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MBA FGV

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Notícias

Giro nos Negócios

Startup lança projeto para incentivar atletas

Todo atleta, seja amador ou profissional, precisa de um patrocínio. Agora, há uma startup que está pronta para auxiliar neste processo. A Atletas Brasil surgiu do problema de que apenas times de elite do futebol brasileiro e atletas extremamente renomados possuem espaço na mídia e conseguem apoio. Na plataforma, os atletas poderão ter a sua própria página, onde colocarão vídeos, postarão mensagens e também receber contribuições de quem quiser. Ainda há uma loja, com diversos produtos, que no ato da compra, pode escolher qual atleta será beneficiado com uma porcentagem.

Crédito: P&G

 

 

P&G irá encerrar 100 marcas de seu portfólio

A Procter & Gamble, dona de mais 180 marcas de produtos, em diversos setores, está pensando em encerrar a produção de 100 delas. A dona da Gilette, Duracell, Pampers, entre outras, quer continuar apenas com as marcas que dão cerca de 90% do lucro de toda a organização. Segundo o CEO da P&G,  A. G. Lafley, em entrevista à imprensa internacional, a decisão faz parte da estratégia de melhorar o desempenho financeiro da empresa. No começo de agosto, a empresa informou que as suas vendas líquidas totais caíram 1% no último trimestre, ficando em US$ 20 bilhões. A redução de custos ajudou a aumentar o lucro em 38%, para US$ 2.6 bilhões.

O Brasil está entre os 10 maiores caloteiros do mundo

No início de agosto, venceu o prazo para que a Argentina pagasse os seus credores e evitasse um calote histórico em suas finanças, porém, o país não pagou. Os economistas Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff, fizeram um levantamento dos 10 países mais caloteiros do mundo. As oito primeiras posições são compostas por países sul-americanos. O primeiro a aparecer é a Venezuela, com 10 calotes em sua história, seguido por Equador e Uruguai, com o mesmo número. O Brasil aparece em quinto, com Costa Rica e Chile. Completam a lista, México e Turquia, com oito calotes cada.

Ficou para setembro o leilão do 4G

Em 05 de agosto, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que a Anatel prestará os esclarecimentos técnicos ao Tribunal de Contas da União (TCU), até o fim de semana. Um dia antes, em 04 de agosto, o TCU impediu a publicação de edital do leilão de 4G, na faixa de 700 MHz. O veto irá até que seja aprovado pelo plenário de ministros da Casa. O ministro colocou que o leilão está programado para meados ou fim de setembro. Com isso, o pagamento das empresas vencedoras ficará para novembro. A tendência é que o pregão gere R$ 8 bilhões aos cofres do Tesouro Nacional.

Crédito: SXC

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Capa

Caminho inverso

Alunos estrangeiros vem ao Brasil para estudar

Crédito: Divulgação

No Brasil, as universidades conceituadas do mundo, são vistas como referência e também como objetivo, por parte de alguns que buscam se aperfeiçoar e adquirir novos conhecimentos. Harvard , Iese , London Business School, entre outras, são algumas das escolas de negócio almejadas e usadas como base para os brasileiros. Podemos até dizer que seria uma espécie de American Dream: estudar fora, para ter boas referências e se colocar melhor no mercado.

Porém, há algum tempo, vários estudantes tem escolhido o nosso país para estudar e isso tende a crescer. Estima-se que há mais de 940 mil estrangeiros em solo brasileiro. Muitos chegam por causa de um emprego e estão aproveitando para aperfeiçoar as suas técnicas, e também melhorar o seu currículo. Um exemplo é Eduardo Barcena, espanhol que cursa o MBA em Gestão Estratégica de Empresas, no ISAE/FGV. O engenheiro veio ao Brasil por meio de uma empresa espanhola, que o contratou para trabalhar. O argentino Raúl de Cristóbal, também veio a trabalho para o Brasil. O gerente de logística cursa o MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria, também no ISAE/FGV, e acha que na Argentina o ensino é melhor que no Brasil, mas que as oportunidades são muito melhores aqui, pois o governo tem atrapalhado o crescimento portenho.

