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Interlaken Turismo

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Giro nos Negócios

Giro nos Negócios

Mais rigor nas importações feitas na web

Em janeiro e fevereiro desse ano, as compras feitas por brasileiros no exterior, via internet, subiram 40%, em comparação com o ano passado. Com isso o Fisco já prepara ações para atacar esse "nicho". Cerca de 1,7 milhões de pacotes chegam ao Brasil mensalmente. Em 2013, foram 18,8 milhões no total, segundo dados da Receita Federal.

A nova tributação deve ocorrer a partir de setembro, quando entra em funcionamento o novo sistema da Receita Federal. Ao contrário do que se pensa, o que se adquire de estabelecimentos comerciais no exterior é sujeito a tributação, independentemente do valor.

Crédito: SXC

 

Conta de luz ficará mais cara

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, em 7 de abril,  que o déficit da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo responsável pelo pagamento de gastos setoriais, foi reduzido de R$ 5,6 bilhões para R$ 1,669 bilhão. O valor deverá ser repassado para a conta de luz do consumidor final.

O Tesouro Nacional já havia repassado cerca de R$ 9 bilhões para o orçamento da CDE e, depois, fez mais um repasse de R$ 1,2 bilhão. No total, o Tesouro será responsável por R$ 13 bilhões para evitar que o custo da energia seja colocado para o consumidor com até 4,6% de aumento na conta de luz, como era previsto pelo setor energético.

Brasileiro melhora sua percepção com o emprego

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) caiu 4,6% no mês passado, ante o mês anterior, feitos os ajustes sazonais. É a maior queda desde dezembro de 2007, quando recuou 7,6%. O recuo “reverte o movimento que sinalizava tendência ascendente para a taxa de desemprego nos quatro meses anteriores. A reversão é também captada quando adotada a métrica de médias móveis trimestrais”, diz a instituição, em nota.

O ICD é construído a partir dos dados desagregados (em quatro classes de renda familiar) do quesito da Sondagem do Consumidor, que capta a percepção do entrevistado a respeito da situação atual do mercado de trabalho.

Fifa usará câmeras 4K no Mundial

A Fifa, em parceria com a Sony, fará nos jogos da Copa do Mundo, o teste de captação em 4K, utilizando 12 câmeras, três a mais do que nos testes feitos na Copa das Confederações, no ano passado.

A captação será testada nos jogos realizados no Maracanã, por causa do tamanho do estádio, que facilita a colocação de câmeras extras, e também por ser a sede da final e do International Broadcasting Center. Os parceiros da entidade no teste são, além da Sony, a HBS (geradora oficial dos jogos), a Telegenic e a Globosat. Parte do staff dos testes será da programadora brasileira.

 

Crédito: FIFA

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Capa

Como passar a sustentabilidade?

A disseminação para os stakeholders deve começar internamente com os colaboradores

Crédito: Arquivo

Empresa pode reunir todos à sua volta para disseminar a sustentabilidade

A sustentabilidade já tem feito parte do planejamento de diversas empresas. Mesmo assim, há dificuldades em diversos setores e áreas em se adequarem a novas regras e determinações, por conta dessas novas diretrizes. Mas, e quando é preciso externalizar os conceitos da sustentabilidade para os seus stakeholders? Qual a melhor forma de fazer isso?

Ser uma referência no que realiza é importante para a imagem da empresa, pois sempre será lembrada pela excelência com que faz as coisas. Por isso, fazer e conseguir demonstrar que os conceitos da sustentabilidade estão na empresa, e aplicar isso também aos negócios, faz da organização um modelo de gestão nesse quesito.

Segundo o professor do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE, Charles Carneiro, a participação dos colaboradores é um dos pilares para ter um efetivo plano de gestão. “A transparência e participação são fundamentais, ou seja, tornar público e fazer com que a informação chegue a todos os stakeholders, que eles tenham participação e poder decisório sobre as atividades e ações a serem tomadas”, afirma.

