que cada indivíduo tente buscar a solução de sua maneira, ou seja, a luta pela sobrevivência e para sair do panorama atual é vista do ângulo individual. Todos sozinhos e com pouco barulho.

A psicóloga, Daniela Malta, atua no âmbito social há 10 anos. Sua primeira experiência foi em ajuda humanitária, no Panamá, região da América Central. Na comunidade em que trabalhava, Daniela colaborou para que as pessoas permitissem suas potencialidades e autonomias, sendo capazes de liderar suas próprias vidas dentro da realidade de cada um e desta maneira zelar pelo entorno em que viviam de forma responsável. “Os participantes percebiam que podiam dar o melhor às pessoas nas relações, mesmo que fosse por alguns minutos”, comenta.

Hoje, a psicóloga trabalha no suporte de um projeto de educação social, em uma multinacional de Curitiba, e ressalta que o ensino pode libertar as pessoas a serem críticas ativas. “Pelos indicadores, podemos observar que, o projeto ajuda a criar o pensamento critico dos jovens, principalmente no que diz respeito às suas escolhas, o engajamento e a participação na sua comunidade. Também em poder construir histórias diferentes do que as suas famílias apresentam”, enfatiza.

Crédito: Business Resiscitation Programme

Ser positivo gera efeito e mudança

O altruísmo como estratégia de sobrevivência é conhecido há tempos. Na natureza, e também na sociedade, nem tudo se acaba por meio da lei do mais forte; a cooperação pode ser uma técnica de evolução para o futuro. O compartilhar ideias, divulgar e valorizar iniciativas, enfim, maximizar a cultura colaborativa entre os grupos sociais: casa, trabalho, escola e amigos.

Há alguns anos atrás, quando queríamos aprender um idioma, nos inscrevíamos emuma escola especializada. Necessitávamos de uma declaração de imposto de renda, buscávamos uma consultoria de contabilidade. Hoje, as pessoas começam a trocar entre si esses serviços de forma altruísta. Iniciativas de recuperação de valores, de reinventar, acreditar, conhecer novas formas e ser positivo, geram efeito e mudança. “Podemos encontrar formas mais eficazes para enfrentar os conflitos da vida e na busca de soluções, sendo mais positivos. Influenciaremos diretamente na qualidade de vida, nas relações interpessoais, como família, amigos, etc., e na valorização das conquistas”, explica Daniela.

Surgem, cada vez menos timidamente, grupos de pessoas que querem, de uma forma espontânea, positiva e com responsabilidade, fomentar iniciativas sociais. A ONG Encontro com Deus desenvolve ações de solução preventiva a desestruturação de famílias. A subdiretora da organização, Luciana Santos, comenta que os 12 sócioeducadores buscaram a organização de forma voluntária, “Eles entendem a importância do trabalho desempenhado e que a sociedade sobreviverá melhor se pensarmos no bem-estar do outro”, afirma.

Nas organizações

A cultura colaborativa vem de mão dada com a cultura participativa e também é pregada no meio empresarial. As habilidades requeridas para os empregos atuais são a criatividade, o positivismo, a colaboração, o pensamento crítico e a resolução de problemas. De acordo com os executivos e experts de áreas estratégicas, saber e estar desenvolto nessas capacidades, seja entre colegas ou na criação de um projeto, é o que garante a oportunidade de trabalho.

11

Copa do Mundo

As oportunidades da Copa

Micro e pequenas empresas podem aproveitar a situação e encontrar nichos para investir

Em junho de 2013 e 2014, o Brasil receberá dois dos eventos mais importantes do futebol e do esporte. A Copa das Confederações, que reúne o anfitrião, o campeão do mundo e os vencedores de cada continente. E a Copa do Mundo, que terá as 31 seleções que se classificaram nas eliminatórias mais a anfitriã.

Em pesquisa feita pela Ernest & Young, com a parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o valor que será investido em obras de infraestrutura e organização, para o país receber os eventos, será de R$ 22,46 bilhões. Automaticamente, a competição poderá injetar R$ 112,79 bilhões na economia brasileira, com a produção em cadeia de efeitos diretos, indiretos e induzidos.