Já a colombiana, Lury Yibel Forero Peñuela, veio ao Brasil para aprender o português, estimulada pelo seu marido. A bióloga, também, viu a oportunidade de fazer um mestrado e conseguiu passar na área de agronomia na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Lury não vê diferença entre o ensino daqui e na Colômbia. Mas, destaca a importância da troca cultural. “O interessante foi o crescimento cultural, a capacidade que você adquire de ampliar a sua forma de pensar, de tornar-se mais crítica e flexível frente a determinadas situações. Também conquisto diferentes perspectivas”, afirma.

O caso de Emma Bravo é diferente dos outros, a engenheira financeira tinha o sonho de estudar fora da Bolívia, o seu país de origem. “Sempre tive muita vontade de estudar fora, não apenas pelo crescimento profissional, mas  também pessoal, é importante conhecer uma nova cultura”, coloca. Ela escolheu o Brasil para cursar o seu MBA em Gestão Estartégica de Empresas. Emma vê diferentes oportunidades tanto aqui, como também em seu país. “O Brasil é um país maior e mais populoso, tem uma quantidade grande de empresas multinacioanis operando. Na Bolívia, a economia está se desenvolvendo muito nos últimos anos e há mais oportunidades para novos empreendedores e investimentos”, finaliza.

Muitos têm esse sonho de estudar fora para trazer novas perspectivas de vida e também ter experiências diferenciadas. O mercado vê com bons olhos os profissionais que conquistam isso em suas carreiras. Porém, em algumas situações, as organizações não conseguem absorver a pessoa por não conseguir atingir o salário apropriado para a especificação. Com isso, muitos ficam a ver navios na hora da contratação.

As experiências desses profissionais, podem servir de exemplo aos brasileiros. Isso mostra que a educação superior no Brasil tem crescido e pode sim fazer frente a outras escolas internacionais.

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Mercado

Mercado de Luxo cresce exponencialmente

Segmento deve crescer 25% no Brasil em quatro anos

Crédito:SXC

 O curso será ministrado em Paris, a Capital do Luxo

O mercado de luxo cresce cada vez mais no país. Segundo pesquisa da FGV – EAESP, entre 2013 e 2017, o segmento deve crescer até 25% no Brasil. Além disso, espera-se que, neste mesmo período, as classes A e B cresçam 29%, chegando a 29 milhões de pessoas, enquanto as classes D e E devem sofrer uma queda, passando de 73 para 43 milhões de pessoas. Sendo assim, novas portas irão se abrir para esse ousado mercado econômico.

Segundo o estudo Global Luxury Goods Worldwide Market Study, Spring 2014 Update, da Bain & Company, o crescimento do primeiro trimestre de 2014, é o mesmo que foi alcançado durante todo o ano de 2013, atingindo níveis de 4 a 6% (possivelmente, um novo padrão de crescimento, de acordo com a Bain). Com números regionais que projetam para 2014 uma queda de até 6% na Rússia e um crescimento recorde de 11% no Japão.

Pensando nessas novas possibilidades, o Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE), o Instituto Superior do Comércio - Paris (ISC) e o Centro Europeu, Escola de Profissões e Idiomas, estão oferecendo um exclusivo GBA Internacional em Mercado de Luxo, um curso de curta duração voltado para quem trabalha, quer se inserir ou pretende somente conhecer um pouco mais sobre esse segmento.

Durante o curso, que será realizado integralmente em Paris, na França, entre os dias 27 de outubro e 09 de novembro, os alunos terão a oportunidade de aprender sobre áreas como moda, turismo, vinho, entre outros, entendendo melhor os conceitos dessa indústria milionária. “No curso, os participantes estarão em contato direto com grandes marcas do segmento. Além de fazer network com experts da área de luxo”, destaca a coordenadora do curso do ISAE, Rebecca Giese.

