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Giro nos Negócios

Giro nos negócios

Crédito: Dunkin' Donuts

 

Rosquinhas no Brasil

A Dunkin' Donuts planeja abrir, nos próximos anos, restaurantes da rede em algumas cidades do Brasil. A empresa está à procura de candidatos para serem franqueados das novas unidades e ajudar adesenvolver a marca no país, a princípio em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

A rede de rosquinhas já tem presença estabelecida em outros mercados da América Latina e Caribe. A organização possui atualmente mais de 300 restaurantes na região, incluindo Chile, Colômbia e Peru, além de outros pontos do continente. A rede já teve filiais no Brasil, onde ficou de meados da década de 1980 até 2003.

Aquisições e fusões no Brasil caem

Segundo um estudo feito pela Merril DataSite em parceria com a consultoria MergerMarket, o trimestre de abril a junho não foi especialmente bom para aquisições e fusões no Brasil. Foram feitas 80 transações com valor total de $13,7 bilhões, uma queda de 8,7% em relação ao mesmo período de 2012, quando 122 acordos foram fechados totalizando $ 15 bilhões. A piora nos números brasileiros ajudou a derrubar também o balanço geral da América Latina.

Abril demite 150 funcionários

O grupo Abril anunciou a demissão de 150 profissionais "das mais diversas áreas" e fechou pelo menos quatro publicações, segundo nota da empresa divulgada no início de agosto.

Segundo a editora, a Unidade de Negócios Abril Segmentadas fez uma revisão do seu portfólio e fechou os seguintes títulos em todas as suas plataformas: "Alfa", "Bravo!", "Gloss" e "Lola", assim como o portal Club Alfa. "As quatro publicações representavam menos de 2% da receita de publicidade das revistas da Abril", diz a nota da editora.

Motorola lança smartphone customizado

No início de agosto, a Motorola lançou o seu primeiro smatphone produzido em parceria com o Google. O Moto X possui processador Snapdragon dual-core de 1.7 GHz, 2 GB de RAM, tela de 4.7 polegadas, conectividade com o 4G e reproduz vídeos em FullHD, entre outros gadgets.

Mas, a maior novidade é a possibilidade de customizar o telefone. São 18 opções de cores para a capa, frente, botões da lateral, aro em volta da lente da câmera, com um total de 504 variações possíveis.

Crédito: Google


American Airlines retira voos da Decolar

A companhia aérea American Airlines suspendeu as vendas de passagens pela agência de viagens online Decolar.com. A decisão encerra a parceria comercial da empresa com a agência nos 21 países em que ela atua, incluindo o Brasil.

A companhia ressaltou que descobriu que o site estava utilizando práticas tarifárias desleais, com cobrança de taxas adicionais nos voos da empresa. A Decolar.com responde por cerca de 60% do mercado brasileiro de agências de viagens online, segundo fontes do setor.

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Capa

A transversalidade entre a sustentabilidade e a governança

O desafio da prática sustentável na gestão de negócios

Crédito: Walkoflife

Segundo especialista, Diego Baptista, a sustentabilidade carece de líderes

Cada vez mais, os conceitos de governança e sustentabilidade veem sendo praticados por meio de processos e na gestão diária em grandes corporações, gerando resultados não apenas no ponto de vista econômico, mas no impacto do seu negócio sobre o meio ambiente e a sociedade. Porém, mesmo com a banalização do assunto perante a sociedade, ainda existem instituições com estruturas e modelos de gestão tradicionais e inertes a esse essencial paradigma. Para o professor e fundador da organização Sociedade Global, Diego Baptista, chegamos à uma encruzilhada. “Nem os países, nem empresas ou indivíduos mais ricos podem sustentar um modelo que está deteriorando suas próprias populações, reputações e vidas, como efeitos da inconsequência de suas próprias políticas e atos”, afirma.

A sustentabilidade é, hoje, um desafio global. Surge como uma alternativa perante os riscos para os quais o mundo caminha. São práticas que não foram tomadas, pelo menos em âmbitos oficiais, formais e centrais de poder no mundo, que já não podem mais esperar para serem implantadas.

Para Diego, a sustentabilidade, mais do que nunca, carece de líderes que lutem por uma sociedade empática, solidária e resiliente, “É preciso que assumam a responsabilidade e tornarem-se precursores de novos caminhos e que as empresas disseminem boas práticas, servindo de exemplos a serem seguidos por outras, inspirando principalmente os centros de poder”.

No âmbito empresarial, a sustentabilidade é assumida como um modelo de governança, que deve fazer parte da gestão e tende a oferecer ganhos a todos os parceiros envolvidos. Contudo, o que se percebe entre as empresas, é que ainda as práticas sustentáveis estão ligadas à um modelo convencional de negócio,  hierárquico e menos horizontal. Segundo a professora e sócia-diretora da NOZ - Desenvolvimento e Cocriação em Sustentabilidade, Daniella Mac Dowell, a sustentabilidade organizacional depende do tamanho e a maturidade da organização. “Em algumas empresas ainda percebemos uma visão de sustentabilidade restrita, focada em ações ambientais ou em projetos sociais. Outras entendem a importância da sustentabilidade, mas ainda não conseguem associar à estratégia de negócio. Entretanto, existe um número crescente de empresas buscando uma visão mais ampla e estratégica de sustentabilidade, baseando-se em indicadores como do Instituto Ethos e nos relatórios que seguem o modelo do Global Reporting Initiative (GRI), implementando Balanced Scorecard Sustentáveis, e ampliando suas relações com seus stakeholders”, explica.

Diego reafirma a posição de Daniella, e diz que as instituições mais "maduras" atuam em alianças globais e compartilham práticas para a melhoria de suas performances em sustentabilidade. “Em um estágio maior de maturidade, encontramos algumas poucas corporações que compreendem a liderança global que elas devem exercer, entendendo a importância de investir em sustentabilidade de forma a criar um valor compartilhado entre a empresa e os seus públicos de interesse”, ressalta o especialista.

 

Crédito: Thumbnail2

Valor, o desafio para que a sustentabilidade ande de mãos dadas com a governança e seja, efetivamente, praticada pelas empresas. São os valores que refletem à tomada de decisão, assim como, a cultura e a presença ou falta de ética dos líderes, e consequentemente de toda a empresa. Essas referências (valores, cultura e ética) refletem o padrão de comportamento da liderança somado às estruturas, sistemas e processos instaurados na organização desde sua fundação. “Esses elementos sutis e invisíveis ao processo de planejamento e gestão tradicional são diretamente responsáveis pela condução e pelo sucesso de uma empresa na visão da sustentabilidade. Eles são o reflexo e espelho das práticas dentro e fora da empresa, responsáveis por minar ou despertar o capital humano, ampliar ou reduzir a produção e a qualidade, aumentar ou diminuir as vendas e sua reputação perante os consumidores”, afirma Diego.

Para os especialistas, o princípio da conduta certa ou tomada de decisão ética, é compreender se essa decisão, atitude ou comportamento será benéfico para o maior número de pessoas, departamentos ou dimensões a curto, médio e longo prazo. “Uma vez que esse princípio ético tenha sido adotado, iniciamos um processo de questionamento, revisão e mudança dos valores e da cultura organizacional, favorecendo a formulação de uma nova governança, baseada em valores, permite que os problemas e conflitos internos e externos sejam iluminados e solucionados dentro de um processo real de melhoria contínua, e não abafados e escondidos para que surja dali alguns anos como uma grande bola de neve. Isso porque essa governança vê os ganhos de longo prazo da organização”, afirma o especialista.

É comum corporações que expandem suas ações e ganham o mercado (dentro e fora do Brasil) mediante práticas exploratórias. Mas, em contra partida, é cada vez mais frequente a participação cidadã que, por meio um mundo conectado, faz uso da internet, celular etc., exigindo e questionando as empresas em relação à sua coerência. Nesse sentido, denúncias e movimentos online já vêm conseguindo embargar algumas práticas empresariais mundo afora. “Em relação à governança organizacional, temos hoje bons princípios que surgiram exatamente pela falta de ética e transparência das organizações. Essa antiga governança, baseada em ganhos imediatos a qualquer preço, inclusive social e ambiental, começou a ser questionada e parece não ter mais muito espaço hoje. Nesse sentido, uma liderança ética, transparente, com base em valores se torna fundamental na construção de uma cultura coerente para a sustentabilidade”, questiona Daniella.

A governança com sustentabilidade é o desafio à empresa moderna. O papel das organizações passa integralmente pelos princípios da sustentabilidade, nas práticas de gestão, tendo a sociedade como a sua principal aliada na conduta ética dos negócios. Diego orienta não tratar a sustentabilidade simplesmente como algo técnico ou uma externalidade, mas aliá-la ao sentido mais profundo de realinhamento de valores individuais e organizacionais, na consonância com o respeito a todas as formas de vida e com o propósito maior de que as empresas se tornem grandes motores na afirmação de um modelo de desenvolvimento justo e sustentável.

“Para tanto, a cultura e política empresarial deverá migrar para uma visão mais coletiva de seu papel integrante de um sistema complexo de sociedade, interagindo com diferentes setores e atores, identificando as capacidades distintivas e complementares de cada um e coordenando processos colaborativos na convergência de interesses individuais em objetivos comuns em determinada localidade ou mesmo em um visão interdependente de mundo”, esclarece e conclui Diego.

 

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Investimentos

Quais as vantagens e desvantagens da Previdência Privada?

Investir na previdência privada pode garantir um futuro mais seguro

Crédito: SXC

Tributação menor é o diferencial da previdência privada

Os anos vão passando e a vitalidade já não é mais a mesma que há 20 anos. Por isso, hoje, é necessário pensar no futuro e investir em algo que pode trazer retorno mais à frente.. Uma das alternativas é a Previdência Privada, uma aposentadoria que não está ligada ao sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ela complementa a Previdência Social. Segundo o professor de Finanças, Celso Viana, o plano tem uma série de vantagens que podem fazer com que o investidor tenha uma aposentadoria mais tranquila. “A principal vantagem de investir em um plano de previdência é se apoderar da ’cultura da acumulação’, que faz com que desenvolvamos estratégias para cuidarmos de nós mesmos. Há também alguns seguros interessantes, que valem a pena”, afima.

Os seguros, citados pelo professor são: morte, onde a pessoa indicada na apólice recebe o valor combinado de uma só vez, e de invalidez, que é assegurada ao titular do plano uma renda vitalícia.

Porém, Celso alerta que o que pode ser um empecilho são os custos, pois eles serão cobertos com a contribuição do plano de previdência. No seguro por morte, esse valor, por um tempo, dá segurança ao cônjuge e filhos. Por invalidez, os custos são cobertos com as contribuições ao plano de previdência, o que significa um valor menor para o futuro, uma vez que da parcela mensal que você irá contribuir, uma parte não será usada para cobrir o risco do seguro.

O principal atrativo da Previdência Privada é a possibilidade de pagar menos imposto para acumular um valor maior futuramente. Ela é dividida em dois planos: Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

O PGBL permite ao investidor abater as contribuições para previdência do Imposto de Renda (IR), desde que o mesmo faça a declaração completa, até um limite de 12% da renda tributável. Já o VGBL, que é um produto securitário, não permite esse abatimento, mas é um instrumento melhor para fazer planejamento sucessório e não exige que a declaração do IR seja total, mas sim, a simplificada.

Essas formas de tributação são uma das vantagens que contém nesses planos e os diferencia dos fundos de investimento comuns, tributados semestralmente na forma do come-cotas. O montante, que seria revertido para os impostos, continua rentabilizando no fundo com o passar do tempo.

Para o estudante Eduardo Ramos, investir em uma Previdência Privada é uma possibilidade grande em sua vida. “Tenho muito interesse, pois acho que posso ajudar a garantir o meu futuro e o da minha família”, relata.

A renda e as taxas podem variar, levando em conta o plano escolhido, a empresa que cuidará do processo e momento que o mercado financeiro está. Para se ter uma ideia, os bancos cobram três taxas, que são:

- Taxa de carregamento, que incide sobre cada contribuição, que gira em torno de 1% a 2%;

- Taxa de gestão: incide uma vez ao ano sobre o valor acumulado, varia de 1% a 4%;

- Taxa de saída: cobra 0,38% do saldo sacado.

Mas, para ter rentabilidade e assegurar que no futuro haverá algo a ser resgatado, o investidor tem que ter prudência e disciplina para guardar o dinheiro. O retorno será a longo prazo e manter uma regularidade é importante neste momento. “Quem pensa em investir em Plano de Aposentadoria não pode esperar retornos de curto prazo. O que você deve fazer é preparar um orçamento que lhe permita ser fiel a ele sem sacrifícios que tragam conflitos pessoais ou familiares”, afirma Celso.

Para aqueles que tem dúvida se é rentável ou não, ou se há mais vantagens do que desvantagens em investir na previdência privada, procure um especialista no assunto para não ter problemas e assegurar sua iniciativa.

 

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Vivência no Exterior

Experiências que fazem a diferença

A vivência no exterior tem mais valor quando aproveitada tecnicamente

Crédito: Arquivo pessoal

Maira Engelmnn em sua temporada pela Alemanha

Faz tempo que ter morado no exterior é um diferencial dentro do mercado de trabalho. Acredita-se que, ainda mais agora com o mercado superaquecido, essa vivência seja um requisito importante na hora da contração de um profissional, como analisa a diretora da Operativa, assessora em Recursos Humanos, Anna Elisa Haj Mussi, “A experiência fora do país sempre é uma oportunidade de aprendizado e de ampliação de visão de mundo. O profissional que opta por buscar essa vivência tende a agregar valor ao seu nível cultural e consequentemente influenciar em ambientes de negócios que a cada dia estão mais globalizados”.

A facilidade de se adaptar às novas situações gera uma capacidade empática para compreender os desejos dos clientes, colegas, entre outras pessoas que formam a realidade das diversas culturas de uma empresa. Entende-se que a experiência internacional oferece ao colaborador um conhecimento amplo, fora das métricas estabelecidas no cotidiano da cultura de origem.

Profissionais que viveram fora do país garantem que a experiência é destacada na hora de uma entrevista de trabalho. Veridiane Meireles, aluna de MBA em Gerenciamento de Projetos do ISAE/FGV, cursou o módulo internacional da sua especialização na The George Washington University, em Washington (EUA) e diz, “Sempre me interessei por conhecer diferentes pontos de vista para assuntos relacionados à minha formação. A vivência internacional no MBA me proporcionou justamente isso: conhecer formas diferentes para atuar”.

O mundo corporativo exige que os profissionais saibam se relacionar com diferentes realidades, de diferentes formas de enxergar as situações. “A vivência internacional possibilita ao profissional conhecer culturas, ambientes e formas de atuação diferenciadas e próprias de determinadas regiões. Esse conhecimento é fundamental no fechamento de um negócio, pois muitas vezes as diferenças culturais, legais e de visão de mundo são decisivas para a obtenção de uma negociação benéfica à empresa”, ressalta Anna Elisa.

É possível trabalhar em vários segmentos, conhecer pessoas de diferentes culturas, aprender outra língua, mas aproveitar a oportunidade para investir ainda mais na carreira, formar-se tecnicamente parece ser o que realmente alavanca o profissional. O tempo vivido no exterior dá suporte à tomada de decisão e na administração de situações complexas do cotidiano.

“Quando se estuda em um ambiente internacional, você recebe muitas informações de natureza variada, de pessoas que têm um background completamente diferente do seu. Isso te ajuda a aprender a processar as informações, utilizando sua capacidade analítica. Uma vez feito isso, seu processo criativo se expande, podendo transformar os resultados em ações impactantes, diferenciadas e inovadoras”, ressalta Maira Engelmnn, empreendedora no ramo da moda infantil e que concluiu o MBA em Marketing Internacional pela universidade European Businness School - ESB, na Alemanha.

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Futuro

Porto de Paranaguá: Crescimento à vista

Superintendente fala sobre os desafios enfrentados pela gestão e também as perspectivas de futuro

Crédito: Appa

Vista do Porto de Paranaguá com navios atracados

Um dos maiores corredores de importação e exportação de um país são os portos. Países como o Paraguai, Bolívia, Venezuela, entre outros, encontram dificuldades para escoar os seus produtos. O Porto de Paranaguá (PR), maior porto graneleiro da América Latina, tem uma grande influência na economia brasileira e auxilia no crescimento local também. Nesta matéria você conhece um pouco mais sobre o Porto com o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Dividino, que fala sobre os projetos que estão em andamento e os que estão programados para o futuro.

Perspectiva – O Porto de Paranaguá passou por uma fase difícil algum tempo atrás. Qual foi o planejamento para conseguir reverter isso?

Luiz Dividino – A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonia (Appa) desenvolveu durante todo o ano de 2011 e aprovou em 2012 o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado (PDZPO), tanto de Paranaguá quanto de Antonina. O documento, que abrange toda a área de influência do Porto, em Paranaguá e Pontal do Paraná, funciona como um plano diretor. A partir deste levantamento completo e atualizado da área, o crescimento da autarquia fica bem mais ordenado e nada pode ser feito sem que esteja de acordo com o plano.

Além disso, o Plano que mapeia as áreas de arrendamento (já existentes e possíveis ampliações) no Porto de Paranaguá já foi apresentado à Secretaria Especial de Portos (SEP), em 2012, e agora o mesmo projeto, do Porto de Antonina, está em fase de conclusão.

O Governo entende que sem controle, organização e diálogo fica difícil planejar o futuro e efetivamente desenvolver os portos do Paraná, como estamos fazendo há mais de dois anos.

P – Hoje, há cerca de 100 navios, parados na baía da cidade, aguardando para serem carregados. De onde é essa demanda? Qual o motivo de tantos navios aguardando?

L. D. – Quando analisamos a fila de navios esperando para atracar em Paranaguá temos que analisá-la com certo critério. Antes de tudo é preciso entender que grande parte destes navios funciona como táxis vazios que buscam um lugar movimentado onde há garantias de conseguir passageiros. Onde os táxis se posicionam num sábado a noite: numa saída de show ou no ponto da praça? É exatamente a mesma coisa. Boa parte dos navios que chegam a Paranaguá não tem carga sequer negociada, mas se posicionam na nossa baia aguardando um contrato para ser firmado. Quando segmentamos esta fila por tipo de produto, percebemos que o acúmulo maior de navios aguardando é de navios graneleiros.

É claro que esta situação não é a ideal e temos trabalhado para melhorar isso. O projeto de ampliação e reestruturação do corredor de exportação vai fazer justamente isso: teremos quatro novos berços de atracação, com maior velocidade de embarque. Isso vai diminuir o tempo de operação e por consequência, diminuir o tempo de espera dos navios ao largo.

Outro fator importante que contribui para esta espera dos navios graneleiros é a chuva. O embarque de grãos não ocorre com chuva. A Appa, em parceria com os operadores portuários do segmento graneleiro, está trabalhando numa solução para que navios graneleiros operem com chuva em Paranaguá. Um protótipo já foi desenvolvido e agora está passando por ajustes. Queremos ter a solução pronta já para a próxima safra.

Crédito: Appa

Pátio onde os caminhoneiros podem estacionar, esperando para descarregar seus produtos

P – Até 2011, no período de safra, os caminhões formavam grandes filas para descarregar no Porto. Nos últimos dois anos, não há mais isso. Quais foram as providências tomadas para que não ocorresse mais?

L. D. – Fizemos um amplo programa de comunicação com todos os atores envolvidos no processo. Ações isoladas não surtem efeito num processo que funciona em cadeia. Então decidimos integrar desde o produtor até o transportador, passando pelo operador portuário e agente marítimo. São soluções simples, como os ajustes no sistema de distribuição de senha e agendamento da descarga, o Carga OnLine. Esses ajustes permitem que cada terminal só receba, diariamente, a quantidade que tem condições de atender. Além disso, um sistema da SMS agilizou o alerta ao motorista sobre a liberação para a descarga e outro sistema vem sendo testado para evitar que um caminhão sem cadastro entre no pátio, o que também gerava filas e outros transtornos nessa logística. Essas medidas ajudaram a acabar com a fila, mesmo recebendo ainda mais caminhões, como apontam as estatísticas.

P – O Porto tem passado por uma dragagem, para receber navios maiores. Qual o benefício desta operação?

L. D. – A dragagem é essencial para o funcionamento de um porto. Sempre procuro comparar a necessidade de dragagem com a necessidade de varrer a nossa casa diariamente. O entra e sai acaba sujando a casa e precisamos varrer para mantê-la limpa e transitável. No Porto é a mesma coisa, com o agravante que a maré se ocupa de “sujar” o caminho várias vezes por dia. Sedimentos vão se acumulando ao longo do canal e dos berços, havendo a necessidade de dragagens constantes, para manter a segurança da navegação.

Conseguimos restabelecer a profundidade natural do canal até Antonina e também dos berços. Agora o próximo passo é realizar a dragagem de aprofundamento, que permitirá que navios maiores atraquem nos nossos portos.

P – Qual é a perspectiva de crescimento para os próximos anos?

L. D. – O PDZPO realizado no ano passado aponta que, caso sejam feitas as obras de melhorias estruturais que queremos, os portos paranaenses poderão, em 20 anos, dobrar sua movimentação atual. Isso significa que poderemos movimentar mais de 80 milhões de toneladas de produtos pelos portos paranaenses.

Estamos batalhando para que os projetos de ampliação saiam do papel, sejam licitados pelo Governo Federal para que possamos atender esta demanda que aumenta a cada dia.

