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Notícias

Giro nos Negócios

Número de autônomos cresce

Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu o número de pessoas que trabalham por conta própria, no mês de outubro. Os 3% registrados, superaram a marca de setembro, além de estar 6,1% a mais do que em outubro de 2013. Já os empregos de carteira assinada, reduziram cerca de 6,9%, em vistas ao ano passado, e de 1,9% de setembro.

Fortune divulga seu ranking de personalidades

Em novembro, a revista Fortune divulgou o seu ranking das maiores personalidades do ano no mundo dos negócios. O primeiro colocado foi o CEO e cofundador do Google, Larry Page. Em segundo lugar, está o CEO da Apple, Tim Cook, que subiu do 47º lugar para a vice-liderança. Um fato curioso, é que nas primeiras 10 colocações, há apenas duas mulheres: Denise Ramos, CEO e presidente da ITT Corporation, e Mary Dillon, CEO da Ulta Beauty. Jack Ma, da Alibaba, que fez recente sucesso no Estados Unidos, aparece na 10ª colocação, a frente de Mark Zuckerberg, do Facebook.

Crédito: Google+

Estudo mostra a necessidade em investir em educação

O relatório do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), de 2014, mostra que a maioria dos países em desenvolvimento, estão em condições de transformar o momento em que vivem em um impulso ao crescimento. Porém, é necessário investimento em educação e saúde, e uma economia instável. No Brasil, há uma previsão de 15 anos para aproveitar os benefícios do bônus demográfico, que ocorre quando um país consegue diminuir a mortalidade infantil, consequentemente, aumentando a expectativa de vida, e reduzir também a taxa de natalidade.

Crédito: IBN Live

Facebook lança novo aplicativo

Em 18/11, o Facebook anunciou um novo aplicativo para o gerenciamento dos grupos em que o usuário participa. Com o Groups, é possível gerenciar os grupos dos quais você faz parte ou criar novos, funcionando mais ou menos como o app Messenger. Os grupos que você mais interage, estarão no topo. Para criar um novo, basta tocar em Create, no canto superior direito da tela. Na nova guia Discover é possível ver os sugeridos com base em páginas que você gostou, grupos de amigos e onde mora. O aplicativo “Groups” já está disponível em todos os países para iOS e Android.

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Vida Profissional

Carreira: Como me posicionar profissionalmente?

Empresas exigem cada vez mais que os colaboradores estejam alinhados a suas metas

Crédito: DeBernt Entschev

Quando você começou a pensar em qual profissão seguir, uma carreira começou a ser desenhada. Quando se fala em sucesso, remete-se a uma carreira bem sucedida. Ou seja, os profissionais, sejam eles, engenheiros, médicos, gestores, economistas, publicitários, entre outros, todos têm uma carreira à zelar. A maneira de se posicionar, de tratar os problemas, comportamento, ética, saber trabalhar em equipe, são alguns dos pontos medidos pelos gestores, headhunters e profissionais que contratam. A cada ano que passa, a rigidez e o profissionalismo crescem mais, pois as organizações necessitam de colaboradores comprometidos com os seus ideais.

Então, para te auxiliar em 2015, a Perspectiva ISAE foi até Bernt Entschev, headhunter e fundador da De Bernt Entschev Human Capital, falar sobre alguns pontos para ter sucesso nesta longa caminhada. Posicionamento, comportamento, crescimento e atualização, são alguns dos assuntos levantados.

Perspectiva – Como posso me posicionar profissionalmente na carreira?

Bernt – Essa pergunta envolve muitas variáveis, pois depende da personalidade de cada um, de suas habilidades natas e de seus desejos profissionais também. Mas, independente da área a ser seguida, é importante que o indivíduo desenvolva uma projeção de carreira: o planejamento é fundamental. Muitas vezes, existem também influências familiares, que podem guiar os caminhos deste profissional, mas tudo isso deve ser atrelado a um plano de carreira estruturado.

Perspectiva – Até onde meu comportamento pode atrapalhar minha vida profissional?

Bernt – Pode atrapalhar muito, dá até para dizer que pode “atrapalhar tudo”. Segundo Peter Drucker, as pessoas são “admitidas pelas capacidades técnicas e demitidas pelo comportamental”, e isso é verdade. Habilidades interpessoais, atualmente, contam tanto quanto a qualificação. É importante estar atento a isso, é preciso desenvolver a resiliência, a capacidade de trabalhar em grupo, entre outros aspectos que o tornam não apenas um profissional individualmente bom, mas um membro de equipe agregador.

Perspectiva – Como ser protagonista onde estou?

Bernt – Para ter destaque, para ser protagonista, em primeiro lugar, é preciso realizar um trabalho primoroso, entregar tudo o que lhe cabe, cumprir as suas responsabilidades. Além disso, é importante correr riscos planejados, arriscar de forma calculada, fazer-se notar diante do RH e dos gestores. E, o mais importante que tudo isso, é necessário deixar claro quais são suas pretensões, para onde se deseja ir.

Perspectiva – Existem atalhos para crescer exponencialmente na carreira?

Bernt – Atalhos eticamente duvidosos existem muitos, mas não indicaria nenhum deles. O que é preciso para crescer é trabalhar muito, estudar muito, estar sempre atualizado, fazer bons contatos e desenvolver o espírito de liderança. A recompensa pode demorar um pouco, mas com esforço e planejamento ela vem.

Perspectiva – Qual a importância de fazer um curso, de estar atualizado?

Bernt – Atualmente, o nível de informação do mercado é muito alto, é necessário se manter constantemente atualizado, não apenas em sua própria área, mas também em áreas complementares à sua. É preciso desenvolver um conhecimento estruturado, que parte da graduação e se estende a pós, que depende da área de atuação, mas que pode ser um MBA, um mestrado. Mas, além da academia, é sempre bom frequentar palestras, workshops, feiras, entre outros eventos que apresentem novidades do campo de atuação, muita leitura, que ajude esse profissional a se atualizar.