Neste mesmo levantamento, estima-se que sejam movimentados R$ 142,39 bilhões adicionais no Brasil. Apenas para o setor de Tecnologia da Informação (TI), será necessário investir R$ 309 milhões para acomodar o grande fluxo de dados, associados ao megaevento.Também, calcula-se que o fluxo turístico seja responsável por receitas adicionais de até R$ 6 bilhões para as empresas brasileiras, caso sejam aproveitadas as oportunidades geradas pelo evento.

Diante de toda essa movimentação econômica, surgem diversas oportunidades para as micro e pequenas empresas (MPEs), em especial aquelas que estão localizadas nos estados que receberemos jogos. Prinicipalmente, dos negócios gerados pelos governos, comitê organizador, patrocinadores e turistas, que estão envolvidos em diversas fases deste processo.

Crédito: ME/Portal da Copa

Estádio Nacional de Brasília em construção

Em meio a este cenário, a Perspectiva ISAE procurou ouvir especialistas de três áreas diferentes: a imobiliária, econômica e empreendedora. Veja a seguir a opinião dos especialistas sobre as expectativas e perspectativas para os eventos:

  • “Não há dúvidas de que eventos com agrandeza de Copas do Mundo ou Jogos Olímpicos criam movimentos econômicos e estruturais nos países que os sediam, sobretudo àqueles que são ‘anfitriões de primeira viagem’. Para o Brasil, estes acontecimentos tornam-se um pouco mais instigantes, dadas as condições econômicas nunca antes alcançadas pela atual sétima maior economia mundial. Vivendo a era do pleno emprego, aumento de renda da população e esbarrando em limitações de infraestrutura, o Brasil se prepara para colher frutos dos maiores eventos esportivos mundiais e, alguns efeitos já são notáveis em alguns setores, como o mercado de serviços, por exemplo. Cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte vivem impactos da potencial demanda desde já, com aumentos de 18% e 60%, respectivamente, em suas tarifas hoteleiras. Mesmo com preços elevados, que certamente sofrerão novos aumentos, surge aqui uma oportunidade para investidores do mercado de imóveis. A locação e compra têm boas perspectivas de retorno em vista de uma potencial demanda por locação, no período de eventos internacionais no Brasil. Quem já tem um imóvel disponível para locação por temporada, certamente poderá cobrar preços maiores e quem comprar um imóvel visando locá-lo, pode ter o payback sobre o capital investido encurtado pelas boas oportunidades de locação. Apesar do déficit hoteleiro para eventos de tamanha grandeza, a demanda aquecida por estadias propiciará gratas surpresas aos locadores antenados”.

    Henrique Penteado Teixeira, especialista em Vendas e Incorporação Imobiliária.

  • “Como visão econômica, é necessário chamar a atenção do futuro empreendedor. Se ele quer um negócio para atender na Copa do Mundo ou se é algo que vai ficar permanente. É sempre importante lembrar que a Copa do Mundo ocorre durante um mês. Os turistas ficam este tempo nas cidades e nem todos eles terão jogos para acompanhar até o final. O ponto alto do turismo é na primeira fase, onde há 32 países jogando e os seus torcedores viajando pelo Brasil. Muitas vezes, o empreendedor se empolga pelo movimento da Copa e esquece que depois tudo voltará ao normal. Se ele vai abrir algo que pode se manter depois, ótimo. Senão, deve pensar em um investimento mínimo, que possa ser recuperado exatamente dentro daquele período”.

    Sérgio Bessa, economista e professor do ISAE/FGV.

