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MBA FGV

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Giro

Giro nos Negócios

Empresas de telecomunicações cortam investimentos

O setor de telecomunicações freará os investimentos em infraestrutura em 2015, em meio ao cenário adverso, o que pode significar a deterioração dos serviços, segundo os especialistas. A previsão é de somar R$21,7 bilhões, ou 0,37% do Produto Interno Bruto (PIB), queda de 26% frente aos R$29,3 bilhões de 2014 e abaixo do patamar de 2013 (R$22,2 bilhões), revela estudo da Inter.B Consultoria. A retração prevista pela empresa significará uma interrupção do movimento de recuperação que ocorreu em 2014 ante o ano anterior.

Foto: Hyundai

 

 


Em meio à crise, Hyundai ganha espaço

Para este ano, a Hyundai pretende repetir o mesmo volume de produção atingido em 2014, de 180 mil veículos, ocupando assim toda a capacidade de sua fábrica em Piracicaba (SP). Com isso, a empresa trabalha em três turnos, 24 horas por dia e ainda convoca os trabalhadores para cargas extras aos sábados. A montadora caminha ao contrário de seus concorrentes, que adotam cortes na produção, demissões, férias coletivas e lay-off (suspensão de contratos de trabalho). A participação da marca no mercado total, passou de 6,6%, no primeiro trimestre do ano passado, para 7,5%, neste ano, com venda de 48,4 mil veículos, dos quais 37,2 mil são dos modelos da família HB20.

Adobe lança aplicativo para quem ama histórias e design

A Adobe inovou mais uma vez e lançou uma nova ferramenta para quem gosta de escrever histórias. Disponível apenas para o iPad, o Slate permite criar documentos com um design mais interativo e profissional para a web. O app gera relatórios, newsletters, diários de viagens, convites, entre outros arquivos. A  Adobe, também, caprichou nos recursos de design, disponibilizando diversas fontes, fotos, cores e movimentos.

Cade aprova compra da Alstom Energy pela GE

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição de controle exclusivo, pela General Electric e General Electric France, das empresas Power e Grid, operadas pelo Grupo Alstom. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União. A aquisição de ativos de energia é estimada em US$17 bilhões e, se finalizada, poderá gerar um aumento significativo de preços no mercado de grandes turbinas de gás.

Foto: GE

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Crise

Quais os fatores que levaram o Brasil para a crise?

Muitos são eles, começando pela crise social

Foto: Arquivo

Fatores são diversos, mas também há oportunidades.

- A culpa é de fulano!

- Não, a culpa é de ciclano!

- A culpa é da economia!

- Não, a culpa é dos grandes empresários!

Mas afinal, quais os fatores que levaram o Brasil para esta crise? Muitos são eles, e não são de agora. Além de sermos uma colônia de Portugal, o País passou por uma ditadura entre 1964 e 1985, que retraiu ainda mais o potencial da nação de crescer. Após isso, governos e mais governos estiveram no poder, mas não conseguiram mudar muito o panorama.

Nos últimos anos, a economia brasileira chegou a estar na sexta colocação, entre as maiores do mundo. Muito pelo trabalho de readequação das famílias, da classe D para a classe C, aumentando o poderio de compra e também estabilizando a inflação e o dólar. Porém, no começo de 2015, tudo explodiu como se fosse uma bomba. É assim que a população vê. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a projeção do PIB brasileiro, para este ano, caiu de 0,3%, para queda de 1%. Muito por culpa de um combo que envolve, além do ajuste fiscal e a alta da taxa de juros, também a baixa confiança dos empresários pelas investigações de corrupção, risco de racionamento de água e energia, e problemas de competitividade.

Porém, não é apenas a economia que colocou o Brasil nesta situação, mas também a crise social, que assola as ruas e a sociedade como um todo. “São crianças crescendo em lares desestruturados, a não retenção escolar, o grande número de analfabetos diplomados, a violência não computada em estatísticas”, afirma Sérgio Itamar, pesquisador na área de direito e ética. O profissional coloca que esta crise é “invisível”, pois ela não está nos relatórios e nem nos assuntos do dia a dia.

Porém, esta pode ser uma grande oportunidade para o Brasil aprender com o erro e tentar mudar o seu futuro. Começando pelos seus trabalhadores, empreendedores e pessoas que fazem o motor do País girar. “A baixa produtividade de nossas empresas, hoje, é uma grande chance para os gestores repensarem o modelo de trabalho que vêm adotando”, afirma Rodrigo de Alvarenga, diretor do Startup Grind Brasil.

A mentalidade dos jovens, que hoje entram no mercado de trabalho e estão nas faculdades, precisa ser trabalhada de forma diferente pelos seus professores e mentores. Na opinião do especialista, se algo é ruim, tem que morrer para dar lugar ao novo. “Os jovens que tem entre 15 e 25 anos vão assumir o país nos próximos 15 anos. Este público tem uma oportunidade única de transformar o futuro”.

A mudança começa por nós. O futuro do Brasil depende dos empreendedores e dos líderes que pensam diferente, para que tenhamos um futuro cada vez melhor, não só para os que estão aqui, mas também para as gerações futuras.

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Água

Crise hídrica: Falta de chuva ou irresponsabilidade

Cada um fazendo sua parte, podemos ter um sistema sustentável

Foto:SXC

Essa é a imagem de alguns reservatórios no Brasil. Se não houver cuidado, outros lugares podem ficar assim.

Quem vive sem água? Ninguém, não é mesmo? Apenas nós, seres humanos, precisamos beber cerca de cinco litros por dia, sem contar a água para tomar banho, cozinhar, lavar louça e roupas, entre outras coisas. Até mesmo para termos energia elétrica, é necessário água, já que nossas hidrelétricas são movidas pelos rios.

Pois bem, no início do ano, o estado de São Paulo passou por um grande problema com os níveis do Sistema Cantareira, que abastece grande parte do seu território. Muito pela falta de chuva, mas também muito pelo mau uso do recurso. O caso foi tão grave, que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e os prefeitos da grande São Paulo, sancionaram uma lei para as pessoas que utilizam a água impropriamente, com multas alcançando até R$ 500.

Já é de conhecimento de todos, que no Nordeste, a falta de água já existe há muito tempo. Na região, o uso de sisternas e de caminhões pipas acabou tornando-se o meio comum para captação da água da chuva. Com isso, a população tem que ir até o local para levar água para suas casas. Porém, segundo o professor do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE, Cleverson Andreoli, a falta de água deve-se muito pelo desmatamento também. “A faixa do planeta, em que se localiza a região sudeste do País, é praticamente deserto em outros continentes. Aqui o que ajuda, é os ventos vindos do mar e também da floresta amazônica, que batem nos Andes e voltam para está área, ocasionando a chuva. Porém, o desmatamento tem diminuído esses ventos”, aponta.

Grande parte da água consumida, hoje, é destinada para limpeza. Lavar uma calçada com mangueira gasta cerca de 2.500 litros de água por hora, enquanto que com uma hidrojateadora, reduz para 350 litros/hora. Segundo o diretor da Jan-Pro do Brasil, empresa mundial do setor de limpeza corporativa e industrial, Renato Ticoulat Neto, os métodos utilizados pela empresa são voltados a reduzir o uso da água, aplicando produtos mais eficientes. “A limpeza de fachadas dá uma boa dimensão da economia por conta da produtividade.  Se elas forem limpas por andaime, a produtividade é de 25m²/h. Por escada, de 30m²/h. Com o processo da Jan-Pro, de 250m²/h. Desta forma, economiza-se mais de 40 vezes com o gasto de água”, coloca.