Perspectiva – A partir de qual momento posso começar a me desafiar na carreira, arriscar?

Bernt – A partir do momento que o seu trabalho vira uma rotina que não apresenta nada de novo. É importante procurar novos assuntos, novas responsabilidades, novos projetos. Se aquele emprego já não acrescenta e não estimula o profissional, é hora de procurar uma outra oportunidade, que ofereça mais desafios. Isso pode acontecer na sua empresa ou no mercado.

Perspectiva – Qual mensagem você deixaria para aqueles que querem se destacar em suas carreiras?

Bernt – Em primeiro lugar: seja ético. Faça as coisas da maneira correta, pois esses comportamentos perduram por toda a história do profissional. Trabalhe muito, prime pela qualidade do seu trabalho. Atualize-se, esteja sempre à frente dos seus concorrentes e aprenda, além de trabalhar em grupo, a ser uma boa influência, um líder mesmo que não seja gestor. Por fim, recomendo que o profissional volte à academia a cada 3 ou 5 anos, para se atualizar mais profundamente.

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Sustentabilidade

Visão 360º na Conferência Ethos

Crédito: Arquivo ISAE

Evento reuniu mais de 1.000 lideranças empresariais

Imagine um espaço integrado, sem paredes, salas ou grandes palcos. Foi nesse ambiente único e conectado por recursos multimídia que foi realizada a Conferência Ethos 360º, nos dias 24 e 25 de setembro, em São Paulo. O evento apostou na inovação tanto em sua estrutura como em seu formato e reuniu cerca de 1.100 lideranças empresariais, de governo e de outras organizações da sociedade.

Por meio de fones de ouvido, o público pode acompanhar até cinco palestras e mesas de discussões realizadas simultaneamente, trocando a frequência para o tema que mais lhe agradava. “Tão desafiador quanto a proposta foi o conceito do evento: a visão de 360º faz alusão à capacidade das pessoas mudarem a forma de ver os negócios, buscando um olhar integrado com a inovação para uma nova economia mais sustentável”, comentou Sergio Mindlin, fundador e presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos.

Um corpo de 120 palestrantes e especialistas forneceram conhecimento de ponta sobre as principais tendências globais da sustentabilidade, compreendendo-as no contexto brasileiro. A edição deste ano contou também com palestrantes de peso, como Pavan Sukhdev, CEO da Gist Consultoria e autor do livro Corporação 2020, e também o inglês Cameron Hepburn, diretor do Programa de Economia para a Sustentabilidade do Institute for New Economic Thinking, da Universidade de Oxford, no Reino Unido. 

Inovação, design thinking, direitos humanos, estratégia, big data, objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), consumo, liderança, reputação, futuro e novos mercados foram alguns dos tópicos abordados na Conferência. Todos os temas convergiam na abordagem da sustentabilidade como estratégia de negócios e diferencial competitivo para as empresas, e como fator propulsor para a modelagem de negócios. “É nosso papel atuar com vanguardismo e oferecer nova reflexão, propondo compromissos que servem como alicerces na consolidação de uma economia mais sustentável”, comentou Jorge Abrahão, diretor-presidente do Instituto Ethos.

Crédito: Arquivo ISAE

Sustentabilidade e reputação corporativa

Não é de hoje que a gestão das marcas tem se mostrado uma maneira efetiva de mensuração do sharevalue empresarial. No segundo dia da Conferência Ethos 360º, o palestrante Nicolas Trad, diretor executivo do Reputation Institute, trouxe à tona outro conceito que tem se tornado cada vez mais relevante: a gestão dos valores intangíveis por meio da reputação. O conceito de reputação está ligado a longevidade da empresa, que passa certamente pelos eixos da sustentabilidade, marca, performance e entrega financeira, grandes desafios enfrentados hoje no meio corporativo. 

Segundo Nicolas Trad, “a sustentabilidade das organizações caminha paralelamente com a gestão da reputação corporativa”. Ele comenta que as empresas que possuem maior indicador de reputação são também as que promovem a sustentabilidade de forma mais efetiva em seus negócios.

Para zelar e defender pela reputação corporativa por meio da sustentabilidade é preciso gerenciar as expectativas dos stakeholders, lembra o especialista: “saber do seu público o que esperam da empresa em termos de sustentabilidade é imprescindível para tomar ações de investimentos nessa área”.

Levam-se anos para construir a reputação de uma empresa, e nesse caminho, alguns passos se tornam imprescindíveis, como atrelar os esforços em sustentabilidade com os resultados obtidos pela empresa, além de medir esse impacto com os stakeholders. “A reputação corporativa se faz, antes de tudo pela coerência entre as ações; falando e agindo de maneira sustentável por meio da ética transparência e governança”, conclui o especialista.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS

Enquanto o mundo ainda discute a passagem dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – ODM para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS, a Conferência Ethos deu um passo a frente e instigou os debates sobre a implementações dos objetivos na realidade empresarial. O painel com o tema “Oportunidades para o setor privado na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, contou com a presença de profissionais que estão à frente dos debates mundiais: Climène Koechlin, Diretora do World Forum Lille; Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República; Jorge Abrahão, diretor-presidente do Instituto Ethos; Layla Saad, deputy director do PNUD/World Centre for Sustainable Development; Mario Mottin, coordenador-geral para desenvolvimento sustentável do Ministério das Relações Exteriores; Renata Welinski da Silva Seabra, secretária-executiva da Rede Brasileira do Pacto Global; Victor Viñuales, cofundador e diretor do ECODES (Espanha).

