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Giro

Giro nos Negócios

Parceria entre Brasil, UE e EUA aumentaria exportação nacional

A FGV realizou um estudo, a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que calculou os potenciais impactos se o Brasil entrasse na Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP).

Nas três possibilidades testadas, o aumento nas exportações brasileiras iria de 102% para 126%, atingindo R$ 95,4 bilhões. Já as importações, cresceriam algo entre 35% e 54%. Este cenário favoreceria principalmente o agronegócio, enquanto a indústria teria perdas ou ganhos, dependendo do setor.  

Crédito: SXC

 

Preços de Telecom vão baixar

Até 2015, haverá uma redução em 50% nos preços de referência do Valor de Uso de Rede Móvel (VU-M), afirma a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo a Anatel, o VU-M terá redução de 25% a partir de 24 de fevereiro de 2014 e de 50% a partir de 24 de fevereiro de 2015, sobre os valores vigentes em 2013.

Pearson adquire o Grupo Multi

Uma das maiores empresas globais de educação, a Person, anunciou, no início de dezembro, a compra de 100% do Grupo Multi, que detém marcas como Wizard e Yázigi, por R$ 1,7 bilhão. O mercado de cursos de inglês no Brasil soma R$ 7,3 bilhões, com 2,8 milhões de alunos. A demanda não atendida nesse segmento é estimada em 20 milhões de pessoas.

Com a aquisição, a Pearson aumentou a sua presença no Brasil, que já conta com a COC, Pueri Domus e Dom Bosco, somando cerca de 500 mil alunos.

Crédito: Selic
 

 

Camiseta que não molha

A Selic, como o produto é chamado, é uma camiseta autolimpante que usa nanotecnologia hidrofóbica. Isso significa que a camiseta é feita com moléculas não polarizadas, portanto, que repelem a água.

Para tirar o negócio do papel, os empreendedores da iniciativa, uma pequena empresa em São Francisco (Califórnia/EUA), estão angariando fundos no site Kickstarter. Por enquanto, eles conseguiram 77 apoiadores diferentes, que investiram US$ 4,4 mil na iniciativa. Porém, eles precisam de, pelo menos, US$ 20 mil para tirar a proposta do papel.

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Capa

Mais conscientes, mais sustentáveis

Consumidor é responsável pelo desenvolvimento de práticas sustentáveis no mercado

Crédito: Shopper Culture

Consumidores têm a oportunidade de utilizar seus critérios de decisão para fomentar o consumo responsável

Em pleno momento de transformações ambientais, econômicas e sociais, lideranças empresariais, políticos e a sociedade geral são impulsionados a reavaliarem as formas de produção e consumo. Nesse contexto, o consumidor passa a ser a peça chave, agente transformador para uma nova realidade de consumo.

Hoje, acredita-se que a humanidade utiliza cerca de 25% a mais de recursos naturais do que a terra é capaz de repor. Com o crescimento da população e o acesso aos bens de consumo, o problema só aumentará. Entende-se, assim, que a evolução sustentável está intrinsecamente relacionada às atividades econômicas.

Cidadãos de todo o mundo têm ao seu alcance um instrumento de mudança na conduta social. É pela decisão de consumo que a sociedade se responsabiliza pelo impacto sustentável que pode exercer. Os consumidores têm a oportunidade de utilizar seus critérios de decisão, de acordo as suas convicções, e fomentar, por meio de seus padrões de compra, o consumo responsável.

Quando uma pessoa adquiri qualquer objeto ou serviço, além de satisfazer sua necessidade colabora economicamente com os processos que o fizeram possível chegar até o consumo. Esses processos repercutem social e ambientalmente. Algumas vezes, sem o consumidor saber, ele dá suporte econômico às atividades que não são eticamente responsáveis e adequadas.

Quando o consumidor escolhe entre as diversas ofertas disponíveis no mercado, ele costuma guiar-se pelo preço, qualidade ou indicação. Mas, atualmente, ele passa a ter mais em conta os efeitos que os bens e serviços têm sobre o meio-ambiente e a sociedade. O sócio-diretor da Trupe Marketing Consulting e mestre em Sistemas de Gestão pela Qualidade Total, Randes Enes, explica que o consumo sem culpa está tornando a vida melhor, e não apenas aparecer melhor. “Transformações simples que reivindicam espaço nas vidas cotidianas, reformula problemas que se encaixam confortavelmente nas rotinas e rituais do consumidor, enquanto ele é encorajado a reduzir o consumismo e pensar de forma responsável sobre o que comprar e como descartá-lo, esse pensamento vem aliviar a sua culpa da compra”, comenta o especialista.

O consumo consciente no Brasil

Segundo a Pesquisa Akatu de 2012, investigação rumo à sociedade do bem-estar, o cenário é bastante animador, pois mostra que um percentual crescente de consumidores tem passado a adotar, mesmo que apenas eventualmente, os comportamentos indicativos de assimilação do consumo consciente.

O estudo mostra que a situação econômica e o ingresso de novos consumidores no mercado parecem ter um impacto relevante sobre o processo de assimilação do consumo responsável, em especial no que diz respeito às atitudes relacionadas aos ganhos imediatos para quem os escolhe.

Também, a pesquisa aponta que a participação da nova classe média representa um adicional de mercado que serve como oportunidade para a mudança do modelo de consumo, com menor risco para as empresas. Randes Enes comenta que para permanecer líder no mercado é fundamental adaptar-se às novas tendências comportamentais, e completa, “Existe um caminho de pedras onde as empresas podem ser tornar mais competitivas, isto é: conhecer seu consumidor, aprimorar o tripé da sustentabilidade, produzir produtos e serviços de qualidade, ter uma excelente equipe de atendimento, estreitar o relacionamento com os clientes, utilizar recursos tecnológicos, ter vendedores consultores e ter atenção com a concorrência.

Albert Estiarte tem 32 anos e há cinco opta por comprar legumes e verduras orgânicas e produtos que sejam ecologicamente corretos, mas afirma que ainda é difícil que 100% de sua compra seja origem responsável, “É difícil levar somente produtos que contribuam para um comércio justo, ainda existe pouca oferta e os produtos são muito caros”, explica o consumidor.

O cenário incentiva às novas formas de consumo responsável e também abre caminho para organizações e empreendedores que estejam dispostos a inovar nesse novo nicho de mercado, criando competitividade e, por consequência, equilibrando o custo desses bens.