A conscientização da população com o uso da água é de suma importância para que o sistema não entre em colapso. É responsabilidade de todos, inclusive do Governo, em cuidar deste bem que ainda temos em abundância em algumas regiões. Aos governantes, cabem soluções e incentivos para que o uso da água seja cada vez mais racional. Racionamento básico e um regulamento para o uso da mesma são coisas mínimas a serem feitas. Já as empresas, podem solucionar alguns problemas com a colocação de uma cisterna, ou até mesmo outros meios de reutilização de água. O cidadão pode diminuir seu tempo no banho, lavar uma maior quantidade de roupa junto, o que cabe para louça também. Cada um fazendo sua parte, podemos ter um sistema hídrico sustentável, sem precisar de outras intervenções, além da chuva.

 

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Energia

Crise energética: Como você pode ajudar a combater esse panorama

Atitudes básicas já podem economizar energia

Foto: SXC 

Crise energética está afetando diversos estados. 

Hoje, andando pela rua, temos a luz pública, monumentos iluminados. Podemos chegar em nossas casas, empresas e outros lugares, e podemos ligar uma luz, a televisão, carregar o computador, o celular, enfim, usufruir da eletricidade que facilmente está ao nosso alcance.

Porém, há algum tempo, o país vem passando por alguns problemas no setor elétrico. Em anos anteriores, mais precisamente em 1997, quando foram privatizadas as empresas de energia, o Brasil já sofria com apagões e problemas neste grande sistema. No final de 2014, início de 2015, alguns problemas nesta rede apareceram novamente, muito também pela falta de água nos reservatórios das regiões sudeste e centro-oeste.

Na década de 70, o Brasil, em parceria com o Paraguai, construiu a Usina Hidrelétrica de Itaipu, que é responsável por toda a energia gerada no país vizinho e boa parte do território brasileiro. Com isso, as hidrelétricas foram ganhando força, já que era uma forma “limpa” de ter energia, por mais que para a construção de todo esse concreto, era preciso acabar com vilas, cidades e boa parte das florestas. Mas, com o crescente aumento do uso da eletricidade, foram criadas as termelétricas, que utilizam materiais fósseis, como petróleo e carvão, para sustentar a rede energética ligada em horários de pico.

No final de 2014, foi anunciado pelo Governo, o aumento da tarifa da conta de luz, em uma média nacional de 23,4%, para que o rombo no caixa das operadoras, que hoje é de R$17,8 bilhões, fosse diminuído. Com isso, foram implantadas as bandeiras tarifárias, que variam de acordo com o que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) define. As bandeiras vermelhas indicam custos maiores. Para cada 100 quilowatts-hora (kWh), o valor repassado para as contas subiu para R$5,50, que antes era 3, que estava em vigor desde o início do ano. Para a bandeira amarela, a cobrança adicional para cada 100 kWh subiu de R$ 1,50 para 2,50.

A crise energética tem afetado, principalmente, as corporações, que por reunirem um número maior de pessoas durante o dia, também utiliza uma quantidade maior de energia com seus equipamentos. Porém, algumas empresas se prepararam para possíveis imprevistos, como a Ativas, empresa especializada em infraestrutura e gestão de TI, que possui seu  Data Center em Belo Horizonte. Os geradores da empresa têm capacidade para suportar o funcionamento de toda a estrutura por dias sem qualquer abastecimento. Caso ocorra racionamento ou queda súbita de energia, isso garante o perfeito funcionamento, sem qualquer risco de falha no armazenamento ou transmissão dos dados.

De acordo com Renato Faustino, Gerente de Infraestrutura da Ativas, foi realizado um planejamento caso ocorra algum imprevisto. “Como parte da estratégia na parte operacional, reforçamos o contrato de fornecimento de combustível para abastecer os geradores. Passamos a ter dois fornecedores e, com isso, o próprio sistema da Ativas consegue funcionar sem abastecimento por até oito dias. O que garante essa confiabilidade são os contratos que nós temos com essas empresas fornecedoras de diesel, que nos entregam o combustível em um prazo menor do que a autonomia dos geradores”. 

Empresa pode começar a conscientização com seus colaboradores

Muitas ações podem ser realizadas nas empresas, junto aos colaboradores e seus familiares. Como por exemplo, utilizar placas perto aos interruptores para que se apague a luz quando sair da sala, ou até mesmo a moderação do uso do ar condicionado e desligar os computadores no final do expediente. Na Ativas, a empresa fez a substituição das lâmpadas convencionais, pelas de LED, que são mais econômicas. Houve, também, mudanças no sistema de refrigeração da empresa; “O nosso sistema de climatização funciona com sistema de precisão e refrigeração de alta densidade, o qual o ar condicionado é acoplado às máquinas. Ou seja, no momento em que o calor é produzido, ele já é combatido com o sistema de refrigeração que utiliza água gelada. Dessa forma, a eficiência energética significa mais de 20% de economia em relação ao método convencional”.

A redução no uso da energia é imprescindível para a população. Também para diminuir o valor da conta no final do mês, mas também para que o sistema energético não seja afetado. A sustentabilidade deste importante setor passa por todos nós. Abaixo a Perspectiva ISAE traz algumas dicas para você economizar a energia elétrica.

  • Apague a luz quando sair do recinto;

Desligue os eletrodomésticos e eletroeletrônicos ao terminar o uso;

  • Tire os carregadores das tomadas. Mesmo não sendo utilizados, eles utilizam energia elétrica;

- Desligue os aparelhos que tem a função standby;

  • Regule a geladeira para o modo econômico, quando a temperatura estiver fria, para que o aparelho não utilize energia mais que o necessário;

- Reduza o tempo de uso do chuveiro;

  • Evite colocar vários aparelhos na mesma tomada, para que não sobrecarregue o sistema.

Foto: SXC

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Economia

Crise econômica: Também há oportunidades

Profissionais podem olhar de outra forma e encontrar brechas para conseguirem sair da crise

Foto: SXC

Real desvalorizou frente as outras moedas

Muitas são as incertezas com a economia brasileira. Primeiro pelo baixo Piso Interno Bruto (PIB) de 2014, que ficou em apenas 0,1%. Em valores, a riqueza gerada pela economia brasileira atingiu R$ 5,52 trilhões (ou US$ 1,73 trilhão). Já o PIB per capita ficou em R$ 27.230. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), prevê que o crescimento da economia ficará em menos 1%. Já a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) revisou sua projeção, que em vez de ter um crescimento de 1,3%, o país terá uma retração de 0,9%.

As dúvidas sobre o futuro econômico passam por todos os setores do País, mas principalmente pelos micro e médios empreendedores que são os mais afetados pela crise. A população como um todo, também é alcançada por esses erros na manutenção e continuidade da economia brasileira. Diversos produtos, consumidos no dia a dia tiveram um aumento considerável. Por exemplo, a gasolina, que em março passou de R$ 3,19 nos postos. Também a luz, a água, farinha, arroz, verduras, entre outros tantos que aumentaram. Outro fator que influência nestas dúvidas, é a alta do dólar, que passou dos R$ 3,00, o que não ocorria desde agosto de 2004.

As expectativas não são nada boas, até pelo momento social que o país atravessa, e a crise que o governo tem tentado intermediar. A população tem ido as ruas e cada setor da indústria também, todos reivindicando seus direitos de aumento de salário e auxílios. Porém, mesmo nestes momentos de crise, os profissionais podem encontrar oportunidades para sair deste período com outra visão. “As crises são os momentos mais importantes para identificar oportunidades, na crise você é obrigado a mudar, alguns apenas cortam despesas e pensam e sobreviver, outros enxergam a chance de buscar novos mercados, produtos ou serviços”, é o que afirma Rodrigo de Alvarenga, Diretor da Startup Grind Brasil.

As Startups têm sido as melhores alternativas neste período. Pois o tom inovador é que impera no momento da sua criação. Mas os empresários das empresas convencionais, também podem buscar alternativas. “De um modo geral, o resultado de uma crise reside em qual dessas escolhas a empresa faz, sobreviver ou se tornar uma empresa melhor. No mínimo, essa necessidade de buscar maior produtividade, eficiência e novos mercados, produtos ou serviços, acaba por envolver tecnologia e inovação, o que pode mudar a cara da empresa pós crise. Atualmente existem muitas startups criando soluções incríveis e que precisam de clientes ou investidores, para empresas tradicionais essa pode ser uma saída mais barata para inovar e se diferenciar”, finaliza Rodrigo.

Passar pela crise, todos passarão, porém depende do indivíduo o modo como ele vai sair dela. Ter uma visão mais ampla, com planejamento e coragem de encarar os desafios é de extrema importância. Pois afinal, o seu futuro é você que faz.

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Gestão

Gestão de crise x Gestão de oportunidades

Empresa pode se reinventar em um período de instabilidade

Com os problemas econômicos e a crise em diversos setores, inúmeras organizações têm revisto e olhado com mais atenção os seus planejamentos estratégicos. Se falando em grandes corporações, isso se torna mais forte. Por isso, é imprescindível estar atento ao mercado, com foco na gestão de riscos e também na gestão de crise. Estou em crise, o que posso fazer? Mas como pode se ver oportunidade em um momento tão conturbado?

Segundo o especialista em planejamento, Luciano Vicenzi, a empresa tem que no primeiro momento saber comunicar, tanto internamente quanto externamente, expondo de uma maneira clara, ética e objetiva, o que se passa naquele momento. “Esse é um primeiro passo, o segundo passo é mapear o que houve de errado e quais pontos levaram a isso. Para aí então, conseguir achar uma solução, reinventado a empresa”, afirma.

Nestes momentos, quem entra em ação é o plano de contingencia e a gestão de riscos. É necessário que as empresas tenham isso, para que em caso de crise, possam estar alicerçadas em um plano sólido, construído por especialistas e a alta gerência. “A gestão de riscos permite a empresa montar cenários diversos, podendo se adequar à situação atual”, coloca Maurício Carvalho, ganhador do último Prêmio Equilibrista, premiação concedida ao profissional que se destaca em projetos financeiros.

Este período de mudanças tem que ser muito bem traçada pela empresa. Como relata Luciano Vicenzi, onde a primeira atitude é alinhar com os gerentes e seus colaboradores,  o que será utilizado neste novo momento, já que são eles que entregam o produto para os clientes e stakeholders. O segundo passo, é criar um comitê de riscos, formado pelo board e área de compliance, para analisar a aderência das práticas, atividades e suas regulamentações, além de ter a ação de uma auditoria externa, para que possam fazer uma análise criteriosa deste planejamento.

A crise está aí e afetando desde o pequeno ao grande empreendedor. Porém, o planejamento antecipado e uma gestão de crise pode transformar este momento ruim, em uma oportunidade para se rever conceitos e até mesmo, reposicionar e reinventar, a organização. As oportunidades podem surgir dos mais variados meios, basta o head da empresa estar antenado para as perspectivas que surgem ao longo deste ardo caminho.

Foto: SXC

Desafio das empresas é encontrar o melhor caminho a ser traçado.

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Tecnologia

Aplicativos como suporte para gestão financeira

Em tempos de crise, facilita ter as contas na ponta do lápis

Foto: Brother App

Apps podem auxiliar no momento em que precisa segurar o orçamento.

Em tempos de crise, o melhor a fazer é planejar e estar preparado para enfrentar este período. Com problemas no setor elétrico, hídrico e econômico, onde as taxas aumentaram, os contribuintes têm sentido no bolso, além de ter outros produtos e impostos que também tiveram seus preços alterados e auxiliam neste mau momento.

Com todo esse panorama, é necessário termos o nosso gasto na ponta do lápis, ou algum aplicativo que nos ajude a reduzir nosso consumo no dia a dia. Para isso, a Perspectiva ISAE traz cinco aplicativos que podem estar fácil em suas mãos, no tablet ou no smartphone. Acompanhe abaixo:

  • Moni

    O aplicativo possibilita adicionar ganhos e gastos, podendo monitorar o saldo final em uma lista. Um dos recursos permite a emissão de um “alerta vermelho”, assim que as contas atingirem um saldo, pré-definido, que o usuário considere preocupante. Também é possível escrever observações sobre cada gasto, para que sirva de lembrete o motivo da saída. Disponível apenas para Iphone.

Mobills

Antes de utilizar o aplicativo, é necessário fazer um cadastro.. Nele é possível estabelecer um orçamento mensal, onde o aplicativo, automaticamente avisa quando 80% deste valor é alcançado. Os gastos são colocados em gráficos, dividido por tipo de despesa, além de alertas sobre contas pendentes.  O app também permite conferir o orçamento planejado e o status atual, caso o usuário tenha necessidade. Disponível apenas para Android.

  • Minhas Economias

    O aplicativo tem uma interface que sincroniza as informações do usuário, com as do site, onde ele pode acessar pelo computador (www.minhaseconomias.com.br). O início é um pouco mais trabalhoso, pois precisa cadastrar todas categorias e despesas. Mas a partir do segundo mês, o uso fica facilitado e mais rápido. O app possibilita a comparação dos meses, o que ajuda a verificar as contas. Disponível para Iphone e Android.

Organizze

A interface do aplicativo é moderna e de fácil acesso. Porém, para o usuário editar os relatórios, é necessário acessar a versão no site (www.organizze.com.br). Para ter utilizar mais serviços, como criação de subcategorias, comparação de gastos previstos e efetuados, o cliente paga uma taxa de R$ 9,99. Disponível para Iphone e Android.

Finance

O app é destinado a usuários que já têm mais facilidade em utilizar aplicativos de finanças. Pois, ele possibilita colocar fotos dos recibos e o cadastro de contas bancárias, cartões de crédito e transferências. Também utiliza termos mais técnicos, o que pode desestimular quem não tem noções básicas de orçamento pessoal. Disponível para Iphone e Android.

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Especial

Planejamento de empresas em tempos de crise

Confira as dicas e veja como se portar neste momento

O Doutor em Administração, Luciano Minghini, aborda o planejamento estartégico das empresas e a importância dele nos momentos de crise. Também fala sobre como o pequeno empresário pode iniciar este processo.

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Indica

Perspectiva Indica

Growing Pains - Eric G. Flamholtz e Yvonne Randle - Editora Jossey-Bass

Muitos empreendedores sofrem quando o negócio está crescendo e acabam um pouco perdidos com a situação. Os autores têm como principal objetivo auxiliar nas principais dores de crescimento das empresas. Com exemplos de casos de empresas, o leitor poderá aprender a importância do planejamento estratégico e como antecipar erros.

 

O Que Faz Uma Pessoa Como Você Numa Crise Como Esta? - Leopoldo Abadía – Matéria Prima Edições

No livro você encontra os conselhos de um prestigiado economista para ultrapassar os desafios desta crise sem precedentes. Aqui pode saber, de uma vez por todas, qual é a melhor forma de gerir a economia doméstica, encontrar trabalho, conciliar a vida profissional com a pessoal, até mesmo de criar a sua própria empresa.

 

O Empreendedor Viável – Uma Mentoria para Empresas na Era da Cultura Startup - André Telles e Carlos Matos - Editora Leya

Por que algumas empresas falham e outras conseguem ter sucesso? Neste livro, os autores mostram que há um conjunto de variáveis que definem o sucesso de uma startup. O principal é a paixão que o empreendedor tem pelo negócio, mas outros fatores como equipe e mentores também são essenciais.

 

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Artigo

Tempo de arrumar a casa

Atualmente até o incansável otimismo do brasileiro anda meio cansado. Não sem razão.

Fotos: Arquivo

Artigo escrito por Juliana G. Meyer Gottardi - Sócia de Pacheco Neto Sanden Teisseire Advogados e Carla Ricchetti – Oficial de Investimento do International Finance Corporation (IFC) – Banco Mundial. 

Dados do Fundo Monetário Internacional mostram que, o crescimento médio do PIB do Brasil foi de aproximadamente 2.5%, entre o período de 2004 a 2014, número abaixo de países emergentes como Indonésia, Índia e Turquia.

Com perspectivas de crescimento tão (literalmente) desanimadoras, não só do PIB, como de indústrias viscerais a um país, como energia, construção civil, infraestrutura, só nos resta seguir em frente e tentar fazer desse momento de crise uma nova oportunidade especialmente para pequenas e médias empresas do setor privado.

O crescimento sobre alicerces sólidos requer acumulação de capital físico (máquinas, equipamentos, infraestrutura), intelectual (quantidade e capacitação de trabalhadores disponíveis) e o aumento da produtividade, que é a eficiência com que os trabalhadores utilizam o capital físico disponível para gerar o produto final.

Portanto, tempo de desaceleração é hora de redefinir estratégias e metas para empresas, identificar necessidades e novas oportunidades de mercado, de buscar novos produtos, investir em bens de capital, criar novas fontes de renda e meios mais eficientes de distribuição para o consumidor final. Hora de treinar e motivar equipes, de investir fortemente em mais conhecimento técnico aplicável. Tempo de também melhorar a eficiência de plantas fabris, de reduzir custos, de implantar ou aprimorar governança corporativa, de reorganizar e rever procedimentos e rotinas, de conferir a situação financeira e legal da empresa, dos contratos em vigor, e da efetiva aplicação das regras de compliance e anticorrupção de toda cadeia. Empresas mais bem preparadas estarão melhores posicionadas para firmar parcerias estratégicas, obter melhores taxas de juros e ganhar participação em seus mercados. Ainda, com a casa em ordem, muitas empresas podem se tornar bons alvos para investimentos estrangeiros.

Sobre essa última hipótese, aliás, com o câmbio nas alturas, os estrangeiros, notadamente os norte-americanos, os europeus e os chineses, podem adquirir os mesmos ativos, com menos capital. Isso sem falar em empresas que precisarão de sócios para consolidar crescimento em mercados estratégicos. Ou seja, além de encontrarem barganhas, o que vale para qualquer investidor em momentos de crise, inclusive o local evidentemente, os estrangeiros podem também ganhar com o câmbio. Em 12 meses, a valorização do dólar frente ao Real chegou a quase 30%.

E para aqueles que consideram uma eventual reorganização societária, tempo de desaceleração é o melhor momento para identificar irregularidades, lidar com possíveis contingências e passivos legais de seus negócios, bem como criar planos de ação concretos para eliminação ou minimização de potenciais pontos críticos identificados. Em outras palavras, é tempo de se preparar para uma mesa de negociação sabendo exatamente quais são as suas fragilidades, não permitindo que o comprador/investidor venha a depreciar o valor do negócio, talvez até por razões alheias ao core business, ou sabendo exatamente o quanto pode ser descontado.  

Obviamente que não se pode dizer que será um bom ano para investimentos estrangeiros ou fusões e aquisições.  Tampouco que o ambiente político esteja favorável. A incredibilidade dos investidores com o país, o rebaixamento das agências classificadoras à Petrobras e ao país recentemente, a diminuição do crédito e do acesso geral da massa consumidora, os juros e a inflação em alta, são indiscutíveis gargalos.

Mas ao invés de lamentar-se e só focar nos aspectos negativos desse ciclo é mais produtivo que o setor privado tome as rédeas, e aos poucos colabore com a retomada do país que sempre teve vontade e meios de ser um país do futuro. Ainda que esse futuro esteja sendo assombrado pelo passado e desgastado pelo presente.

Felizmente, junto com o otimismo, tem-se a criatividade brasileira, e um crescente número de profissionais bem preparados e com objetivo de prosperar, a quem as agências classificadoras de risco dariam muitos “A”s.

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Experiência Internacional