Além de diretrizes para o empresariado brasileiro, os palestrantes apresentaram o posicionamento do governo frente aos desafios da implementação dos ODS. “O governo brasileiro, junto com 27 Ministérios, desenvolveu um documento, disponível no website do Itamaraty, com orientações aos negociadores brasileiros nas discussões do Grupo de Trabalho Aberto sobre Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (GTA-ODS), constituído no âmbito da Assembleia-Geral das Nações Unidas. O Brasil é o segundo país no mundo a desenvolver e divulgar seu posicionamento frente aos ODS”, explicou Mario Mottin.

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Direitos

O que é a propriedade intelectual?

Direitos protegem autores e inventores

Crédito:Biblioo

Sua ideia inovadora pode patenteada, para assim, reservar seus direitos sobre ela

Todos os dias, vemos que novas ações, produtos, textos, obras e músicas, são colocados a nossa disposição. Coisas que facilitam nossos dias, ferramentas, softwares e dispositivos que estão cada vez mais presentes em nossos afazeres e tudo mais. Todas essas “invenções” são Propriedades Intelectuais, que servem para proteger aos criadores, direitos econômicos, os quais ditam a forma de comercialização, circulação, utilização e produção dos bens intelectuais ou dos produtos e serviços que incorporam tais criações intelectuais.

Segundo Rodrigo Arruda Sanchez, Mestre em Propriedade Intelectual e Inovação, há dois grandes grupos de propriedades intelectuais: as propriedades industriais (marcas, patentes, desenho industrial) e os direitos autorais (criações literárias, artísticas, científicas, culturais, etc). De acordo com a OMPI (Organização Mundial de Propriedade Intelectual), a patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção. Com isso, o autor da obra evita que futuros concorrentes copiem e vendam o produto a preços mais baixos. A intenção é proteger o indivíduo que investiu em pesquisas e no desenvolvimento do produto relacionado.

Porém, há algumas dúvidas com o processo. Por exemplo, quando uma empresa contrata um indivíduo para o desenvolvimento de algum material, de quem seria o direito autoral sobre este determinado produto? Sanchez coloca que quando a invenção foi gerada com recursos financeiros ou quaisquer outros recursos da empresa, a ela pertence. Somente será do inventor se produzido com seus recursos, ou fora do contrato de trabalho. Quando ambos investem no projeto, a propriedade é dividida entre as partes relacionadas, porém, isto deve estar em contrato, para não haver erros ou problemas no futuro.

Por isso, muitas empresas preferem enveredar nesses caminhos apenas com o contrato do desenvolvedor, arcando com os custos do projeto. Assim, os direitos de propriedade intelectual ficam com a empresa. “As pessoas jurídicas são proprietárias de invenções, marcas, direitos autorais etc. Este já é - inclusive - o principal ativo de muitas empresas. Saber criar, gerir, proteger e transferir a propriedade intelectual é fator determinante para o sucesso de algumas organizações”, finaliza Rodrigo Sanchez.

  • Quer saber mais sobre esse processo?

    Acesse o site do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e tire suas dúvidas. - http://www.inpi.gov.br/

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Reconhecimento

Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo reconhece iniciativas sustentáveis pelo Brasil

Empresas, comunidade e estudantes podem se inscrever até o dia 10 de dezembro

A adoção de novas práticas de gestão sustentável é uma demanda cada vez mais frequente em diversos setores. E esse panorama tem tudo para trazer importantes benefícios em longo prazo para a sociedade. Visando promover uma reunião de novas ideias e reconhecer projetos com conceitos sustentáveis, o Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE), em parceria com o Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM), está com as inscrições abertas até o dia 10 de dezembro, para o 8ª edição do Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável.

Com o objetivo de certificar projetos de todo o Brasil, para as categorias Empreendedorismo Econômico, Ambiental, Educacional e Social, o prêmio contempla empresas, pessoas físicas (por meio de Plano de Negócios) e comunidade acadêmica. Os projetos selecionados deverão ser apresentados para uma banca avaliadora e os vencedores serão conhecidos em fevereiro de 2015.

Os interessados podem conferir o regulamento pelo site: www.isaebrasil.com.br/premio

Abaixo, confira as entrevistas dos vencedores da última edição.

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MBA FGV

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Perspectiva 2015

Fim de ano traz oportunidades de investimento

Quem deseja empreender no setor de franquias em 2015 deve começar a se preparar desde já

Crédito: SXC

Começar um novo ano com perspectivas diferenciadas de negócios é sempre bom. Porém, para que o investimento seja duradouro e rentável para o empreendedor, é preciso preparação e planejamento. Para quem pensa em iniciar o próximo ano abrindo uma franquia, o cenário mostra-se positivo. Ainda em 2014, o setor deve crescer 7%, acima do varejo (3%) e do PIB zero.

A estimativa é revelada pelo professor do ISAE/FGV, Daniel Alberto Bernard, que inclui na perspectiva alguns setores para investimento em ascensão, como esportes, saúde, beleza, serviços especializados e alimentação. “Negócios podem ser abertos em qualquer época do ano, porém de fato há melhores épocas para alguns setores de atividade. Negócios no segmento de alimentação costumam abrir no início do segundo semestre e atingir pico no final de ano. Já a venda de chocolates, por exemplo, se concentra em abril, por isso é importante abrir antes e não depois da Páscoa”, alerta Bernard.

Para alcançar bons resultados em curto prazo, é preciso estar atento a alguns erros clássicos cometidos por empreendedores iniciantes. Segundo Bernard, 99% dos problemas que acontecem em redes de franquias se concentram em poucos pontos críticos, como escolha do ponto de localização, disponibilidade de capital e capital de giro, nivelamento de expectativas entre franqueador e franqueado, e também a escolha de sócios, que devem se conhecer bem e ter perfis complementares. Por isso é essencial prestar atenção nesses tópicos e incluí-los no planejamento com antecedência.