Crédito: Veja/Abril

Aeroporto Internacional São Gonçalo de Amarante, na região metropolitana de Natal, Rio Grande do Norte

  • “Devemos lembrar que as oportunidades de empreender, visando às obras da Copa, já foram aproveitadas em sua grande maioria. Porém, existem boas possibilidades para o período, e aí teremos grandes oportunidades de negócios. O viés será o turismo e suas necessidades, que são muitas e em diferentes aspectos. Penso que a maior demanda será por profissionais que falem fluente outras línguas, em especial o inglês. Nesse sentido, escolas de línguas ou mesmo aulas particulares serão muito requisitadas no período pré Copa. Já durante o evento, uma das áreas que irá demandar de mais serviços é o ramo de hotelaria, com possibilidades que irão desde decoração, venda de lembranças até terceirização de alguns serviços, sempre lembrando que nesse último a fluência em língua estrangeira fará toda a diferença. No transporte, os taxistas já estão se preparando, porém locação de veículos e serviços de transportes especiais terão demanda. Penso que um carro com algum conforto poderá ser locado (por que não com motorista?) para todo o período da copa, desde a chegada das primeiras delegações até a desmobilização do aparato montado para o evento. Afinal, uma empresa que esteja prevendo trazer ao Brasil um grupo de clientes precisará de transporte, assim como as empresas de rádio e televisão que trarão grandes número de pessoas.  Falando nesse grupo específico, locação de equipamentos de transmissão de rádio e televisão, mesmos os complementares, como pequenos geradores, serão uma ótima oportunidade. Na indústria, como camisetas, cornetas e lembranças é um destaque especial, mas lembre-se que nesse tipo de atividade você precisa estar com contratos fechados bem antes, até o final desse ano preferencialmente. Por fim, por que não trabalhar como guia durante a copa? Com certeza será uma experiência agradável e com possibilidades de estabelecer contatos internacionais, para quem trabalha nessa atividade”.

    Marco Cunha, especialista em Finanças.

12

Setor Público

A busca pela especialização no setor público

Cada vez mais as organizações valorizam e incentivam o estudo, retribuindo a quem apresenta uma qualificação a mais no currículo

Crédito: Arquivo Marketing ISAE/FGV

“Após um ano de preparação, acabei participando do primeiro processo seletivo para Juízes Leigos dos Juizados Especiais de Curitiba".

Em 2012, os servidores públicos representaram 1,6% da população brasileira, mais de 3 milhões no país, de acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, realizada pela primeira vez em março desse ano. Quase 84% dos funcionários cursaram ensino superior ou pós-graduação. Dos servidores da administração pública direta (organismos dirigentes, ministérios e secretarias) 53,5% possuem curso superior ou pós–graduação. Já entre os servidores da administração indireta (autarquias, fundações e sociedades de economia mista), 42,5%, menos da metade, cursaram o ensino superior ou pós-graduação.

Vários órgãos federais e estaduais oferecem acréscimo salarial decorrente da formação acadêmica. Na Câmara, por exemplo, o servidor que faz uma especialização obtém 6% sobre o vencimento básico do cargo ocupado. Os servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público que possuem certificado de pós-graduação obtêm um adicional de qualificação de 7,5% também sobre o vencimento básico. No Senado e no Executivo, estimula-se à capacitação e a promoção dos servidores.

Para Denise Basgal, professora do MBA em Gerenciamento de Projetos do ISAE/FGV, a busca pela especialização entre os profissionais da área pública aumentou de forma quantitativa e qualitativa. Mas, para ela, os alunos estão longe de ser a maioria nos cursos de especialização. “Vejo de duas formas, uma positiva, como iniciativa privada que reconhece o conhecimento e aplicabilidade no mercado. E de outra forma negativa, como maneira de automatizar a promoção”, analisa a professora.

Em busca do conhecimento

Vários profissionais do setor público estudaram durante muito tempo até passar no concurso. Abdicaram de inúmeras reuniões entre os amigos, família, até de fazer o que gostavam para passar no concurso. Após a conquista do cargo público, muitos não querem saber de estudar, já que o objetivo foi alcançado. Mas, existem aqueles que seguem à procura do conhecimento e querem especializar-se no cargo obtido. Para Basgalesse é o melhor caminho. “O conhecimento sempre é necessário, independente do setor. Precisamos de boas práticas e de conhecimento”, afirma.

Há um ano a juíza instrutora do Juizado Especial Cível de Curitiba, Patrícia Busatto, passou no concurso público e explica “Após um ano de preparação, acabei participando do primeiro processo seletivo para Juízes Leigos dos Juizados Especiais de Curitiba. Depois de ser avaliada em provas objetiva, subjetiva, de sentença, oral e de títulos, logrei êxito na aprovação, vindo a assumir as respectivas atribuições em março de 2012”.

