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RIC TV - RECORD

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Giro

Giro nos Negócios

Indiano assume o Google

No dia 11/08/15, o Google anunciou uma grande reestruturação e reorganização de seus empreendimentos. Larry Page, cofundador da empresa, deixou o cargo de CEO, para que Sundar Pichai assuma o comando. O novo mandatário era considerado o número dois da corporação, pois lidava com os diretores de cada área de produtos do Google, enquanto Page cuidava das partes estratégicas. Pichai entrou em 2004 no Google e chegou a assumir o setor correspondente ao Android, sistema operacional mobile.


Foto: Forbes

 

 

Warren Buffett movimenta o mercado de aquisições

No início de agosto, o grande investidor Warren Buffett, anunciou que comprará a Precision Castparts (PCC), por meio da sua empresa, a Berkshire Hathaway. A PCC fabrica equipamentos aeroespaciais e de energia, e o negócio está avaliado em US$ 37,2 bilhões. Esta aquisição é uma das maiores já realizadas pela Berkshire, que pagará US$ 235 por ação em dinheiro, assumindo também a dívida líquida da empresa.

A última aquisição foi a química Lubrizo, em 2011. Com isso a empresa do bilionário americano volta a movimentar o mercado de aquisições.

Nokia quer voltar ao mercado de smartphones

A Nokia está movimentando-se para voltar com tudo ao mercado de smartphones. A empresa está testando novos produtos, buscando parceiros e contratando programadores e especialistas em softwares. No final de 2013, a empresa finlandesa vendeu sua parte de aparelhos móveis para a Microsoft.

Agora, a Nokia espera o final de 2016, que é quando ocorre o vencimento de do contrato de não concorrência com a Microsoft, segundo acordo firmado na época da aquisição.

Pearson focará 100% em educação

A Pearson, gigante do setor editorial, anunciou a venda da parte que lhe cabia da revista Financial Times. Agora, será a vez de vender a sua participação na The Economist.  O valor da venda gira em torno de 400 milhões de libras, ou seja, cerca de 2,2 bilhões de reais por 50%. A família italiana Agnelli deverá ser o maior acionista do grupo Economist.

O desejo da Pearson é voltar-se totalmente a sua estratégia na parte de educação global. Onde é uma das maiores do mundo, e no Brasil atua com livros, faculdades e cursos.

Foto: Pearson

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Capa

O papel da liderança nas organizações

Evento trouxe palestrantes renomados internacionalmente e abordou os papéis do líder no mundo corporativo

Foto: Luis Batista Fotografia

Da direita para a esquerda: Ken Mayhew (Oxford), Jeanie Fay Snow (Google), Norman de Paula Arruda Filho (ISAE) e Gregg Glover (Harvard).

No dia 11 de agosto, o ISAE realizou o 1º Leadership Forum ISAE, evento voltado a lideranças e gestores de diversos setores. O norte-americano Gregg Glover, responsável pelas admissões internacionais como Vice Diretor de Admissões na Harvard Graduate School of Education. Outro palestrante foi o britânico, Ken Mayhew, Diretor Fundador do Centro de Pesquisa de “Habilidades, Conhecimento e Desempenho Organizacional” da Universidade Oxford. Além de  Jeanie Fay Snow, coach do Google.

Os palestrantes abordaram temas diferenciados, como a adaptação do ensino na preparação dos líderes que o mercado precisa, até o desenvolvimento de novas lideranças que esteja alinhados com o crescimento econômico dos países.

Foto: Luis Batista Fotografia

O primeiro a palestrar foi Gregg Glover, que falou sobre a educação para líderes atualmente. Um dos pontos abordados foi a capacidadade das Escolas de Negócios promoverem um ensino rápido e eficaz aos alunos, por meio de intercâmbio e outros métodos, que desenvolvam a comunicação, crítica e fomente perspectivas mundiais. Conhecer outras culturas ajuda no desenvolvimento profissional, além de conhecer outras características, auxiliando no crescimento do profissional como líder.

Glover ainda abordou que para ser um bom líder, é necessário ter a habilidade de se comunicar com eficiência, ter uma visão criativa, ser um bom gerenciador em diversas situações, principalmente as adversas e conhecer e realizar o planejamento estratégico colocado pela empresa. Porém, as universidades tem pecado na formação destes futuros gerentes, líderes e presidentes, pois não os colocam em contato com empresas que trabalham internacionalmente, dificultando esta troca de informações com outras culturas, línguas e pessoas, como citado anteriormente.

