01

Giro nos Negócios

Giro nos Negócios

Panasonic se reinventa e busca dobrar faturamento no país até 2018

Apesar de ainda vender aparelhos de televisão e equipamentos da linha branca, a aposta da empresa é no mercado B2B (Business to Business), que denomina o comércio estabelecido entre empresas. A Panasonic é a patrocinadora dos Jogos Olímpicos desde 1988, mas também está patrocinando a Arena Pantanal, em Cuiabá (MT), e Arena da Baixada, em Curitiba (PR), com telões e câmeras de segurança. Mesmo perdendo espaço para empresas concorrentes, a Panasonic espera dobrar o seu faturamento no Brasil, até 2018.

Crédito: SXC

Apple perde o posto de mais valiosa

O posto de empresa mais valiosa do mundo tem um novo dono. A Google ultrapassou a Apple, que há anos estava na primeira colocação. A gigante da internet foi avaliada em US$ 158,8 bilhões, uma alta de 40% na comparação com o ano passado. Enquanto isso, a Apple recuou 20% em valor de marca, para US$ 147,8 bilhões. O valor das marcas do Top 100 somou, em 2014, US$ 2,9 trilhões. A pesquisa foi realizada pela Millward Brown Optimor.

Crédito: SXC

Sobe o número de bilionários no país

O número de bilionários no Brasil aumentou. No ano passado, eram 46 representantes, já em 2014, há 65 nomes na lista divulgada pela Forbes. Os primeiros lugares continuam ocupados pelos mesmos: Jorge Paulo Lemann segue liderando o ranking, com fortuna estimada em US$ 19,7 bilhões, e Joseph Safra vem logo atrás, com US$ 16 bilhões. Na classificação geral, Lemann aparece em 34º lugar e Safra em 55º. Em terceiro lugar, subindo algumas colocações em relação ao ano passado, está Marcel Telles, sócio de Lemann no fundo 3G Capital.

Spotify chega ao Brasil

Na quarta-feira (28/05), o Spotify, que é o maior serviço de streaming de música do mundo, chegou de vez no Brasil. A empresa, que já vinha liberando alguns acessos de brasileiros, nos últimos meses, agora está com o serviço totalmente disponível, ao alcance de todos. Há duas opções para os clientes: ouvir tudo de graça, com a condição de ser interrompido por anúncios de vez em quando, ou assinar o serviço. Neste caso, além de evitar as propagandas, os usuários podem baixar suas músicas preferidas e ouvi-las mesmo off-line.

02

Capa

O legado para Curitiba

Sede da Copa, Curitiba passou por diversas reformas, mas qual o verdadeiro legado?

Crédito: Divulgação

Cidades-sede, como Curitiba, correm contra o tempo para terminar as obras

Quando o Brasil foi escolhido como sede da Copa do Mundo, em 2007, muitas foram as indagações de qual seria o legado do evento. Além de novos estádios, o país teria melhor mobilidade urbana, novos aeroportos, ruas melhores, novas rodoviárias, entre outras ações que beneficiariam a vida do povo brasileiro. Pois como algumas pessoas falam, “vai se a Copa e fica o país”.

Porém, com o passar do tempo, houve uma enxurrada de problemas, tanto com o superfaturamento dos estádios, que a cada mês subia o valor, quanto com as obras nas cidades. Em Curitiba, a Arena da Baixada, estádio que sediará quatro jogos do torneio, foi alvo de severas críticas, por se tratar de um lugar privado e que recebeu aporte estatal.

Outras obras foram e continuam sendo alvo das reclamações, como a ponte estaiada, que cruza a Avenida das Torres, que faz parte do atrasado corredor Aeroporto – Curitiba. A rodoviária também faz parte desse legado, pois foi revitalizada e informatizada, auxiliando na locomoção das pessoas que a utilizam.

 Tudo que está sendo feito, está com certo atraso. No ano passado, durante a Copa das Confederações, diversos atos marcaram o torneio. A população foi às ruas, pedindo melhoria em diversos setores da sociedade. Neste ano, a promessa é que tenham mais protestos.

Por isso, a Perspectiva ISAE foi às ruas ouvir o que a população pensa sobre a Copa do Mundo e com qual legado a cidade de Curitiba vai ficar.