Busatto atualmente cursa especialização em LLM em Direito Empresarial e não recebeu gratificação para seguir estudando. “Os estudos seguem como prioridade no meu cotidiano, principalmente pelo enorme dinamismo que atualmente evidenciamos na esfera jurídica”, conclui.

13

Especial

Esportes de aventura no dia a dia das empresas

Como esta modalidade pode auxiliar no trabalho?

14

Publicidade

Graduação Tecnológica - FGV Online

15

Case

Cosméticos sustentáveis que garantem a qualidade de vida

Alta concentração de insumos orgânicos é o diferencial dos produtos

Cosméticos com alta concentração de insumos orgânicos, que prezam pela de qualidade de vida dos consumidores.  Essa é a proposta da Cativa Natureza, a primeira franquia nacional a comercializar cosméticos com no mínimo 70% de insumos orgânicos rastreados no país.

A fabricante nacional, Cativa Natureza, que oferece produtos que prezam pela qualidade de vida e sustentabilidade, existe há cinco anos e surgiu da realização do sonho de Rose Bezecry. A empresária queria oferecer aos consumidores produtos puros e socialmente responsáveis, com garantia de eficácia. O projeto, criado em Curitiba, possui oito franquias pelo país e uma unidade itinerante. A matriz está localizada no Mercado Municipal da cidade, dentro do setor de produtos orgânicos. “Apostamos em Curitiba por ser uma cidade com bastante apelo de sustentabilidade”, explica Rose.

Além da formulação final não conter químicas, os cosméticos da Cativa Natureza são produzidos com insumos plantados dentro dos padrões sustentáveis. São administrados por meio de normas rigorosas de certificação, adotando políticas do comércio justo, que exigem a não utilização de agrotóxicos, pesticidas e os cuidados elementares como a conservação, a preservação de recursos naturais  e condições adequadas de trabalho, mantendo assim os pilares da sustentabilidade, cuidado ambiental, econômico e social.

Poucos consumidores se atentam, mas em nosso dia a dia utilizamos inúmeros produtos que podem conter substâncias agressivas à saúde, como metais pesados, derivados de petróleo etc. Os cosméticos da Cativa são livres de substâncias químicas negativas e sintéticas, o que garante ao consumidor um produto de mais valor agregado.“Há uma maior comprovação de eficácia, além do bem estar que os óleos essenciais e óleos vegetais, praticamente a base dos produtos, podem causar”, explica Rose sobre os benefícios dos cosméticos.

A diferença dos cosméticos tradicionais à marca está relacionada a garantia de rastreabilidade dos insumos  e ao percentual de  pureza em sua fabricação. Além de serem desprovidos de substâncias agressoras ao meu ambiente e à saúde, não são testados em animais.

Crédito: Rodolfo Bührer

Loja no Mercado Municipal de Curitiba

Mercado de orgânicos

O Brasil possui uma participação de apenas 2% no mercado mundial de orgânicos, mesmo sendo um país com grande potencial em recursos naturais. Em toda América Latina, a participação é de apenas  7%. A empresária ressalta que devido à falta de politicas claras por parte do governo brasileiro, muitos empresários, que têm interesse de investir em um projeto com esse conceito, se desmotivam por falta de embasamento jurídico. “Nós já sofremos com esta dificuldade, quando tentamos alavancar maior produção, que verticalmente  reduziria custos em escala”, analisa a empresária.

Rose explica que se verificarmos os custos de marcas mais conhecidas no mercado nacional, observaremos que os preços são bastante próximos aos da Cativa Natureza. “Não somos  efetivamente mais caros, enquanto damos ao nosso consumidor um produto com rastreabilidade, que tem um custo razoável para isso acontecer”. Os custos mais elevados dos orgânicos se devem ao cuidado junto à produção. Pois não são utilizados fertilizantes químicos e a ausência do uso de herbicidas demanda maior mão de obra, o que ajuda no mercado laboral, mas incrementa os custos para o produtor. Porém, está comprovado que o aumento do mercado consumidor de produtos orgânicos pode ajudar na diminuição do seu custo final.