De acordo com o diretor de operações do Centro Europeu, Ronaldo Cavalheri, o GBA Internacional será uma oportunidade fantástica para que os alunos possam entender o funcionamento de toda a engrenagem do mercado de luxo. “Os participantes irão passar 14 dias mergulhados em um universo fantástico e com muitas informações. Serão atividades coordenadas por alguns dos grandes especialistas e profissionais do mercado internacional, que vivenciam há anos o mercado de Paris, o que tornará o curso ainda mais interessante”, completa.

As inscrições para o GBA Internacional em Mercado do Luxo se estendem até o dia 15 de outubro. O programa completo inclui, também, hospedagem, traslado, almoço de boas-vindas, city tour e coquetel de encerramento. Ao final do curso, os alunos receberão um certificado especial concedido pelas instituições envolvidas. Mais informações nos sites www.isaebrasil.com.br e www.centroeuropeu.com.br ou pelo telefone (41) 3388-7887.

Crédito: Divulgação/ Louis Vuitton

Mercado de Luxo tem previsão de crescer 25% em 3 anos

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GBA em Mercado de Luxo

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Ação Internacional

Movimento educacional da ONU, PRME, reúne escolas em NY

O ISAE/FGV, foi uma das 32 escolas presentes no encontro que debateu os ODS com o secretario geral da ONU, Ban Ki-Moon

Crédito: Pacto Global/ PRME

Reunião ocorreu em Nova York e reuniu as principais instituições acadêmicas do PRME 

As 32 instituições acadêmicas mais atuantes nos Princípios para Educação Executiva Responsável (PRME), reunidas no Champions Group, estiveram em Nova York no início de julho para debater o futuro da educação executiva responsável e para encontro com a diretoria do Pacto Global e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon.

No encontro, o Brasil foi representado por Norman de Paula Arruda Filho, presidente do ISAE/FGV e do capítulo brasileiro do PRME e membro da diretoria do Pacto Global. O grupo discutiu os próximos passos do movimento educacional das Nações Unidas e o papel dos Champions Groups na transformação da educação executiva mundial.

Além do ISAE, Escolas de Negócios da Austrália, Suíça, Estados Unidos, Peru, Colômbia, Egito, Filipinas, Finlândia, França, além de universidades de outros países, reuniram seus reitores, professores e profissionais da área de sustentabilidade para discutir o novo papel que a educação executiva deve assumir frente aos desafios sustentáveis.

Durante o encontro também ocorreu um almoço com o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon - com a presença do embaixador brasileiro, Antonio Patriota e do diretor executivo da rede mundial do Pacto Global, George Kell - onde foi debatido o zero draft da agenda pós-2015 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS). O secretário-geral destacou a importância da parceria com empresários e investidores. "Os desafios mais difíceis do nosso mundo exigem soluções que envolvem o setor privado. Nenhum setor sozinho pode diminuir a mudança climática ou reverter a perda de biodiversidade. Nenhuma entidade sozinha pode acabar com a corrupção, a pobreza e a violência, ou promover a igualdade, especialmente para as mulheres", disse o secretário-geral. "O sucesso depende de governos, empresas, investidores, educadores, ativistas e cidadãos. Juntos, podemos promover a paz e a segurança, proteger os direitos humanos e alcançar o desenvolvimento sustentável."

Após o almoço, Norman Arruda Filho teve ainda a oportunidade de compartilhar com o secretário geral a evolução do PRME no Brasil e do processo de aproximação com o meio empresarial no qual o capítulo tem atuado, fortalecendo também o movimento do Pacto Global no Brasil 

Sobre o PRME- Princípios para Educação Executiva Responsável

O PRME tem como premissa mobilizar as escolas na adoção de princípios educacionais voltados à sustentabilidade, atuando na definição de propósitos, ênfase de novos valores, desenvolvimento de métodos inovadores, construção de parcerias e intensificação do diálogo com a sociedade. O ISAE foi uma das 60 instituições acadêmicas que, a convite da ONU em 2006, desenvolveram os seis princípios do PRME. Essa iniciativa em prol da educação executiva responsável já conta com mais de 500 signatários no mundo e tem o capítulo brasileiro como uma de suas principais redes, com 24 instituições de educação signatárias.