  • “Legado de dívidas, de déficit no retorno de investimento hoteleiro e de infraestrutura. Não virão tantos turistas como acham, fazendo com que só o dinheiro interno gire. Além de achar que a população vai as ruas protestar novamente”.

    Gustavo Lopes, publicitário

“Acho que as melhorias são ótimas. Temos uma nova Avenida das Torres. Diversas ruas foram revitalizadas, arrumadas. Se bem que há algumas ‘maquiagens’ apenas. Protestos vão ocorrer, mas acho que o maior protesto serão nas urnas, depois”.

Amanda Teixeira, assistente financeira

  • “Acho que foram muitos investimentos, para pouca coisa. Vamos ter quatro jogos, onde apenas a Espanha é um bom time. Todo esse dinheiro poderia ir para a saúde, educação, segurança, Q;ue é o que vamos precisar, hoje, amanhã e depois”.

    Ivana Machado, professora

O legado da Copa será algumas obras que na verdade, deveriam ser feitas sem Copa e vão parar no tal legado do evento. O vexame mundial com a falta de organização de 100% das obras. Estamos esperando que pelo menos os empresários da rede hoteleira e trabalhadores que dependam do turismo possam ter lucros. Mas o legado para a população sumiu em meio a politicagem da torneira aberta de gastos públicos. Concordo com o baixinho Romário, de que fora de campo, já perdemos a Copa.

Mauro Müeller, apresentador de televisão

03

Inovação

Inovação na sala de aula

Google se coloca como protagonista, novamente, agora em sala de aula

Crédito: Google

Alunos tem a possibilidade de ter as matérias divididas por tópicos

“Inovação que auxília o dia-a-dia”. Essa deve ser a frase que define a Google em cada novo produto lançado. Após pesquisas com carros sem motorista, óculos interativo, entre outros produtos revolucionários, a gigante da internet lança o Classroom, que promete mudar a sala de aula.

O programa será utilizado em conjunto com outras três plataformas da empresa: o Gmail, o serviço de e-mail, o Drive, a nuvem (no qual o usuário pode acessar os seus arquivos onde estiver) e o Docs, que contém diversos aplicativos, como Excel, Word e planilhas de pesquisa. A ideia é melhorar a comunicação, além de otimiza-lá, entre os alunos e professores.

O aplicativo funciona da seguinte forma: o professor passa a lição para todos os alunos cadastrados ou ligados a ela. Com isso, o docente pode acompanhar o desenvolvimento da tarefa, e também quem fez ou deixou de fazer. Outra função para auxiliar os alunos são as matérias distribuídas em pastas, assim, força o aluno mais desorganizado, a regrar-se nesse ponto.

Tanto professores como alunos, podem, também, trocar mensagens instantâneas, por meio do chat disponibilizado na ferramenta. Com isso, o aluno poderá ser mais acertivo, tirando as suas dúvidas diretamente com o professor da matéria.

O Classroom faz parte do Google apps para a Educação, que inclui dezenas de recursos para estudo. Como por exemplo, edição de trabalhos e apresentações feitas por mais de uma pessoa, ao mesmo tempo. Tudo fica armazenado na nuvem e pode ser acessado de qualquer lugar, a qualquer instante.

O lançamento da plataforma está previsto para setembro, e professores estão convidados a se inscrever, em uma lista de espera, para conhecer testar.

 

  • Confira o vídeo, em inglês, que demonstra o Classroom:

04

MBA FGV

05

Imóveis

Bolha Imobiliária? Não no Brasil

Muitos acreditam que o preço no Brasil está alto, mas não é bem assim

Crédito: SXC

Construção civil tem crescido nos últimos anos e com ele os valores dos imóveis

Nos últimos anos, o que mais tem se visto nas cidades são prédios, condomínios e imóveis sendo construídos, principalmente nas áreas mais afastadas do centro. O mercado imobiliário tem expandido, e segundo alguns especialistas, temos vivido uma bolha no setor. Porém, não é o que indica Eduardo Zanata, gerente geral de coordenadores de lançamentos na Brasil Brokers, que enfatiza que a bolha nem começou, mas o risco existe. “Monitorando o nosso mercado atual, ainda temos déficit habitacional, o que significa que existe mais gente precisando de imóvel, do que o número disponível. Agora, com o amadurecimento dos preços, alguns ajustes, eventuais descontos e promoções, podem acontecer, mas isso não significa que estamos perdendo valor nos imóveis”, coloca.