A aceitação e procura pelos produtos da Cativa Natureza motivou Bezecry a aproximar a venda de cosméticos em feiras e outros eventos, inovando na modalidade de negócio, com a criação de uma unidade móvel, além das lojas pelo Brasil.

Outra iniciativa sustentável da marca, a fim de estimular, conscientizar os seus clientes e seguir o rastreamento dos cosméticos até o seu destino final, é o correto descarte das embalagens. “Após a utilização dos produtos, o cliente leva a sua embalagem até a loja e a deposita em uma urna, ganhando um desconto para a próxima compra”, explica a empresária. Esse processo é conhecido como logística reversa, no qual, logo após o uso, as embalagens são destinadas àsempresas parceiras de reciclagem de plásticos pet e, transformadas em utensílios, garantindo o reaproveitamento dos materiais.

Crédito: Rodolfo Bührer

Rose Bezecry em frente a sua loja

16

Indica

Perspectiva Indica

 

Sustentabilidade - O que é. O que não é - Leonardo Boff - Editora Vozes

Com uma linguagem clara e didática, Leonardo Boff, apresenta o novo paradigma do nosso globo terrestre. O autor faz uma crítica profunda aos vários modelos de desenvolvimento sustentável, aplicados hoje em dia, e nos mostra o complexo caminho que a humanidade deve tomar para devolver o equilíbrio da vida na Terra.

 

Abundância - O Futuro é melhor do que você imagina - Peter H. Diamandis e Steven Kotler – HSM Editora

Abundância é um livro otimista. Apresenta, com fatos e dados, que a humanidade está indo pelo caminho certo, melhorando os padrões de vida global. Para o autor, tudo deve ser diferente em 2035. Abundância significa criar um mundo de possibilidades,onde os dias sejam gastos com sonhos e realizações, não com a luta pela sobrevivência.

 

 

O Físico, Xamã e A escolha da Dra. Cole – Trilogia

Essa triologia, sobre a história da medicina, de Noah Gordon, é imperdível. As histórias misturam elementos, todos costurados com maestria: romance, aventura, fatos históricos, o cenário da Idade Média e das Cruzadas; além do fascínio ocidental pelos mistérios do Oriente.

A indicação é de Alexandre Rodrigues, gerente de vendas da Oracle Brasil. “Os melhores livros quejá li, aqueles de perder o sono”, ressalta.

  • Leitor, dê a sua dica de leitura para a nossa próxima edição.

    Escreva para: imprensa@isaebrasil.com.br

17

Artigo

Utilização da Liderança Situacional em Gerenciamento de Projetos

Crédito: Telemaco

Gianfranco Muncinelli, Sócio da Muncinelli Consultoria, Treinamento e Business Development e professor do ISAE/FGV

Na realidade dos dias atuais, onde recursos são cada vez mais escassos, é notável a necessidade de líderes que exerçam a liderança de forma adequada, buscando os objetivos do projeto. Paul Hersey e Ken Blanchard desenvolveram um modelo de liderança com foco sobre os liderados. Este modelo dita que a liderança bem sucedida é alcançada pelo estilo adequado de gestão para com o que os seus liderados necessitam. Para tanto propõe-se uma ferramenta prática criada por Hersey e Blanchard para identificar o grau de maturidade de cada membro da equipe. O gerente de projeto deve adequar seu comportamento, encontrando o estilo certo de liderança que surta efeito positivo no desempenho da equipe de projeto. Propõe-se a abordagem da liderança situacional como um modelo de aperfeiçoamento contínuo e desenvolvimento da equipe.

O líder influencia seus liderados, também conhecida como equipe do projeto. Este fato é conhecido e faz parte do senso comum, revestindo o tema “liderança” de relevância, visto que existe influência direta da liderança no sucesso do projeto. Sem sombra de dúvida, a importância desse tema é notada pela sua recorrência nas publicações voltadas para gerenciamento de projetos.