Resultados e expansão

Empresas bem formatadas costumam atingir o ponto de equilíbrio logo no primeiro mês, ou no máximo, até o terceiro mês em operação. “Devem ser criadas sinergias entre franqueador e franqueados, para alavancar o negócio em seu lançamento e na busca por eficiência e produtividade depois da decolagem. Foco em lucratividade e rentabilidade mais do que no faturamento em si”, recomenda o professor.

Quando se trata de expandir as atividades, Bernard atenta para ações cautelosas frente à administração do negócio. A expansão deve ocorrer apenas quando as operações próprias da matriz estiverem consolidadas. Do contrário, os resultados das filiais podem ser comprometidos, colocando a franquia em risco.

Modelo de franquia dá prioridade ao atendimento do cliente

Decidido a investir num ramo diferenciado de negócio, o empresário Silvio Torres decidiu abrir seu próprio modelo de franquia em 2009. Embora esse seja o ano de fundação da Link Monitoramento, franquia que atua na área de rastreamento e monitoramento, Torres se preparou durante anos para dar esse passo. “Desde 2000 eu atuava na área comercial de várias empresas, implantando no Brasil o que hoje se entende por rastreamento de veículos. Reuni muita experiência durante esse período, observando aspectos positivos e outros a aperfeiçoar”, relata. Foi aí que ele decidiu que era hora de abrir seu próprio negócio, que nem tinha o formato franchising.

No entanto, observando o eco existente no mercado no atendimento de boa qualidade ao cliente, Torres decidiu preencher essa lacuna por meio do formato de franquia, no qual cada unidade teria sua própria central de atendimento, o que traz mais satisfação e resultados de fidelização do público. “Hoje temos 40 unidades espalhadas por todo Brasil, com equipe técnica própria, outro diferencial que verifiquei ser importante no modelo franquia”, aponta ele.

 

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Perspectiva 2015

Empreendedorismo Digital como um dos expoentes em 2015

Setor tende a crescer cada vez mais no próximo ano

Crédito: Arquivo ISAE

O Empreendedorismo Digital é uma das mais promissoras áreas para 2015. Oportunidades não faltarão aos profissionais que querem investir neste setor que a cada no cresce mais. Ultimamente as startups tem crescido e o aumento de novas ideias, consequentemente, tem crescido exponencialmente. Em entrevista a Perspectiva ISAE, o especialista no assunto, Paulo Renato Oliveira, abordou essas questões além de falar um pouco sobre o ato de empreender.

Empreendedorismo Digital

O ano de 2015 promete muitas oportunidades para o empreendedor digital. Seguindo modelos de financiamento já consagrados em todo o mundo, o mercado brasileiro de tecnologia agora é alvo dos chamados Anjos, investidores que estão dispostos a apostar em startups com ideias inovadoras, com grande potencial de adesão e de geração de receita. Este não é um movimento novo, mas em 2015 ganhará um volume ainda maior no Brasil. Grupos nacionais e internacionais estão visando nosso mercado, e isto pode se potencializar ainda mais se se confirmar a tendência de alta do dólar. Neste caso, o "preço" das nossas empresas fica ainda mais atrativo para os investidores internacionais. 

Incubadoras e Aceleradoras

Os investidores podem participar de diversas formas - desde financiamento das operações iniciais e estruturação da empresa até o "mentoring" estratégico, de composição de produtos e de geração de receitas. Dependendo da etapa em que o investidor entra ele pode participar como uma incubadora, que ajuda na concepção inicial e abertura da empresa, ou como uma aceleradora, que dá condições de uma empresa com produto já estabelecido ganhar escala e especialização em suas operações. 

Como ser um empreendedor digital

Digital ou não, um empreendedor é sempre um trouble solver. Ou seja, um profissional com capacidade para resolver os problemas da empresa no dia a dia e, em última instância, com visão e sensibilidade para resolver um problema do consumidor. Este também deve ser o foco do empreendedor digital.

Criar produtos ou serviços que resolvam problemas das pessoas, com o melhor custo benefício e a melhor experiência possível para o consumidor. Conhecer formas de captação de investimento é importante, assim como saber utilizar boas estratégias de marketing e vendas. Mas estas são ferramentas que os próprios investidores, no formato de incubadoras ou aceleradoras, podem acrescentar ao seu negócio. O verdadeiro empreendedor é o profissional que tem o foco nas pessoas que vão utilizar o seu produto e está atento até mesmo aos seus desejos e necessidades ainda latentes neste público.

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Perspectiva 2015

Aprimorar a área relacional é tendência

Relacionamentos serão chaves em 2015

Crédito:CEAP-RJ

A área de projetos é um dos departamentos mais importantes de uma empresa. Pois é por ali que recursos entram para alavancar a parte financeira e também na gestão de trabalhos que já são exercidos em uma empresa. Em 2015, a economia do país pode não estar crescente como nos últimos anos e isso pode dificultar na aquisição de patrocínios, recursos e investimentos, que poderiam estabilizar o caixa da organização. Para isso, os gestores de projetos precisam estar atentos ao mercado e tomarem as decisões corretas para não ter problemas mais a frente.

Segundo Gianfranco Muncinelli, especialista em projetos, a tendência para o próximo ano é que os profissionais da área continuem valorizando e se aperfeiçoando nas habilidades de liderança e de comunicação. No Congresso Paranaense de Gerenciamento de Projetos 2014, em pesquisa realizada pela professora Eliana Vianna, da FGV e por Gianfranco, junto aos congressistas, foi perguntado que aspectos específicos o gestor de projetos ressaltaria nesse ambiente e que o diferenciaria de outras equipes em geral. O grupo que respondeu à pergunta claramente valoriza a habilidade em se comunicar com a equipe. Cerca de 46% dos itens apontam para a área relacional. “Este levantamento reforça a ênfase assinalada acerca da importância do exercício da liderança em gerenciamento de projetos”, coloca.