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Liderança

Como ser um bom líder para minha equipe?

Bom relacionamento e conhecer os objetivos, são pontos a serem destacados

A liderança ainda é um dos problemas das equipes nas organizações. Muitos pelo perfil, outros por não ter a expertise necessária na função. Com o líder não conseguindo exercer a sua função com excelência, a equipe acaba sendo prejudicada nas entregas e processos da área.

Segundo o especialista em liderança, Silvio Costa, o líder tem três características principais: atenção ao negócio, atenção às pessoas e planejamento de estratégias.  No primeiro tópico, o líder deve ter a capacidade de compreender os seus clientes e os objetivos corporativos, tanto quantitativos, quanto qualitativos. Já no segundo, o profissional precisa dar feedback de maneira estruturada e constante, organizando a sua equipe, visando maximizar os seus pontos fortes, estimular o trabalho em equipe, minimizando os pontos frágeis individuais a serem desenvolvidos e montando um plano de ação para eliminar os gaps de conhecimento, habilidades e atitudes. Além de estar atento com a satisfação de seus liderados, com sua conduta. No terceiro ponto, é preciso montar um plano de ação para atender os seus clientes, objetivando sua satisfação e atingir estes objetivos, considerando os recursos à sua disposição.

Luiz Carlos é líder de equipe em uma empresa de logística. O profissional foi colocado na função pelo seu bom trabalho e também o bom relacionamento que tinha com a equipe. “Sempre busquei ter um bom relacionamento como todos os meus colegas, acho que isso faz a diferença em um líder”, coloca. No começo, houve dificuldades que travaram um pouco o processo, mas foi superado com o apoio de outros gestores.

Para uma equipe se destacar é preciso que todos se unam e passem confiança e credibilidade um para os outros. Também é necessário ter o desejo de evoluir constantemente. “Sob este aspecto, devemos considerar que parte importante do bom trabalho desenvolvido por uma equipe deve-se ao fato dela simplesmente desejar fazer, já que o líder não poderá fazê-lo sozinho. A partir desta premissa, a equipe terá suas maiores chances de sucesso na medida em que, motivada pelo desejo de se destacar, conseguir tratar de maneira madura e pró-ativa os feedbacks recebidos de seu líder”, afirma Silvio Costa.

Crédito: SXC

Ouvir a equipe pode ser um dos caminhos para ser um bom líder

Silvio aponta que, por se tratar de pessoas, não há uma receita infalível a ser seguida. Porém, é preciso que alguns pontos sejam destacados, para que os líderes tenham uma alta performance. Confira abaixo as dicas do especialista:

a. Ele próprio: conhecer seu estilo gerencial, personalidade, características, valores, crenças, conhecimentos, experiências profissionais e pessoais.

b. Sua equipe de trabalho: saber avaliar seu nível de conhecimento (sobre seus clientes, produtos que vendem e sobre si), suas habilidades, suas atitudes, tempo de experiência na função de vendas e na empresa, e por fim, mas não menos importante, quais são seus objetivos pessoais e profissionais.

c. Seus objetivos profissionais: conhecer as metas organizacionais a serem atingidas (o que precisa ser vendido, quantidade a ser vendida, o preço desejável e em quanto tempo precisa vender).

d. Seus clientes: quem são, quantos são, onde estão, o que costumam comprar, como costumam comprar e quando costumam comprar.

  • A partir destas informações, o líder poderá montar o seu plano de ação gerencial com o objetivo de atingir as diversas metas envolvidas na gestão de uma equipe de alta performance. Um líder poderá considerar que obteve o melhor de sua equipe se:

    - os objetivos organizacionais forem atingidos (metas quantitativas e qualitativas);

    - os clientes considerarem que foram bem atendidos, quanto ao que desejavam, precisavam ou queriam comprar;

    - os vendedores trabalharem usando seus conhecimentos, obtendo a maior quantidade possível de negócios num determinado espaço de tempo;

    - for possível identificar os pontos fortes e a aqueles a serem desenvolvidos no comportamento das pessoas e nos seus processos de trabalho. Desta forma, terá sido possível incentivar as fortalezas e identificar os pontos que precisarão ser desenvolvidos. Desta forma todos saem ganhando.