Foto: Luis Batista Fotografia

Logo após o norte americano, o responsável por conduzir o evento foi Ken Mayhew, que abordou o capital humano e o lado econômico de diversos países. Segundo o especialista, o sucesso econômico do Estado, está totalmente ligado com o nível de conhecimento das pessoas que trabalham e conduzem os negócios naquela região. Mas isso nem sempre reflete a realidade, pois muitos profissionais, são sub valorizados, já que tem mais conhecimento do que a função necessita, com isso a economia não cresce devidamente.

Mayhew ainda destacou que o conhecimento e o número de pessoas que se qualificam, aumenta mais rápido do que o mercado consegue evoluir. Por isso, ele aborda que não há propósito em investir em educação, se o intuito não for em melhorar a economia e as condições de vida da população, tudo em sinergia, para que o país possa evoluir de maneira sólida.

Foto: Luis Batista Fotografia

Por último, Jeanie Fay Snow trouxe um case de um líder do Google, que tinha problemas no relacionamento com seus pares e sua equipe. Em sua explanação ela falou sobre a importância que o coaching tem sobre a carreira de uma pessoa importante no quebra cabeça da organização. Outro ponto que levantado foi a necessidade que a equipe tinha para com aquele gestor, que precisavam de alguém que estivesse junto e aconselha-se em momentos estratégicos.

Por fim ela colocou que para ser um bom líder é preciso ter um autoconhecimento, para se ajustar em momentos adversos e solucionar problemas que apareçam pelo caminho. Buscar conselhos dos pares e a ajuda de um coach, ajudará em muito para não tome decisões erradas nos momentos cruciais. 

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Gerações

Como liderar equipes de gerações diferentes?

Colaboradores que têm idades diferentes podem trabalhar em sinergia sim

Foto: Free Images

Desafio do líder é saber delegar funções específicas, ligados a idade do colaborador

Nas organizações é comum que as equipes tenham pessoas de diferentes idades e gerações. Com isso, há um certo conflito entre pessoas que estão a mais tempo no mercado, com outras que acabam de entrar e ainda precisam amadurecer na carreira. Porém, esta mistura pode ser positiva, desde que o gestor saiba equilibrar e potencializar as competências de cada colaborador, independente da sua experiência.

Por isso a comunicação neste meio é muito importante. Ser claro e comunicativo, pode ajudar neste relacionamento entre o líder e sua equipe. A professora especialista em liderança, Melissa Antonychyn, aborda esta questão da importância de um bom diálogo entre as partes. “Aprecio muito a definição que comunicação é um fenômeno de natureza psicossocial, que envolve processos intra e interpessoais atuando simultaneamente. Desta forma, em contextos que prevalecem a diversidade de gerações, o líder deverá ter inicialmente uma percepção muito acurada de si mesmo e concomitantemente criar uma ambiência que permita a troca constante de feedbacks assertivos, que as pessoas tenham condições e sejam apoiadas no desenvolvimento da conexão empática e entendam o fenômeno da formação dos quadros de referência do outro”, coloca.

Uma outra situação que hoje é comum nas organizações, é o fato de um ou mais membros da equipe serem mais velhos que o líder. Esta situação, em alguns momentos, chega a ser embaraçosa quando se fala em relacionamento. Porém, é necessário que o gestor saiba a importância e a experiência que este colaborador tem dentro da sua equipe. Pois, este conta com um vasto conhecimento, muitas vezes técnico, e até mesmo da empresa. Nesta hora o colaborador pode ser um grande auxiliador em questões pontuais, unindo sua expertise junto a do seu líder. 

Em um contraponto, há os jovens que muitas vezes passam a visão de que não são comprometidos com as questões da organização. Segundo Melissa, os jovens têm sim esse comprometimento, mas de uma forma mais atual. “Hoje temos informação vasta, possibilidades de desenvolvermos nossas carreiras em vários países, de construirmos soluções customizadas de forma participativa, de navegarmos em opções de cargos que facilitam o entendimento do negócio no seu todo, e entendo que nossas expectativas, de querer que este jovem tenha comportamentos das gerações que atuaram em cenários diferentes deste, é criar ambiente agônico, contrário ao que estes jovens buscam e precisam para se comprometerem”, afirma. Neste cenário, o líder pode colocar os integrantes em áreas que eles produzam mais e melhor, com inovação, tecnologia, redes sociais, entre outros tantos cargos.