P – O que esse crescimento pode auxiliar as cidades de Paranaguá e Antonina?

L. D. – A economia das duas cidades está diretamente ligada àatividade portuária. Direta ou indiretamente, boa parte da população dos dois municípios tem sua atividade laboral ligada ao porto. Quando falamos em desenvolvimento, falamos da vinda de novas empresas, da necessidade de recrutar mais trabalhadores, do giro da economia local. O desafio que enxergamos para um futuro bastante próximo é o aperfeiçoamento desta mão de obra que já tem se mostrado bastante demandada. A evolução e o crescimento dos portos paranaenses gera mais emprego, mais renda e as cidades sentem o reflexo imediato disso seja no poder de compra das pessoas seja na atração de novas empresas para o comércio ou prestação de serviços.

Crédito: Appa

Luiz Dividino, superintendente da Appa: "...o crescimento da autarquia fica bem mais ordenado e nada pode ser feito sem que esteja de acordo com o plano."

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Mestrado ISAE

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Internacionalização

ISAE capacita gestores na Tanzânia

A Instituição coordena curso que auxilia no desenvolvimento projetos de grande porte na África Oriental

Crédito: Arquivo ISAE

Equipe do ISAE, alunos e representantes da Universidade Mzumbe da Tanzânia

O Instituto Superior de Administração e Economia – ISAE e a Universidade Mzumbe, da Tanzânia, inauguraram um novo programa acadêmico, que busca capacitar profissionais para gerenciarem grandes projetos no país da África Oriental.

Baseado nos Princípios para a Educação em Gestão Responsável (PRME), das Nações Unidas (ONU), o curso procura auxiliar os profissionais tanzanianos a gerenciarem projetos de grande porte que estão em desenvolvimento no país.

Com a globalização crescente e as interfaces multiculturais em iniciativas internacionais, a gestão de projetos torna-se desafiadora e fundamental para a realização do crescimento, no ambiente em rápida mutação, em países emergentes como a Tanzânia.

O vice-reitor da Mzumbe, o professor Joseph Kuzilwa, conta que o curso é o primeiro desse gênero no país. “Nossa economia está crescendo rapidamente e há grandes projetos internacionais a partir daqui. Queremos orientar os tanzanianos para que eles possam gerenciá-los e tornarem-se participantes e não meros observadores do processo", ressalta.

Crédito: Arquivo ISAE

Alunos da Universidade Mzumbe

Atualmente, o curso de Gerenciamento de Projetos é um dos mais procurados no ISAE e foi a pedido da Universidade Mzumbe, que a Instituição desenhou um programa exclusivo, pensado para os profissionais tanzanianos, que buscam atualizar continuamente suas abordagens e técnicas em gerenciamento de projetos.

Por parte do ISAE, o professor Wanderlei Marinho da Silva se diz satisfeito pela colaboração educacional com a Universidade Mzumbe e explica que a cooperação entre os países tem sido de grande êxito e para o bem da Tanzânia. "O Brasil conseguiu ser o que é hoje, por causa do bom gerenciamento de seus projetos", ressalta o professor.

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Investimentos

Qual a diferença entre Pirâmide Financeira e Marketing Multinível?

Entenda as diferenças que caracterizam os dois modelos de ganhar dinheiro

Uma pode se passar por outra. Muitas vezes, uma empresa que se caracteriza como Marketing Multinível é, na verdade, um esquema de Pirâmide Financeira. Por isso, a Perspectiva ISAE mostra a diferença entre as duas modalidades:

Pirâmide Financeira

A Pirâmide Financeira caracteriza-se pela maneira fácil de ganhar dinheiro. Para lucrar no negócio, é necessário indicar pessoas para promover algum produto, em contrapartida, quem indicou recebe uma porcentagem. Fazer propaganda em redes sociais e sites, também é outra ação que pode ser realizada. Um dos exemplos mais recentes é o da TelexFree, empresa que faz anúncios e oferece serviço VOIP (telefonia via internet), há mais de 10 anos, e que foi acusada pela Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, de ser um esquema de pirâmide financeira.

Segundo o Ministério da Fazenda, o Brasil proíbe qualquer tipo de negócios em pirâmide. A lei nº 1.521 de 1951, aponta que é crime contra a economia popular, com possível punição de seis meses a dois anos de detenção, "…obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos ("bola de neve", "cadeias", "pichardismo" e quaisquer outros equivalentes)", descreve a lei.

Segundo um dos participantes, que faz parte da TelexFree enão quis se identificar, o “esquema” é rentável, mas não dá para considerar algo fixo. “É rentável para mim, mas não posso depender apenas disso, tenho que ter um trabalho fixo, pois não é sempre que tem um lucro alto”, afima.

De acordo com o levantamento da Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor (MPCON), até o momento, são nove empresas investigadas pelos Ministérios Públicos do país por suspeita de formação de pirâmide financeira. Uma delas é a Bbom, que vende rastreadores para veículos e, no início de julho, teve seus bens bloqueados.

 

Crédito: TelexFree

TelexFree é uma das empresas que estão sendo investigadas no Brasil 

Marketing Multinível

Esse tipo de prática consiste em recrutar pessoas para vender, utilizar ou até mesmo divulgar os produtos da marca. Grande parte das empresas que trabalham com venda direta no Brasil, utiliza o Marketing Multinível. Elas oferecem ao associado ganhos complementares a cada novo revendedor captado. Mas, o diferencial é que as premiações são proporcionais ao trabalho, com recolhimento de impostos, segundo a lei.

Organizações ligadas à Associação Brasileira de Empresas de Venda Direta (ABEVD) comprometem-se a cumprir e difundir os códigos de ética e de conduta baseados no modelo mundial da World Federation of Direct Selling Associations (WSDSA). Um dos pontos é a oferta de modelos sustentáveis de negócio e que os ganhos estejam atrelados à venda de produtos ou serviços, cujos os preços encontrem correspondência aos similares do mercado.

Empresas conhecidas como Natura, Herbalife, Avon, Polishop, entre outras organizações, de diversos setores da economia; como cosméticos, produtos de limpeza, recipientes plásticos de alimentos, suplementos nutricionais; fazem parte deste seleto grupo.

É necessário sempre estar atento onde você está investindo o seu dinheiro e tempo. Saber a procedência da empresa, qual o objetivo do negócio e como seu dinheiro será gerenciado, são princípios básicos para ter certeza, que está fazendo a escolha certa.

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Cursos Tecnológicos

Menos tempo e mais foco no mercado

Cursos de tecnologia inovam e abrem caminho para profissionais especializados

Créditos: 1- HA, 2 - Baycollegeca

Cursos de Tecnologia em Radiologia e em Design Gráfico estão entre os mais buscados, segundo UTFPR

Nos últimos anos, a procura pela graduação tecnológica, com a ampliação da oferta desses cursos em diversas instituições de ensino superior, tanto privadas como públicas, cresce cada vez mais.

O mercado de trabalho nacional está cada vez mais dinâmico. Isso é resultado do processo de desenvolvimento econômico e social que o Brasil está passando e trás consigo o incremento das ocupações em diversas áreas. Surgem novas profissões e cria-se uma demanda de novos perfis especializados.