Em 2013, o ISAE implantou o “Programa de Relacionamento com Fornecedores”, que consiste em um conjunto de processos e atividades voltados a seleção, qualificação, avaliação e desenvolvimento dos fornecedores para garantir um relacionamento ético e transparente, pautados em princípios sustentáveis. Por meio de um formulário, enviado online aos fornecedores, os requisitos são avaliados com questões vinculadas a informações gerais sobre a organização, principais clientes, responsabilidade social interna e externa, responsabilidade ambiental e também pelo acompanhamento de documentações da empresa fornecedora.

Segundo Carneiro, a empresa pode apresentar seu projeto aos seus clientes e fornecedores mostrando na prática como é.  “Em uma reunião, por exemplo, o plano poderia ser apresentado, discutido e criticado, juntamente com a proposição e implementação de uma primeira ação prática”.

Um dos cases mais conhecidos sobre o assunto é da rede de hipermercados – Walmart, que era pressionada e criticada por suas práticas trabalhistas, além da falta de políticas ambientais. Há dois anos, seus executivos decidiram solucionar esse problema, colocando-o no planejamento da empresa. No Brasil, a organização exigiu que 29 fornecedores locais reformulassem seus produtos, para torná-los menos agressivos ao meio ambiente. Grandes empresas se adequaram as novas diretrizes dadas pela rede, e hoje contribuem e buscam a excelência na sustentabilidade.

 

04

Finanças

Como manter o fluxo de caixa no azul?

Planejamento continua sendo a melhor saída

Crédito: SXC

Manter as contas no azul é um desafio para os empresários

Um dos grandes problemas de empresários é manter o fluxo de caixa da organização no azul. Ou seja, conseguir equilibrar as saídas e entradas para não ter prejuízo. Os que não conseguem manter esses números, geralmente abrem um pedido de falência. Segundo o indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, foram realizados em março 132 pedidos de falência em todo o país, queda de 12,6% em relação aos 151 requerimentos efetuados em fevereiro de 2014. Com relação a março de 2013, que registrou 157 pedidos, o recuo foi de 15,9%. Desses 132 pedidos, 65 foram de micro e pequenas empresas, 31 de médias e 36 de grandes.

Para não precisar passar por apuros, a melhor maneira de se prevenir é planejar e simular cenários futuros, sempre presando pelo bom entendimento do ciclo financeiro e operacional da empresa. É o que afirma Eduardo Schermak, professor da Pós-graduação em Administração de Empresas do ISAE/FGV, que receber à vista e pagar a prazo é o sonho de todo departamento financeiro, pois desta forma não precisa captar recurso oneroso com bancos e/ou investidores. “Mas esta façanha nem sempre é possível, por isso, não podemos deixar de calcular nosso “Custo Médio Ponderado de Capital” (CMPC), que é quanto custa o capital da empresa. Este resultado nunca poderá ser superior ao retorno do investimento, pois indica que a empresa não consegue pagar seus financiadores (bancos e acionistas/cotistas)”, coloca.

Como o mercado tem variações e não é uma constante, é necessário este projeto para não ser surpreendido, principalmente com os impostos. O economista, Alivinio Almeida, coloca que se os tributos forem devidamente identificados antecipadamente e inseridos no planejamento, a  análise do seu impacto e a definição estratégias para absorvê-los no caixa é possível.

Crédito: SXC

Planejar é o melhor caminho

Por muitas vezes não conseguir manter as contas no azul, os empresários vão em busca de empréstimos, tanto com bancos, quanto com investidores. Nesse momento deve entrar nas contas, o pagamento desse empréstimo. Para Alivínio, “empréstimos são bem vindos quando destinados ao investimento. Empréstimos destinados a complementar o caixa em custeio demonstram que há deficiências no fluxo de caixa, por desequilíbrio negativo entre recebimentos e pagamentos”. Eduardo coloca que para a expansão, o empréstimo sempre é uma boa alternativa, mas desde que não gere ônus para a empresa. Mas também mostra um outro lado. “Há ramos de atividade que não tem como fugir do empréstimo, principalmente aquelas que dependem de produção. É preciso comprar matéria-prima, aguardar o processo de fabricação, colocar a venda, para daí receber. Por isso é importante ter bancos parceiros e estudar qual a melhor forma de financiamento”, pondera.