O ano de 2015 pode ser de grandes oportunidades nesta área. Pois mais do que nunca, as empresas necessitarão de alternativas para angariar clientes e prospects para seu negócio. Estar atento as mudanças do mercado e saber se relacionar com o público alvo e alta direção da empresa é de fundamental importância, visto que a parte econômica do país não estará tão propícia ao crescimento.

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Perspectiva 2015

Estar em constante atualização na gestão de pessoas

Função exige que colaborador conheça diversas áreas para ter o maior número de acertos

Crédito: SXC

Como já falado na Perspectiva ISAE, em 2015 a economia não tem boas projeções, o que impacta diretamente na contratação e na função do gestor de pessoas. Pois com a econômia em baixa, a oferta de empregos tende a seguir esse mesmo caminho. Com isso os bons profissionais ficarão em seus empregos atuais, porque não terão um cenário favorável.

O professor e especialista em gestão de pessoas e programação neurolinguística, Sócrates Vituri, coloca que o cenário atual exige do profissional atuante área de gestão de pessoas uma constante atualização com foco em comportamentos e uma disponibilidade para mudança. “O cenário dessa área vai exigir flexibilidade com uma visão sistêmica e busca contínua por melhorias que possam apoiar e favorecer melhores resultados. Profissionalmente atuar de maneira multidisciplinar passar a ser cada dia mais valorizado”, afirma.

A busca por profissionalização e aprimoramento de funções não é exclusivo do profissional da área de recursos humanos, mas de todos. Porém este colaborador tem que estar antenado para as mudanças que ocorrem ao redor, pois é por meio dele que outros profissionais podem chegar à organização. Com isso cursos de curta duração, congressos, grupos de networking e relacionamento, são importantes para que esse colaborador possa estar o mais conectado possível.

Atuar multidisciplinarmente também é um foco a ser seguido, pois hoje as organizações estão contratando funcionários que atuam em diversas áreas, e claro, buscando excelência em todas as frentes. Estar atuando em uma função como a de gestão de pessoas exige que o colaborador conheça diversos setores e isso favorece na escolha de possíveis candidatos a áreas diversas da empresa. Buscar a excelência na gestão é possível o importante é estar atento as movimentações.

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Perspectiva 2015

Integração em busca de um resultado sinérgico

Criação dos ODS abre portas para a participação de diversos setore

Crédito: Article 19

A sustentabilidade está cada vez mais presente nas empresas e isso tem feito com que a disseminação do assunto seja maior. Todas as ações em prol desse objetivo são bem vindas, pois isso coloca o desenvolvimento, não só da organização, mas de toda uma sociedade, em franco crescimento, com o auxílio dos governos. O presidente e professor do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE, Norman de Paula Arruda Filho, aborda a importância dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), proposto pela ONU, que visa criar uma rede que inspire os países a assumir metas de sustentabilidade e ajude a solucionar os problemas.

“Cada vez mais observo o fortalecimento do movimento do desenvolvimento local, em rede e colaborativo como o propulsor do desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) proposto pelas Nações Unidas abrem as portas para o processo de participação e integração de todos os setores na busca de um resultado sinérgico.  A tendência é de uma religação dos saberes desses diversos públicos para alcançar as diretrizes propostas pelos ODS e que orientam os próximos passos rumo a sustentabilidade do planeta”, coloca.

ODS

A criação dos ODS, inspirada nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), foi uma reivindicação de uma série de países, entre eles o Brasil, e especialistas em sustentabilidade às vésperas da Rio+20, realizada em junho de 2012, no Rio de Janeiro. Abaixo seguem os 10 objetivos:

- Acabar com a pobreza;

  • - Promover o crescimento sustentável e empregos;

- Educação para todos;

  • - Proteção dos direitos humanos;

- Saúde para todos;

  • - Agricultura sustentável;

- Cidades sustentáveis;

  • - Energia sustentável e mudanças climáticas;

- Biodiversidade sustentável;

  • - Boa governança.
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8º Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável

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Notícias

Qual o papel do Investidor Anjo?

Investidores auxiliam as startups no início de suas

Você tem uma ideia? Quer empreender, mas não tem dinheiro para colocar o seu projeto em prática? Nessa hora que entra o Investidor-Anjo, que nada mais é que uma pessoa física que quer aportar um capital nessa sua ideia “mirabolante”. Segundo levantamento feito em agosto desse ano, pela Associação Anjos do Brasil, cerca de R$ 2,6 bilhões estarão disponíveis para investir em startups brasileiras.

Porém, desses anjos, 61% julgam que a qualidade do projeto é um dos principais fatores a serem pesados na hora de escolher uma startup para aplicar o dinheiro. Os fatores que vem a seguir, na lista são: a perspectiva de saída/retorno do investimento com 50%, receber a proteção jurídica de seu patrimônio com 45% e ganhar algum tipo de retorno fiscal ou tributário com 15%. Grande parte dos entrevistados colocaram que realizam investimentos de até R$ 100 mil; Outros colocam o seu teto de R$ 500 mil, que é o caso de 25%. Outros 12%, colocam até R$ 99 mil e apenas 5% investem valores acima de R$ 1 milhão.

O mesmo levantamento traz que a área de TI é a considerada mais atraente para este tipo de investimento, por 60% dos investidores, logo em seguida com 56% vem os projetos voltados a aplicativos. Outros assuntos levantados foram educação  com 54%, saúde e biotecnologia com 48% e comércio eletrônico com 40%. Porém o que mais impressiona é que 95% desses investidores são homens, com idade média de 43 anos. Mas dessa média, 48% estão abaixo dos 39 anos.

Confira o infográfico abaixo e conheça o perfil do Investidor Anjo:

Crédito: Exame

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Economia

Sobrou dinheiro e agora?

Investir pode ser uma boa maneira de fazer o seu dinheiro render e crescer

Estamos chegando ao fim de mais um ano, e com ele, as promessas de fazer do próximo, melhor do que o que já passou. Muitas delas são voltadas a área financeira, que atinge a maior parte da população. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio (CNC), 63,6% das famílias brasileiras estão com dívidas. Os grandes vilões são: cartões de crédito, crédito pessoal, carnês e financiamentos.

Porém, há também aqueles que sabem muito bem administrar as suas contas e estão entrando em 2015, com o caixa no positivo. Para rentabilizar esse dinheiro, o mais provável seria investir, mas eis que vem a dúvida: onde é melhor investir? Será que coloco tudo na poupança? Segundo o professor de Finanças do ISAE/FGV, Marco Cunha, a rentabilidade da poupança está abaixo do esperado. “Hoje, esse tipo de investimento não está muito rentável, pois ela está em 6% a 7%, mesma porcentagem da inflação. O que não faz da poupança uma vantagem”, afirma.

Cunha coloca que há três tipos de investimentos. O primeiro é a renda fixa, que é ganhar juros sobre alguma aplicação financeira, na qual você já sabe o valor. Já o segundo, é a renda variável que consiste em comprar ações, por meio de um fundo ou individualmente, de empresas que estão na bolsa de valores. E por último, investir em imóveis, que a cada ano estão valorizados e podem, no futuro, render algo.

A renda fixa pode ser uma boa escolha para pessoas mais conservadoras ou que já estão mais velhas, e não estão dispostas a correr riscos. Uma das opções é o Fundo DI, que pode ser aplicado por meio de bancos, onde se ganha uma rentabilidade sobre os juros. Porém, tem que estar atento as taxas que o fundo cobra, se isso não vai diminuir o seu ganho.

Outras alternativas, são as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) ou as Letras de Créditos Agrícolas (LCA), onde a vantagem é não pagar imposto de renda sobre o que você ganhou, tornando-as atrativas aos olhares dos investidores. Também há os investimentos no Tesouro Direto, onde por meio de um cadastro, é possível investir em títulos do Governo Federal. Os frutos dessa escolha podem ser de curto, médio ou longo prazo. Hoje, o rendimento é de até 6% acima da inflação.

Além de uma possível segurança para o futuro, os investimentos permitem que a pessoa tenha um presente melhor. Ganhos e perdas fazem parte deste setor, porém, com a ajuda de um especialista, é possível que o seu dinheiro seja bem manejado. Diversos cursos estão disponíveis nesta área e o conhecimento pode levar a sua carreira de investidor, mais longe.

Crédito: SXC

Saber investir pode render bons frutos no futuro

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Luxo

Mercado de Luxo em expansão

Curso colocou alunos em contato com profissionais do mercado de Paris

Crédito: Arquivo ISAE

Grupo esteve em Paris para conhecer mais sobre este grande mercado em expansão

Um dos mercados que mais crescem no Brasil é o de luxo. Segundo levantamento feito pela FGV, o segmento deve crescer 25% entre 2013 e 2017. No mesmo período, as classes A e B devem crescer cerca de 29%, chegando ao expressivo número de 29 milhões de pessoas, enquanto as classes D (ou C?) e E, devem esvaziar com esse crescimento.

Outro estudo, o Global Luxury Goods Worldwide Market Study, Spring 2014 Update, da Bain & Company, mostra que essa expansão do luxo está dividida. O crescimento do primeiro trimestre de 2014 é o mesmo que foi alcançado durante todo o ano de 2013, atingindo níveis de 4 a 6%, no Brasil. Já no Japão, esse crescimento é esperado perto de 11%. Ao contrário da Rússia, em que pode ocorrer uma queda de até 6%.

Vendo esse panorama do mercado, o ISAE, em parceria com o Instituto Superior do Comércio de Paris (ISC), idealizaram um curso voltado ao Mercado de Luxo. As aulas aconteceram de 27 de outubro a 9 de novembro, em Paris (FR), reunindo 20 alunos de diversas partes do Brasil. Durante este período, tiveram a oportunidade de aprender sobre áreas como moda, turismo, vinho, entre outros, entendendo melhor os conceitos dessa indústria milionária.

Segundo Rebecca Giese, coordenadora do curso, a experiência foi positiva, pois os alunos estiveram em contato com profissionais com muita experiência, que souberam passar inúmeros detalhes desse grande mercado. Uma das aulas que os participantes tiveram foi sobre a falsificação dos produtos, que desde os anos 80, faz parte das áreas de moda, cozinha, carros, acessórios, artes, cultura e até mesmo qualidade de vida, segundo a professora Madame Catherine Girard. Para driblar esse movimento, as marcas de luxo agregam valor aos seus produtos, tentando assim, coibir o mercado da pirataria.

  • Durante o GBA de Mercado de Luxo, um blog foi alimentado com os momentos, as aulas e as visitas da viagem a Paris. Você pode acessar e saber os conteúdos aprendidos e também falar sobre o assunto. Acesse: http://mercadodeluxoisae.blogspot.com.br/

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Encontro Marcado

As mídias sociais como forma de comunicação

A organização tem que estar atenta com o público nas redes

Crédito: Arquivo ISAE

Marcos Giovanella apresentou o case da Prefeitura de Curitiba e sua linguagem inovadora

Engajar os diversos públicos, com os quais as organizações se relacionam, representa um diferencial. Nesse sentido, as mídias sociais são um desafio para que os usuários tornem-se propagadores das páginas oficiais. Foi isso que a Prefeitura de Curitiba conseguiu ao propor uma linguagem diferenciada para fugir do tom formal que caracterizam os órgãos oficiais. O case “Prefs” nas mídias sociais foi o tema do evento “Encontro Marcado”, realizado pelo ISAE, em 17 de setembro, no Teatro Paiol.

O palestrante foi o publicitário e diretor de Internet e Mídias Sociais da Prefeitura de Curitiba, Marcos Giovanella. Com experiência de 11 anos na área, Giovanella está na Prefeitura desde março de 2013 e implantou o Departamento de Mídias Sociais e Internet, que hoje, conta com oito profissionais multissetoriais. “Além das mídias sociais, cuidamos do site institucional, planos de mídia online, sites de outras secretarias e projetos digitais em geral”, conta.

Segundo ele, não basta o conteúdo ser diferente ou engraçado, mas ter relação com as necessidades da cidade e o serviço prestado pela divulgação. “O conteúdo é a chave de tudo. Ele tem que ter a linguagem da rede para funcionar. Cada canal de mídia tem suas especificidades e o conteúdo precisa respeitar isso”, avalia.

Depois de postado o conteúdo, a equipe fica a postos para atender às demandas, sugestões e perguntas de modo ágil. “Buscamos aproximação com o público para poder trazer mais pessoas para a discussão política da cidade. Assim, democratizamos mais a nossa comunicação e permitimos que mensagens importantes cheguem a um maior número de cidadãos”.

Assim como nas organizações, o apoio da alta gestão é importante para validar o trabalho. Na prefeitura, esse suporte é o que faz o trabalho fluir. “Se não fosse o apoio e o entendimento da gestão em relação à importância de um trabalho focado para redes sociais, o nosso trabalho não existiria. O prefeito participou da fase de briefing e aprovação do planejamento, e nos cobra muito a aproximação da Prefeitura e do cidadão, da transparência e da democracia em nossos canais sociais. Isso é muito importante para o nosso objetivo”, coloca.

Para que as empresas alcancem o sucesso nas redes sociais, é necessário que se tenha alguém com experiência neste modelo de comunicação. Com o crescimento deste veículo, a relevância dada a ele é maior, pois por ali, diversas pessoas entram em contato em busca de informações da organização.

Crédito: Link Agência

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Encontro Marcado

As Três Mentes do Neuromarketing

Conhecer a “cabeça” do público alvo facilita na hora da divulgação

Crédito: Arquivo ISAE

Marcelo Peruzzo mostrou como o cérebro funciona no momento da compra

O ISAE/FGV realizou no dia 19 de novembro o evento Encontro Marcado para tratar dos avanços em neuromarketing, com o professor Marcelo Peruzzo. Eleito embaixador para o Brasil da NMSBA (Neuromarketing Sciente & Business Association), Peruzzo abordou a importância do inconsciente no poder de compra do cliente.

Segundo ele, o consumidor tem menos controle sobre o que compra do que imagina. Quem vende, ao ajustar e gerenciar as expectativas do cliente, o mantém fiel à marca, pois o sistema de recompensa quer mais da mesma experiência em dose maior “Justamente por este motivo algumas empresas não lançam um produto absolutamente completo e impecável, sempre deixando uma 'carta na manga' para uma nova versão", ressalta.

O professor do ISAE/FGV aponta que a compra de produtos e serviços, em muitos casos, são motivados por impulsos. “Somos motivados por comportamentos de ordem animal na hora da compra, um estado inconsciente, não planejado e que, naturalmente, por meio de abordagens tradicionais de pesquisas quantitativas e qualitativas, não podem ser alcançadas”, revela.

Em sua apresentação, o professor que já foi escolhido o melhor professor da rede FGV, repetidas vezes, expôs as três mentes do Neuromarketing, que é tema de um de seus livros. Na ocasião as mentes são representadas figuradamente por Einstein, que seria o responsável pela criatividade, racionalidade e inteligência. A princesa, que comanda as emoções, porém racionais, e também o macaco, que seria o instinto das pessoas.

Peruzzo também colocou a importância de conhecer o cérebro humano para pensar as estratégias de comunicação que possam atingir, de fato, o público-alvo. “As pessoas que trabalham com as peças publicitárias e o conceito de campanha, precisam conhecer cada vez mais a cabeça do público, para assim conseguir atingir as pessoas”, finaliza.  

Crédito: Arquivo ISAE

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Especial

Linkedin - Como me posicionar na rede

A Perspectiva ISAE entrevista Fernanda Brunsizian, Gerente de Comunicação do Linkedin no Brasil, que aborda como se destacar nesta rede que a cada dia cresce mais.

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Notícias

Perspectiva Indica

O Capital no Século XXI – Thomas Piketty – Intrinseca

Nenhum livro de economia, publicado nos últimos anos, foi capaz de provocar o furor internacional causado por O Capital no Século XXI, do francês Thomas Piketty. Seu estudo sobre a concentração de riqueza e a evolução da desigualdade ganhou as manchetes dos principais jornais do mundo, gerou discussões nas redes sociais e colheu comentários e elogios de diversos ganhadores do Prêmio Nobel. 

Ética Empresarial – Políticas de Responsabilidade Social em 5 Dimensões – Fernando de Almeida Santos – Atlas

Livro-texto para as disciplinas Ética, Ética Empresarial, Governança Corporativa e áreas afins. Também pode ser utilizado como material complementar para Filosofia, Sociologia, Gestão Ambiental, Administração, Marketing, Sustentabilidade e Planejamento Estratégico. Destaca-se que o conteúdo pode ser utilizado para cursos de todas as áreas, por sua linguagem acessível e abordagem multicultural e interdisciplinar, e pela aplicação em diferentes instituições, como hospitais, escolas, universidades, organizações não governamentais, indústrias, comércios e outros.

Encontre o Próximo Steve Jobs – Como encontrar, contratar, reter e cultivar talentos – Nolan Bushnell – HSM

Visionário e revolucionário, Nolan Bushnell fundou a inovadora empresa de games Atari, a cadeia de restaurantes Chuck E. Cheese e mais de vinte outras empresas. Ele também lançou a carreira de Steve Jobs e de muitos outros criativos brilhantes nas cinco décadas que passou atuando no setor. Neste seu primeiro livro, aguardado com grande expectativa, Bushnell explica como encontrar, contratar, manter e cultivar as pessoas capazes transformar a sua empresa na próxima Atari ou na próxima Apple.

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Artigo

Se você não constrói o seu sonho, alguém vai te contratar para construir o deles

Crédito: LFCom

André Caldeira, fundador e diretor geral da Proposito, empresa de executive search e desenvolvimento de talentos. Colunista de Exame.com sobre o tema Trabalho e Stress, é autor finalista do Prêmio Jabuti 2013 com o livro Muito Trabalho, Pouco Stress – Conheça Joe Labor e talvez um pouco mais sobre você, e criador da metodologia de gestão de stress e produtividade Muito Trabalho, Pouco Stress, além de Conselheiro do LIDE Paraná – Grupo de Líderes Empresariais. 

Tony Gaskin é autor, palestrante e coach profissional. E também o autor do título deste artigo, já que somente traduzi sua frase: “If you don’t build your dream, someone will hire you to help build theirs.”

Concordo com Tony em gênero, número e grau, até porque vivo há 3 anos as consequências da minha escolha pelo empreendedorismo. No final de 2011, depois de 20 anos de carreira executiva, resolvi empreender e criei a minha própria empresa, uma consultoria especializada em seleção e desenvolvimento de gestores. Antes disso, sempre tive o empreendedorismo como uma referência importante em minha vida. Talvez porque me formei em Odontologia em 1989 e me reinventei (empreendi) profissionalmente muitas vezes: fui dentista e larguei, fui professor de inglês e mudei, fui publicitário e cansei, fui profissional de marketing e quis mais, fui gestor de empresas e resolvi abrir a minha própria. Ou porque sou sócio de uma rede de restaurantes, algo que fiz como um investimento em paralelo há mais de 5 anos, quando já pensava em sair do mercado corporativo e seguir o meu próprio caminho.

Parece lógico quando escrito desta maneira, mas não é. Também parece fácil, como um case de sucesso. Mas não é.

Sair da carreira corporativa e empreender significa, antes de qualquer outra coisa, abrir mão de um salário fixo mensal. Mais do que isso, se você tem uma boa posição como eu tinha, significa abrir mão de um ótimo salário. E nem é bom pensar no famoso bônus anual.

Significa também abrir mão de um sobrenome: o André com cargo “xpto” da empresa “tal”. Uma nova identidade, só sua, quase como uma folha em branco, que começa a ser desenhada, muitas vezes do início.

Outro ponto é a família. A preocupação dos pais, o silêncio da esposa ou marido, o olhar dos filhos, que se já tem idade suficiente perguntam “Pai, quanto você ganha agora? E quanto ganhava antes? “... Fora os amigos e conhecidos desavisados, que quando te encontram perguntam “Agora você está mais tranquilo, não é? “... Como se a vida já estivesse ganha.

Mas o que está ganho, de forma liquida e certa, são as noites de insônia com a cabeça no travesseiro, e os pensamentos sobre as consequências da sua escolha, ora de excitação e sensação de vida, ora de pesadelo e medo do futuro.

Empreender é, antes de tudo, um gesto solitário, corajoso e de fé.

Afinal, a decisão é sua, e as consequências também. Depois de um tempo, seus amigos se acostumam com a sua nova vida, e é você quem fica com as expectativas, as preocupações e as contas para pagar.

Falando em dinheiro, capital é crucial para se empreender, logicamente. Não só para investir na sua ideia ou novo negócio, mas também o que você vai precisar para pagar as suas contas pessoais (por isso, tenha ao menos um ano de reserva financeira para isso; e se for casado e tiver filhos, nem pense em colocar este dinheiro no negócio - você precisa de saúde para empreender; saúde precisa de sono e descanso; sono e descanso precisam de cabeça relativamente fresca para acontecerem).

Já coragem e fé são componentes quase místicos. Empreender pode ser um chamado, uma vocação para tentar parir um projeto, um novo produto ou serviço. Um palpite interno, uma oportunidade percebida, uma crença na possibilidade de fazer algo novo, e diferente. Algo que envolve, além de dinheiro e dedicação, muito trabalho. E muita responsabilidade.

Porém, quando pensamos em quantos empreendedores inquietos fizeram os seus projetos acontecer, em como mudaram o mundo, em como reinventaram a si mesmos e aos que os rodeavam, não conseguimos deixar o chamado de lado.

Um chamado que traz a sensação única de ser dono do próprio nariz, de se sentir um pouco como um grande artista diante de uma nova tela em branco, de se sentir vivo, criativo e protagonista de uma nova historia. Algo que supera, e em muito, o valor de um salário fixo ou de um bônus anual, um sobrenome ou identidade corporativa, a aceitação social, as preocupações financeiras ou familiares e até mesmo a dúvida muitas vezes encontrada no espelho.

O que me traz de volta a Tony Gaskin: se você não constrói seu sonho, alguém vai te contratar para construir o deles.

Qual a sua escolha?

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