Segundo dados do Censo da Educação Superior de 2011, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), o crescimento de matrículas nas graduações tecnológicas foi de 11,4%. Para o Pró-Reitor Adjunto de Graduação e Educação Profissional da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR, professor Carlos Henrique Mariano, esse aumento é resultado do movimento continuo de diversificação do mercado de trabalho brasileiro, que consequentemente demanda revisões de processos já estabelecidos, como também a criação de novos processos, impulsionados pela adoção de inovações tecnológicas. “Quando o processo produtivo evoluciona, consequentemente demanda novas especialidades”, explica.

Com as vantagens de menos tempo, menos investimento, mais foco e práticas na área de formação, os cursos de tecnologia ganham espaço no mercado a cada dia. Legalmente, os cursos superiores de tecnologia possuem o mesmo status de um bacharel ou de uma licenciatura, porém, devido à falta de informação e de seu histórico no país, várias pessoas ainda duvidam de sua aceitação no mercado.

Em países mais desenvolvidos como Alemanha, França, Estados Unidos e Suécia, a formação tecnológica está presente há mais tempo entre os profissionais. No Brasil, somente nos últimos anos, os tecnólogos ganharam força, isso pelo histórico que o país tem na busca por cursos tradicionais como Medicina, Direito, entre outras graduações.

Para o Pró-Reitor adjunto da UTFPR, diferente do Brasil, os países mais desenvolvidos consolidaram historicamente sua base produtiva e consequentemente investiram mais em inovação tecnológica, motivados pela manutenção da competitividade e lucratividade. “Certamente, ao longo do tempo, esses países demandaram de seus sistemas educativos à formação de profissionais com mais ênfase e domínio de setores específicos, contrapondo àqueles de formação mais genérica e de visão global. Portanto, existe uma relação de causa e efeito entre as necessidades do desenvolvimento econômico e social e a oferta de novos cursos focados em áreas específicas”, comenta o Mariano.

Vários estrangeiros vieram para o Brasil para suprir a carência de obra especializada do país. Com formação em duas graduações tecnológicas, Dinamização Sociocultural e Inclusão Social, o espanhol Albert Estiarte está no Brasil há mais de um ano. Os seus cursos não existem no país, mas foi por meio deles que Albert conquistou uma oportunidade voltada à área de responsabilidade social corporativa em Curitiba. “A instituição, na qual trabalho, queria fortalecer suas ações junto à comunidade por meio de um programa de voluntariado, o que se aproximava muito a minha experiência laboral”, conta.

O diretor de educação do ISAE/FGV, Antônio Raimundo dos Santos, afirma. “Os cursos devem capacitar os alunos para transformação, por meio de um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (C.H.A.), só assim poderão atuar de forma inovadora”, afirma Antônio.

Carlos Henrique Mariano concorda com Antônio Raimundo e ressalta que não se espera que os tecnólogos somente estejam restritos aos fazeres de suas especialidades, “É preciso sim que tenham a capacidade de, além do fazer, proporcionar a criação ou fomento de novas tecnologias em suas áreas especificas”.

  • Entenda os tecnólogos

    *Fonte: Guia de Cursos Superiores – Guia de Educação

    Até hoje, os cursos superiores de tecnologia são confundidos com os cursos técnicos, de nível médio. Além disso, muitos estudantes não sabem a diferença deles em relação às graduações mais tradicionais, como licenciatura e bacharelado. Conheça abaixo, as principais características de cada uma dessas modalidades:

    - Curso Superior de Tecnologia: é uma graduação como qualquer outra que oferece diploma de nível superior. A diferença está na grade curricular: as disciplinas e todo o foco do curso são voltados para a especialização profissional e tendo em vista o mercado de trabalho. Os cursos costumam durar de dois a quatro anos e procuram formar um profissional com capacidade de articular o conhecimento para os processos de produção, gestão e inovação científica e tecnológica.

    - Graduação Tradicional: pode ser de dois tipos: bacharelado ou licenciatura. A diferença em relação aos tecnólogos está no volume de aulas mais teóricas e abrangentes, já que também forma pesquisadores e professores (no caso da licenciatura). Os cursos têm uma duração mínima de quatro anos na grande maioria dos casos. Tanto para cursar uma graduação tradicional quanto um curso de tecnologia é preciso ter diploma de ensino médio.

    - Curso Técnico: é um curso de nível médio que procura capacitar o aluno com conhecimentos teóricos e práticos para atuar em diversos setores. O foco das aulas também está no acesso ao mercado de trabalho e à requalificação profissional. O requisito mínimo para o curso técnico é ter o ensino fundamental, mas para obter o diploma é preciso concluir também o ensino médio, em conjunto ou não com o curso.

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Automóveis

A evolução na linha de montagem

Montadoras estão cada vez mais preocupadas em passar uma imagem “sustentável”

Crédito: Agência RBS

Montadoras estão se importando mais com o futuro do planeta

Carros futuristas, com funções variadas, potência maior e consumo menor. Veículos sustentáveis, elétricos, movidos a água, biodiesel, etanol, enfim, inúmeras fontes. Ouvimos todos os dias sobre essas vantagens. Mas, o que as fábricas estão fazendo para melhorar seus carros, e ainda assim, se preocupar com o planeta?

Desde o início da fabricação de automóveis, com a Ford em 1913, a principal questão era maximizar os resultados e diminuir os problemas. Reduzir os custos e disponibilizar qualidade aos clientes era uma busca incessante dos fabricantes. O carro, que era montado artesanalmente, ganhou uma linha de produção, o que diminuiu 30% do seu custo. A partir desse momento, era preciso inovar e com o passar dos anos, a indústria ganhou uma série de ideias.

Nos anos 60 e 70, a tecnologia tomou conta da linha de produção, que antigamente era feita pelo homem. Atividades pesadas, como a soldagem, feitas por robôs, aumentaram o volume de veículos fabricados.

Já na década de 80, uma revolução aconteceu. O modelo de produção foi, de certa forma, revisto e ficou enxuto. O Toyotismo pregava que a qualidade era o que mais importava no momento de conceber os produtos. Por isso, uma das medidas tomadas foi a formação dos polos industriais, onde cada empresa produzia um componente do carro. Com isso, as montadoras se importavam apenas com a logística e montagem do produto final.

Até este momento, não havia a atenção necessária sobre os recursos naturais que faziam parte da produção. O que interessava era entregar o produto, não importando o que era usado e a quantidade.

Nos anos 70, o mundo havia passado uma crise com o petróleo, mas nada que não fosse contornado. No Brasil, começava a surgir o etanol, combustível alternativo, a base de cana de açúcar, e que poderia amenizar, caso houvesse outro problema com o petróleo.

Os anos 90 começavam com o Japão mostrando que as suas fábricas eram mais atualizadas do que as demais. A filosofia Kaizen, que visa a melhoria contínua em processos, era propagado em larga escala pela Toyota, que buscou reduzir os seus desperdícios, e otimizar o uso de componentes e matéria-prima.

O cenário se alterou um pouco mais no início dos anos 2000. Os elevados custos de produção, a busca pelo novo e a conscientização ambiental por parte dos clientes, fizeram com que houvesse uma revolução dentro das fábricas de automóveis. Isso exigiu que a adoção por novas tecnologias, métodos de pintura ecológicos, estações próprias de tratamento de água e dos resíduos para reciclagem, fossem priorizados pelas indústrias automobilísticas que quisessem continuar no circuito.

Hoje, a corrida para quem é o mais sustentável é grande. Empresas como Ford, Volkswagen, Chevrolet, Hyundai, Kia, Fiat, entre outras, buscam construir fábricas que são capazes de minimizar o impacto ambiental, além de assumir o papel social no local onde estão instaladas. Além dos carros, vender a imagem de uma organização comprometida com o futuro do planeta, é essencial para ganhar a confiança de um comprador cada vez mais exigente, tanto em tecnologia, em praticidade, quanto na sustentabilidade.

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Alta Performance

10 elementos para a formação de equipes de alta performance

Crédito: Aline Castro

Aline Castro é coach com certificação internacional pelo Behavioral Coaching Institute-BCI e consultora de Comunicação com MBA em Desenvolvimento Humano de Gestores pela FGV. É professora da Fundação Getulio Vargas e do ISAE/FGV e instrutora do Programa de Formação de Lideranças da Volvo do Brasil.

Ter equipes de alta performance é o sonho de qualquer empresa que tenha perspectiva de crescimento sustentável. Mas, apesar de muito citadas nas organizações, são poucas as equipes que atingem esse grau de maturidade em comparação com a quantidade de meros grupos de pessoas trabalhando nas empresas. As equipes de verdade têm uma característica central que lhes garantem alto desempenho: sinergia. Podemos comparar essa “liga” de uma equipe ao aço, que é o resultado da união de elementos como ferro e carbono. Integrados, esses produtos formam uma unidade muito mais resistente do que a soma de suas forças isoladas.

Uma equipe sinérgica, no entanto, não se forma da noite para o dia. Exige uma série de fatores que estimulem seu desenvolvimento.

A coach, especialista em Desenvolvimento Humano de Gestores, consultora de Comunicação e professora do ISAE/FGV, Aline Castro, define 10 elementos para a conquista de uma equipe de alto desempenho.

1. Liderança

O líder costura todo o processo de desenvolvimento de uma equipe. É o maestro da orquestra, que inspira, desenvolve, dá o exemplo, conhece bem todos os integrantes e seus papeis, estabelece as coordenadas, estimula a confiança e a motivação, reparte a autoridade e acompanha de perto, sem centralizar as atividades.

  • 2. Comunicação

    É a chave do sucesso de uma equipe. A comunicação deve ser aberta e em todos os sentidos – não pode haver restrição de acesso por hierarquia, por exemplo. Também deve ser estimulada a assertividade, que é a capacidade de ser claro e afirmativo em relação ao que se diz, faz, pensa e sente. Quando o foco é alto desempenho, não há espaço para ruídos e timidez. Todos participam, opinam e decidem.

3. Delegação e empowerment

Para ajudar a construir uma equipe, o líder deve delegar funções, responsabilidades e autoridade – desde que haja competência para tanto. Precisa também estimular que a própria equipe resolva seus problemas, o que não significa “delargar”; o líder deve acompanhar e estar à disposição quando necessário. Ou seja, o empowerment – delegação de autoridade – é o equilíbrio entre controle e liberdade.

  • 4. Feedback

    Deve ser constante na equipe. O feedback eficaz é a devolutiva feita no momento oportuno, com controle emocional e tendo como foco comportamentos específicos. O bom feedback equilibra aspectos corretivos e positivos. A bronca, pelo contrário, desmotiva e, via de regra, não gera mudança positiva de comportamento; apenas raiva. 

5. Motivação

Uma equipe sinérgica trabalha com paixão na defesa de uma causa. A missão deve estar muito clara para todos os integrantes e, para gerar comprometimento, o líder deve saber dar os estímulos adequados a cada pessoa. Para isso, é imprescindível que ele conheça bem sua equipe.

  • 6. Plano de voo

    Para concluir uma missão, é fundamental ter estratégias claras. Elas devem ser construídas em conjunto e discutidas com frequência ao longo do percurso. Numa equipe de alta performance, todos caminham na mesma direção.

7. Diversidade

Uma equipe de alto desempenho deve ser composta por pessoas diferentes em idade, gênero, perfis, etc. A mesmice não gera inovação. Há, por exemplo, quatro tipos comportamentais básicos: analítico, realizador, visionário e participativo. Os perfis diferentes, ao se complementarem, superam expectativas.

  • 8. Tempo

    A diversidade gera conflitos e é importante que o líder saiba lidar com isso com poder e serenidade. Há fases pelas quais um grupo passa para se transformar em equipe:

    - Formação: não há coesão entre as pessoas e os objetivos ainda não estão claros;

    - Tempestade: quando as opiniões divergentes ficam em evidência e os papeis começam a ser estabelecidos;

    - Normalidade: o consenso começa a ser atingido e há um fortalecimento da confiança;

    - Desempenho: a liderança é compartilhada e o trabalho começa a alcançar resultados diferenciados;

    - Conformidade: há um enfraquecimento da coesão, os objetivos passam a ser questionados e a motivação diminui;

    - Transformação: as arestas são aparadas, as estratégias são revistas e a autoestima é recuperada. Aqui, a equipe se renova e atinge o alto desempenho.

Crédito: Arquivo ISAE/FGV

 

9. Foco na solução

Ser proativo e não apenas reativo é um dos aspectos centrais do integrante de uma equipe. Todos devem vestir a camisa, sentirem-se parte de qualquer situação e buscar saídas aos problemas. É importante também que o líder reconheça e estimule os pontos fortes dos liderados, ao invés de apenas cobrar o desenvolvimento de pontos fracos. Aí pode estar a diferença entre motivar e desmotivar uma equipe.

  • 10. Sinergia

    Quando uma equipe constrói uma identidade, ela é capaz de se auto-superar constantemente e de estimular o desenvolvimento de cada um de seus integrantes. Uma equipe sinérgica não é fechada. A renovação, com a entrada de novos integrantes e de novos desafios, é o que estimula o seu aperfeiçoamento e crescimento constantes.

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Tecnologia

Nas nuvens

Guardar documentos na internet facilita o acesso em qualquer lugar

Imersos na tecnologia. É assim que vivemos os dias de hoje. Basta olhar nas ruas, nos shoppings, nas salas de aula, a grande maioria tem algum aparelho ligado a internet.

Cada vez mais as pessoas preferem guardar seus documentos, como fotos, músicas e filmes na própria internet, para também, ganhar memória em suas máquinas. Isso serve também para as empresas ganhar espaço físico, pois não necessitam dos grandes servidores.

A Cloud Computing tem facilitado os afazeres do ser humano, que hoje em dia tem que ser muti-tarefa e também ter seus documentos em uma série de lugares, para poder acessar de onde quiser. Para isso, gigantes da tecnologia tem seus serviços de cloud, a Microsoft tem o Skydrive, que é vínculado a conta do Outlook, qualquer usuário que precisar tem o serviço disponível automaticamente. O Google Drive pertence a companhia de mesmo nome, e também é disponibilizado aos usuários que utilizam os seus serviços. Também há o Dropbox, que concorre nessa linha. Todos têm cerca de 2Gb de espaço. Para as empresas, há empresas especializadas com maiores tamanhos, e também de acordo com a necessidade.