  • Algumas das melhores práticas associadas ao consumo responsável:

    - Estar ciente das consequências ecológicas, econômicas e sociais de suas compras;

    - Saber o que está por trás dos produtos que consumimos;

    - Pensar antes de comprar qualquer coisa e fazer uso racional dos serviços que temos à disposição;

    - Comprar somente o necessário;

    - Reciclar o máximo possível;

    - Racionalizar o uso da água e energia elétrica doméstica;

    - Consumir produtos de agricultura biológica;

    - Orientar-se por um critério de proximidade: quanto mais próximo for elaborado o bem de consumo, mais se promove a economia local e se gasta menos energia e menos poluente para a distribuição do produto;

    - Praticar formas de turismo que não tenham um impacto negativo sobre a comunidade receptiva;

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Empreendedorismo

Cátedra Ozires Silva fomenta o Empreendedorismo

Com a participação de diversas organizações, a Cátedra incentiva a cultura de empreender e inovar

Crédito: Arquivo

Buscando promover o desenvolvimento de atividades relevantes, mediante um estudo sistemático das realidades econômicas, culturais, históricas e políticas do Brasil, a Cátedra Ozires Silva de Empreendedorismo e Inovação Sustentáveis reúne pesquisadores, professores, empreendedores, empresários e personalidades.

Contando com o patrono, Ozires Silva, extremamente empreendedor e sempre em busca de inovação, a Cátedra se volta ao incentivo à cultura do empreendedorismo inovador, criativo e sustentável. Segundo Fábio Fagundes, vice-presidente da Junior Chamber International Brasil (JCI), a Cátedra Ozires Silva tem um papel de grande importância no fomento à pesquisa e a difusão do conhecimento. “Desde a sua fundação, dentro de uma instituição de ensino, o ISAE/FGV, a Cátedra demonstra a pró-atividade que é fundamental para a construção de um mundo melhor”, afirma.

 “A Cátedra propiciou um ambiente absolutamente livre e colaborativo para contribuir sobre a reflexão de como apoiar o empreendedorismo em um momento em que se questionam os próprios referenciais de como fazê-lo”, aborda Ricardo Dellaméa, assessor da presidência do Sebrae/PR.

Para 2013, foram estabelecidos eixos de trabalho: Startups e Inovação Aberta, Educação para Sustentabilidade, Educação Empreendedora, Inovação e Sustentabilidade como Indutores do Desenvolvimento e Economia Criativa.

Cada grupo conta com um líder e outros integrantes, que buscam levar o conhecimento por meio de aprendizagem, oficinas e palestras, pesquisas e desenvolvimento institucional, como ações de benchmarking, por exemplo.

A JCI participa da Cátedra e está inserida no eixo de Educação Empreendedora. Para Fábio, o fato de ser uma organização de empreendedores sociais, colabora para que façam ações voltadas ao Empreendedorismo. “Exemplo disso foram os cursos ministrados na FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) sobre Plano de Negócios, Planificação de Projetos e Planejamento Estratégico no programa NAGI (Núcleo de Apoio a Gestão da Inovação)”, coloca.

O Sebrae/PR foi um dos primeiros a fazer parte da Cátedra Ozires Silva, e está liderando o eixo Startups e Inovação Aberta. Para Dellaméa, o fato mais importante na participação do Sebrae/PR é que a organização incorporou de forma definitiva ao seu modelo de negócio o desenvolvimento de um “eixo” dedicado às startups. “Isso requer coragem para mudar e capacidade de assumir novos desafios na orientação e apoio às micro e pequenas empresas, que nascem no contexto digital e colaborativo“, finaliza. 

Crédito: Arquivo

Nas reuniões são debatidos assuntos estratégicos e relvantes ao grupo

Capítulo Londrina

A Cátedra Ozires Silva também atua em Londrina. Diversas organizações e instituições participam dos encontros e trabalhos. Entre os propósitos estão a articulação, sensibilização e capacitação da comunidade acadêmica e empresarial através da realização de eventos, além da promoção de pesquisas continuadas em caráter multidisciplinar sobre assuntos relacionados aos eixos temáticos da Cátedra.

No início de dezembro, os membros da Cátedra promoveram um evento, com participação do seu patrono, Ozires Silva. Na ocasião foi lançada o livro “Inovação Sistêmica – Casos de Empreendedorismo e Inovação Sustentáveis”, que reúne uma série de estudos de casos, de empresas que fazem parte da Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina e região (ADETEC), realizados pelos alunos do ISAE/FGV.

04

Giro

MBA FGV

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Tecnologia

Os gadgets e as suas pretensões para o futuro

A evolução dos dispositivos é tão rápida, que a cada dia aparecem opções novas

“Os dias estão sendo movidos a gadgets”. Essa pode ser uma definição estranha, mas, provavelmente, você deve estar lendo essa matéria de algum smartphone, tablet, notebook, ou até mesmo, de um simples computador. Agora te pergunto: Você consegue trabalhar sem o seu dispositivo tecnológico? Difícil, não?

Os avanços na ciência, mais precisamente na parte de tecnologia, têm feito com que nossa dependência, de usar estes equipamentos em nosso dia a dia, aumente muito. São planilhas, textos, e-mails, imagens etc, que envolvem o uso dos aparelhos, e estes necessitam ser atualizados para se tornarem mais práticos, ágeis e sofisticados.

Quando compramos algo de “última geração”, descobrimos um universo de possibilidades para usá-lo. Depois é lançado um novo produto ou uma atualização, que servirá para mais inúmeras coisas. Logo, aquele produto de “última geração” torna-se antigo, e você tem que procurar outro para suprir as necessidades.

Para você  se programar com antecedência para as próximas novidades, a Perspectiva ISAE traz uma lista de inovações que prometem facilitar a vida dos usuários:

    • A Samsung, em parceria com a OLED.at, mostrou o que pode ser feito no futuro. Com a tecnologia desenvolvida, é possível dobrar o dispositivo e guardá-lo na carteira. Como o projeto ainda é um protótipo, não há previsão para ser lançado no mercado.

      Crédito: Samsung

    Crédito: Coin

    O Coin tem o tamanho de um cartão de crédito normal, mas possui bluetooth integrado e uma bateria que dura dois anos. Por fora, ele tem uma pequena tela e-ink, um botão para alternar os cartões e uma tarja magnética. Assim, ele poderá ser usado como qualquer cartão, como os que temos na carteira.

 

Os óculos Rift, promete dar um novo sentido ao vídeo game. O dispositivo trabalha com lentes de realidade virtual, que faz com que o jogador interaja mais com o jogo e se sinta parte do que está acontecendo.