Manter o caixa da organização no azul é um desafio constante na vida de empresários e pessoas que trabalham no departamento financeiro. Pois imprevistos acontecem, e vai do planejamento se esse imprevisto será grande, ou já estava dentro do esperado. “O que os empresários não podem é comprometer seu caixa ou captar recurso de curto prazo para financiar investimentos de longo prazo”, alerta Eduardo.

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MBA FGV

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Tecnologia

Internet no controle

Web avança e detecta os hábitos das pessoas

Não há o que contestar, a internet faz parte da vida de grande parte da população mundial. Dificilmente, os internautas não passam ao menos uma hora “navegando”, lendo notícias, pesquisando, ou apenas “socializando” nas redes sociais. A rede mundial de computadores está em todo lugar: celulares, tablets, GPS, notebooks, computadores, televisores. Enfim, nos mais diversos dispositivos que permitem o acesso.

Em uma pesquisa realizada pelo Ibope, a pedido da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, os brasileiros passam cerca de 3 horas e 39 minutos do seu dia conectados. A TV é a mídia mais usada pela população, com 76,4% da preferência. A média é ficar 3 horas e 29 minutos em frente do aparelho, que está presente em cerca de 97% dos lares brasileiros. A segunda colocada na preferência nacional é a internet, com 13%, seguida do rádio, 8%, ouvido em média durante 3 horas e 07 minutos por dia; o jornal é o veículo preferido por 1,5% dos entrevistados.

A facilidade de acesso ainda não é muito grande, pois a internet está disponível apenas para 47% da população brasileira. Mesmo assim, ela tem forte influência sobre as pessoas, não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Pensando nesse alcance, as empresas de tecnologia têm investido em conhecer mais os seus potenciais clientes. Um exemplo é a Google, que tem investido em empresas de diversos setores e tem como expertise detectar o comportamento humano.

No início do ano, a gigante de computação adquiriu a Nest, empresa fabricante de termostato, que desenvolveu um produto que detecta o hábito dos moradores e regula de forma automática a temperatura da casa. Com essas aquisições, a Google pretende criar dispositivos inteligentes que “aprendam” os hábitos de seus usuários e façam com que a empresa personalize o modo como ela trata a cada um. Cerca de 90% do faturamento da empresa norte americana é proveniente de anúncios via web. Pensando nisso, os seus fundadores, Larry Page e Sergey Brin, estão à procura de novas plataformas e maneiras de disponibilizar as propagandas ao público alvo.  Sendo assim, a Google pretende estar mais presente no dia-a-dia da população, fazendo com que os seus serviços sejam necessários a todo instante.

Crédito: SXC

Internet está cada vez mais na vida de seus usuários

O ônus e o bônus

A tecnologia tem sido tão avançada hoje em dia, que uma simples dor de garganta pode ser detectada pelas empresas, mesmo sem você ter ao menos exposto sua situação. A segurança ainda é o mais importante nestes casos, pois com o avanço da internet, a sua privacidade e independência pode ir diminuindo.

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Futuro

O que fazer na Pós-graduação

As dúvidas sempre aparecem no momento da decisão

Crédito: SXC

Muitos se confudem com as diferenças nas Pós-graduações

O Sistema Nacional de Pós-Graduação cresceu aproximadamente 23% no último triênio. Esta é uma das conclusões da Avaliação Trienal 2013. O desenvolvimento do sistema aconteceu em todas as regiões do Brasil. O Norte teve 40% de crescimento, seguida pela região Centro-Oeste com 37% e Nordeste com 33%. O Sul e o Sudeste, regiões com maior número de programas de Pós-graduação, cresceram 25% e 14%, respectivamente.

Vários profissionais tem buscado uma especialização para conseguir melhores cargos e salários. Neste momento, muitas são as dúvidas, mas a principal é: Qual a diferença entre MBA e Pós-graduação? O Master of Business Administration (MBA), no Brasil, é voltado para a administração e gestão de empresas. Já a Pós-graduação, abrange programas de outras áreas, por exemplo, medicina, engenharia, e etc.

Segundo o professor Antonio Raimundo dos Santos, todos os cursos que vem depois da graduação são considerados Pós-graduação. “No Brasil eles são divididos em duas subcategorias: Strictu Sensu e Lato Sensu. No Strictu Sensu, estão os cursos de Mestrado e Doutorado. Já no Lato Sensu, estão alocados os programas de MBA e Pós-graduação”, afirma.