Citamos aqui dois perfis de colaboradores, divididos por idade, mas também há as personalidades, conceitos e ideais diferentes. Por isso, é papel do gestor, líder, coordenador, unir e fortalecer este grupo de pessoas. Trazer atividades que envolvam todos e que buscam o melhor de cada um, colabora com a sinergia e união do grupo “Trabalhos participativos, que todos opinem, que as tarefas e os comportamentos necessários sejam contratados conforme as necessidades de cada período”, finaliza Melissa. 

 

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Sustentabilidade

A formação de líderes globalmente responsáveis

Líderes tem papel fundamental na assimilação dos colaboradores com a sustentabilidade da empresa

Foto: Free Images

Líder precisa reunir as competências da equipe, unindo o time.

A liderança tem um papel fundamental na identificação de competências da equipe, para que essa, da melhor maneira possível, possa trabalhar em sintonia com os propósitos colocados pela diretoria no planejamento estratégico. Hoje, a sustentabilidade ainda é considerada um diferencial competitivo, por mais que diversas organizações se intitulem como tal, mas não pratiquem o que realmente é necessário.

Por isso, a assimilação do colaborador, de que o assunto é um diferencial competitivo para que os serviços da empresa alavanquem ainda é dificultoso. Claro, que a sustentabilidade estando no DNA e no dia a dia da organização, facilita nesta percepção, não somente do público interno, mas também dos atuais e potenciais clientes. A Perspectiva ISAE conversou com Luciano Castro, Consultor na área de Marketing Estratégico e aluno do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE, que abordou como a liderança pode identificar as competências centrais da equipe e transformar isso em uma alavanca na disseminação dos serviços junto a sustentabilidade.

Perspectiva – Qual é o papel do líder no momento de identificar as competências centrais da equipe?

Luciano - O líder deve primeiro conhecer suas expertises, a fim de atrair talentos complementares na formação das competências da empresa, e do subsequente valor a ser entregue ao mercado. Ao alinhar um determinado conjunto de recursos empresariais e capacidades das pessoas, cada gestor decide como estas contribuirão para a geração de retornos positivos para a organização e para seus colaboradores, por meio da comercialização de produtos e serviços provindo destas competências.  Dois conhecidos autores da área, C.K. Prahalad e Gary Hamel, descrevem uma metáfora que demostra bem a importância do reconhecimento das competências essências empresariais. Segundo eles, "a corporação é como uma grande árvore. O tronco e os principais membros são os principais produtos, os ramos mais pequenos são unidades de negócio; as folhas, flores e frutos são produtos finais. O sistema que fornece alimento, sustento e estabilidade, é a competência central. Evidente que o processo de reconhecimento, em alguns casos, não é simples, sendo necessário competências adjacentes (ou serviço de terceiros) em relação ao reconhecimento de quais competências a empresa possui e que geram valor para o mercado.

Perspectiva – Quais são os passos para a identificação?

Luciano - Considerando que as competências são de natureza individual, profissional e organizacional, três passos fundamentais devem ser levados em consideração no processo de identificação de competências:

- Raridade: O recurso é atualmente controlado por apenas um pequeno número de competidores?

- “Imitabilidade”: As organizações sem o recurso encontram uma desvantagem de custo em obtê-la ou desenvolvê-la?

- Organização: As políticas e procedimentos da organização estão organizados para apoiar a utilização destes recursos que possuem valor, são raros e caros de se imitar?

Uma clara perspectiva estratégica por meio de ferramentas conhecidas como SWOT - Strengths (Forças), Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças) -, podem contribuir para identificação das competências empresariais, bem como um contínuo desenvolvimento do modelo de negócio, descrevendo a proposta de valor e as relações que levam a empresa a criar, entregar e capturar valor no mercado.

Perspectiva – Como o gestor/líder pode fazer com que os seus colaboradores assimilem que a sustentabilidade é um diferencial competitivo?

Luciano - A melhor forma é demostrar o quanto determinada abordagem sustentável, incorporada na marca ou no produto, é percebida pelo consumidor como valor, gerando subsequentemente recursos financeiros para a empresa e para os que fazem parte dela. Assim, naturalmente colaboradores compreendem que estão contribuindo de forma realmente sustentável, desmistificando a ideia de que sustentabilidade é custo, mais trabalho, ou mesmo filantropia. Trata-se da fonte de vantagem competitiva da empresa, e na medida que estes percebem tal abordagem, passam a contribuir naturalmente para a geração de valor empresarial, e é claro, sustentável.