 Crédito: Oculus Rift

 


Crédito: Wikipédia

Pesquisadores da Universidade de Carnegie Mellon, em Pittsburgh, nos Estados Unidos, juntamente com a Microsoft, estão desenvolvendo um modo de utilizar o celular apenas tocando o braço. O Skinput é um microchip, que fica dentro de uma braçadeira e faz a leitura, reconhecendo o local que você quer mexer no dispositivo, tudo isso por meio do som emitido no toque na sua pele.

  • Interação sem esforço é o que promete o MYO, o gadget que controla gadgets,  que pode ser comandado de longe e não tem fios. A ferramenta funciona por bluetooth e sensores que captam, além de movimentos, a atividade elétrica em nossos músculos. A Thalmic Labs, empresa que criou o produto, conta que a ação de cada dedo é reconhecida individualmente, garantindo a precisão do comando. Qualquer dispositivo, que tenha a tecnologia necessária, pode ser manuseado com a ajuda desse aparelho.

    Crédito: Thalmic Labs

 

 

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Pesquisa

Pesquisa de mercado oferece suporte às decisões estratégicas

A ferramenta pode ajudar no planejamento das ações organizacionais, desde que seja bem conduzida

Crédito: Addykho

Obter dados é importante, mas saber aplicá-los em modelos de análises estratégicas é fundamental para a organização

Mecanismo pelo qual se coleta informações relevantes sobre o ambiente em que a organização deseja atuar, depois de realizada, a pesquisa de mercado oferece insumos que devem ser analisados e servirão como base à tomada de decisões e adoção de novas estratégias para a empresa.

Qual é a organização que não quer seguir no mercado? Qual empresa que não deseja obter informações relevantes e verdadeiras sobre o nicho em que atua?

Àquela que deseja permanecer no ambiente competitivo deve presar pelas ações de diagnóstico e investigação, diminuindo possíveis incertezas em seu planejamento estratégico, mas deve também conhecer o processo e o que deseja realizar com os resultados dessa atividade.

Infelizmente, muitas empresas estão somente focadas à produção e venda de seus produtos e serviços. Concentram, ainda, sua força laboral nessas etapas, deixando de conhecer o público a quem produzem e vendem seus benefícios. Esquecem que quanto mais conhecimento a instituição tiver sobre seus stakeholders, mais embasadas serão suas decisões e assim melhor será seu desempenho.

O direcionamento para clientes é o que move uma empresa. Por meio de um diagnóstico é possível constatar as necessidades de seu público-alvo. Monitorar e analisar tanto o mercado quanto o ambiente de marketing, para que os produtos e ações sejam atualizados e eficazes, isso pode ocorrer por meio da administração do sistema de informações, de pesquisas de mercado e pesquisas de marketing, com diferença entre as atividades.

A pesquisa de mercado age em um mercado específico, sendo considerada apenas um dos componentes da pesquisa de marketing. Mais abrangente, ela é considerada um instrumento que liga o cliente e o público-alvo ao profissional de marketing por meio de informações, como explica o professor especialista em estratégias de marketing, Marcelo Reis, “Uma pesquisa de mercado deve coletar informações dos consumidores, concorrentes e fornecedores”. Se a pesquisa de mercado for realizada corretamente e oferecer informações consistentes, ela pode ser somada à experiência, vivência e visão dos empreendedores e executivos, e assim, tornar o processo decisório mais conciso e enriquecedor à instituição.

Porém, de nada adianta levantar informações se os executivos da organização não estão capacitados para lidar com elas. Obter dados e resultados é importante, mas como aplicá-los em modelos de análises estratégicas é fundamental para a organização. Marcelo Reis define que ter em conta a pesquisa de mercado é uma coisa, mas realizá-la é outra. “Normalmente, pequenas e médias empresas enxergam a pesquisa de mercado como uma necessidade de lidar com muitos dados e arcando com custos de consultorias que não cabem em seus orçamentos. Embora não adotem a pesquisa de mercado na tomada de decisões, cada vez mais buscam aplicar na prática técnicas que podem utilizar para melhor definição de seus objetivos e o mapeamento dessas informações. Isso é possível com a profissionalização e formação de seus executivos”.

Atualmente, o processo de pesquisa pode ser definido em quatro etapas principais: definição do problema e objetivos da pesquisa, desenvolvimento do plano da pesquisa, implementação do plano de pesquisa e interpretação e apresentação dos resultados. Todas as etapas são igualmente importantes para a eficácia da pesquisa e atendimento das expectativas, mas Marcelo Reis considera a primeira etapa como a mais importante. “Podemos dizer que a definição do problema e objetivos da pesquisa está para a pesquisa, assim como a definição do escopo está para o gerenciamento de projetos”.

Investimento a largo prazo

Até há alguns anos, grandes empresas e multinacionais faziam os seus planejamentos de longo prazo para 15 anos, 20 anos ou até mais. Atualmente, para efeitos de planejamento, na Europa e na América do Norte, o curto prazo vem sendo considerado como até um ano, médio prazo de três anos, e longo prazo no máximo de cinco anos. A pesquisa de mercado pode apresentar resultados para longo prazo e por isso mesmo é importante que as organizações a percebam como um investimento e não um custo. Mesmo que esse investimento apresente resultados para longo prazo.

07

QI

Acima da média

Associação Mensa reúne superdotados e pessoas com o QI elevado

Crédito: Mensa
 

Grupo faz palestras abertas ao público, com foco em "Cultura, Inteligência e Superdotação"

Nos tempos de escola, faculdade ou Pós-Graduação, sempre havia, na sala, alguém que era o mais estudioso, compenetrado, que tirava as melhores notas e era considerado o melhor da turma. Geralmente eles são conhecidos por sua fácil compreensão e captação de conteúdo, além do seu elevado Quociente de Inteligência (QI).

A Mensa Brasil é uma associação que reúne essas pessoas. Um dos propósitos do grupo é “identificar e promover a inteligência em prol da humanidade, encorajar a pesquisa sobre a natureza, características e usos da inteligência, e proporcionar ambiente social e intelectualmente estimulante para os seus membros”.

A Mensa foi fundada na Inglaterra em 1946, por Roland Berill e Dr. Lance Ware. Hoje, é considerada a maior e mais conhecida 'High IQ Society' do mundo, presente em cerca de 100 países e com mais de 110.000 membros. No Brasil, existe 1.050 mensans, como são chamados os membros, profissionais como engenheiros, advogados, médicos, professores, músicos, estudantes universitários, funcionários públicos, pesquisadores, empreendedores, palestrantes, mestres e PhD's. Todos com algo em comum, o elevado nível de QI.

Eduardo Costa faz parte da Mensa há 12 anos. O analista judiciário conheceu a Associação quando estava lendo um livro do escritor russo, Isaac Asimov, que fez parte da Mensa, e isso despertou o seu interesse pelo grupo. Logo que foi submetido aos testes, Eduardo já sabia que tinha possibilidade de engressar, por causa de experiências anteriores.

Perfis como o de Eduardo, normalmente, são procurados para tirar dúvidas. “Pessoas próximas me pedem respostas de vários problemas e sínteses sobre o que lhes parece complexo, além de me usarem como um livro de referência ou uma calculadora”, explica. Ele conta que era muito focado na infância, introspectivo e estudioso, e aponta atividades de memória, capacidade analítica e artística, como habilidade específicas. O seu filho, Lucas, tem as mesmas características do pai e também é muito introspectivo e focado em seus interesses.

A superdotação também foi uma das causas que levou o professor Sérgio Itamar a conhecer a Mensa. Por indicação de uma neuropsicóloga, Sérgio procurou a associação para conviver com pessoas que tinham características e habilidades parecidas com as suas. O professor sempre teve preferência e pendeu para assuntos que focavam o debate, mas também tem facilidade com lógica e memória. Assim como Eduardo, ele aborda as artes como habilidade específica. Perguntados se buscavam desenvolver as suas habilidades, os dois responderam que manter o foco em seus ideais e exercitar as suas características, é importante.

Sérgio afirma que já foi tratado indiferentemente, e também já se sentiu diferente dos outros. “Em alguns momentos da minha vida me senti diferente, em outras fui tratado diferente. Mas todos temos que aprender a lidar com isso”, explica. Já Eduardo afirma que, na escola, se isolava, pois não tinha com quem compartilhar os seus interesses. Mas, hoje em dia, há uma relação boa com as pessoas ao redor e não crê que haja um tratamento diferente da parte deles.

”Hoje, ser chamado de 'nerd' ou de uma sigla qualquer, faz pouca diferença, já que a tradução atual que tenho para estas palavras margeia mais a dedicação aos estudos do que qualquer outra coisa, o que assumo sem problema”, finaliza Sérgio.

Todos os anos, os associados da Mensa fazem um encontro nacional e proporcionam ao público externo, que não são associados, palestras abertas com foco em cultura, inteligência e superdotação. Também, para disseminar mais o assunto entre a sociedade.

A partir de fevereiro de 2014, Sérgio assumirá a presidência do Mensa Brasil e Eduardo será o vice-presidente.

08

Mestrado ISAE

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Gestão

Thá investe em gestão e aproveita o panorama do setor imobiliário

A empresa familiar do setor imobiliário tem visão e aposta na governança corporativa como prática diária de negócio

Com o intuito de transmitir conhecimento e novas tendências de mercado, o ISAE/FGV promoveu o ciclo de palestras “Encontro Marcado”, trazendo para o Teatro Paiol nomes de referência em gestão empresarial.

Em novembro, a Instituição recebeu p atual diretor presidente da Thá – Engenharia e Imobiliária, Arsenio de Almeida Neto, que contou como se deu a transição de empresa familiar à gestão internacional de empreendimentos.  

Com mais de 100 anos de trajetória, a empresa Thá Engenharia e Imobiliária se firma no cenário favorável de mercado também por meio de processos de gestão e governança corporativa estruturados.

Com 118 anos de história, o Grupo Thá surge do ímpeto do empreendedorismo de imigrantes italianos. Maurício Thá vem da Itália, tem seis filhos, dos quais três assumem posteriormente o comando da empresa, que na época se chamava “Irmãos Thá”.

Na trajetória da empresa está o desenvolvimento de empreendimentos importantes para região Sul do Brasil, em especial da cidade de Curitiba, como o Aeroporto Afonso Pena (1979), Shopping Muller (1983) e Universidade Positivo (2000).

Crédito: Arquivo Thá

Aeroporto Afonso Pena (1979), empreendimento importantes de Curitiba

Até mais ou menos 10, 15 anos atrás, a Thá era formada principalmente por membros e lideranças familiares. A entrada de várias gerações como acionistas, de terceira até quinta geração familiar, acarretou uma pulverização de seu número e participação maior de pessoas físicas na gestão da empresa.

Reestruturação

Entre os anos de 2003 e 2008, com a demanda crescente pela entrada de novas gerações da família na gestão do negócio, o distanciamento de grupos familiares, que já estavam menos ligados à empresa, junto a um momento de mercado desfavorável, com absoluta carência de financiamento e crédito imobiliário e a falta de credibilidade do segmento, após episódio Encol, os líderes da Thá decidem avaliar a sua estrutura e governança. Arsenio de Almeida Neto, atual diretor presidente da empresa, conta que o contexto da época era favorável às mudanças e ressalta. “Essas forças opostas acabavam dificultando o crescimento e desenvolvimento da organização, isso foi o que nos fez pensar na evolução de processos e em nossa reestruturação societária”.

Principalmente as questões relacionadas à segmentação operacional levaram a Thá a olhar com mais cuidado para o modelo de gestão adotado. A segmentação das diferentes atividades de corporação imobiliária levou a definição de ações operacionais em incorporação, construção e comercialização. “Na hora que você entende a necessidade de cada processo, mapeia e define quais são as estruturas e compreende o que cada uma delas precisa, é aí começa uma migração dos negócios”, explica o CEO.

O resultado da reestruturação foi um pontapé no início das operações separadas a Thá Corporações, Engenharia e a Imobiliária Thá. Lentamente as transformações acabam orientando os processos internos. A empresa deixa de ser uma holding corporativa, com pessoas físicas como acionistas e passa a agrupar-se em holdings familiares, ou seja, a empresa passa a ter acionistas como pessoas jurídicas, tudo isso amparado por um acordo. No modelo adotado pela empresa, passa a existir um acordo entre os acionistas, que eram os agrupamentos familiares, sendo que esses passam a ter vantagens, como a transferência acionária. A família vai crescendo e o pai passa para o filho, sem que haja impacto negativo para a empresa.

Além da reestruturação societária, dá-se ainda o desenvolvimento do modelo de gestão corporativa da instituição, que passa a contar com o conselho de administração, como base da gestão corporativa e um conselheiro independente, ambos com critérios para eleição e elegibilidade de seus membros. O conselho de administração propicia ambiente corporativo adequado para identificar as mudanças estratégicas.

Crédito: Arquivo Thá

Shopping Muller (1983), primeiro grande shopping de Curitiba

A transição alcança também os principais executivos da empresa, causando impactos importantes, como a mudança de sua visão, proveniente de suas vivências de mercado. “Nesse momento, as preocupações passam a ser diferentes das preocupações dos familiares e o mercado enxerga empresa”, ressalta Arsenio. As diretorias executivas tornam-se o centro catalizador das informações e dos processos decisórios, como parte operacional da governança corporativa,atuando com maior participação e alinhamento às decisões estratégicas.

A governança corporativa é o que está por trás desse acordo de acionistas, e é o que está por trás de toda essa reestruturação societária, como destaca o Arsenio. “Não tem como falar em reestruturação e mudanças sem falar de governança corporativa”. Para o CEO a decisão da empresa se consolidou e funciona até hoje por conta de uma gestão eficaz, “Para o que estávamos almejando a governança passou a ser algo muito presente no nosso dia a dia”, afirma.

Todas essas ações foram ampliadas em um horizonte de um pouco mais de cinco anos, no qual a relação com o mercado aumenta, mas seus líderes sentem que podem adequá-la mais ainda. O Grupo Thá passa, então, a contar com uma auditoria com padrão internacional. Arsenio conta que isso gerou, mais uma vez, um movimento pressão na adequação dos processos e informações apresentadas. “Depois de todo esse processo, chegamos a um ponto importante que foram os resultados financeiros, balanços, etc., informações que utilizamos como instrumento de gestão, fonte de informação e de maior aproximação com o mercado”.

Referência para esfera atual

Seguramente, o sucesso do Grupo Thá não está relacionado somente à governança corporativa. O panorama de mercado nos últimos anos deu suporte ao desenvolvimento necessário à organização, mas foi aproveitando o momento desfavorável no passado que a Thá realmente se preparou para o mercado atual, aprimorando e motivando a família ao esforço e mudança necessários para profissionalização ainda maior de seu negócio. “Atualmente, a nossa organização tem uma condição real de um investidor, para fusões e aquisições, nós entendemos que ela está pronta para isso pelo aumento de atratividade que passou a ter no mercado e esse aumento está fundamentado na estrutura societária, alinhamento com os melhores padrões de mercado e transparência. O investidor não irá investir na empresa se ele não entender as condições, e se essas informações não forem claras e disponíveis”.

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Marketing

Sou pequeno e quero fidelizar meu cliente

Ter clientes fiéis depende da qualidade do serviço

Crédito: Arquivo

Pequenas empresas não tem investimento em marketing

As estratégias de marketing geralmente são voltadas a empresas que tem dinheiro para custear todo o investimento requerido. Há organizações que gastaram milhões em campanhas premiadas e faturaram muito por causa das propagandas em que expuseram os seus produtos. Mas e as pequenas empresas, especialmente as de varejo, que não tem como investir em publicidade, como podem fazer para atrair o cliente?

Segundo o professor, Carlos Frederico de Andrade, a primeira coisa que deve ser feita é lembrar que há concorrentes próximos, e é necessário ousar para ganhar o cliente. “Principalmente no Natal, as lojas usam estratégias de desconto e promoções, para que o comprador entre e compre tudo que precisa ali, sem que tenha de ir em outra”, afirma. 

Aline Almeida é dona de uma loja de roupas e acessórios femininos. A microempresária acha que há estratégias para conquistar o cliente, mas que as soluções geralmente são caras. “Com o faturamento da minha loja não consigo investir em anúncios e marketing. Por isso, apelo para as mídias sociais e o boca a boca”, conta.

Caso semelhante ocorre com Matheus Rezende, gerente de uma confeitaria. O empreendimento está em expansão e a principal propaganda do estabelecimento são os seus produtos. “Prezamos pela qualidade acima de tudo. O cliente vem uma vez e volta, pois gosta do atendimento e principalmente dos doces e salgados”, afirma o gerente.

Frederico acredita que, no Brasil, a febre dos descontos invade o comércio, pois as pessoas gostam de saber que estão ganhando algo ou ‘gastando menos’. Por isso, o comerciante deve aproveitar o momento e atrair o cliente para a sua loja. “Muitas vezes aquele cliente só entrará em determinada loja apenas uma vez. Então é interessante fazer promoção ou talvez facilitar no pagamento, para que aquele comprador leve presentes para diversas pessoas”, diz o professor.

Muitos comerciantes apelam para caixas de som, amostra de produtos ou pessoas entregando folhetos, para conseguir trazer mais clientes para conhecer a loja e adquirir os seus produtos. Mas, segundo Frederico, algumas ações são proibidas por lei, como expor produtos na calçada ou mesmo utilizar som.

Há cinco passos para fidelizar o cliente, fazendo com que ele volte: atrair o cliente, vender o máximo de produtos, preços competitivos, desconto na compra de mais itens e condições de pagamento facilitadas. ”Esses podem ser passos que facilitem o processo”, finaliza Frederico.

Mesmo sem competir com as grandes redes de varejo, é importante o empresário investir na qualidade, tanto do produto, quanto do atendimento. Muitas vezes a fidelização do cliente passa por esses critérios. De nada adianta fazer campanha de marketing se o serviço é ruim e a empresa não entrega o que promete. o cliente satisfeito é a melhor estratégia, pois indica e hoje em dia essa é a melhor propaganda.

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Ética

A ética e transparência para o desenvolvimento social

Como a presença desses valores pode ajudar a sociedade?

O mestre e especialista em educação e desenvolvimento de pessoas, Ivanildo Izaias de Macêdo, aproxima a ética às práticas do cotidiano.

PERSPECTIVA: Quais são as circunstâncias que formam a ética individual?

Ivanildo: Quando pensamos em uma pessoa, acredito ser mais adequado falar de consciência moral.  Ela pode ser entendida como um sistema constituído pelos conhecimentos morais e éticos adquiridos das seguintes fontes: família, escola, cultura, religião e organizações; pelo nível de habilidade da pessoa na aplicação desses conhecimentos - representado pelo estágio de amadurecimento do seu raciocínio moral; pelo conhecimento de si - autoimagem e autoestima; e pelo conhecimento dos outros - empatia.

PERSPECTIVA: O que leva uma pessoa a agir sem consciência moral?

Ivanildo: Uma pessoa age de forma  contrária aos valores éticos e comportamentos morais em função de deficiências na construção e no funcionamento da sua consciência moral. Uma primeira causa pode ser a qualidade do seu aprendizado. Conceitos equivocados e comportamentos imaturos adquiridos em experiências morais anteriores podem justificar atuais práticas imorais. Diante de determinada situação, o comportamento padrão é apenas repetido sem qualquer reflexão, apenas porque é uma solução já conhecida.

Uma segunda causa pode ser a imaturidade do raciocínio moral, que pode reduzir valores éticos a comportamentos visando simples obediência para evitar punições ou para a satisfação de interesses pessoais. O raciocínio moral tem seis estágios de amadurecimento: Castigo e Obediência, Interesse Pessoal, Conformidade Interpessoal, Lei e Ordem, Contrato Social e Consciência de Princípios Éticos Universais. Por exemplo, a pessoa aprende que não é correto receber suborno, mas se ela é do estágio Castigo e Obediência não recebe se puder ser castigada. Caso seja do estágio Interesse Pessoal, ela não recebe se o suborno for pequeno, se for grande vale arriscar. No estágio Conformidade Interpessoal, o indivíduo não recebe se ninguém receber. No estágio Lei e Ordem, a pessoa não recebe porque o correto moral é a regra da coletividade. No estágio Contrato Social, a pessoa não recebe porque percebe que caso aceite, outras pessoas são prejudicadas. Por fim, no estágio Consciência de Princípios Éticos Universais, a pessoa não recebe por questão de valor ético: a honestidade. Resumindo, a regra aprendida corretamente pode ser aplicada de forma imatura.

Um terceiro motivo é o desconhecimento dos outros, determinado por baixo grau de empatia e, por último o desconhecimento de si, alimentado por autoimagem irreal e autoestima exageradamente alta ou baixa. A incapacidade de se colocar no lugar dos outros e o desconhecimento de si, enfraquecem a força que a pessoa teria para enfrentar possíveis pressões negativas existentes na atmosfera moral do grupo social. Daí o entendimento de que não basta saber o que é certo e ter um raciocínio moral amadurecido para fazer o certo, porque o comportamento ético considerado correto pela pessoa, só será praticado se houver força interior suficiente para enfrentar e vencer pressões contrárias presentes no ambiente.

  • O raciocínio moral tem seis estágios de amadurecimento, a saber: Castigo e Obediência, Interesse Pessoal, Conformidade Interpessoal, Lei e Ordem, Contrato Social e Consciência de Princípios Éticos Universais.

PERSPECTIVA: Por que no Brasil a corrupção está tão presente em diversos setores sociais? O que nos levou a isso?

Ivanildo: O primeiro modelo de administração das Instituições do Estado Brasileiro e de empresas privadas foi o patrimonialista. Desde o descobrimento do Brasil, em 1500, a administração patrimonialista tornou-se a principal fonte de princípios e valores de referência para a estruturação e para a definição da dinâmica do Estado e da sociedade. A principal característica do patrimonialismo é a falta de separação entre o espaço público – organizações públicas e privadas - e o espaço privado - individual. Os administradores gerenciam o que é público como se fosse privado e usam recursos das organizações e as facilidades dos cargos em proveito próprio.

Então, as relações corruptas traduzidas em escala menor por favores e jeitinhos estão presentes nas relações do cotidiano. Os valores da sociedade brasileira foram forjados no calor dos interesses privados, dirigindo as ações de Governo e políticas de Estado. A origem de toda a corrupção está na tomada do Estado por grupos econômicos, que garantem a satisfação de seus interesses específicos em detrimento da sociedade como um todo.

PERSPECTIVA: Como podemos combater a falta de ética e transparência na sociedade?

Ivanildo: Assumindo a ideia de que temos um dever moral, que se traduz, no mínimo, no cumprimento de leis e regras. Nessa direção, o exemplo dado por quem tem poder é absolutamente indispensável. Uma das principais raízes do bem ou do mal é a política e de líderes políticos espera-se comportamento exemplar. Para isso é fundamental a cobrança feita por cidadãos conscientes. Os mecanismos de governança do Estado brasileiro devem ser praticados pela sociedade. Os cidadãos precisam votar em projetos de Governo e não em pessoas. Além do momento do voto, a vigilância para a implantação de políticas públicas coerentes necessita vigorar durante todo o mandato.

A atmosfera moral da sociedade deve deixar claro que o errado não será tolerado. Para isso, qualquer indivíduo que agir contra as regras deve ser punido com justiça e dignidade, sem humilhação. Para isso, além da justiça, punir é essencial para que não haja demora na prática da justiça.

PERSPECTIVA: Quais são as consequências da corrupção nas relações sociais?

Ivanildo: A principal delas é a destruição da meritocracia. No patrimonialismo as pessoas valem tanto quanto a importância da sua posição social, da força da sua rede de relacionamentos, da origem de seus diplomas e do tamanho do seu patrimônio. O mérito é secundário, o que importa são as relações de troca. A pessoa vale pelo que aparenta ter e pelo que insinua poder fazer.

Nesse cenário, estudar perde o sentido, não é importante ser competente, o que interessa é ter diploma de escolas importantes e relacionamentos com as pessoas certas. Também, o poder da criatividade é destruído porque a inovação permitida é a originada entre os poderosos. Lideranças ou ideias emergentes, de origem diferente, ou é cooptada ou é cruelmente esmagada.

A corrupção também fere de morte o comprometimento das pessoas, as injustiças constroem um tipo de comprometimento mercenário. A lealdade é para quem paga mais. Por fim, as pessoas não passam de mercadorias trocadas no jogo de interesses econômicos.

PERSPECTIVA: Como agir de forma ética?

Ivanildo: Poder agir de forma ética depende de conhecer regras éticas, de ter habilidade na aplicação dessas regras em situações do cotidiano, do grau de empatia e da autoestima elevada. Entretanto, diante dessas limitações, o mínimo é procurar seguir as regras e cumprir os acordos nos quais os interesses dos outros atores foram respeitados. Nunca tome uma decisão sem antes se colocar no lugar dos outros. As lideranças podem agir para criar uma atmosfera moral construída por pressões positivas que empurrem as pessoas para a prática da ética.

PERSPECTIVA: Qual o papel da educação no auxílio ao combate da corrupção? E setor privado, como pode ajudar?

Ivanildo: A escola tem um papel determinante, pois deve manter o processo pedagógico de informar comportamentos éticos e morais para futuros cidadãos. Porém, também é essencial a prática de outro processo pedagógico focado no amadurecimento do raciocínio moral, que exige mudanças profundas na dinâmica da escola, para permitir que o indivíduo possa percorrer a trajetória da heteronomia moral para a autonomia moral. Desse modo, possibilitando o exercício do papel de protagonista no mundo moral.

O setor privado tem uma responsabilidade maior porque, caso queira assumir esse papel, não possui tantas amarras quanto o setor público. Por isso, podem rapidamente se adaptarem aos novos desafios apresentados pela sociedade.

  •  

    Ivanildo Izaias de Macêdo é mestre em administração de empresas pela FGV/RJ, especialista em educação e desenvolvimento de pessoas pela UFRJ e administrador pela UFRN. Sua experiência profissional inclui gerências de unidades industriais, gerências de áreas de pessoal, a gerência de RH e consultoria em gestão de pessoas no Centro de Pesquisas da Petrobras. Autor dos livros “Aspectos Comportamentais da Gestão de Pessoas” e “Gestão de Pessoas” da Editora FGV. Diretor da Homo Novus Consultoria Empresarial Ltda.

     

     

    Crédito: Arquivo

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Pós-Graduação ISAE/FGV

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Finanças

Os 5 erros mais frequentes nas finanças pessoais

Perspectiva ISAE conversa com especialista sobre a importância de se prevenir na parte financeira

Crédito: SXC

Final de ano pode ser o momento ideal para planejar os gastos pessoais de 2014

Final de ano, a época ideal para organizar as despesas e se preparar para 2014. Entre viagens, 13º salário e presentes, o planejamento e a reflexão sobre os gastos de 2013, de maneira sustentável e sem medo, também podem auxiliar nas atividades para o futuro.

A análise das finanças pessoais pode ser realizada de forma simples, mas efetiva. O especialista em finanças, Pieter Van de Peer, chama a atenção para os pontos que fazem a diferença nas finanças pessoais, que vezes são poucos praticados – ou praticados de forma errada – pelos brasileiros.

Comprar por impulso

Como evitar o impulso na hora das compras?

Várias pessoas fazem as suas compras por impulso, e depois, se arrependem de terem comprado algo que realmente não precisavam.

Para evitar isso, o mais indicado é realizar um orçamento pessoal. Dessa forma, são definidas as prioridades, gastando somente com o que é necessário, conforme as prioridades definidas antes do momento da compra.

Essa atividade pode demandar uma mudança pessoal, que nem sempre é fácil, mas facilita – e muito - a organização das finanças e na economia pessoal. 

Não orçar os gastos

O momento de final do ano é ideal para planejar o orçamento de 2014. Porém, orçar as rendas e despesas por um ano, não é um exercício fácil. Por isso, é bom começar com um prazo mais curto de tempo, por exemplo, de três meses. 

Antes do orçamento devemos levar em conta os seguintes passos:

Rendas

Quanto se ganha de salário?

Existem outras fontes de renda? (Poupança, aluguel de casa, entre outros).

Despesas

Divida as despesas em macro categorias, como moradia, transporte, passeios, entre outros. Cada uma dessas categorias abrirá tópicos de outras despesas. Por exemplo, no item moradia podem existir subcategorias como aluguel, luz, telefone, internet, condomínio, IPTU, entre outros. Para o transporte poderá ser gasolina, revisão, IPVA, licenciamento, por exemplo.

A eleição de cada categoria é um exercício particular. Com o seguimento do orçamento, durante o mês aparecerão novas categorias. No começo cabe ajustá-las. Sempre se deve incluir uma categoria "outros" no orçamento para ajustar as despesas não previstas.

Dica: insira o valor total da compra e não o planejamento da parcela.

Conclusão

O total da renda deve ser maior do que o total das despesas, se não gastamos mais do que ganhamos, prejudicando pagamentos futuros e assim, chegamos ao próximo ponto da organização financeira.

Falta de planejamento de pagamentos

Hoje em dia, o perigo é o dinheiro estar sempre disponível para empréstimo. Já tentou cortar o limite da conta corrente para R$ 0,00 ou cancelar o cartão de crédito, sem o atendente perguntar se você quer outro no lugar do antigo?

Por isso, é importante planejar o pagamento das contas e guardar o dinheiro que não precisa no momento, poupando para não gastar tudo.

A prática ideal seria, quando receber o salário, calcular quanto será utilizado durante o mês para pagar os gastos fixos (aluguel, supermercado, celular, transporte, cartão de credito  etc.). Para que não haja problemas, como com um evento inesperado, é bom incluir um valor para despesas não previstas.

Exemplo:

1) Salário: R$ 2.500


2)
Pagamentos previstos: R$ 1.800

Pagamentos previstos

Aluguel

R$ 500

Supermercado

R$ 300

Celular

R$ 100

Transporte

R$ 200

Cartão de Crédito

R$ 400

Despesas Imprevistas

R$ 300

Total

R$ 1.800

 

Neste exemplo, a pessoa recebe R$ 2.500 como salário e terá R$ 1.800 de pagamentos previstos durante o mês (incluindo uma reserva de R$ 300 para despesas imprevistas). Esta informação gera duas conclusões: primeiro R$ 700 do salário não vamos gastar este mês (salário – pagamentos previstos), este valor pode ser colocado na poupança. Segundo, quando houver menos de R$ 300 na conta corrente, sabe-se que está gastando mais do que o previsto, então é preciso controlar as despesas até o fim do mês.

A exemplo de um casal, somam-se os salários e os pagamentos previstos. A reserva pode ser aumentada, mas não precisa ser duplicada.

O uso errado do cartão de crédito

O melhor é utilizar o cartão crédito somente para parcelamento, com despesas pontuais, ou seja, que não ocorrem todos os meses. Por exemplo, parcelamento de viagens, compra de roupas e despesas elevadas com o carro.

Sempre pague o cartão de crédito em dia, mesmo se a conta corrente ficar negativa, os juros são altíssimos, comparado com o Cheque Especial.

Não ter em conta o futuro

Pensando no futuro, é interessante levar em conta a Previdência Privada. Já na primeira oportunidade laboral, mesmo um valor menor de R$ 25 ou R$ 50, fará a diferença depois de 30 ou 35 anos. Além do pequeno esforço, existem incentivos fiscais como a redução da base de cálculo de IR com o valor investido na Previdência.

Porém, a Previdência Privada é somente uma parte. Há também outras maneiras para investir no futuro. Na decisão por um investimento, devemos escolher aquele que ande junto com a vida pessoal. Por exemplo, se pensar em comprar uma casa, durante os próximos dois anos, não é recomendável comprar ações, porque esse mercado é flutuante e possivelmente a ação vale menos do que no momento em que a pessoa precisa do dinheiro.

  • Crédito: Arquivo

     

     

    Pieter Van de Peer é graduado em economia pela “Universiteit Antwerpen", na Bélgica. Mestre em finanças, com foco em mercado e produtos derivados pela mesma universidade. Analista financeiro para a América Latina na Electrolux do Brasil, desde 2010. Consultor Financeiro independente, com consultas às pessoas físicas, micro empresas e empresas recém-criadas, bem como cálculos de atualização para fins judiciais. 

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Especial

Gestão do tempo

Como você faz a gestão do seu tempo?

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Indica

Perspectiva Indica

 

Cinco Desafios de uma Equipe: uma fábula sobre liderança - Patrick Lencioni - Editora Campus

Executiva enfrenta um desafio de liderança: unir a sua equipe. Ao longo da história, o autor revela os motivos pelos quais a equipe se fragmenta, construindo um modelo eficaz, que pode ser utilizado para superar toda essa situação e desenvolver o time de maneira efetiva.

  

 

 

 

O espírito do dinheiro - Júlio Sampaio de Andrade - Qualitymark

O livro auxilia na percepção das nossas atitudes que determinam o fluxo financeiro em nossas vidas, conduzindo-nos a adoção de práticas que estejam relacionadas aos nossos objetivos. Histórias de vida são exemplos para ensinamentos simples, mas objetivos sobre a gestão financeira pessoal e também familiar.

 

Os 8 Ps do Marketing Digital: o seu guia estratégico de marketing digital - Conrado Adolpho - Editora Novatec

 O autor utiliza o ambiente online como a base de estratégia de negócios. Transforma a internet em uma ferramenta de negócios eficiente e lucrativa, apresentando cases e diversas indicações.  Qual é o lado prático do marketing digital? Adolpho expõe de maneira didática e abrangente a nova teoria gerada pela era da comunicação e informação, e pelas novas tecnologias. A obra é dirigida especialmente para os profissionais de marketing e comunicação, mas vale a leitura para todos que administram negócios em meio ao desenvolvimento da tecnologia e informação.

 

 

 

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Giro

Consciência

*Artigo escrito por Maíra Ruggi

Crédito: Arquivo

A superpopulação do mundo e os problemas advindos da insuficiência de recursos naturais é o tema central do novo livro de Dan Brown, Inferno, que estava, em agosto de 2013, na lista de best sellers do jornal The New York Times e da Revista Veja por 11 semanas consecutivas.

Porém, a discussão sobre superpopulação mobiliza pensadores há séculos. O tema veio à tona em 1798, com o economista Thomas Malthus. Ele dizia que o nascimento de pessoas crescia em projeção geométrica e a produção de alimentos de forma aritmética, sendo assim, em algum ponto faltaria comida para tantas bocas.

Em 2011, foi atingida a marca de 7 bilhões de habitantes no planeta e o foco da discussão mudou. Hoje, a maioria dos pesquisadores não acredita que a superpopulação é uma ameaça, mas sim a relação de consumo das pessoas.

O demógrafo Roberto Luiz do Carmo, do Núcleo de Pesquisas da População da Universidade de Campinas, quando perguntado pela Revista Galileu qual a capacidade populacional que o planeta suportaria, citou Joel E. Coehn:

A capacidade depende do nível de consumo e do tipo de uso que essa população faça dos recursos ambientais. Em um padrão de consumo muito baixo, a Terra pode sustentar muito mais do que os 7 bilhões atuais. Ao nível de consumo crescente em que vivemos, com o tipo de uso que se faz dos bens naturais, creio que já ultrapassamos o limite. (…) O grande desafio das próximas décadas é a busca da redução das desigualdades, sem que isso signifique dilapidação/contaminação dos recursos naturais. Mas isso exige outro estilo de desenvolvimento econômico e social (CARMO, in GALILEU, 2012).

A preocupação com o consumo da população, principalmente em países desenvolvidos, é tema recorrente de pesquisas e livros. Exemplo disso é o trabalho de Don Tapscott e Anthony D. Williams, Macrowikinomics (2011), mostrando que boas ideias muitas vezes nascem de ambientes colaborativos. Eles citam cases de empresas, e mesmo de famílias, que desenvolvem soluções para demandas e as colocam à disposição da coletividade, ou então de esforços coletivos para resolução de problemas.

Segundo pesquisa da Globescan, de novembro de 2012, com mais de seis mil respondentes em seis países, o modelo de consumo está mudando. Os consumidores afirmam que, como sociedade, é preciso consumir muito menos e trabalhar para melhorar o ambiente para as gerações futuras. Eles acreditam que as empresas devem tratar de questões sociais e ambientais - como água, saúde e salário justo - por meio de seus produtos, práticas e políticas. E estão interessados em compartilhar ideias, opiniões e experiências para ajudar as empresas a criarem as melhores novas soluções.

A atuação das empresas nesse contexto é fundamental. Algumas delas têm faturamento maior do que vários países e devem se sentir responsáveis e partícipes desse cenário. Como citado no Macrowikinomics, em vez de criar algo e guardar a sete chaves, é preciso converter as inovações numa plataforma na qual outros possam auto organizar-se e adicionar valor. Em outras palavras, não ser apenas criador, mas curador.

Outro livro que discute a sobrevivência do ser humano com uma visão positiva é Abundância (2012). Os autores, Steven Kotler e Peter H. Diamandis, defendem que com avanço das tecnologias, a revolução do “faça você mesmo”, o dinheiro de “tecnofilantropos” ricos usado para solucionar os problemas do mundo e o nível mais carente da população que está se plugando a economia global, o mundo vai crescer exponencialmente e para melhor. O que antes demorava uma década para acontecer, hoje, se resolve de maneira bem mais rápida e colaborativa.

Nesse sentido, o poder empreendedor de empresas e pessoas é altamente necessário para entregar às próximas gerações um mundo melhor. Como diz Ozires Silva no livro Cartas a um Jovem Empreendedor “... todo empreendedor bem-sucedido que eu conheço sempre demonstrou ser capaz de adaptar seu sonho às condições objetivas à sua frente” (2007, p.26).

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GBA ISAE de curta duração