Fellipe Brito, utiliza diariamente os serviços em ‘nuvem’. O empresário trabalha com clientes de vários países, que tem fusos horários diferentes, por isso, ele necessita que sua agenda e suas informações estejam com ele para onde ele for. “Viajo muito. Quando eu altero algo em qualquer um dos meus dispositivos, automaticamente ele sincroniza nos outros. É uma possibilidade de mobilidade e sincronização que seria impossível sem a ‘nuvem’”, afirma.

Outra facilidade que a cloud computing pode trazer, é a procura pelos documentos mais rapidamente. Muitas vezes os arquivos com uma série de papéis podem atrasar a vida diária, que já é corrida. Por isso basta colocar palavras-chaves e clicar em procurar. “Sempre que pago uma conta, envio o comprovante por e-mail e ele automaticamente salva no Evernote  (serviço de armazenamento na internet). Tenho acesso a todos estes documentos no meu celular e no meu computador, automático, rápido e pronto”, aponta Fellipe.

Crédito: EMC Community Network

Acessar seus documentos em qualquer lugar, essa é uma das facilidades

Utilizar a ‘nuvem’ = Contribuir com o ambiente

Encomendado pela Microsoft e realizado pela Accenture e WSP Environment & Energy, o estudo “Cloud Computing and Sustainability: The Environmental Benefits of Moving to the Cloud”, avaliou as pegadas de carbono de servidores, rede e infraestrutura de armazenamento de três tamanhos diferentes de implantação (100, 1.000 e 10.000 usuários), e descobriu que quanto menor a organização, maior o benefício da mudança para a nuvem. Organizações de pequeno porte (100 usuários) que migram para a ‘nuvem’, tem uma redução eficaz na pegada de até 90 %, Para grandes corporações, as economias são normalmente de 30% ou mais no consumo de energia e nas emissões de carbono, com o uso de aplicativos em nuvem.

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MBA FGV

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Case

Júnior Durski e Madero: crescimento com qualidade

De madeireiro a chef de uns dos restaurantes mais proclamados pela imprensa paranaense

O advogado por formação, empresário madeireiro por quase 20 anos, hoje, é um dos chefs mais respeitados do Brasil. Disposto a alcançar seu sonho, Júnior Durski, abriu um negócio no ramo da gastronomia e investe todos os dias em qualidade para conquistar o sucesso.

Natural de Prudentópolis (PR), concluiu a faculdade de Direito, fez quatro meses de estágio na área, mas decidiu seguir o caminho do seu pai, que trabalhava no ramo madeireiro. Naquela época, o negócio da família estava por fechar e o pai de Durski decidiu ir à região amazônica, na esperança de melhores condições.

Tentado a refazer o negócio da família, aos 22 anos, Durski se mudou para Rondônia. “Não tinha muita alternativa de ficar, acabei indo sozinho para Machadinho do Oeste”. Júnior conta que na região amazônica era mais fácil, pois na época, havia incentivo do Governo Federal. “O negócio começou a ir bem”.

Nos 15 anos que viveu em Rondônia e distante de sua família, Durski criou o hábito de cozinhar. “Naquela época, não havia restaurantes lá, tive que me virar e fazer a minha própria comida, mas foi aí que peguei gosto pela coisa, fui entendo as técnicas de cozinhar e desenvolvi habilidades”, comenta.

O chef conta que tinha necessidade de comer bem, segundo ele, isso era algo que foi ensinado por sua família, “Venho de uma família que sempre comeu muito bem. A minha mãe é uma excelente cozinheira, meu pai, um ótimo apreciador de carnes. O meu avô tinha uma fazenda, assim acabei tendo muito contato com isso e criando uma noção pela minha referência familiar. Desenvolvi muito bem essa percepção de sabores e aprendi a não comer por comer”, explica. Para Durski, habilidade todo cozinheiro tem, mas a percepção do sabor individual veio de casa.

  • “...mas foi aí que peguei gosto pela coisa, fui entendo as técnicas de cozinhar e desenvolvi habilidades”

 Crédito: Arquivo ISAE/FGV

Júnior Durski aposta em qualidade

Em busca de um sonho

Depois de atuar como empresário madeireiro no Norte do país, Junior Durski voltou ao Paraná e se instalou na capital, comprando madeira da Amazônia e vendendo para vários países do mundo. Durski viajou para o Chile, Peru, Japão, Estados Unidos, entre outros, e conheceu diversas culturas, apreciando a culinária local e desenvolvendo um senso ainda mais apurado para gastronomia. “Quando voltei para Curitiba, não precisava mais cozinhar, mas sentia falta disso. Voltei a cozinhar para os amigos, mas alguns ficavam bêbados, não iam embora de casa, daí pensei em abrir um restaurante”, comenta o chef.

Do hobby veio a ideia de abrir um restaurante ucraniano, que recebeu o seu sobrenome Durski, que até hoje é referência gastronômica e recebeu vários prêmios. Mas, Júnior não estava contente e queria ter um restaurante onde o público pudesse frequentar diariamente e não uma vez na semana. “A comida ucraniana é uma comida de domingo, ela é mais contundente”. Isso motivou Júnior a pensar em um novo negócio.

Mesmo depois de abrir o restaurante, Junior seguiu trabalhando como madeireiro. Até que decidiu investir em algo que era a sua paixão: carnes e sandwiches. Autodidata na gastronomia, para realizar o seu sonho, Júnior foi viver dois anos nos Estados Unidos, atrás da receita que, hoje, julga ser o The Best Burger in the World. “Visitei mais de 70 restaurantes especializados em sandwiches e fui atrás da melhor receita. Percebi que para fazer um bom hambúrguer era necessário 85 kg de carne e 15Kg de gordura”, explica o chef.

Júnior voltou à Curitiba e em 2005, inaugurou o restaurante, que é hoje conhecido como Madero Prime Steakhouse. Mas, com várias unidades abertas do restaurante, percebeu que não recebia o retorno real que gostaria. “Uma das coisas na vida, para que algo dê certo, é ter foco. Eu já não dava atenção para a madeireira e tinha um problema para solucionar com quatro restaurantes abertos”, conta.

O chef tinha certeza de que entregava um bom serviço e um bom produto, mas passou a rever no que poderia melhorar e como alcançar mais público. O negócio Madero foi reformulado e Durski deixou a madeireira, dando, em 2010, ainda mais atenção e confiança ao seu sonho.

Nesse mesmo ano, surgiu o conceito Madero Burger & Grill, com uma proposta de cardápio diferenciado. Assim, o sucesso passou a acompanhar Durski e sua equipe. Vários pratos do Restaurante Madero foram destacados pela imprensa nacional especializada, como as revistas Veja, Gula, Guia 4 Rodas e Prazeres da Mesa.     

 

Qualidade acima de tudo

Hoje, o Madero é uma referência e Durski comenta. “O nosso maior investimento é em qualidade. Temos toda uma equipe voltada para isso e pensamos em qualidade o tempo inteiro. Sei que cresceremos mais se mantermos a qualidade, esse é o nosso desafio”, explica a verdadeira receita do seu negócio e ressalta. “Você gasta menos tempo fazendo uma coisa bem feita, o melhor possível, porque depois você não precisará arrumar o que fez. Você acaba ganhando tempo com isso”.