Lembrando o que o Guia PMBOK© diz sobre gerenciamento de RH:
“A equipe do projeto consiste nas pessoas com papéis e responsabilidades designadas para a conclusão do projeto. O tipo e o número de membros da equipe do projeto podem mudar com frequência ao longo do projeto. Os membros da equipe do projeto também podem ser referidos como pessoal do projeto. Embora os papéis e responsabilidades específicas para os membros da equipe do projeto sejam designadas, o envolvimento de todos os membros da equipe no planejamento do projeto e na tomada de decisões pode ser benéfico. O envolvimento e a participação dos membros da equipe desde o início agregam seus conhecimentos durante o processo de planejamento e fortalece o compromisso com o projeto.” (PMI®, 2012)

É razoável admitir que o líder tenha participação fundamental na garantia de que toda a equipe esteja alinhada com os objetivos do projeto – afinal, o resultado depende também desse fator. Portanto é notável a necessidade de líderes que exerçam a suas atividades de forma adequada, assim como, desenvolver novas lideranças. Não faz parte do escopo deste trabalho entrar na discussão de que as habilidades de lideranças nascem com o indivíduo, mas sim trazer elementos e conceitos importantes para o desenvolvimento dos líderes. Lembrando Anna Cherubina Scofano (Scofano, 2010), que estimula o estudo com a seguinte frase:
“Liderança é matéria de estudo, é preciso estudar e aprender como se tornar um líder no contexto atual”

Na necessidade de desenvolver novas lideranças e de desenvolver maiores habilidades de lideranças nos líderes existentes, vem à tona um modelo de liderança chamado de liderança situacional, que tem o seu foco sobre os liderados. Desenvolvido por Paul Hersey e Ken Blanchard, este modelo dita que a liderança bem sucedida é alcançada pelo estilo adequado de gestão para com o que os seus liderados necessitam. Percebe-se que a relação líder-liderados é semelhante à existente entre pais e filhos. Da mesma forma que os pais reduzem o controle sobre os filhos quando estes se tornam maduros e independentes, o mesmo comportamento deve ser seguido pelo líder, quando percebe comportamento semelhante nos membros de sua equipe. Porém, para isso, é necessário detectar o nível de maturidade da equipe (Robbins, 2005).

Este trabalho tem por objetivo apresentar de forma sintética a teoria da liderança situacional. O cunho do artigo é prático, para que os gerentes de projetos – mesmo com tempo escasso - tenham a oportunidade de utilizar estes conceitos e ideias de apelo quase intuitivo. A aplicação prática desta teoria possibilita que o gerente de projeto faça uma reflexão e reconheça a importância dos liderados no sucesso do projeto e perceba a lógica de que os líderes podem compensar as limitações motivacionais e de capacitação dos seus funcionários. Além dos aspectos teóricos, apresenta-se uma ferramenta prática proposta por Paul Hersey e Ken Blanchard (Hersey, 1986) que auxilia o gerente de projeto a identificar o nível de maturidade dos membros da equipe do projeto e a planejar suas ações para o desenvolvimento da equipe – tendo como meta principal o desempenho para atingir os objetivos do projeto.

Liderança

A liderança tem muitas definições que foram propostas por diversos estudiosos, e nenhuma delas é universalmente aceita. A ideia comum que faz parte de diversas definições é que liderança envolve influenciar atitudes, crenças, comportamentos e até sentimentos de outras pessoas. Quem não é líder pode influenciar as pessoas, porém o líder influencia de maneira diferenciada, influencia mais (SPECTOR, 2006).

Nas organizações os líderes estão associados aos cargos de gestão (supervisão, coordenação, gerência, direção, presidência, etc.), mas este título não garante que esta pessoa seja capaz de influenciar outras. Aliado a este fato, muitos líderes nas organizações não possuem cargos formais; estes surgem dos grupos de trabalho e podem ter maior influência no comportamento dos integrantes da equipe do que os próprios líderes formais. A influência é determinada por vários fatores pessoais e organizacionais (SPECTOR, 2006).

18

Publicidade

GBA ISAE