Segundo Jacques Lejeune, coordenador de vendas na Brava Beach Internacional, a noção de bolha, é tributária, por causa da existência de fatores como: excesso de oferta do crédito, exagero no volume de imóveis, ausência de demanda e jogo especulativo financeiro. Mas, que esse não é um quadro que se passa no Brasil. Em 2008, ocorreu a bolha americana, onde os imóveis eram hipotecados, a mais de uma instituição financeira, gerando uma dívida de 400% do valor do imóvel que era dado em garantia. No momento da crise, o lastro não era suficiente para cobrir os empréstimos.

Zanata conta que o mercado imobiliário está em um estágio saudável. “Possuímos uma situação de pleno emprego e crédito disponível para a população. A alta de preços, vivenciada recentemente, foi devido aos mais de 30 anos de recessão vivenciados no país, agora que passou o momento de euforia, entramos em um estágio mais maduro, onde ainda existirão elevações nos preços, porém, em um ritmo menor”, pontua.

De 2008 a 2010, houve uma melhora na renda brasileira, com mais dinheiro circulando e custos financeiros mais baixos. Com isso, os construtores aproveitaram as condições e iniciaram diversas obras. Porém, com a alta das taxas, juros e dificuldade nos financiamentos, a demanda baixou, e as construtoras estão buscando em feiras e promoções, baixar os seus “estoques”.

Mas, como será que ficarão os preços no futuro? “O custo dos imóveis continuará em alta, porém, desacelerado, aquele ritmo de valorização de 25% ao ano, não deve mais ser vivenciado por aqui. A média deverá ficar agora na casa dos 10% ao ano, superando a inflação e garantindo a valorização dos ativos imobiliários”, coloca Eduardo.

Para Lejeune, o setor imobiliário é fundamental na economia e é fator de desenvolvimento de uma sociedade. “Hoje, ainda utilizam o imóvel como forma de propaganda, muitas vezes por políticos, mas ainda espero ver ele como algo sério e que impulsione o país”, finaliza.

Sem dúvida, o sonho do brasileiro é ter a sua casa própria e parar de ficar refém do aluguel. Porém, é necessário se estabilizar e estar preparado para enfrentar os problemas com crédito imobiliário, que cresceu muito no país, mas ainda não é o esperado pela população. É bom pensar e pesar para tomar a decisão correta na hora da compra ou venda do imóvel.

 

06

Viagem

As férias chegaram!

Destinos internacionais continuam em alta

Crédito: SXC

Lugares quentes são as rotas mais procuradas para quem quer fugir do inverno

Chegamos ao meio do ano, e com ele, as férias escolares. Este ano é diferente, pois o país todo está envolvido no maior evento de futebol do mundo, a Copa. Como registrado há algum tempo, os preços de passagens e hospedagens no Brasil encareceriam muito para essa época.

Segundo Lucia Fontoura, diretora executiva do Grupo Interlaken, estima-se que o crescimento dos valores em lugares como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasilia podem superar os 200%, comparado ao mesmo período em anos anteriores. Já outros destinos, que não estarão envolvidos diretamente, estão com descontos e promoções de até 30%.

Luciana Rodrigues é dona de casa, tem dois filhos e o seu marido é um empresário do ramo farmacêutico. Todos os anos, ela programa uma viagem para o meio e fim de ano, com a sua família, durante as férias escolares. “Sempre procuro destinos em que possamos nos divertir e também tirar várias fotos para eternizar os momentos”, conta. Neste ano, ela irá para o Nordeste, curtir as praias de Porto de Galinhas (PE). Luciana normalmente compra com bastante antecedência, aproveitando promoções e descontos. “Opto por pagar menos, e também planejo com antecedência, para ficar mais fácil na hora decidir. Este ano quero fugir um pouco do frio”.

Crédito: SXC

Lugares frios são procurados por aqueles que querem esquisar e aproveitar as baixas temperaturas

Os meses de junho e julho são os períodos mais caros para o exterior. Os Estados Unidos, destino preferido da maioria dos brasileiros, nesta época do ano, tem um aumento entre 30% e 50% em seus pacotes. Miami, Orlando, Califórnia, Argentina e Chile, por causa da neve, e o Caribe, também estão entre os destinos mais procurados para as férias. “A demanda supera pelo fato de que os brasileiros já analisam o destino como um ótimo lugar para lazer e compras. A Flórida, por causa dos parques, tem uma procura muito alta, e representa cerca de 40% dos nossos embarques”, conta Lucia.

Muitos turistas brasileiros têm buscado destinos “frios”, para esquiar e conhecer a neve. As cidades de Ushuia e Bariloche, na Argentina, e Valle Nevado, no Chile, são os lugares mais requisitados. Já os que querem fugirdas baixas temperaturas, estão optando ir para o Caribe, que está com preços bem atraentes.

O fato é que, a alta nos preços para viajar no Brasil, estão fazendo os turistas pensarem melhor. Com isso, muitos têm procurado lugares alternativos para curtir as férias. Outros estão optando ficar em seu próprio estado ou cidade, pois o valor é mais baixo.

07

Empreendedorismo

Startup como modelo de negócio

Prática vem crescendo no Brasil

Crédito: Divulgação ISAE

Evento realizado no dia 21 de maio, reuniu interessados e empreendedores no Teatro Paiol 

O conceito de startup é simples. Segundo alguns especialistas da área, startup é uma ideia colocada em prática, mas que não se tem certeza se vai dar certo. Segundo a Associação Brasileira de Startups, o Brasil já conta com 10.000 deste modelo de negócio.

Em 21 de maio, aconteceu o Encontro Marcado, evento realizado pelo ISAE, com participação de Ricardo Dellaméa, consultor Sênior do Sebrae/PR e coordenador do eixo de startups e inovação da Cátedra Ozires Silva do ISAE/FGV, e Rafael Tortato, coordenador estadual do projeto startups do Sebrae/PR. No Teatro Paiol, os dois especialistas debateram sobre a temática, que contou com a presença de empreendedores, “startuperos” e interessados no assunto.

Geralmente, as startups são empresas que trabalham com a área de tecnologia, principalmente com aplicativos para smartphones e tablets. O setor tecnológico tem vantagens nesse quesito, pois o baixo custo, em alguns casos, no início do projeto, facilita a sua implantação e formação.

Porém, iniciar pela solução, nem sempre é a melhor escolha, é o que afirma Rafael Tortato. “Devemos encontrar todos os problemas, realizar inúmeras pesquisas, utilizar métodos de planejamento de negócios e testar o seu potencial de mercado antes de lançar a ideia”, aborda. Para definir o projeto e o seu escopo, estar em um ecossistema propício para o desenvolvimento facilita no momento da tomada de decisões. “Com o ecossistema, temos um estímulo no desenvolvimento empresarial e na inovação do projeto”, coloca Dellaméa.

Grande parte dos negócios e empreendimentos não evoluem por falta de investidores. Muitas vezes, a culpa é do próprio desenvolvedor do projeto, que não expõe o seu trabalho e também não tem pontos no momento de mostrar o que consiste a sua criação. Métricas consistentes e convincentes sempre serão grandes artifícios na conquista de investidores, como: Ticket Médio, Lucro x Operação, Taxa de Crescimento da Base de Clientes, Taxa de Conversão da Ação de Vendas e Histórico das Operações.

Inovação é o caminho para conseguir alavancar sua startup. É necessário estar antenado no que ocorre nesse rápido mercado tecnológico. Há cases de jovens que viram no dia a dia a necessidade de criar algo que facilitasse a atividade, o lazer ou o ócio. Eles utilizaram de uma brecha no assunto para conseguir colocar as suas ideias em prática, conquistando assim, investidores e apoiadores de seus processos.

CIEM ISAE Business

O ISAE está reposicionando sua Incubadora de Projetos, que a partir de agora se chamará Centro de Inovação Empresarial ISAE Business. Desde 26 de maio, a Instituição está em processo de identificação de ideias com potencial para desenvolvimento do modelo startup. Os interessados podem se inscrever ou tirar dúvidas pelo e-mail: perspectivacao.curitiba@isaebrasil.com.br ou pelo (41) 3388-7838.