O restaurante Madero conta com uma área de Controle de Qualidade bastante rigorosa, criada para auditar e avaliar diariamente os produtos e o atendimento de todos os restaurantes. O atendimento, a inovação constante no cardápio e a beleza da arquitetura dos restaurantes, fazem com que a marca Madero seja reconhecida como um exemplo de sucesso, atendimento diferenciado e primor com os detalhes. Para Júnior, a maior preocupação de sua equipe está em garantir aos clientes um alimento saudável, sem adição de corantes e conservantes e de fabricação artesanal.

O restaurante investe na produção de sua própria matéria prima, como a fabricação de pães.  Ainda este ano, será inaugurada a primeira fábrica de hambúrguer do Madero, localizada em Ponta Grossa (PR). O investimento terá capacidade para produzir cerca de dois milhões de hambúrguerespor mês.

Atualmente, são 24 restaurantes abertos em sete cidades, de diferentes estados brasileiros. Até o final de 2013, serão abertas mais unidades pelo país, como em São Paulo, Goiânia, Londrina, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu. A equipe também iniciou o serviço delivery, o “Madero em Casa.

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Premiação

Prêmio Ozires Silva premiará as melhores iniciativas

Inscrições iniciam em 1º de setembro

Crédito: Arquivo ISAE/FGV

Ozires Silva recebe homenagem do presidente do ISAE, Norman de Paula Arruda Filho

No início de setembro, começa mais uma edição do Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável. Procurando por novas iniciativas, o projeto, que está em seu sétimo ano, é uma parceria entre o Instituto Superior de Administração e Economia - ISAE e o Grupo Paranaense de Comunicação – GRPCOM. O Prêmio irá identificar e premiar os melhores projetos nas áreas de empreendedorismo e sustentabilidade do Brasil, que contribuam para o desenvolvimento da sociedade.

Nas edições anteriores, organizações como Senai, Golsat, Sesi, Fundo Vale, Forplas, ALL e Sofhar participaram e tiveram os seus projetos reconhecidos em suas respectivas categorias.

Empresas, pessoas físicas e comunidade acadêmica poderão inscrever os seus projetos nas categorias Empreendedorismo Econômico, Ambiental, Educacional e Social. Os trabalhos serão analisados e os selecionados apresentam seus projetos para uma banca avaliadora. Os vencedores de cada modalidade serão conhecidos em 12 de fevereiro de 2014, na cerimônia de premiação, quando receberão o Troféu do Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo e o selo de certificação.

Os interessados poderão inscrever os projetos até 13 de dezembro. Confira o regulamento no site www.isaebrasil.com.br/premio.

  • Confira o vídeo com os melhores momentos da última edição do Prêmio Ozires Silva

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Especial

A condição dos rios de Curitiba

Situação tem se agravado com o passar do tempo

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Indica

Perspectiva Indica

O Ócio Criativo - Domenico De Masi - Editora Sextante Zero

O autor italiano, Domenico De Masi, aproxima dos leitores o seu estudo de que o ócio não é ficar de pernas para o ar. O ócio criativo é atividade, inovação, mas principalmente, qualidade de vida.
Também crítica à forma como trabalhamos, tão primitivamente, como se fazia muito antes do surgimento da indústria. O sociólogo reflete que nossas horas de lazer são mais uma compensação pelas horas trabalhadas, do que verdadeiramente lazer.

 



O essencial da Estratégia - Vários autores - Editora Novo Século

O box traz três livros diferentes: Arte da Guerra, O Príncipe, e Cinco Anéis. A reunião das obras é uma leitura completa, indicada para Administração e Gestão de Equipe de Alto Desempenho.

 

 

Mulheres que Correm com os Lobos - Mitos e Histórias do Arquétipo da Mulher Selvagem - Clarissa Pinkola Estés - Rocco

Por meio da interpretação de lendas e histórias antigas, a autora Clarissa Pinkola Estés, que segue a linha da psicologia junguiana, identifica o arquétipo da Mulher Selvagem.
Em Mulheres que Correm com os Lobos, a compreensão da natureza dessa mulher propõe o resgate desse passado longínquo, como forma de atingir a verdadeira libertação com todas as características de uma loba, prática para ser exercida ao longo de toda a vida.

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Artigo

O uso estratégico das patentes em domínio público

99,7% do conhecimento mundial é de livre uso no Brasil

Crédito: SXC

Os documentos de patentes contêm conteúdo exclusivo

A maioria das empresas brasileiras ainda acredita que inovação só é possível em grandes empresas que possuem recursos materiais, técnicos e humanos disponíveis para realizar investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). No entanto, a P&D representa apenas uma das fontes de inovação. Existem outras formas de inovar, tais como a pesquisa em Bancos de Patentes e, mais especificamente, as informações contidas nesses nestes documentos, que na maioria das vezes, não possui proteção no Brasil. Tal mecanismo é tão poderoso quanto negligenciado pelas empresas brasileiras.

Para ter uma ideia, do montante do conhecimento acessível desta forma, dados da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) mostram que o número de patentes concedidas no Brasil representa apenas 0,3% do número de patentes concedidas no mundo. Ou seja, aproximadamente 99,7% do conhecimento que tem dono no mundo são de livre utilização no Brasil.

Além disso, diversos estudos demonstram que por volta de 80% do conteúdo contido nos Bancos de Patentes não é revelado por nenhum outro meio de comunicação. Ou seja, os documentos de patentes contêm conteúdo exclusivo, que não é divulgado por nenhuma outra fonte.

As tecnologias em domínio público não são apenas aquelas cujo período de vigência da patente expirou, mas também aquelas em que os pedidos foram arquivados por falta de pagamento de taxas e, especialmente, as que não foram depositadas no Brasil por seus titulares por qualquer razão. Tecnologias não protegidas no Brasil ou em domínio público são de livre utilização para quem quiser explorá-las, Sem necessidade de pedido de licença, pagamento de royalties ou qualquer outra formalidade.

É claro que o conhecimento em domínio público não poderá ser patenteado no Brasil, a menos que se realize algum aperfeiçoamento ou alteração significativa.

Os Bancos de Patentes podem ser acessados gratuitamente, via internet, por qualquer interessado nos bancos de patente públicos. Mas, para os projetos de maior porte, vale a pena contratar um profissional experiente da área, que realize as buscas em softwares comerciais, que permitem acesso a um maior número de informações, de forma mais selecionada.

Logo, aflora a importância da utilização desse mecanismo como forma de alavancar a inovação nas empresas e, por consequência, do país, extremamente acessível às empresas de todos os portes e setores econômicos.

  • Heloisa Cortiani de Oliveira[1]             Rodrigo Arruda Sanchez[2]

    heloisa.cortiani@gmail.com                arrudasanchez@gmail.com

    [1] Graduada em Direito na UFPR em 2001; Mestre em Inovação e Propriedade Intelectual pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI; Advogada com experiência em proteção, gestão e transferência da propriedade intelectual há 10 anos.  

    ² Graduado em Direito pela UFPR 1999; Mestre em Propriedade Intelectual e Inovação pelo INPI; Professor de Direito Tributário e Empresarial da UFPR (2005-2009); Professor e palestrante de diversas instituições de graduação e pós-graduação, tais como a FGV e IBPEX; Sócio do escritório, advogado em Curitiba.

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GBA ISAE