Para tirar suas dúvidas sobre as diferenças dos cursos, a Perspectiva ISAE explica as classificações dos programas:

Graduações:

  • Graduação Bacharelado – A classificação visa trazer o conhecimento e criar competência, dando uma visão mais ampla. Tem duração média de 4 a 5 anos. Quem opta por esse segmento, na conclusão, torna-se bacharel na especialidade que escolheu, por exemplo: Ciências Exatas, Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, entre outras.

Graduação Licenciatura – A licenciatura habilita o aluno a lecionar no Ensino Infantil, Fundamental e Médio. É um complemento ao bacharelado. As Universidades Federais do Brasil oferecem licenciaturas nas áreas de Pedagogia, Letras, História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Psicologia, Artes, Música, Teatro, Educação Física, Matemática, Ciências Naturais, Biologia, Química, Física e Informática.

  • Graduação Técnica – O curso técnico enfatiza a habilidade do aluno, dando mais evidência à parte técnica da profissão. Ao concluir a graduação, o profissional torna-se tecnólogo. Este tipo de curso é autorizado pelo Ministério da Educação (MEC) e, assim como os bacharelados e licenciaturas, confere diplomas de graduação, possibilitando a continuidade dos estudos em especialização (lato sensu) e pós-graduação (stricto sensu).

Pós-graduações:

Strictu Sensu

Mestrado Acadêmico – Voltado a profissionais que buscam lecionar, pesquisar, ou ampliar conhecimentos na área escolhida. Tem duração média de dois anos. O mestrado não é pré-condição obrigatória para o ingresso no doutorado.

  • Mestrado Profissional – Busca, por meio de ferramentas teóricas, a solução de problemas originados no ambiente de trabalho. Tem maior aproximação na área de inserção social, especialmente de empresas.

Doutorado – Tem o propósito de certificar a capacidade do candidato para desenvolver investigação num determinado campo da ciência (no seu conceito mais abrangente).

Lato Sensu

  • Pós-graduação - Destinada a quem quer se especializar em áreas específicas, relacionadas ou não à primeira graduação. Permeia diversas áreas do saber.

MBA – O Master of Business Administration é uma Pós-graduação voltada à gestão. Os MBA’s na área da saúde, por exemplo, visam a gestão hospitalar, gestão financeira, entre outros. 

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Ambiente

Bem-estar na empresa

Diversas ações influenciam no momento de fazer o ambiente ser agradável

Crédito: SXC

Interação entre os colaboradores, auxília em um amiente agradável

Como você tem se sentido na empresa? O seu trabalho tem sido agradável ou o ambiente tem deixado você descontente? Essas são algumas das preocupações que permeiam o mercado de trabalho nos dias atuais. Diversas organizações cobram do seu colaborador, alegria, motivação, bom relacionamento e produtividade, mas o que ela tem feito por aqueles que estão na empresa?

Segundo a psicóloga e professora do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE, Regina Márcia Brolesi, as pessoas responsáveis pela gestão da empresa, devem, antes de qualquer coisa, pensar no bem-estar dos colaboradores. “Criar um ambiente de trabalho que propicie o bem-estar, que seja agradável de ficar, e também aproxime as pessoas. Tudo começa pelo layout da sala, pois é nesse momento que é possível integrar a equipe”, afirma.

Felipe Alcântara trabalha em uma empresa há quatro anos. Quando ingressou, todo o departamento trabalhava virado para a parede e separado por divisórias. Uma de suas primeiras sugestões, foi que o layout da mesma fosse mudado. “Ninguém conversava e interagia com os colegas. Trocamos e fizemos ilhas, depois disso todos melhoraram a sua comunicação”, coloca.

O papel do bem-estar na empresa não fica só a cargo da organização, mas também para os empregados que estão nela. Cada um deve fazer sua parte para melhorar e fazer do local de trabalho, um lugar agradável a todos. Se disponibilizar a contribuir com a equipe e ter um bom relacionamento, são algumas das atitudes necessárias para contribuir. Dentro dessa perspectiva de relacionamento, quem também tem uma parcela de responsabilidade é o líder, que não deve ser muito controlador, autocrático, mas sim, deve sempre pensar no bem comum da equipe. “Uma boa ferramenta para o gestor sempre manter o bom relacionamento e o bem-estar na empresa, é o feedback, que ele pode fazer com certa frequência”, aponta Regina.