Perspectiva – Como os líderes podem incorporar no DNA da empresa a sustentabilidade, tornando-a vendável aos clientes?

Luciano - A primeira questão que a empresa deve desmistificar é a crença de que sempre o lucro é realizado a partir de perdas sociais. Empreendedores comerciais podem naturalmente produzir valor social no processo de ganhos privados, e empreendedores sociais, podem produzir ganhos privados no processo de criação de valor social. Empresas que possuem a competência de criar este valor híbrido, do social e financeiro ao mesmo tempo, conseguem entregar valor para o cliente e para o ambiente e sociedade de forma única e inseparável. Vejamos o exemplo da empresa Toms Shoes (www.toms.com).  Para cada calçado vendido a empresa doa outro utilizando o slogan “one-to-one”. A proposta de valor entregue ao consumidor, é o valor gerado no ambiente social por meio da venda do sapato, e não pelo calçado em si, como design ou durabilidade, ficando estas questões para segundo plano da proposta de marca. Como a proposição de valor é definido mais pela satisfação das necessidades dos clientes e menos por produtos específicos, a Tom Shoes possui a competência de gerar diferencial competitivo por meio da abordagem social empreendedora. A competência do empreendedor nos quesitos “vendas e marketing” é alinhada diretamente ao aspecto social. Portanto a proposta de valor da empresa é indissociável da sustentabilidade formadora do DNA da marca.

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Comunicação

Comunicação como princípio na liderança

Empresa Paranaense de TI já foi reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil

Nos últimos anos, muitas empresas voltadas para tecnologia têm aparecido no cenário estadual e nacional, sempre buscando a inovação e facilitar a vida de outros profissionais, com soluções necessárias para o dia a dia. Porém, há 23 anos, a Cinq Technologies desenvolve softwares de missão crítica para diversos setores, como: financeiro, aéreo, telecom, industrial e saúde. Não somente em âmbito nacional, mas também internacional. Hoje a organização conta com três escritórios, a matriz em Curitiba, uma filial em Ponta Grossa e outra em São Paulo.

Ao longo dos anos, a Cinq tem sido reconhecida por seu trabalho junto aos colaboradores. No início de agosto, pelo quinto ano consecutivo, a organização está entre as “Melhores Empresas para Trabalhar em TI“, no Brasil, do Great Place to Work. Também, neste ano, a empresa ficou entre as 250 pequenas e médias empresas que mais cresceram nos últimos três anos, segundo levantamento da Revista Exame PME. Esta é quarta vez que a Cinq aparece no ranking, apresentando um crescimento de 18,9%, entre 2011 e 2013.

Para conquistar resultados expressivos como esses, a Cinq tem um trabalho próximo aos seus líderes, colocando a comunicação como fator primordial no alto rendimento das equipes. O diretor Edson Althoff, coloca que o alto escalação trabalha junto aos gestores de forma participativa. “Entendemos que a comunicação entre líderes e liderados é o ponto mais crucial para uma boa relação entre os envolvidos e como consequência uma boa produtividade dos nossos times. E quando falo em comunicação, isso não significa algo unilateral, pois sobretudo, a habilidade de ouvir é de extrema importância”.

Porém, como em todos os lugares, há sim dificuldades no manejo e trabalho junto com outras pessoas, pois opiniões divergem e o relacionamento em alguns momentos fica perturbado. Por isso, na organização, o papel do líder torna-se fundamental no momento em que as coisas não evoluem como o planejado. E para que o gestor tenha sempre boas ferramentas na mão, a empresa investe em treinamentos e cursos que tragam este suporte. Também, sempre estão atentos a potenciais líderes que surgem nas equipes, capacitando-os internamente em princípio.

Também, para auxiliar as lideranças, a empresa desenvolveu um software próprio. “Temos alguns sistemas internos que foram desenvolvidos por nós mesmos. São sistemas de avaliação, de gestão de qualidade e um sistema que elenca índices de aderência aos processos internos, o que facilita em muito a gestão das nossas equipes”, avalia Althoff.

Edson, que também é ex-aluno no MBA em Gestão Estratégica de Empresas do ISAE/FGV, compartilhou as qualidades e valores que se busca em um líder e que esse deve sempre ter em seu dia a dia. “Eu sempre elenco alguns valores e princípios com relação a liderança, que são: transparência na gestão, honestidade, ética, liderança participativa e democrática, comunicação - sobretudo saber ouvir -, feedback, saber delegar e cobrar e sempre se auto-avaliar”, finaliza.