Crédito: Divulgação ISAE

Ricardo Dellaméa e Rafael Tortato conversam sobre Startup no Encontro Marcado

08

Case

Expandir no próprio Estado

Empresa de Ponta Grossa quer crescer dentro e fora de sua área de atuação

Crédito: Diário dos Campos

Alyson Gondaski, gerente geral de negócios da Macponta e aluno do MBA em gestão Comercial do ISAE/FGV

O Paraná é um estado onde o agronegócio é a ponto forte da economia. Em 2013, houve cerca de 350 mil produtores distribuídos em 15 milhões de hectares de estabelecimentos agrícolas movimentando a economia paranaense, o que corresponde a 33% do PIB estadual direta e indiretamente. Cerca de 80% dos agricultores são familiares, quase 90% deles com áreas inferiores a 50 hectares.

Trabalhando nesse nicho, está a Macponta, empresa de Ponta Grossa e que hoje é gerida por Alyson Gondaski, aluno do MBA em gestão Comercial do ISAE/FGV. A empresa atua em 36 cidades do Estado e trabalha com equipamentos agrícolas. Confira abaixo o case da Macponta.

Perspectiva – Conte um pouco da história da Instituição

Alyson – A Macponta foi fundada em 1º de julho 1995, na cidade de Ponta Grossa/PR, como uma empresa de peças e implementos. Em 12 de setembro de 1996, foi nomeada como concessionária John Deere, quando a marca se estabeleceu no país por meio da aquisição parcial da Schneider Logemann & Cia (SLC).

Com foco permanente no produtor rural e buscando maior proximidade com cada cliente, a empresa inaugurou suas filiais, posteriormente, em Castro (2001), Irati (2006) e Arapoti (2013). Ainda em 2004, recebeu a certificação como concessionário Classe Mundial, um certificado emitido pela John Deere para os concessionários que estão entre os melhores padrões de qualidade, satisfação e resultados obtidos para a rede de distribuição.

A Macponta é uma empresa familiar, que hoje conta com cerca de 130 funcionários, atuando em toda a região dos Campos Gerais. Seu crescimento se deu pela capacidade empreendedora de seu sócio fundador, José Divalsir Gondaski - mais conhecido por Ferruge – sem o m no final - e pelo trabalho de todos os colaboradores e parceiros que figuraram no meio do caminho.

Hoje, a organização conta com o reforço da segunda geração da família. Hoje sou o Gerente Geral de Negócios, e me responsabilizo pelo desenvolvimento dos projetos principais e resultados almejados pelas diversas áreas da empresa. Durante a história da Macponta, pode-se contar com mudanças no quadro societário, altos e baixos do mercado agrícola e, principalmente, a vontade de desenvolver o negócio priorizando a criação de relações de longo prazo com os clientes e parceiros envolvidos.

Com relação aos princípios, missão e visão do negócio, segue abaixo as definições que hoje utilizamos.  

PRINCÍPIOS:

Cliente: Nosso maior patrimônio

Comprometimento: Compromisso permanente

Tecnologia: Para simplificar

Transparência: Em todas as ações

MISSÃO: Oferecer soluções em mecanização, produtos e serviços, atuando com eficiência e contribuindo para o incremento da atividade agropecuária, satisfazendo clientes, colaboradores e acionistas.

VISÃO: Ser reconhecida como a melhor concessionária de máquinas agrícolas da região, atuando com colaboradores e fornecedores capacitados e comprometidos com a satisfação dos clientes.

Perspectiva – Quais foram as maiores dificuldades para a criação?

Alyson – No momento da criação da Macponta, bem como na virada para concessionária John Deere, os maiores desafios foram a disponibilização de capital para investimento e geração de fluxo de caixa, a relação de ser uma marca nova com um portfólio ainda limitado, o que era um grande desafio frente aos negócios já estabelecidos no país e o pouco incentivo existente para o desenvolvimento deste mercado na época. Hoje os maiores desafios estão no ganho de mercado, planejamento de crescimento e manutenção do alto nível profissional dos colaboradores atuantes, para garantir bons resultados e satisfação por parte dos envolvidos: colaboradores, acionistas, fornecedores e clientes.

Perspectiva – Qual é o foco de venda da empresa?

Alyson – A empresa comercializa máquinas da linha agrícola da marca John Deere, como: tratores, plantadeiras mecânicas e à vácuo, colheitadeiras de grãos, colhedoras de forragem, pulverizadores autopropelidos, carregadeiras frontais, utilitários e tratores de jardim. Também produtos voltados para a agricultura de precisão, implementos de outras marcas desde que não conflitantes com nosso fornecedor principal, máquinas usadas, peças de reposição, itens de merchandising, tais como: roupas, brinquedos e utensílios de uso diário da marca. Além de serviços de manutenção, difusão de informações relacionadas aos produtos, consórcios, seguros e serviços de otimização da operação agrícola dos produtores.

Perspectiva – Em quais mercados vocês atuam?

Alyson – A empresa possui área delimitada de atuação que compreende 36 municípios do estado do Paraná, totalizando 1,35 milhões de área plantada sob sua responsabilidade. Seus mercados principais dentro do agronegócio podem ser divididos em produtores de grãos, leite, fumicultores, prestadores de serviços, empresas florestais e demais produtores dentro do agronegócio.

Perspectiva – Quais as pretensões para o futuro?

Alyson – A pretensão é o crescimento da Macponta, não apenas na fatia de mercado que hoje atua, mas também a expansão da sua área territorial por meio de parcerias e/ou aquisições quando do surgimento desta oportunidade dentro do Paraná, sem abrir mão da qualidade de atendimento e a qualificação profissional condizente com a estrutura desenhada.

Perspectiva – Qual recado vocês deixariam ao profissional que pretende empreender hoje em dia?

Alyson – Empreender é um mar de desafios, no qual nem sempre temos todas as ferramentas e as condições desejadas pra se navegar. Porém, com o desenvolvimento das habilidades necessárias e focado no trabalho desenvolvido, tudo é possível. Entender, porém, que o planejamento é crucial para verificar se estamos no rumo correto é o início de tudo. Com os pés no chão, olhando para onde queremos chegar e trabalhando no hoje é mais fácil compreender se estamos fazendo aquilo que é essencial para que o empreendimento seja bem sucedido. Mudanças de rota e direção são naturais no meio do caminho, portanto temos que aprender a ser flexíveis para abrir mão muitas vezes do conforto e da comodidade para se tomar as rédeas do negócio. Apesar dos sacrifícios necessários como o tempo aplicado ao negócio e as horas de folga que se vão, ganhamos muito no nosso crescimento, na criação de novos relacionamentos e com os resultados obtidos com o sucesso de uma operação bem elaborada. O suporte da família e dos nossos companheiros de jornada, ou o simples pensamento de que queremos construir uma condição melhorada para nós e eles, sejam esposas, maridos, pais ou filhos também é ponto essencial para que renovemos nossa vontade dia após dia, para trilhar por este caminho.

09

GBA ISAE de curta duração

10

Esporte

Copa ISAE 2014 chega ao fim

Oito equipes disputaram a primeira edição da competição

Crédito: Divulgação ISAE

Time do CSCC, campeão da Copa ISAE 2014

Chega ao fim a primeira edição da Copa ISAE 2014. A competição reuniu oito equipes, com 92 atletas, entre alunos e ex-alunos do ISAE. O objetivo da competição foi criar no aluno uma maior identificação com a Instituição, além de promover o trabalho em equipe e fazer com que a atividade física faça parte do cotidiano do competidor.

As partidas foram disputadas no Clube Mercês, em Curitiba, nos meses de abril e maio. Ao todo foram realizados 15 jogos, com 103 gols marcados, média de 6,8 gols por partida. A final, em 1º de junho, aconteceu entre a Elite FC e o Cavalo Bom só se Coça com Cavalo Bom (CSCC).

Os vencedores receberam o troféu e uma lembrança da conquista. O artilheiro e o goleiro menos vazado da competição também, ambos do CSCC, receberam prêmios.

Para 2015, a segunda edição já está programada. Mais informações, nas próximas edições da Perspectiva ISAE, que você saberá mais a respeito.