Alcântara aponta outro ponto que conta muito no momento de estar feliz com a sua função ou não, é a remuneração. “Creio que esse quesito influencie bastante, pois as pessoas esperam ser reconhecidas em seu trabalho”, responde. A distribuição de tarefas de forma justa, o tipo de avaliação e a possibilidade de exercer autonomia, são outros pontos colocados por Regina. “Ser você mesmo em seu local de trabalho e ser feliz com o que faz, auxilia bastante na hora de se sentir bem”, finaliza.

O local de trabalho muitas vezes parece não agradar o funcionário e isso muitas vezes é por influência do próprio colaborador. O bem-estar na empresa é ocasionado por diversas ações realizadas por todos os colaboradores e de hierarquias diferentes. Até mesmo a disposição do ambeinte de trabalho pode alterar a atmosfera do lugar.

 

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Case

Em prol da igualdade das diferenças

ONG atua na melhoria e implantação de ferramentas administrativas em escolas especiais

Crédito: ASID

Atuar com escolas que atendem pessoas com necessidades especiais, além de melhorar a qualidade de ensino e aumentar o número de vagas disponíveis nesses locais. Essa é a primícia da Ação Social para Igualdade das Diferenças (ASID), que surgiu após um trabalho no curso de Administração de Empresas na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A ONG foi contemplada com o Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável em duas oportunidades, 2013 e 2014. No ano passado, eles também conquistaram a 5ª Edição do Prêmio Empreendedor Social de Futuro, realizado pela Folha de S. Paulo.

Abaixo você confere uma entrevista com Luiz Hamilton Ribas, diretor de relações institucionais da ASID.

Perspectiva – Conte um pouco da história da Instituição.

Luiz – A ASID (Ação Social para Igualdade das Diferenças) nasceu em 2008, por meio de um trabalho universitário no curso de Administração de Empresas, na UFPR. Um dos idealizadores, o Alexandre Amorim, possui uma irmã com deficiência e conhecia os problemas enfrentados pelas Escolas Especiais. Após passarmos o ano de 2009 nos aprofundando no tema, fazendo visitas em algumas instituições, estudando sobre como fundar uma ONG e correr atrás de parcerias, iniciamos a organização de fato em 2010. A ASID existe para melhorar a qualidade de ensino e aumentar a oferta de vagas das Escolas Especiais. Estimamos uma fila de espera com mais de 1.500 famílias, nas 51 instituições (públicas e filantrópicas), que prestam atendimento a pessoas com necessidades especiais em Curitiba e Região.

Perspectiva – Quais foram as maiores dificuldades para a criação?

Luiz – Durante nossos estudos para saber quais eram as necessidades das Escolas, nos deparamos com muita resistência da diretoria, isso tem a ver com o fato de que várias pessoas entram em contato prometendo muito e não fazem metade do que dizem. Outro ponto é a nossa juventude, os diretores nos olhavam com alguma descrença, e para completar,naquele período de início, não tínhamos resultados para apresentar. Pessoalmente, para mim e meus dois colegas fundadores, pesou que iniciamos trabalhando voluntariamente, enquanto isso, víamos nossos colegas trabalhando em multinacionais e recebendo bons salários.

Perspectiva – Quais os projetos trabalhados?

Luiz – Todo o nosso trabalho se fundamenta em projetos para evolução da gestão de Escolas Especiais Filantrópicas e Públicas, ou seja, aquelas que atendem os alunos gratuitamente, cujo 70% das famílias recebem até dois salários mínimos. De início, aplicamos o Índice de Desenvolvimento da Educação Especial (IDEE), uma ferramenta desenvolvida por nós que permite a avaliação da gestão administrativa (ver figura abaixo). Com isso elaboramos um cronograma e orçamento e partimos em busca de investidores sociais - vale ressaltar que as escolas não tem qualquer desembolso financeiro com nossos projetos. Após a ação retornamos anualmente na instituição para aplicar o diagnóstico e fazer um acompanhamento do trabalho, caso seja necessário voltamos para um novo projeto - o que até hoje não foi necessário.

Crédito: ASID

Perspectiva – Quais as pretensões para o futuro?

Luiz – Nossas pretensões em relação ao futuro são duas:

1 – Visto que existem cerca de 4.000 instituições para atendimento da pessoa com deficiência no Brasil, no médio prazo objetivamos expandir a atuação da ASID regionalmente e tornar a aplicação do IDEE uma incumbência do governo. Dessa maneira relizaríamos projetos apenas nas instituições que necessitem de uma verdadeira intervenção.

2 – Visto que nossa metodologia é replicável, almejamos criar novas "ASID" para outros setores dentro do 3º Setor, como para hospitais, asilos e instituições de contraturno escolar.

Perspectiva – Qual recado vocês deixariam ao profissional que pretende empreender?

Luiz – Para os profissionais que desejam empreender deixo mais um aviso do que um recado de acordo com a experiência que vivi com a ASID. Saiba que o principal é saber unir a necessidade das partes envolvidas em seu meio de atuação e criar uma metodologia que traga benefícios a todos. Parece muito óbvio, não é? Eu digo que não. Levamos mais de 1 ano para formatar uma metodologia que atraísse o investimento social das empresas, e isso aconteceu após incluirmos a atuação dos colaboradores dessas empresas através de voluntariado corporativo nas Escolas Especiais, com programas de reformas - Programa Mão na Massa e de Capacitações - Programa Capacita. Cito o nosso caso em específico e o que quero dizer é que não existe uma receita de bolo. Outro ponto que foi muito importante para o nosso sucesso até o momento é que eu e meus colegas fundadores possuímos mentalidades distintas e isso gera discussões construtivas.

  • Confira o vídeo produzido pela Folha de S. Paulo sobre o trabalho da ASID, com depoimento de investidores e gestores, e alunos das Escolas atendidas:

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GBA ISAE de curta duração

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Torneio

Em abril inicia a primeira edição da Copa ISAE

Os alunos dos cursos do ISAE são os prinicipais protagonistas

Crédito: Arquivo

Em 13 de abril, iniciou a primeira Copa ISAE. O objetivo da competição é criar no aluno uma maior identificação com a Instituição, além de promover o trabalho em equipe e fazer com que a atividade física faça parte do cotidiano do competidor.

Estão inscritos, no total, oito (8) equipes, que contam com a participação de alunos e ex-alunos de diversos MBA’s do ISAE. Os times foram divididos em dois grupos com quatro participantes ao total.

Os jogos acontecem no Clube Mercês nos dias 13 e 27 de abril, 18 e 25 de maio e 1º de junho.

Abaixo você confere a divisão das equipes em grupos:

Crédito: Arquivo
 

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Especial

Cuidados com a saúde

Com a correria do dia a dia, muitos profissionais não conseguem se exercitar adequadamente. Com isso, o aumento de problemas cardíacos e de saúde são enormes.

A Perspectiva ISAE preparou uma entrevista com o Dr. César Guimarães, que nos traz os problemas que o sedentarismo pode nos fazer e também dicas de como cuidar melhor da saúde.

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Indica

Perspectiva ISAE Indica

 

O Livro da Economia - As Grandes Ideias de Todos Os Tempos – Vários autores – Editora Globo

Escrito por um grupo de economistas, professores, jornalistas e analistas financeiros, “O Livro da Economia” apresenta as bases do pensamento que pautou a evolução e as diversas teorias de economia em todo o mundo. Numa escrita ágil, o livro aborda a história de como a humanidade criou e entendeu o dinheiro, o comércio, a especulação e as crises econômicas, a partir dos principais nomes desta ciência.

 

Sonho Grande - Cristiane Correa - Editora Sextante

O livro narra a trajetória do trio de empresários que criou a Ambev e protagonizou alguns dos maiores negócios do capitalismo mundial nos últimos anos. A estratégia deles é estipular metas ousadas - e persegui-las com tenacidade. Para escrever o livro, Cristiane Correa conversou com uma centena de pessoas - exceto os seus três personagens, historicamente avessos a entrevistas.

 

As Três Mentes do Neuromarketing – Marcelo Peruzzo – Editora Autores Paranaenses

A fantástica história da recente revolução mercadológica, contada pelos personagens mais importantes da sua vida: Einstein, Princesa e Macaco.

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Artigo

Sustentabilidade, Ética e Inovação na formação de executivos para um mundo melhor

Crédito: Arquivo

Cleyton Caetano atua como coordenador da área administrativa do ISAE

O desenvolvimento sempre foi o objetivo de toda e qualquer sociedade, e nos dias atuais, continua sendo.

As sociedades se moldam e se organizam em prol de um bem maior, que é perpetuar a raça humana. Mas até quando será possível perseguir e prosperar nesse objetivo com os atuais padrões de consumo?

A pergunta que vem à cabeça é: Como aliar o desenvolvimento e a sustentabilidade?

Estudos demonstram a urgente necessidade da inclusão de conceitos como sustentabilidade, ética e inovação em nossas agendas, entretanto, invariavelmente questionamos o quanto estamos dispostos a mudar nossos padrões de consumo em prol de um planeta melhor para nossos filhos e futuras gerações.

Não há dúvidas que nunca se produziu e consumiu tanto quanto nos dias atuais, e que às politicas de inclusões de quaisquer tipos, principalmente em países emergentes, permitem a milhões de pessoas acesso a bens de consumo e melhor qualidade de vida.

Ricardo Abramovay declara no seu livro Muito Além da Economia Verde, que o segredo de uma nova economia está na emergência de um metabolismo social, capaz de garantir a permanência e a regeneração dos serviços que os ecossistemas prestam às sociedades humanas. Segundo Abramovay, este metabolismo social trata-se da relação entre economia e ética, no qual a ética ocupará lugar central nas decisões sobre o uso dos recursos materiais e energéticos.

Outra questão que merece atenção é a forma como exploramos e transformamos os recursos naturais e materiais. É necessário inovar nesse contexto, buscando aprimorar essas metodologias a fim de produzir mais com menos e por mais tempo, somente assim, será possível manter a curva de crescimento do consumo das novas classes sociais que emergem.

Ricardo Voltolini reforça essa visão em seu livro Conversas com Líderes Sustentáveis, ao fazer referência aos quatro desafios chaves segundo o Pacto Global da ONU, que são:

Reestruturar a forma de educar os executivos, precisamos urgentemente sair do modelo que visa somente o lucro e consumo, e trabalhar conceitos que permitam aos executivos vivenciarem esse novo modelo de economia, que sugere redefinições das relações homem-trabalho e homem-natureza.

Incentivar e criar mecanismos que levem nossos executivos a Pensar e Agir em Contexto Global. Não é somente aprimorar nossas relações internacionais, mas também, trazer à luz os efeitos gerados pelas suas ações locais e os levar a tomarem decisões que levem a um progresso sustentável.

Ética no coração da gestão de negócios, esse desafio é um dos mais importantes, porque pressupõe uma predisposição dos executivos em mudar paradigmas da gestão de negócios. Entende-se com Líder Ético, nesse contexto, a capacidade de dizer não a possíveis ganhos, quando as bases desses não sejam totalmente transparentes.

Estender o propósito das empresas para além das fronteiras econômico-financeiras e mostrar preocupação com seu papel social, o lucro sempre será importante, contudo, é necessário que às empresas destinem parte desse recurso a trabalhar às preocupações ambientais e sociais, permitindo assim, que as comunidades no entorno compartilhem se desenvolvam junto com as empresas.

Pode-se tratar como exemplo de inovação a Coréia. Linsu Kim,em seu livro Da Imitação à Inovação, retrata a capacidade da Coréia em inovação tecnológica e destaca o papel do governo como impulsionador dessa dinâmica bem sucedida.

Assim, pode-se afirmar que a interferência do governo de qualquer país é fundamental para atingimento dos objetivos voltados à inovação e consequentemente à sustentabilidade ambiental e social, contudo, ainda assim, esse ciclo somente será possível com a participação efetiva das empresas por meio de seus líderes e também, das Escolas que tem papel fundamental na formação desses executivos por meio da disseminação desses conceitos.

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Premium ISAE