 Foto: Cinq Technologies

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ISAE - Locação de Salas

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Gestão

Educação transformando os líderes

Aluno do ISAE/FGV publica livro abordando as mudanças que a educação fez em sua vida

Foto: Divulgação

Livro leva o leitor a refletir a respeito de novos desafios da gestão corporativa.

Não há dúvidas que o ensino pode transformar o mundo. A educação tem um papel muito importante na conscientização e no crescimento profissional de cada aluno. Com o que é aprendido em sala de aula, o líder pode transformar uma organização, que por consequência, atingirá todos os seus stakeholders e clientes, disseminando conceitos e novas formas de ver o mercado e o mundo. Um desses profissionais é Carlos Alberto Ferraiuolo Junior, Coordenador de Tecnologia e Informação para o Varejo no Grupo Boticário e ex-aluno do MBA em Gestão Estratégica de Empresas do ISAE/FGV. Carlos atua há 20 anos na área de tecnologia e é especialista em soluções tecnológicas voltadas para as áreas de e-commerce, CRM, Marketing Digital, Contact Centers e Business Inteligence. Neste mês de agosto, ele lançou o livro “Gestão e Sustentabilidade Corporativa”, pela Editora Juruá, que leva o leitor a refletir a respeito de novos desafios da gestão corporativa, entre outros assuntos.

Abaixo você confere uma entrevista exclusiva com o autor, que fala sobre a sua visão de liderança, ética, entre outros assuntos. Confira.

Perspectiva – De onde surgiu a ideia do livro?

Carlos - Durante a aula de Sustentabilidade Corporativa no ISAE/FGV. Ao falar de Sustentabilidade, o professor Rubens Mazzali foi além do quesito ambiental. Falou muito dos eventuais impactos que uma tomada de decisão pode ter sobre a sociedade e economia e, principalmente, em como uma organização é avaliada sob o ponto de vista de seu valor econômico levando em conta ativos e passivos intangíveis. No momento em que me deparei com esta abordagem, tive de rever muitos dos meus conceitos sobre gestão de equipes e administração. Entendi que a gestão de empresas tal qual conhecemos precisa ser revisitada e precisa evoluir. O tema Sustentabilidade é um bom começo para que as perguntas certas sejam feitas com o intuito de chegarmos às respostas mais adequadas para os novos tempos.

Perspectiva – Qual a principal mensagem que você quer passar com ele?

Carlos - Como disse no texto introdutório ao livro: não é um guia ou um tutorial com passo-a-passo para tornar empresas conscientes. O objetivo é apresentar ao leitor de forma clara, por meio do diálogo e da história, temas como Desenvolvimento Sustentável, Sustentabilidade Corporativa, Gestão de Empresas e Novas Formas de Liderança. Estes temas são motivos de inquietação para muitos líderes e gestores atualmente. A ideia é usar esta inquietação para provocar a mudança por meio do pensamento crítico. Afinal não dá para ficar só falando, né? É necessário passar da retórica ao resultado.

Resumindo de forma simples: a mensagem do livro é mude o que precisa ser mudado e não fique esperando que mudem por você.

Perspectiva – Qual o papel dos gestores na sustentabilidade corporativa?

Carlos - Concorda que este tema é obrigatório e não opcional? Empreender e garantir resultados no longo prazo exige responsabilidade. O tema sustentabilidade é antes de tudo uma referência para o gestor que se preocupa não apenas com a geração de resultados, mas também no como gerar estes resultados. Esta preocupação só é legitima na empresa quando ocorre na gestão.

Perspectiva – Um dos capítulos do livro, você aborda sobre ética. Quão fundamental é esse quesito entre o líder e sua equipe?

Carlos - Permita-me reproduzir um trecho do livro: “A estrutura organizacional é o baluarte da ética para uma empresa. Estar eticamente segura é estar o tempo todo sensível a esta estrutura e como ela funciona e se adequa para a realização de suas atividades no ecossistema do qual a empresa faz parte. Se todo o planejamento, todas as decisões tomadas e toda ação da empresa são feitos à luz da ética, é provável que os riscos do negócio sejam minimizados. Uma empresa é o resultado de diversas escolhas e atitudes. Seu discurso deve ser tão eficaz quanto as suas práticas”. Liderar é transformar. Um líder não lida apenas com números. O líder transforma organizações e organizações são formadas por pessoas. Portanto o líder transforma a vida das pessoas. Se você tem um líder que não é ético, então você terá um time que não é ético e, por fim, uma empresa que não é ética.

Perspectiva – Como você vê os gestores de hoje? Estão muito ultrapassados?

Carlos - Essa é uma pergunta interessante. O fato é que a gestão evoluiu bastante desde Taylor, mas na prática ainda usamos muitos métodos e indicadores daquela época. Não acho que estejamos ultrapassados. Estamos sim vivenciando uma transição de um modelo cujo foco era deter o maior volume possível de informação para um modelo em que colaboração e compartilhar conhecimento gera bem mais resultado. Naquele modelo mais antigo, concentrar informações nas mãos de poucas pessoas era sinônimo de poder. Com a alta disponibilidade e velocidade de propagação da informação por meio da internet, aquilo não faz mais sentido. Todos temos acesso a informação. Transformar informação em conhecimento e ser competitivo é que faz a diferença agora. Adotar um modelo ágil e enxuto, ter uma organização mais horizontal e menos hierarquizada, propor um ambiente de trabalho que estimule a colaboração e a troca de ideias são algumas ações que podem deixar sua empresa mais bem adaptada para a mudança e inovação num mercado que muda constantemente. Mas é preciso ter cuidado, é preciso estar consciente e questionar se aquele novo modelo realmente atende os interesses da sua empresa e vai garantir a perenidade do negócio. Só para não sair implementando mudanças só porque o discurso da moda prega. O fundamental é ter consciência daquilo que lhe convém e é realmente importante. Não é uma questão de estar ultrapassado, mas de sentir-se desafiado.

Perspectiva – Na sua área de TI, como você vê os líderes trabalhando com suas equipes, já que em sua maioria, são compostas por jovens?

Carlos - A tecnologia desempenha e vai continuar desempenhado papel fundamental na geração de resultados. O encontro de forças (Nexus of Forces como propões o Gartner Group) como Mobile, Cloud, Social e Big Data faz com que surjam oportunidades de negócios num modelo que neste momento chamamos de Digital Business (Negócio Digital). Neste modelo, as empresas não se relacionam (comercialmente falando) apenas com pessoas, mas também com dispositivos digitais (coisas). Assistentes pessoais como o Siri da Apple, em algum momento, serão capazes de fazerem a colocação de nossos pedidos de compra antecipando nossas necessidades.

Veja por exemplo o Sistema Watson da IBM que foi utilizado para responder perguntas em um famoso programa de televisão norte-americano chamado Jeopardy! Após o estrondoso sucesso na TV, agora a IBM propõe a utilização deste sistema como apoio a tomada de decisão em tempo real no mundo corporativo. Quer dizer: com esta avalanche de informações, com o ciclo do planejamento estratégico cada vez mais curto, e, esta transformação acelerada experimentada no mundo dos negócios, fica difícil uma única pessoa tomar decisões, sozinha, o tempo todo.

Neste ponto, uma área de TI torna-se fundamental e uma mudança de atitude se faz necessária. A TI precisa se posicionar estrategicamente antecipando movimentos e não ficar apenas “tirando pedido” das áreas de negócio. Independentemente da idade, o líder na área de TI tem que instigar em sua equipe este desejo de não ficar preso somente ao aqui e agora, sustentando o que já está pronto em seus sistemas. Sim, isto é extremamente importante e é preciso fazer isso de forma eficiente. Mas é preciso também propor: qual a arquitetura sistêmica ideal capaz de permitir que a empresa com mais de 6.000 colaboradores conceba e execute novos produtos e serviços de forma tão ágil e objetiva quanto uma startup de 20 pessoas? Tudo isto está acontecendo aqui e agora e estou falando de uma mudança de modelo que ocorrerá num futuro muito próximo. Inovação é atitude e não idade.

Foto: Arquivo pessoal

Carlos fez o MBA em Gestão Estratégica de Empresas pelo ISAE/FGV. Coordenador de Tecnologia e Informação para o Varejo no Grupo Boticário. Atua há 20 anos na área de tecnologia e é especialista em soluções tecnológicas voltadas para as áreas de e-commerce, CRM, Marketing Digital, Contact Centers e Business Inteligence.

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Ferramental

Softwares de gestão

Programas auxiliam o dia a dia no trabalho do líder

Foto: Free Images

Runrun.it é um dos softwares disponível no mercado. Programa é bem intuitivo.

Os softwares de gestão são importantes ferramentas nas mãos dos líderes, pois auxiliam no dia a dia da equipe e, também, dão a possibilidade de gerar diversos relatórios de acompanhamento. A Perspectiva ISAE reuniu cinco programas que podem fazer este papel para o gestor, ajudando na condução dos trabalhos e na supervisão dos colaboradores:

Zoho

Esta é uma ferramenta para gestão de projetos em que é possível os colaboradores,  darem sugestões e acompanharem o andamento de tarefas. Além disso, permite gerir vários projetos, colocando tempo, quem é o responsável, tudo em um calendário sincronizado.

  • Runrun.it

    Uma plataforma de gerenciamento corporativo online, onde não é necessário instalar nenhum programa. As funcionalidades são inúmeras e a plataforma se adapta ao tamanho da necessidade. É possível criar equipes e fluxos de trabalho, cadastrar tarefas e definir prioridades, além de acompanhar a entrega de cada tarefa, entre outras funções. Também, oferece relatórios gerenciais em tempo real.

Basecamp

Oferece diversos planos onde é possível escolher conforme a quantidade de projetos que serão realizados simultaneamente e espaço para compartilhamento de arquivos. É possível definir prioridades para as tarefas, acompanhar o prazo de projetos e discutir nas áreas de comentários. Também, configura notificações por e-mail sempre que uma discussão for iniciada.

  • Goplan

    Com uma interface intuitiva, faz a gestão de tarefas e permite a criação de metas para a equipe. Os usuários podem atualizar o status para que todos saibam que atividade está sendo realizada no momento, e o controle de ponto e tempo gasto em cada projeto podem ser registrados pela plataforma.

Plano de Negócios

Ele é gratuito e o Sebrae fornece a quem precisar. É indicado tanto para quem tem uma ideia de negócio mas não sabe se é viável, quanto para quem quer expandir operações. Trata-se de uma ferramenta importante porque, de acordo com especialistas, o plano de negócios da sua empresa deve ser revisto de quando em quando.

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Motivação

A liderança nas telonas

Filmes famosos podem servir de motivação para os líderes, junto às suas equipes

Em muitas situações, os filmes retratam a realidade do ser humano. Em outros a película é baseada em fatos reais e passam a história de grandes pessoas que marcaram gerações e pessoas. Nestes filmes, também é possível identificar grandes momentos que incentivam e motivão para buscar o melhor, enfrentar os problemas e buscar os seus sonhos. A Perspectiva ISAE reuniu algumas histórias que passaram nas telonas e que podem ajudar, você líder, a motivar e buscar sempre o mlehor na sua carreira e da sua equipe. Confira:

  • Jobs

    O filme mostra a vida difícil e emocionante de Steve Jobs, um dos empreendedores mais influentes que já existiu na história. Desde as tratativas com Steve Wozniak, até a criação dos primeiro computadores pessoais da Apple. A história mostra que a paixão e o propósito no que se faz é o maior indicador de sucesso em um empreendedor.

O Lobo de Wall Street

Baseado na história do corretor Jordan Belford, em Nova Iorque, mostra a sua vida de miséria, até quando consegue, por meio da corrupção, uma vida melhor. O filme passa uma mensagem de que não importa o que você é, mas sim, que se você trabalhar, pode alcançar o que quiser.

 

    • Coach Carter – Treino para a Vida

      Trata a emocionante e inspiradora trajetória de um treinador chamado Ken, que resolve impedir seu time de basquete de jogar por causa do mau desempenho acadêmico. Sua atitude causa reações boas e ruins. O filme passa uma grande mensagem sobre liderança, a que conquista pelo exemplo de suas ações, e que inspira seus liderados a acreditarem em seus sonhos e darem valor à vida.

A Grande Escolha

O filme se passa no um dia da escolha dos jogadores para a liga de futebol americano nos Estados Unidos, conhecido como draft. O personagem principal é Sonny Weaver Jr., que precisa fazer a escolha certa e agradar a torcida e toda a gerência do time. A mensagem do filme é como um gestor, em meio apressões, pode tomar boas decisões, baseados em seus conceitos, saindo-se bem para o mercado.

 

  • Anjos da Vida

    O filme ressalta qualidades como força, direção e competência da liderança, qualidades que fizeram com que os personagens acreditassem em seus potenciais e se destacassem profissionalmente. Conflitos entre colaborador e líder, problemasna comunicação, entre outros desafios mostram os reais problemas enfrentados no dia a dia da organizações.

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Especial

O papel do líder e a gestão de equipes

Especialista em Programação Neurolinguística aborda os papéis e a importância do líder nas empresas

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Indica

Perspectiva Indica


Os 27 desafios que todo chefe deve enfrentar – Sextante – Bruce Tulgan

Ao longo de mais de 20 anos de pesquisas, o escritor percebeu que a resposta de 90% dos entrevistados incluiu as mesmas 27 dificuldades: o que fazer para não perder a estrela do time, como motivar os funcionários, de que maneira recompensar os melhores quando seus recursos são limitados, entre outras.

 



Virei chefe e agora? – Agir – Bob Selden

'Virei chefe, e agora?' é um guia para tornar-se um chefe de sucesso. Mantenha-o no seu escritório. Mas não em cima da mesa! A regra 1 é: não demonstre que não tem certeza do que está fazendo.

 



Gestão e Sustentabilidade Corporativa – Juruá – Carlos Alberto Ferraiuolo Junior

A presente obra convida o leitor a refletir a respeito dos novos desafios da gestão corporativa na era do conhecimento, passando por temas como: desenvolvimento sustentável, sustentabilidade corporativa, relacionamento entre empresas e seus stakeholders, relacionamento com clientes, lucro e geração de valor no longo prazo, interesses corporativos versus ética, novas formas de liderança etc.

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Artigo

Esperança

Foto: Arquivo Pessoal

Rodrigo Casagrande é professor de pós-graduação do ISAE/FGV na disciplina de Liderança e Desenvolvimento de Equipes, além de sócio-diretor da Armatta Desenvolvimento Humano e Organizacional (www.armatta.com.br). Doutorando em Administração de Empresas e possui Mestrado em Administração pela FURB. 

O excelente livro ¨Foco¨, de Daniel Goleman, traz uma situação vivenciada por Larry David, criador das séries de sucesso Seinfeld e Curb Your Enthusiasm, a qual me parece bem apropriada para abordar um ponto chave para o sucesso dos líderes: gerar esperança.

Goleman nos conta que Larry é do Brooklin, mas viveu a maior parte da sua vida em Los Angeles. Numa rara estada em Manhatan, para filmar episódios de Curb – em que interpreta ele mesmo – David foi a um jogo no Yankee Stadium.

Eis que, quando houve uma pausa no jogo, as câmeras exibiram a sua imagem nos telões. O estádio, em peso, levantou para aplaudi-lo. Estamos falando de quase 50 mil pessoas. Isso é que é ser ovacionado…

Porém, quando David estava indo embora, ainda no estacionamento do estádio, alguém colocou o corpo para fora de um carro que passava e bradou a plenos pulmões: ¨Larry, você é um imbecil!!¨.

No caminho para casa, Larry David ficou obcecado com aquele único encontro: ¨Quem é aquele cara? O que foi aquilo? Quem faria isso? Por que dizer uma coisa daquelas?¨

Foi como se os milhares de fãs carinhosos que teve contato naquela noite não existissem, apenas aquela única pessoa.

Considero este relato impressionante, pois desnuda uma característica presente em grande parte das pessoas: a suscetibilidade à negatividade, beirando o autoflagelo. Isso pode ser muito perigoso. Goleman discorre que focar nas coisas negativas ou positivas funciona como uma alavanca para determinarmos como o nosso cérebro opera, e isso tem relação direta com a sensação de bem estar ou para o caminho para uma depressão.

O fato é que, parafraseando Eça de Queiros, ¨para criticar, somos implacáveis¨, e isso vale para a autocrítica. Além disso, tenho a sensação de que as pessoas estão cada vez mais carentes, o que pode gerar fragilidades e incapacidade para administração dos momentos de frustração.

Penso que esta abordagem é muito significativa para enaltecermos a importância dos líderes ressonantes, aqueles que geram um prisma positivo nas equipes. Isso porque um dos papéis fundamentais do líder é gerar esperança, e a esperança causa mudanças positivas em nosso cérebro e libera hormônios geradores da sensação de bem estar nos diz Richard Boyatzis, professor da escola de administração da Case Western.

O fato é que o líder é o termostato emocional da sua equipe. A dois quilômetros de distância a equipe já consegue perceber o estado emocional do líder. Por conta disso, é preciso que o líder tenha consciência da importância do amparo emocional que precisa prover. Ao gerar esperança vai propiciar uma boa atmosfera de trabalho. Por outro lado, é preciso também reconhecer o efeito devastador que suas críticas poderão causar no comportamento das pessoas, dependendo da sua forma e conteúdo.

GOLEMAN, D. Foco: a atenção e seu papel fundamental para o sucesso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014.

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Outdoor Mídia