 

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Governança

A importância da Governança Corporativa

Boas práticas do sistema podem fazer com que a empresa cresça de maneira exponencial

Crédito:SXC

Governança Corporativa faz a diferença nas empresas que a praticam

Ainda há muitas dúvidas sobre esse assunto, principalmente por parte dos colaboradores que não se envolvem diretamente no processo. Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a governança corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo as práticas e os relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle. O professor do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE, Roberto Guindani, coloca que o sistema está pautado em princípios, como transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa.

As empresas que escolhem por “implantar” a governança em seu dia a dia, também contam com diversos beneficíos, que podem auxiliar no crescimento da empresa, desde que sejam seguidos com certa disciplina. “Os benefícios que a governança corporativa proporciona às organizações está relacionada à melhoria dos negócios, transformando princípios em ações, visando preservar e otimizar o desempenho organizacional, facilitando e demonstrando aos acionistas uma postura de decisões corretas, pautada nos princípios da governança, respaudando no acesso ao capital e na contribuição para a longevidade dos negócios”, afirma Guindani.

No Brasil, há um orgão que é a principal referência, em se tratando de governança corporativa. O IBGC, atua desde 1995, contribuindo para o desempenho sustentável e influencia os agentes da sociedade no sentido de mais transparência, justiça e responsabilidade. Abaixo, seguem os princípios básicos que regem o sistema, fornecido pelo Instituto:

Transparência: Mais do que a obrigação de informar, é o desejo de disponibilizar para as partes interessadas as informações que sejam de seu interesse e não apenas aquelas impostas por disposições de leis ou regulamentos. A adequada transparência resulta em um clima de confiança, tanto internamente quanto nas relações da empresa com terceiros. Não deve restringir-se ao desempenho econômico-financeiro, contemplando também os demais fatores (inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial e que conduzem à criação de valor.

Equidade: Caracteriza-se pelo tratamento justo de todos os sócios e demais partes interessadas (stakeholders). Atitudes ou políticas discriminatórias, sob qualquer pretexto, são totalmente inaceitáveis.

Prestação de Contas (accountability): Os agentes de Governança devem prestar contas de sua atuação, assumindo integralmente as consequências de seus atos e omissões. 

Responsabilidade Corporativa: Os agentes de Governança devem zelar pela sustentabilidade das organizações, visando à sua longevidade, incorporando considerações de ordem social e ambiental na definição dos negócios e operações.

Crédito: IBGC

Figura mostra como ocorre o sistema da governança

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Agronegócio

Agronegócio: O motor do Brasil

O segmento movimentou quase metade da balança comercial do país

Crédito: SXC

Agronegócio movimento bilhões por ano no Brasil 

Desde o descobrimento do Brasil, o agronegócio é um dos principais movimentadores da economia do país. Com cerca de 8,5 milhões de quilômetros, o Brasil é o quinto país do mundo com potencial de expansão de sua capacidade agrícola, sem necessidade de agredir o meio ambiente.

Segundo dados do boletim do Agronegócio Internacional, desenvolvido pela Superintendência de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a exportação do agronegócio alcançou US$ 49,6 bilhões, nesse primeiro semestre de 2014. Houve um crescimento de 0,2%, sobre o ano passado. O segmento teve 44,4% no resultado da balança comercial do período.

Segundo o professor do ISAE/FGV, Carlos Alberto Decotelli, o agronegócio tende a crescer pelo fator climático favorável, mas que toda a burocrácia que envolve o processo, pode dificultar esse crescimento. Porém, as pessoas podem aproveitar o bom momento e investirem. “Primeiramente é preciso respeitar e reverenciar todo o segmento que mantém o PIB brasileiro com sinal positivo há muitos anos. Também criar em suas varandas, terrenos e/ou sítios de lazer, reuniões com a vizinhança sobre o cultivo e manuseio de hortas comunitárias e demais atividades do agronegócio”, aponta.

Para que o setor continue em franca ascensão, é necessário que os profissionais, que atuam na área, passem por atualização e sempre fiquem atentos as novas demandas do mercado. Hoje, a questão da sustentabilidade também faz parte do dia a dia do agronegócio. A preocupação, com a natureza e sociedade, faz a diferença no final das contas. Decotelli coloca que a difusão científica da produção, cultivo e distribuição de alimentos, é fundamental para os mecanismos de sustentabilidade e sobrevivência da vida humana, nos termos dos Princípios para a Educação Empreendedora Responsável (PRME) e do Pacto Global, ambas iniciativas das Nações Unidas (ONU). “A educação ajudará a transformar a tomada de decisão em mecanismos já testados anteriormente, evitando os achismos e tradicionalismos de erros repetidos pela teimosia da desinformação e atitudes de risco inconsequentes”, afirma.

Sem duvída, o agronegócio é, e será por algum tempo, o setor que mais crescerá na economia brasileira. Como já citado, o tamanho do território, o clima, entre outros fatores, ajudam para que esse segmento continue em alta. Porém, a importância da capacitação de gestores e colaboradores é de extrema importância, pois com isso, a produção, a venda e a criação, com certeza estarão profissionalizadas, e aí sim, o agronegócio crescerá com robustez e qualidade necessárias para se manter no topo.

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GBA ISAE de curta duração

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Especial

Empresas Bipolares

Entrevista com o especialista, Rui Rocha

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Indica

Perspectiva Indica

Inteligência de Mercado – Cengage – Eduardo Maróstica, Neiva Maróstica e Valdec Branco

O que é inteligência de mercado? Quais as áreas de atuação? O que significa investir na estruturação da área de inteligência? Que meios ela utiliza para garantir a vantagem competitiva para a empresa? Essas e outras perguntas serão respondidas por este livro, que não só traz o conceito, como também enfoca oito dimensões organizadas e pautadas na gestão: estratégica, competitiva, antecipativa, financeira, de marketing, humana, tecnológica e em vendas.

 

Comunicação Integrada em Marketing – Atlas – Duda Pinheiro e José Gullo

Este livro ensina como planejar, integrar e gerenciar os elementos da comunicação de marketing com consumidores ou clientes, e com isso dar suporte às estratégias de marketing e de negócios da empresa. Ensina também as principais condutas que uma empresa adota para ter sucesso na gestão de suas marcas de produtos, mercados e negócios. Para tanto é necessário uma visão de empresa integrada e globalizada.

 

Linguagem Corporal dos Líderes – Vozes – Carol Kinsey Goman

A linguagem corporal é a administração do tempo, do espaço, da aparência, da postura, do gesto, da prosódia vocal, do toque, do cheiro, da expressão facial e do contato visual. A mais recente pesquisa na neurociência e psicologia provou que a linguagem corporal é crucial para a eficácia da liderança e este livro vai mostrar a você, exatamente, como ela impacta a capacidade dos líderes em negociar, administrar a mudança, estabelecer a confiança, projetar o carisma e promover a colaboração.

 

 

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Artigo

Finanças (sem complicação) para o nosso dia a dia

Crédito: Arquivo ISAE

Carlos Alberto Ercolin é especialista em finanças e professor do Mestrado em Governança e Sustenatbilidade do ISAE

Quanto custa pagar a prazo no Brasil? Erra quem acredita na fábula dos juros zero ou no dez vezes sem juros! Sim, aceite: não existe dinheiro grátis (nem almoço) e se alguém lhe oferecer tal promessa, tenha certeza de que ele estará cobrando os juros (ou o almoço) de outra forma, às vezes não tão clara ou tão a nossa vista.

Corra de ofertas desse tipo: preço à vista ou a prazo iguais ou dez vezes sem juros. Vamos pensar juntos:

1)    O comerciante não fabrica dinheiro;

2)    Quando ele precisa de dinheiro, recorre ao banco;

3)    O banco cobra juros do comerciante pelo empréstimo do dinheiro;

4)    O comerciante não costuma rasgar dinheiro;

5)    Portanto o comerciante vai repassar este custo (do empréstimo pedido ao banco) ao cliente que decidir pagar a prazo;

6)    O cliente do comerciante é você!

7)    Entendeu?

Somos bombardeados com dezenas de propagandas milagrosas, afirmando que o preço que pagamos ao comerciante é o mesmo que ele paga ao fabricante (no caso de automóveis e demais). Você realmente acredita que o comerciante não está tendo lucro e que está repassando o produto (considerando que ele fica estocado na loja, com os custos de seguros, salários, aluguel) sem obter vantagem? Em caso positivo, se você acreditar nisso, volte ao item 1 e recomece d-e-v-a-g-a-r.

No caso brasileiro, com a SELIC na casa dos 11% ao ano, é praticamente impossível ao comerciante, de tamanho médio, vender a prazo (ou seja, financiando seus consumidores) e cobrar de seus clientes uma taxa inferior a aproximadamente 0,9% ao mês (mesmo quando ele afirma que o preço a prazo e a vista são iguais ou custam apenas 0,5% ao mês.). 

Quando você decide comprar a prazo estará pagando adicionalmente o equivalente a 0,9% ao mês, embora o comerciante afirme que os juros são zero ou que não está cobrando nada de você. Isto, cobrar juros inferior a 0,9% ao mês, só é válido se ele obteve empréstimo inferior ao custo da SELIC o que, convenhamos, é bem difícil no Brasil, para empresas de pequeno ou médio porte.

Aqui chegamos a um impasse, o que é melhor então: pagar à vista ou a prazo? A resposta, invariavelmente, é a mesma: depende! Depende se você consegue aplicar o seu dinheiro ganhando mais que o comerciante está lhe cobrando (e aqui vai uma dica: normalmente não conseguimos aplicar nosso rico dinheirinho a uma taxa superior a 0,9% ao mês).

Portanto, a resposta é quase sempre a mesma: se tiver dinheiro para pagar à vista, peça um bom desconto e liquide a fatura. Mas, se não tiver os recursos necessários para pagar à vista, saiba que estará admitindo (ainda que sem saber) pagar uma taxa de no mínimo 0,9% ao mês (mesmo que o comerciante seja bonzinho, nãopode fazer nada, a não ser repassar seus custos a você e, se assim não o fizer, estará indo rumo à falência. Simples assim!).

Outro erro, muito comum, é pagar a prazo, mesmo tendo algum dinheiro aplicado na poupança. Veja qual erro o cometido: a poupança paga o equivalente a 0,5% ao mês, então se você deixar o dinheiro na poupança e resolver pagar um produto a prazo estará trocando um ganho de 0,5% (a remuneração mensal da poupança) por um custo 0,9% (o que você paga mensalmente ao comerciante). Mau negócio, não é mesmo? Portanto, se tiver algum dinheiro aplicado (na poupança ou em outro investimento) vale a pena sacar este investimento e quitar a compra, deixando o mínimo para o pagamento de prestações.

Resumo: não existe milagre, se você decidir comprar a prazo estará pagando juros; por outro lado, se decidir pagar à vista, exija um desconto. Sabemos que existem lojas que afirmam que o preço à vista e a prazo são iguais. Mesmo assim, exija um desconto para pagamento à vista e se não conseguir, procure outra loja (pois este tipo de loja costuma ganhar dinheiro justamente nas vendas financiadas). Não é justo que você antecipe o pagamento e não obtenha desconto, você estaria enriquecendo o lojista, que ganhará  duplamente: ele adiciona os juros ao preço à vista, pois sabe que o consumidor dele costuma pagar a prazo. Portanto se você comprar à vista, ele estará ganhando os juros, que já foram embutidos no preço,- e ainda estará recebendo antes umduplo ganho, certo?

Ficou confuso? Procure ajuda profissional e tenha a certeza que não existe almoço grátis ou preço a prazo igual ao preço à vista. Quem disser o contrário, não conhece finanças ou está com más intenções! Qualquer uma das opções acima não é recomendável, ou seja: fuja de uma pessoa dessas.

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8º Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável