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Pós-Graduação FGV

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Empreendedorismo Ambiental

Giro no Prêmio Ozires Silva

Créditos: Luis Batista Fotografia/ ISAE

Aqui você confere os principais momentos da cerimônia de premiação do 8º Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável. 

 

 

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Empreendedorismo Ambiental

Responsabilidade com o meio ambeinte

Essa é uma das primícias desta categoria

Uma das categorias que mais se destacaram nesse 8º Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável é a Empreendedorismo Ambiental. Nela, reúnem-se projetos voltados ao desenvolvimento de atividades que colaboram com práticas empreendedoras para o meio ambiente, como por exemplo, a criação e/ou fabricação de produtos, ou serviços que reduzam o impacto ao meio ambiente. Também práticas insdustriais, da construção civil, no comércio e turismo, entre outras atividades. Enfim, toda e qualquer prática aplicável para minimizar o impacto ou melhorar as condições do meio ambiente.

 

Na modalidade estudante, a vencedora foi Marisa Fujiko Nagano, de Maringá (PR), com o trabalho “Concreto Autoadensável com Cinza do Bagaço da Cana-de-Açúcar em Substituição Parcial à Areia”, que consiste no desenvolvimento do Concreto Autoadensável, que incorpora a cinza do bagaço da cana-de-açúcar, que é um resíduo agroindustrial. O material se espalha sem necessidade de vibração e com os produtos que são utilizados, é possível o seu descarte na natureza. Com isso pode se reduzir a extração de areia. O prêmio foi recebido por Hugo Peinado, um dos escritores do projeto.

Com o projeto “Criação de Aplicativo para Dispositivos Móveis para o Descarte Correto de Resíduos Sólidos em Curitiba”, Bernardo Vaz de Oliveira Soares, de Curitiba (PR), foi o vencedor na modalidade Pessoa Física. A proposta apresenta uma solução complementar aos problemas da gestão de resíduos sólidos, com a criação de um aplicativo para dispositivos móveis, que visam auxiliar os usuários no descarte adequado de resíduos e rejeitos em Curitiba, em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

 

Já na modalidade Micro e Pequeno Porte, a empresa Piscis, que é de Eusébio (CE), foi a contemplada com o projeto “Reaproveitamento de Resíduos da Piscicultura: Unificando Bionegócios e Sustentabilidade”. A criação de tilápia causa impactos ao meio ambiente. A PISCIS atua na conscientização dos produtores quanto à coleta e processamento das vísceras. O óleo de vísceras é utilizado na nutrição animal e produção de biodiesel. Assim contribuímos para a sustentabilidade e geração de bionegócios.

A Cataratas S.A., de Foz do Iguaçu (PR), venceu o Prêmio na modalidade Médio Porte, com sua “Campanha Squeeze”. O objetivo principal da campanha é reduzir o despejo de garrafas PET no Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha. Ao oferecer como alternativa a aquisição de uma garrafa não descartável, o squeeze, a empresa incentiva o visitante a integrar uma ação de cunho ambiental simples e grande eficácia.

 

Pela modalidade Grande Porte, a Sabesp, de Botucatu (SP), foi contemplada com o trabalho “Transformando Lodo de Esgoto em Adubo Orgânico e Diminuindo a Geração de Gases de Efeito Estufa”. A empresa, em parceria com a outras entidades, está produzindo adubo orgânico a partir da compostagem de iodo de esgoto e restos de poda de árvore e resíduos biodegradáveis. Esse processo beneficia ainda o meio ambiente ao propiciar o sequestro de gases de efeito estufa.

Os trabalhos trouxeram novas ideias e conceitos para esta área. De alguma forma, eles auxiliarão, em um futuro próximo, no cuidado e no zelo com a Terra, que tem sido degradada com o passar do tempo.