Crédito: Divulgação ISAE

Copa reuniu 92 atletas de diversos cursos do ISAE/FGV

11

Especial

As Políticas Socioambientais no Brasil

No Brasil, as políticas socioambientais foram implantadas para burocratizar uma área que ainda não tinha leis no país.

Para entender melhor a situação e do que se trata, o professor do Mestrado em governança e sustentabilidade do ISAE, Cleverson Andreoli, aborda as políticas, suas dificuldades e o que fazer para melhorar a lei.

12

Indica

Perspectiva ISAE Indica

Marketing Esportivo: A Reinvenção do Esporte na Busca de Torcedores – Bookman/2008 – Philip Kotler, Irving Rein e Ben Ryan Shields

Os autores mostram, nesta obra, que as empresas devem focar em obter lucros maiores, melhorando a qualidade da receita de produtos maduros, e não cortando custos ou investindo em inovação.

 

Guia Politicamente Incorreto do Futebol – Leya/2014 – Jones Rossi e Leonardo Mendes Junior

O livro traz histórias e mitos sobre o futebol em geral. Desde de Zagallo até os dias atuais. Também aborda figuras importantes do esporte, além de colocar em xeque diversos conceitos e lendas.

 

Futebol Para Leigos – Alta Books/2014 – Scott Murray e Tom Dunmore

Ele explica detalhadamente as regras, mostra a evolução histórica do futebol e lista diversas curiosidades sobre os principais jogadores, clubes e seleções do planeta. Mostra estatísticas tanto da Copa do Mundo quanto das melhores competições do universo da bola.

13

Artigo

Ação Comunicativa E Sustentabilidade

Os Novos Paradigmas da Gestão Organizacional

Crédito: Arquivo ISAE

Tiago Garcia, Supervisor do Escritório de Projetos Corporativos no ISAE/FGV

Nos últimos anos, pode-se acompanhar o esforço das organizações no sentido de incorporar os princípios da sustentabilidade como orientadoras de sua gestão. O estudo aponta para a relação entre a comunicação e a sustentabilidade, enfatizando a importância da ação comunicativa para o cumprimento da missão e da conquista dos objetivos organizacionais diante do novo cenário que se configura.

Ação Comunicativa e Sustentabilidade. Sobre esta questão é importante considerar que as organizações, enquanto fontes emissoras de informações para os seus mais diversos públicos, exercem papel fundamental na formação de comportamentos e atitudes. Não se deve ter a ilusão, assim, de que todos os seus atos comunicativos causam os efeitos positivos e desejados ou são aceitos da mesma forma como foram intencionados.

Como argumenta Kunsh (2003). “É preciso levar em conta os aspectos relacionais, os contextos, os condicionamentos internos e externos, bem como a complexidade que permeia todo o processo comunicativo”. A autora é enfática quando defende a necessidade de ultrapassarmos uma visão meramente mecanicista da comunicação, passando para outra, mais interpretativa e crítica da realidade.

O novo paradigma da comunicação pressupõe o estabelecimento de mecanismos que auxiliam os indivíduos na tomada de consciência da realidade e as organizações no desempenho de suas atividades. É neste âmbito que reside a interface entre comunicação e sustentabilidade.

No contexto da sustentabilidade é importante considerar que a comunicação, enquanto unidade social, envolve, ainda, relacionar aprendizagem e mudança: a vida em sociedade só é possível porque ações podem mudar situações distintas. As empresas que esperam ser sustentáveis devem pensar em suas formas, processos e estruturas a partir de um modelo de gestão fundamentado em um contexto amparado pela diversidade e pela visão sistêmica manifesta na ação comunicativa – o que aponta para um processo de constante mudança.

Os novos desafios decorrentes das transformações sociais e ambientais tem evidenciado a necessidade de mudanças paradigmáticas na forma de conduzir negócios. A lógica econômica predominante no século XX faz emergir agora a necessidade de uma postura organizacional centrada em compromissos efetivos juntos à sociedade - a organização enquanto “fator social”. Tal conduta pressupõe, por sua vez, a incorporação de novos valores decorrentes do redirecionamento do foco dos negócios, da lógica econômica para a lógica social.

Ferrari Apud Gruning considera que o lucro importa, sim, mas não é suficiente. A autora argumenta que, no cumprimento de sua função, as organizações incluam em seus objetivos estratégicos as contribuições que elas podem dar para a sobrevivência do sistema social, contemplando questões como o desenvolvimento sustentável, responsabilidade social, direito do consumidor e exercício pleno da cidadania. (FERRARI APUD GRUNING ET AL, P. 134)
Além disso, como aponta Kunsh, é preciso considerar que, antes de ser empregado, o indivíduo é um ser humano e um cidadão. Portanto, não deve ser visto apenas como alguém que vai “servir o cliente”. Ele atua no ambiente organizacional formado por pessoas que buscam interagir em virtude da consecução dos objetivos gerais das organizações. (KUNSH, 2003, p. 155).

Andrade (apud Borda e Félix, 2009, p. 124) propõe alguns elementos fundamentais neste sentido. Considera que o diálogo, a participação, o engajamento e a visão sistêmica são elementos que devem se alinhar para uma atuação efetiva das organizações no novo ambiente que se configura, permeado por incertezas e complexidades.

Diálogo: No diálogo, conceitos e opiniões são apresentados, combinados e integrados. É, pois, o intercâmbio de experiências culturais baseado na habilidade de interpretações de signos. Pressupõe-se pelo diálogo uma evolução no nível de consciência para que o indivíduo mantenha-se conectado com a complexidade do mundo.

Engajamento: É o processo que envolve ativamente os diversos grupos sociais nas atividades da organização em busca de interação de objetivos que podem ser sociais, econômicos ou ambientais. Esclarecer a expectativa de todos é um passo essencial. No entanto, a idéia geral apontada pelo autor é que não é mais suficiente que uma organização apenas informe sobre suas operações - é preciso pois, que ela envolva ativamente seus públicos por meio de mecanismos de informação, consulta e interação.

Participação: As pessoas participam em família, na comunidade, no trabalho, na luta política. Os países participam nos foros internacionais. Pode-se considerar que participar é influir na realidade. A participação está na pauta do desenvolvimento sustentável – participar é influir na realidade. A consciência de que os recursos necessários para o desenvolvimento das regiões carentes devem ser obtidas nas próprias áreas de benefício precede do processo de participação.

Visão Sistêmatica: Andrade considera que “todos nós temos um filtro que seleciona o que está ao alcance dos olhos ou de nossa compreensão ou paixão”. O homem avalia, analisa, escolhe uma opção de entendimento da realidade de acordo com sua cultura e vivência e, sem perceber, fragmentada a realidade. Há necessidades de conhecer as partes ligadas ao todo e do todo religadas as partes. É a contextualização que torna possível a pertinência. O conhecimento pertinente tenta situar a informação num contexto global, geográfico e histórico.

Vale ressaltar, assim, que a sustentabilidade é o resultado direto da ação comunicativa. O modelo de gestão sustentável nas empresas deve ocorrer integralmente quando a intervenção se concentra na ação entre significado e significação. Essa interação, pressupõe habilidades, capacidades, atitudes e conhecimentos para harmonizar as expectativas dos sujeitos da sustentabilidade.

E, nesta perspectiva, projetos pedagógicos de cunho empresarial podem ser encarados como uma importante ação comunicativa em busca da sustentabilidade. O diálogo, a participação, o engajamento e a visão sistêmica, assim, são fatores que devem permear toda estratégia de Educação Corporativa.

É necessário que as organizações incluam em sua gestão, processos que permitem constante aprendizagem organizacional e que possibilitem a formação de executivos comprometidos com o desenvolvimento sustentável. Para isso ressalta-se a importância de estruturas comunicacionais que garantam a tomada de consciência por parte dos públicos organizacionais e suas sequentes ações transformadoras. É neste aspecto pois, que se pode relacionar a comunicação estratégica, no âmbito dos processos de interação junto aos diferentes públicos, com a gestão da sustentabilidade das organizações.

* Tiago Rodrigues Garcia - Especialista em Economia do Meio Ambiente pela Universidade Estadual de Londrina e graduado em Comunicação Social – Relações Públicas pela mesma Universidade. MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getulio Vargas. Supervisor do Escritório de Projetos Corporativos no ISAE|FGV.

14

Premium ISAE