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Sebrae

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Empreendedorismo Econômico

Projetos baseados no tripé da sustentabilidade

Categoria visa a sustentabilidade econômica do empreendimento

Reunir trabalhos que desenvolvam atividades que colaboram com práticas economicamente empreendedoras, como toda e qualquer prática aplicável que melhore econômica e financeiramente uma empresa ou projeto, baseados no tripé da sustentabilidade, o Triple Bottom Line (Pessoas, Planeta e Lucro). Esse é o objetivo da categoria Empreendedorismo Econômico.

O projeto “Metrô Elevado sobre Pneus: Uma Alternativa ao Metrô Subterrâneo sobre Trilhos”, de Priscila Pizutti, de Curitiba (PR), foi o vencedor na modalidade Estudante. O Metrô Elevado sobre Pneus aproveita o sistema BRT existente, colocando ônibus biarticulados por cima nos trechos, hoje, congestionados. Foram projetadas as construções de seis (6) elevados, com 4.335 metros e nove (9) estações elevadas, totalizando em R$ 252.593.278. O valor é menos de 10% do custo do Metrô de R$ 4,7 bi, que é o orçamento na capital paranaense. 

 

Na modalidade Pessoa Física, Márcio Aleksandro Daniel, de Sarandi (PR), foi o contemplado com o projeto “Uso do Planejamento Avançado como Serviço Online no Desenvolvimento Sustentável e Econômico de Empresas”. A proposta visa oferecer otimização online de recursos produtivos, tornando acessível serviços essenciais a públicos alvos que residam em locais onde não haja profissionais que façam Planejamento Avançado, aumentando o lucro e reduzindo o preço do serviço pela eliminação de custos de execução.

A Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba, com o seu “Projeto de Confecção Diversificando a Atividade Econômica Local”, venceu na modalidade Médio Porte. O trabalho busca a diversificação do setor produtivo do município, aproveitando seu perfil industrial.  A Secretaria Municipal do Trabalho e Industria Convencional desenvolve um programa voltado para formação e capacitação empreendedora no ramo de confecção.

 

Já a Vale S.A., do Rio de Janeiro (RJ), foi a vencedora na modalidade Grande Porte, com o “Estudo de Valoração Econômica Total da Reserva Natural Vale”. Este é o primeiro estudo feito no Brasil para valorar um ativo corporativo de preservação ambiental, e exigiu metodologia e recursos técnicos internacionais inéditos no Brasil. O estudo foi realizado entre março de 2011 e setembro de 2012, e avaliou o valor da Reserva Natural Vale, no Espírito Santo.

Com o projeto “Aquarela Jardins e Harmina de Ambientes”, a empresa Aquarela Jardins, de Curitiba (PR), recebeu uma Menção Honrosa. O trabalho consiste na sustentabilidade econômica da empresa e seu ambicioso projeto de crescer exponencialmente no setor de ajardinamento em Curitiba.


Os trabalhos premiados buscam melhorar a sustentabilidade das empresas pela vertente econômica, seja diminuindo gastos com produção, aumentando a renda da comunidade, pessoas e futuros projetos. Consequentemente, essas organizações se tornam protagonistas da sociedade.

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Empreendedorismo na Educação

Levar o conhecimento à sociedade

Projetos voltados a educação da população são destaque na categoria

A categoria Empreendedorismo na Educação privilegia os trabalhos relacionados ao desenvolvimento de práticas na área da Educação, como programas de ensino para jovens e adultos, desenvolvimento de sistemas pedagógicos, atividades de conscientização, projetos educacionais, educação corporativa, atividades relacionadas ao PRME (Princípios para a Educação Empresarial Responsável), entre outras atividades ou práticas aplicáveis à área.

 

Na modalidade Estudante, Ayrson Souza Santos, de Maringá (PR), foi contemplado com o trabalho “Tecnologia na Educação - Metodologia Classroom In Group”. Projeto educacional de inserção de tecnologia em sala de aula, que visa adequar o ensino regular a realidade, sejam em instituições públicas ou privadas, com participação ativa dos discentes e docentes, objetivando melhores resultados no ensino.

O “Projeto Leia Maripá”, escrito por Teresinha Steffens, de Maripá (PR), venceu na modalidade Pessoa Física. O projeto de incentivo a leitura é um conjunto de ações integradas desenvolvidas com a comunidade escolar e a sociedade, para formação de leitores críticos e cidadãos atuantes.

 

A Quíron, de Curitiba (PR), venceu na modalidade Micro e Pequeno Porte, com o projeto “Educação para o Protagonismo”. A proposta consiste em desenvolver um projeto de formação protagonista com jovens do ensino médio do município de São José dos Pinhais, tendo como objetivo tornar a região referência em educação transformadora e empoderadora. Tal projeto faz parte de um plano mais ambicioso de transformação do ensino no país.

Já a “Feira Nacional Do Empreendedorismo”, trabalho do Centro Brasileiro de Cursos (Cebrac), de Londrina (PR), foi contemplado na modalidade Médio e Grande Porte. O projeto é uma feira em que são expostas empresas sustentáveis idealizadas pelos alunos de todo o Brasil. A exposição acontece em duas etapas, uma na cidade do aluno e a outra na cidade de Londrina. As empresas são categorizadas em "Hortas para Pequenos Espaços", "Lâmpadas Ecológicas", entre outras.


A categoria aborda um assunto que sempre está em pauta, a educação responsável, que hoje, é a melhor maneira de tentar mudar o futuro da sociedade, principalmente dos mais desassistidos. Por isso, esses projetos ganham um grande peso perante o futuro da população.

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Itaipu

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Empreendedorismo Social

Proporcionando direitos iguais a todos

Categoria Social visa a igualdade da sociedade

Uma das categorias do Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável, é a Social. Nela são contemplados os projetos que se relacionam a atividades de cidadania e direitos humanos, soluções para problemas sociais, campanhas sociais e de conscientização, assim como movimentos sociais e pastorais.

O trabalho “Gama.Tv”, realizado por André José Montoro Varanda, de Santana de Paranaíba (SP), foi o vencedor na modalidade Estudante. A Gama.tv é um canal de comunicação, voltado para o público com deficiência visual ou auditiva, que atua visando promover a democratização do acesso a informação.

 

Na modalidade Pessoa Física, Abel Domingues Souza, de Curitiba (PR), foi o contemplado com o projeto “Cabeça de Coco - Teatro de Bonecos”. O trabalho é um Teatro de Bonecos itinerante e totalmente voluntário, e viaja em cima de uma velha bicicleta. Na garupa, há uma mala cheia de bonecos confeccionados de materiais reciclados, para levar arte e cultura para crianças e comunidades carentes, hospitais, aldeias indígenas, asilos, orfanatos, entre outros.

Já na modalidade Micro e Pequeno Porte, o projeto “Banco Comunitário Tupinambá”, do Instituto Tupinamba, de Belém (PA), foi o contemplado. O trabalho parte de um banco comunitário que é um serviço financeiro, solidário, que trabalha em rede, de natureza associativa e comunitária, destinado a reorganizar as finanças locais, na perspectiva da economia solidária. A filosofia desse banco é que, não existem bairros pobres, mas que se empobrecem porque compraram tudo fora.

 

A GolSat, empresa de Londrina (PR), venceu na modalidade Médio Porte, com o “Instituto Parar como Estratégia para Profissionalizar os Gestores de Frotas e Implantar a Cultura de Segurança no Trânsito nas Corporações”. O Instituto PARAR é um centro de estudos e capacitação para profissionais de frotas criado pela empresa GolSat, com objetivo de profissionalizar os gestores de frotas leves do Brasil, tornando-os mais sustentáveis, e de contribuir para implantação da cultura de segurança do trânsito nas corporações.

Já na modalidade Grande Porte, o projeto “Empreendedorismo Social: Desenvolvendo Lideranças Transformadoras”, da Pontifícia Universidade Católica (PUC), de Curitiba (PR), foi o vencedor. O projeto tem como base a abordagem de educação transdisciplinar. O projeto se estrutura com duas turmas: uma de estudantes universitários, e outra de jovens agentes locais para o desenvolvimento sustentável. Ambas as turmas têm, ao longo da formação, temas específicos e temas comuns.


Todos os projetos contemplados nesta categoria contribuem para uma sociedade mais justa e correta, sempre visando o bem-estar dos que vivem no ambiente em que o trabalho é realizado.

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Artigo

A Construção Civil Sustentável e as Cidades

Foto: Arquivo ISAE

Rafael Brenner é administrador de empresas e aluno do MBA em Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil.
O autor venceu um concurso de artigos sobre sustentabilidade da Instituição. 

O presente artigo busca avaliar o contexto da construção civil no Brasil e no mundo, abordando uma preocupação com a sustentabilidade das cidades e dos imóveis. O setor da construção civil pode ter um papel fundamental na mudança de comportamento da sociedade servindo de modelo produtivo e sustentável. Mudanças estratégicas sustentáveis no setor da construção civil contribuirão para um melhor desempenho no atendimento da demanda habitacional no Brasil.

A população mundial está crescendo e se tornando urbana mais rapidamente. Enquanto levou 123 anos para sair de uma população de 1 bilhão de pessoas, em 1804, e chegar a dois bilhões em 1927, atualmente, acrescenta 1 bilhão de habitantes a cada 12 anos, ou seja, crescimento 10 vezes mais rápido do que há 200 anos. Esse aumento populacional aliado à concentração da população em cidades gera demandas que pressionam o sistema produtivo mundial e consequentemente o meio ambiente. A necessidade de maior geração de energia, disponibilidade de água e alimentos, e também o planejamento e construção de infraestrutura e habitações para toda esta população, estabelece um desafio imenso para conciliar o problema econômico da escassez de recursos.

A construção civil tem um grande impacto econômico, social e ambiental em nível mundial, assim como, no contexto brasileiro. Para atender toda esta demanda, a indústria da construção civil no Brasil necessita se aperfeiçoar.

O consumo de água pela construção civil no país está em torno de 16% de toda a água consumida no país. Os materiais utilizados no mundo representa 40% de tudo que é utilizado em todos os setores produtivos da economia. Uma das consequências do grande consumo de materiais é o grande volume de resíduos. O consumo mundial de energia elétrica pelo setor da construção civil representa 35%. No Brasil, se esse consumo for equivalente ao mundial, representará um gasto superior ao que é produzido pela hidrelétrica de Itaipu. No Brasil, a construção civil gera aproximadamente 10 milhões de empregos, dos quais, 69% ligados diretamente à construção. A grande necessidade de mão de obra torna o setor estratégico nas políticas públicas para aquecer a economia.

Para o crescimento das cidades não prejudicar o meio ambiente, uma nova postura de comportamento e participação do cidadão se faz necessária; além de um novo modelo de estrutura para as cidades, privilegiando a comunidade e não o indivíduo. Qualidade ambiental; qualidade de concepção e projetos; qualidade de vida; qualidade urbana; legalidade e formalidade e responsabilidade social são os objetivos da sustentabilidade na construção civil.

A união entre a estratégia da administração pública, definida pelo Plano Diretor da Cidade, e o mercado imobiliário é fundamental para agilizar o êxito das cidades frente aos seus desafios. Organizações do setor da construção civil, sensíveis com o novo contexto global de escassez de recursos naturais, intensificação da urbanização e mudanças climáticas, estão tomando iniciativas para estruturar o setor de forma mais sustentável. No Brasil, a sociedade civil, organizada por meio de entidades que representam o setor da construção civil, já iniciou trabalhos de estudo para definir requisitos e metas a serem cumpridas pela construção civil afinados com o propósito da sustentabilidade.

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8º Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável