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Faculdade ISAE Brasil

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Giro

Giro nos Negócios

 

Dell expande sua área de atuação

A fabricante de computadores Dell junto a empresa de armazenagem de dados EMC, se unirão em breve, criando uma nova empresa de tecnologia, que terá grande relevância no mercado. O negócio de US$ 67 bilhões, auxiliará a Dell a criar um novo braço em sua companhia, dando grande passo no mercado de armazenagem de dados para empresas, que é lucrativo e tem crescimento rápido.

 

 

 

Crédito: Dell

 Facebook quer uma nova “era de realidade virtual”

A Oculus VR, fabricante de óculos de realidade virtual comprada pelo Facebook, anunciou que fundará uma "era da realidade virtual" e junto ao Netflix. O Facebook adquiriu a empresa no ano passado por 2 bilhões.

O primeiro óculos de realidade virtual Rift será lançado em 2016, seguido pela estreia de controladores Oculus Touch, que são projetados para permitir que as pessoas interajam com os diferentes 'mundos'.

 

Crédito: Azul Linhas Aéreas

 

Azul tem prejuízo no caixa

Os balanços foram revelados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mostrou que a terceira maior companhia do Brasil, a Azul, fechou o segundo trimestre no vermelho, com prejuízo líquido de R$ 329,2 milhões. No mesmo do ano passado, a empresa havia apurado lucro líquido de R$ 12,3 milhões. Com o resultado do segundo trimestre, a Azul acumula no primeiro semestre de 2015 uma perda líquida de R$ 236,7 milhões, já que a empresa havia apurado ganho no primeiro trimestre.

 

NASA “doa” suas patentes

A Agência Espacial Norte Americana (NASA), por meio do Technology Transfer Program (Programa de Transferência de Tecnologia), quer compartilhar suas ideias e patentes com startups. A ideia da empresa é “doar” este conhecimento sem custo inicial, porém após ir ao mercado, é preciso pagar royaltes para que o programa seja mantido.

As startups podem navegar por um bom tempo na página dedicada exclusivamente aos registros disponibilizados pela iniciativa, que vão de tecnologia voltadas a TI, a comunicações e eletrônicos.

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Capa

Empreendedorismo Jovem

O trabalho começa cedo

Crédito: Pixabay

Colocar o projeto no papel e buscar conhecer a área a ser explorada

A quantidade de informações ao nosso redor é muito grande. A começar pelas redes sociais, passando pelos grandes portais, contando também com televisão e rádio, essa gama aumenta consideravelmente. A comparar-se com anos anteriores, não muito longe, anos 80 e início de 90, onde a internet ainda não estava disponível, a quantidade era menor, pois o jornal impresso era o veículo mais confiável, seguido do rádio que passava informações de hora em hora.

Segundo um estudo realizado por neurologistas, uma média de 60 mil pensamentos rondam nossas cabeças, e isso conta muito pela quantidade das informações citadas acima. O jovem está inserido neste circuito, adaptando-se muito mais fácil do que pessoas mais velhas, que já tem 30 anos ou mais. Por si só, o jovem já é “acelerado”, com as tecnologias isso aumentou consideravelmente.

As ideias afloram a todo momento e em muitos casos, a vontade e intenção de empreender, surgem e desaparecem rapidamente. Porém, há aqueles que já sonham e pensam em ter seu próprio negócio, já que não se veem trabalhando em empresas e batendo o cartão diariamente. Mas até quando é válido não ter estas experiências nas empresas?

Afinal, a educação (no Brasil) é muito criticada pelas organizações, pois não preparam o profissional para o mercado de trabalho. Aí vem a pergunta: Se o curso que é feito para preparar este aluno para o mercado não está apto para isso, quem está? Segundo a professora de empreendedorismo do ISAE, Nicole Maccali, o jovem precisa ter esta vivência de empresa, pois com ela pode aprender a ter compromisso, metas, entregas, além de receber feedbacks de seus pares e superiores. No caso das startups, investidores e especialistas da área comentam que a experiência vem dos erros e acertos na hora de criar e executar uma empresa. Porém o estudo é muito importante para que o profissional tenha a base na construção do seu empreendimento.

Mas, para iniciar o seu negócio, o jovem tem que estar atento ao mercado e também a área em que pretende empreender. "É necessário saber se o produto ou serviço oferecido terá aderência do mercado, para que o que ele está projetando tenha saída", afirma Nicole. Outro ponto a destacar é a busca por ajuda de professores e mentores que lhe darão conselhos válidos para o jovem empreender, "o Sebrae tem um bom trabalho com micro e pequenas empresas, mas também há as incubadoras que podem dar um bom caminho na criação e execução de startups", aponta.

Entretanto, são os estudos que podem dar a sustentação e conhecimento necessários para que todo o projeto seja desenvolvido e executado da melhor maneira possível. Procurar uma faculdade que dê suporte para isso, assim como incentiva o jovem a buscar o empreendedorismo é imprenscindível para o sucesso profissional do jovem. "Só passa credibilidade quem tem conhecimento e domina o que está falando. Qualquer insegurança no momento de buscar um investidor e mostrar o seu produto, pode colocar tudo a perder", finaliza Nicole.

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Bem-estar

Qualidade de vida na empresa

Empresas podem organizar ações para melhorar o bem estar dos colaboradores

Quem já ouviu a frase: “Passamos mais tempo no trabalho, do que em casa”, e esta é uma realidade, se contarmos que de 40 a 60 horas semanais, o profissional está na empresa junto com os colegas e no ambiente corporativo. Por isso, quando se começa a ter problemas de saúde, ou de relacionamento, logo se associa a problemas no trabalho, pois é ali que se concentra a maior parte da vida.

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), 70% das organizações veem que a qualidade de vida dos profissionais é estratégico para as empresas. Assim o rendimento deles sobem, crescendo também sua produtividade. A mesma pesquisa revela que o stress e questões emocionais são os problemas que mais afetam os profissionais, em 68% dos casos.

Outros benefícios do bem estar do profissional na organização está na redução dos custos com assistência médica, o que permite que o colaborador não falte por problemas ocasionados no trabalho. Também, ajudam a reter e reduzir os talentos na empresa, pois eles veem vantagens de estar nela.

Por isso, há diversas ações que as organizações podem providenciar para que esta qualidade de vida, seja vista e sentida pelos colaboradores. Como por exemplo, a Procter & Gamble, que adotou os horários flexíveis entre seus funcionários. Assim eles podem escolher entre três horários que facilitem seu dia a dia, claro, sem perder o foco ou algo que atrapalhe sua produtividade.

 

A Perspectiva ISAE preparou uma lista de ações que as empresas podem colocar e organizar para que os seus colaboradores estejam com uma alta qualidade de vida, assim ajudando nos negócios e aumentando a sua produtividade. Confira abaixo.

  • - Clubes de corrida e caminhada;

- Participação em campeonatos esportivos e corridas de rua;

  • - Convênios com academias;

- Massagem itinerante;

  • - Ginástica laboral;

- Espaços de relaxamento;

  • - Espaços de lazer.

 

 

  

 

Crédito: Pixabay

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Conduta virtual

As redes sociais no mundo corporativo

Empresas estão expostas nas redes, mas podem diminuir o risco

Crédito: Pixabay

Redes sociais são acessadas diariamente e a empresa precisa estar atenta

As redes sociais são parte das empresas hoje. Grande parte (se não todas) empresas estão inseridas nelas, seja com perfil atuante, marcações, reclamações, ou até mesmo com os produtos. Mas, mesmo assim, ainda há uma discussão sobre qual o real posicionamento e importância delas estarem dentro deste vasto mundo.

Hoje, o Linkedin é a ferramenta mais profissional entre todas, pois reúnem diversos profissionais buscando novos posicionamentos em suas carreiras e empresas. Estar em um ambiente assim é benéfico e maléfico ao mesmo tempo, já que se pode ter ótimas referências, mas também problemas que serão vistos por milhares de pessoas.

Por isso, a reputação de uma organização vai além da web e vem para o “mundo real”. Pois o que se faz, com toda certeza refletirá nas redes sociais. Nos dias atuais, outro problema enfrentado é o vazamento de informações, muitas vezes de colaboradores insatisfeitos com alguma situação, ou que querem tirar proveito da empresa.

Para conter isto, a organização pode tomar algumas decisões que inibam este tipo de coisas. Como por exemplo, fazer com que os colaboradores assinem termos de responsabilidade, caso alguma coisa seja vazada para a web. Criando assim, uma “lei” de ética entre a organização e funcionário.

A Perspectiva ISAE traz alguns pontos a serem pensados para que tanto a empresa, quanto colaborador, estejam seguros e possam usar as redes sociais com responsabilidade, não impedindo ou afetando nenhuma das partes. Confira abaixo:

- Crie um código de ética entre colaborador e empresa, pois evita que alguém seja lesado caso haja algum problema futuro;

  • - É importante zelar pela imagem da empresa e seus valores;

- As divulgações da Instituição nos perfis dos colaboradores não são obrigatórias;

  • - Divulgações institucionais em redes pessoais devem ser feitas com cautela. Ao postar na rede de um terceiro, o mesmo só deve ser feito com autorização;

- Assuntos privados da empresa não devem ser mencionados nas Redes Sociais;

  • - Lembre-se que seu posicionamento em uma rede social pode refletir na Instituição em que você trabalha;

- Qualquer dúvida sobre posicionamento nas redes sociais pode ser sanada com a área responsável da organização;

  • - Fotos do ambiente de trabalho também não devem ser postadas nas redes sociais, salvo quando forem fotos divulgadas no perfil oficial da empresa;

 

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Carreira

Estudo como alavanca na carreira

Estar atualizado é um diferencial no mercado de trabalho

O mercado está em crise, o dólar e a inflação está em alta e os empregos diminuindo. A taxa de desemprego chegou a 8,3%, no último levantamento. Por isso, muito se ouve que quem está empregado, se “agarre” a ele, pois é melhor garantir. Mas, na contramão de tudo isso, estão os profissionais que são referência em suas áreas e disputados pelas empresas. Ter uma visão diferente nestes momentos é importante para conseguir enxergar as oportunidades que aparecem no mercado.

A especialista em gestão de pessoas Alessandra Assad, coloca que a situação do país faz com que estejamos em alerta a todo instante para qualquer sinal do mercado, porém que onde há crise, também há oportunidades. “É preciso entender que toda crise gera perigo e oportunidades, cabe a cada um de nós mantermos a calma e traçarmos a estratégia correta para aproveitarmos as oportunidades que a crise oferece em nosso favor, da melhor maneira possível. Estudar é o melhor caminho, sempre”, explica.

Por isso, estar em constante atualização e antenado com as tendências é de suma importância, pois os cursos tanto de curta, média ou longa duração, podem dar ao profissional, ferramentas para o seu crescimento na carreira. “Este é, sem dúvida, o melhor momento para investir em educação. Eu mesma fui buscar aperfeiçoamento profissional quando vi que o mercado sinalizava uma crise. Quero estar ainda mais preparada quando tudo isso passar. Os profissionais melhores preparados serão mais valorizados”, afirma Assad.

Hoje, há uma gama de cursos que podem facilitar o aprendizado e também não necessitam de muito investimento. Esses cursos são de dois ou três dias, facilitando assim a implementação do que foi aprendido. Há também os cursos online, que não importa o local e horário, para o aluno assistir a aula no computador, tablet, ou até mesmo no celular. Todo o tempo investido na carreira, em algum momento traz um retorno. “Vale a pena aproveitar todo o tempo que você tiver de acordo com os recursos disponíveis. Não é desculpa a falta de tempo ou de recursos financeiros. Se não der para fazer o que você gostaria, faça o que pode. O importante é não ficar parado, agregar valor a sua carreira. Este investimento nunca será perdido”, aborda a especialista.

As empresas hoje estão muito conectadas ao mundo corporativo, principalmente as redes sociais, onde o profissional expões sua vida e atualiza o seu currículo, como no Linkedin. Por isso, as empresas buscam os profissionais que mais buscam esse crescimento e estão se atualizando constantemente. Alessandra Assad aborda que o comportamento do profissional é que define o seu futuro. “Tudo o que as empresas estão procurando são profissionais qualificados e que demonstram iniciativa, capacidade e força de vontade em aprender. E isso vale para todas as áreas. Conhecimento técnico é importante, mas o comportamento é o que define a competência do profissional do futuro”, finaliza.

Crédito: Pixabay
 

Trocar experiências e estar atualizado ajuda no momento de buscar novas oportunidades

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Marketing

Construção de marca

Evidenciar a marca é parte de um grande trabalho interno da empresa

Crédito: Pixabay

Criar a marca é mais complexo do que se pensa

A marca de uma empresa a representa mais que o seu produto. Entre o público, as grandes marcas tem um destaque especial, tornando-se até status dependendo do produto. Por exemplo a Coca Cola, que expandiu para o ramo de roupas e calçados, já despontando como um ícone também neste segmento. Mas você pode pensar: “Ele está falando de uma gigante que tem muito dinheiro para investir”.

Independente do tamanho da empresa, o conceito de uma marca é a base para se começar um grande empreendimento. Segundo o especialista em marketing, Ney Queiroz Azevedo, para se colocar uma marca em evidência no mercado, é necessário ter um planejamento que preveja todos os aspectos de construção e posicionamento. “Desenvolver um trabalho efetivo de branding, atrelado aos valores que a marca representa”, aponta.

Por isso, o “logotipo”, da sua empresa, bem como a “chamada”, precisam estar alinhados ao planejamento da organização. Não se pode trocar eles apenas por achar bonito, mas há sim, uma transformação por completo no alvo e desafio que a empresa terá. “O redesign de logos se mostra importante quando as marcas precisam se mostrar mais alinhadas às tendências atuais. Na verdade, são símbolos de transformações maiores pelas quais as empresas passam”, coloca Ney.

Por mais que sejam feitas essas mudanças, a identidade da empresa deve ser mantida, para que não se perca sua essência. Uma simples mudança, pode confundir o público, passando a ser questionado sobre a continuidade da mesma e até mesmo de seus produtos. Neste momento, é realizado um estudo em que vários elementos são apontados para certificar que a mudança esta correta.

“Reposicionar uma marca significa uma mudança estratégica da empresa, englobando as mais diversas áreas, inclusive clientes e fornecedores. O processo só é possível quando todas as áreas estão alinhadas e focadas no mesmo objetivo, que é representado pelos valores e propósitos da marca”, afirma Ney.

O processo de criação deve ser realizado por especialistas, que saberão que caminhos tomar. Por isso, a concepção da marca deve ser levado a sério desde o início, para que não haja imprevistos e não tenha que refazer em pouco tempo. A continuidade de uma marca traz credibilidade e confiança do cliente, o que facilita o crescimento da empresa.

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9º Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável

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Prêmio

Reconhecimento no mercado

Aquarela Jardins participou do Prêmio Ozires Silva e teve seu trabalho reconhecido

Crédito: Luís Batista/ ISAE

Fabio Garcia recebeu o 9ª Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável

O Prêmio Ozires Silva esta em sua 9ª edição e sempre buscou colocar em evidência, grandes projetos que transformam a sociedade de alguma maneira. Tanto no segmento econômico, social, educacional, ou ambiental, a premiação recebeu inscrições de grandes empresas, mas principalmente de pequenas e médias, que virão no Prêmio, uma oportunidade de alavancar seus empreendimentos.

A Perspectiva ISAE traz nesta matéria, uma entrevista com Guilherme Cândido, sócio na empresa Aquarela Jardins & Harmonia de Ambientes, uma das ganhadoras na categoria Empreendedorismo Econômico. Confira a matéria abaixo:

Perspectiva - Quais foram as mudanças que ocorreram após receberem o Prêmio?

Aquarela Jardins - A principal mudança que sentimos após ganhar o Prêmio é a de confiar no trabalho que estamos desenvolvendo e em todo o planejamento que traçamos já naquela época. Aos poucos, estamos construindo a nossa história e sempre que desanimamos, lembramos que ganhamos e que isso não foi em vão, que foi visto potencial em nosso propósito. Isso nos dá gás para continuarmos trilhando o nosso caminho e nos faz ter paciência para colher os frutos num futuro próximo.

Em relação ao mercado em geral, acredito que ainda são poucas as pessoas que conhecem realmente a importância do Prêmio Ozires Silva fora do universo empreendedor. Por essa razão, o impacto mercadológico ainda não tem nos trazido resultados positivos. Mas, ainda sim, mantemos a divulgação em todo o nosso discurso porque sabemos o valor.

Perspectiva - Qual foi a importância de ter participado da premiação?

Aquarela Jardins - Ter participado da premiação foi fundamental para testarmos nossa ideia e nosso modelo de negócio e termos o aval de grandes profissionais. Mais do que o prêmio, os feedbacks que recebemos foram essenciais para nosso crescimento.

Perspectiva - Qual a sensação de ver que o seu trabalho foi reconhecido em um prêmio nacional?

Aquarela Jardins - Foi incrível. Foi como ouvir uma palavra de incentivo de um grande sábio dizendo "Vá em frente e acredite porque teu projeto tem futuro". Por isso que ele sempre nos dá motivação para concretizarmos todo o planejado naquele momento.

Perspectiva - O que esperam para o futuro no negócio? Querem empreender mais ou continuar apenas com a Aquarela Jardins?

Aquarela Jardins - Atualmente nós estamos colocando em prática tudo o que nos fez ganhar o Prêmio e estamos direcionados à franquear a marca. Temos três modelos diferentes (uma bike, uma carreta e um garden truck) focados no mercado de jardinagem e estamos totalmente focados nisso pelos próximos três meses. No entanto, paralelamente, temos desenvolvidos outros projetos dentro da própria Aquarela, como a venda e o desenvolvimento de produtos, e fora dela também, em parceria com ONGs e outras empresas.

Por essa razão, queremos empreender mais e com certeza teremos muitos outros negócios. Uma vez que nos abrimos para o mundo do empreendedorismo e para um universo colaborativo parece impossível nos mantermos estáticos e apenas direcionados à Aquarela.

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Empreendedorismo

Contabilizei: De um escritório formal para o online

Conheça um pouco mais da startup que mudou o jeito da contabilidade

Crédito: Contabilizei

Os números sempre foram tratados “formalmente” nas organizações, afinal eles relatam exatamente se está tudo certo com os negócios, se precisa de mais dinheiro, ou investimento, pagar contas, receber pagamentos, enfim, tudo gira ao redor. Este papel é da contabilidade, que cuida de toda a questão burocrática, auxiliando a alta gestão a manter o fluxo da empresa.

A burocracia é muito alta nesta área da empresa, pois são muitos papéis a serem manejados, o que deixava o setor muito quadrado, praticamente igual em todos os lugares. Porém, em 2012 Vitor Torres abriu uma startup que revolucionou a indústria contábil. Juntamente a Fábio Bacarin, fundou a “Contabilizei”, que tem por objetivo oferecer uma contabilidade online, para as micro e pequenas empresas e que seja fácil e econômica.

Só neste ano, a empresa já cresceu cerca de 600% em relação a 2014, mas o empreendedor não quer parar por aí, como ele fala na entrevista exclusiva a Perspectiva ISAE. Conheça um pouco mais como começou e até onde Vitor Torres quer chegar.

Perspectiva – Você já teve outras empresas antes? Em que ramo atuavam?

Contabilizei – Sempre trabalhei com consultoria de negócios, depois de uma temporada atuando neste setor, na Europa, voltei para Porto Alegre e fundei a Mind On, uma empresa de educação corporativa. Já morando em Curitiba e com o desejo de ajudar novos empreendedores, criei a Supernova, a primeira aceleradora de startups do Paraná e, ainda durante os trabalhos na aceleradora, surgiu a ideia da Contabilizei.

Perspectiva – Onde surgiu a ideia do Contabilizei?

Contabilizei – Com uma atuação densa em consultoria de empresas, sempre vi a dificuldade que os empreendedores tinham com contabilidade. Via a burocracia, os códigos e leis indecifráveis e os altos custos, com isso, comecei a pensar porque a contabilidade não poderia ser mais fácil e democrática. Passei um ano pesquisando o negócio e buscando um sócio desenvolvedor, ouvi muitos nãos e via as pessoas descrentes com a ideia, achando ser impossível fazer um negócio assim. Finalmente, depois de muita busca, me uni ao Fábio Bacarin, desenvolvedor e co founder da Contabilizei, ele comprou a ideia com muito entusiasmo e assim começamos a construir esta história.

Perspectiva – Como conseguiram os investidores? Participaram de algum processo?

Contabilizei – Sempre busquei desenvolver relacionamento com investidores. Durante a Supernova, esses contatos se intensificaram e conheci muitos investidores anjos e fundos de investimento.

O investimento na Contabilizei somente foi possível por termos obtido uma tração inicial muito bacana. Isto despertou o interesse de investidores e facilitou a primeira rodada de investimentos.

Na segunda rodada de investimentos, não estávamos procurando investidor, pois estávamos capitalizados do primeiro investimento. A Kaszek nos procurou e identificamos uma excelente oportunidade em conjunto. Assim, desenvolvemos um novo plano e eles realizaram o aporte.

Perspectiva – Como fazem para selecionar as pessoas que trabalham na empresa?

Contabilizei – O maior desafio é encontrar as pessoas certas. Passei um ano para encontrar um sócio e até hoje um dos desafios da Contabilizei é encontrar pessoas que queiram, de fato, fazer parte de um time. Eu costumo conversar pessoalmente com todos os candidatos, após previa seleção do head de cada área. É nesta conversa que consigo entender o que a pessoa está buscando e sentir se ela realmente está disposta a embarcar conosco na missão de democratizar a contabilidade.

Perspectiva – Qual a previsão de crescimento da empresa e até onde querem chegar?

Contabilizei – Só neste ano, já crescemos 600% em relação a 2014 e pretendemos finalizar 2015 com um crescimento ainda maior. A nossa visão é democratizar os serviços contábeis, entregando uma contabilidade inteligente e econômica e devolvendo bilhões de reais à economia do país nos próximos anos.

Perspectiva – Você como empreendedor, como vê o panorama do mercado para aqueles que querem fazer parte deste grupo?

Contabilizei – A crise é um momento muito oportuno para empreender. Com a crise, as oportunidades de mercado ficam ainda mais latentes, especialmente, para aquelas ideias que vão na contramão do mercado. A Contabilizei surgiu na contramão do mercado, oferecendo um serviço de contabilidade online com economia superior a 90% para o empresário. A complexidade de tirar do papel um negócio na contramão é extremamente alta, mas quando bem executada, garante um diferencial competitivo muito grande no mercado. Nestes tipos de negócio, a crise é inexistente.

Perspectiva – Quais dicas deixariam para estes profissionais?

Contabilizei – Compartilhe o seu negócio com as pessoas certas. Para ter um negócio bem sucedido é fundamental ter pessoas que te apoiem na estratégia e na execução, pois ninguém cria um império sozinho. Se eu não tivesse encontrado meus 2 sócios, jamais teria conseguido criar a Contabilizei.

Crédito: Contabilizei

Equipe do Contabilizei: Empresa mudou o conceito da indústria contábil

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Especial

Case Esal

O Crescimento de uma empresa Paranaense

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Viagens

África do Sul: Cape Town

Cidade é cheia de paisagens e locais para visitar

Cape Town, ou a Cidade do Cabo fica na África do Sul. É a capital legislativa do país, onde o Parlamento Nacional e muitos escritórios do governo estão localizados. É o segundo mais populoso núcleo urbano, financeiro e cultural do país, depois de Joanesburgo.

Cape Town é uma mistura de mar, montanha, infra-estrutura de primeiro mundo além de uma incrível diversidade cultural. A diversidade é tão grande que 11 línguas foram reconhecidas como oficiais na África do Sul. É o país com maior número de línguas oficiais em todo o planeta. A educação também se destaca. Na cidade estão as duas melhores universidade do país, a Universidade de Cape Town e a Universidade de Stellenbosch

Onde comer? Test Kitchen: Eleito um dos melhores restaurantes do mundo. Fica num lugar muito bacana, cheio de galerias de arte e lojas cool. Vinho, cerveja e a comida também são destaques. Mais de 7 mil diferentes rótulos são produzidos na África do Sul e se concentra em Western Cape, a província ou estado de onde faz parte.

Alugar um carro é uma excelente opção para conhecer a Cidade do Cabo, principalmente porque o transporte público na cidade não é dos melhores. Uma das estradas mais bonitas do planeta – Chapman’s Peak Drive – está lá. É possível caminhar até o topo do cartão postal da cidade – a Table Mountain – em cerca de duas horas de ida e mais duas horas de volta. A Lions Head, outra montanha possui uma vista incrível. Assista ao pôr-do-sol em Camps Bay. Vale a pena assistir um jogo de Rugby no estádio de Newlands.

Se quiser se aventurar mais na África, tem diversas vinícolas para apreciar vinhos, como a Stellenboch e a Steenberg, Cabo da Boa Esperança e você pode fazer um Safári também. Visite a Robben Island, ilha que Nelson Mandela ficou preso, fica a 30 minutos de barco a partir do WaterFront.

A moeda oficial do país é o rand, e é ela que você deverá usar em suas transações.Um restaurante muito bacana onde com entrada, prato principal, sobremesa e vinho não ultrapassa R$50,00 por pessoa

Cape Town é um porto relativamente seguro. A cidade é cercada de Townships, que é o nome dado as favelas sul-africanas e os índices de violência não são nada agradáveis. Nada diferente se poderia esperar de um país com tamanha diferença social.

 

  • Priscila Kamoi é blogueira de viagens e felicidade. Já passou por mais de 20 países e seu blog possui mais de 40 roteiros de Viagens. Escreve para o blog www.jornadakamoi.com

 



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Indica

Sobre cultura e empreendedorismo

Dois livros e um filme para inspirar você a colocar suas ideias em prática

Então você decidiu que vai empreender, certo? Muito bem. Você tem uma ideia - uma ótima ideia - e quer botar ela pra rodar. Falta apenas cuidar de alguns detalhes.

Você precisa fazer seu plano de negócios. Precisa também escrever sua missão, visão e valores. Precisa ainda falar com um contador (seu cunhado disse que tem um ótimo pra indicar). Quem sabe ele te ajude a escrever o contrato social - o contador, não o seu cunhado. Ah, você também tem que correr atrás do alvará, ou dos alvarás, dependendo do seu modelo de negócio. Está tomando nota? E, se não tiver capital inicial suficiente, precisa ir atrás de crédito. Talvez uma agência de publicidade possa te ajudar com a apresentação para os investidores. E com a logomarca. E a papelaria. E o slogan. E… E… Gasp.

É tanta coisa pra fazer e pra lembrar que às vezes dá até um desânimo. Não é à toa que tanta gente desista antes mesmo de começar. E, ainda assim, você olha para o lado e vê um monte de empresários bem-sucedidos com histórias de sucesso pra contar. Qual o segredo desses caras?

A diferença é que, ao invés de se intimidar com a enorme lista de tarefas a serem cumpridas antes de abrir uma empresa, eles arregaçaram as mangas e começaram a fazer o que amam, do seu próprio jeito. E ainda recebem por isso! Esse tipo de gente não se enquadra na definição de empreendedor, mas sim de “starter”, ou seja, alguém que cria um novo negócio. Bom, ao menos essa é a teoria do livro “Reinvente sua empresa”, escrito por Jason Fried e David Hansson. Caso você não conheça, os dois são fundadores da empresa 37signals, que, entre outras coisas, criou o Basecamp, uma plataforma de gerenciamento de projetos mundialmente conhecida.

 

Nas cerca de 200 páginas do livro, Fried e Hansson se põem a desconstruir, um por um, todos os mitos que geralmente desencorajam quem está pensando em abrir sua própria empresa: o mito de que você precisa de um planejamento de longo prazo, o mito de que você precisa crescer sempre para se sentir realizado, o mito de que você precisa investir uma grande verba no marketing para chamar a atenção. Para eles - e também para Chris Anderson, autor de "Makers", outro livro muito bacana sobre empreendedorismo - nós vivemos um momento único e extremamente propício para ser dono do próprio negócio. Afinal, todas as ferramentas necessárias  para o sucesso estão em nossas mãos.


Senão, vejamos: softwares de código aberto e impressoras 3D permitem que você crie e dê forma física a seu produto. Fóruns on-line ajudam você a encontrar parceiros em qualquer parte do mundo. Sites de crowdfunding possibilitam obter financiamento sem depender de bancas de investidores. E as mídias sociais e as plataformas de e-commerce ajudam você a divulgar e a vender seu produto para seu público-alvo. Está tudo lá, na internet. Basta “dar” um Google.

Se ainda não está convencido, talvez o filme “Chef”, dirigido e protagonizado por Jon Favreau, ajude você a mudar de ideia. Ele conta a história de Carl Casper, um chef de cozinha frustrado com a vida. O dono do restaurante onde ele trabalha está sempre podando sua criatividade, preferindo investir em um menu antiquado ao invés de arriscar coisas novas. Pior: Carl é tão ocupado que não tem tempo para curtir o filho, gerando uma sensação constante de culpa. Rolou uma identificação?

Pois bem: Carl sai do restaurante pomposo onde trabalhava e decide abrir um food truck. Simples assim. Ali, ele mesmo cria e prepara os sanduíches - e seu filho se encarrega da divulgação, por meio de contas no Twitter, Facebook e no Vine. E, lá pela metade do filme, em uma ligação para a ex-esposa, Carl confessa: nunca esteve tão feliz. Satisfeito com o que faz, não demora muito para que Carl veja seu negócio crescer e dar certo.

Pegou a lição? Então não se deixe intimidar pela burocracia e pela lista de afazeres. Respire fundo, resolva uma questão por vez e coloque as coisas em prática. Nem todas as empresas abertas dão certo, é verdade. Mas 100% das que deram, foi porque um dia alguém teve uma ideia - uma ótima ideia - e decidiu pôr ela para rodar.

  • Leonardo Oliveira é sócio-fundador da Lieb3 Comunicação Digital e escreve sobre cultura no blog cafeinacultural.com.br

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Artigo

Os 5 erros mais comuns na elaboração de um Planejamento Estratégico

Crédito: Linkedin
 

Luciano Vicenzi é especialista em planejamento estartégico e professor do ISAE

Na administração de empresas existem milhares de técnicas para ajudar os gestores na condução de seus negócios. Entretanto, a experiência demonstra que esse alto número indica também o quão baixo é o entendimento das bases ou fundamentos por trás de tais técnicas, muitas delas com o mesmo denominador comum, alteradas apenas nas expressões ou no design.

Muitas consultorias adotam essa prática para renovar determinadas ideias seminais, a fim de parecerem mais modernas ou relevantes. No Brasil, os termos usados em inglês, por exemplo, parecem ter melhor aceitação, devido a cultura nacional de abertura e valorização maior às ideias e produtos vindos de outros países. Mas, se você entende o conceito por trás da técnica, poucas coisas são realmente novas nesse universo da gestão.

Então, se há várias técnicas para melhorar a performance empresarial, por que a eficiência das empresas brasileiras está tão baixa? Por que tantas empresas apresentam tanto desperdício de recursos em seus processos internos? Bem, há diversas causas possíveis, mas talvez a mais crítica esteja na falta de profundidade dos executivos nacionais na aplicação adequada, customizada, de uma determinada técnica. A consequência se revela na aplicação de diversas técnicas sem resultados compensadores. Aí, a culpa é da técnica.

Uma das técnicas, rotineiramente mal aplicada, inclusive por muitas consultorias, é o planejamento estratégico. É muito planejamento mal feito e mal executado, com resultados pífios e, talvez por isso, nem sempre é devidamente valorizado. Aqui, apresento 5 erros mais comuns na elaboração e execução de um planejamento estratégico:

  • 1) Intenção: Para que fazer um planejamento estratégico? Se não for para fazer as mudanças necessárias para levar a empresa a um próximo patamar, não faça. E mudanças começam sempre na intenção da cúpula. Então, se o principal gestor não quer realmente mudar suas perspectivas e atitudes em relação ao negócio, simplesmente não vai funcionar. Ele será o primeiro a sabotar a “solução”. Em empresas familiares, esse é um problema crítico. A intenção não pode ser fazer planejamento para constar, é preciso comprometimento.

2) Diagnóstico: Superficialidade no diagnóstico talvez seja o erro mais comum em planejamentos. Em uma análise simples, se o planejamento teve baixo rendimento, a conclusão direta é: erro de diagnóstico. Superestimar ou subestimar o cenário, as capacidades internas, os recursos disponíveis, a cultura organizacional, o tempo de execução em meio as atividades cotidianas. Enfim, se não deu certo, volte à etapa de diagnóstico. Aplique o velho PDCA para identificar e resolver suas deficiências de análise sobre as relações de causa e efeito dentro da organização.

  • 3) Pensamento incremental: Cuidado com a restrição na análise das oportunidades sem considerar os vetores da mudanças no mundo e no comportamento dos seus clientes. Muitos gestores se prendem a justificativas para explicar por que as coisas são feitas do jeito atual e apenas aplicam o pensamento incremental para fazer mais do mesmo, colocando 10% ou 20% sobre os resultados do ano passado. Projeção orçamentária não é planejamento estratégico. Em geral, as empresas quebram na fase de transição de tamanho, justamente porque o próximo patamar requer um novo modelo mental, uma nova visão sobre as oportunidades e transformações internas para responder ao novo nível de desafios.

4) Customização: Não é a empresa que precisa se adequar à metodologia, é a metodologia que precisa se adequar à empresa. O planejamento deve ser feito falando das dores reais, colocando o dedo na ferida, considerando a realidade da empresa, inclusive para definir o escopo de tempo considerado pelo planejamento. Três, cinco, dez anos e por aí vai. Quanto menor a maturidade para planejar, menor deve ser o escopo de tempo. Ao final, as pessoas que irão executar o plano traçado devem estar cientes do novo nível de desafio, mas ao mesmo tempo, seguros de que é possível superá-lo. Para isso, devem sentir que sua realidade foi incluída no planejamento.

  • 5) Acompanhamento: Tenho a impressão de estar sempre bater nessa tecla em meus artigos, mas sem dúvida, é o principal erro, o mais lesivo à boa aplicação dessa técnica. O planejamento deve ser um instrumento vivo da gestão, não algo a mais a considerar em meio a várias coisas do dia a dia. Sobre ele se decidem prioridades e se tomam decisões de negócio. Por isso requer o aprendizado constante e a flexibilidade para absorver as mudanças típicas do negócios e do mercado. Todo planejamento está sujeito a ajustes de rota quanto à execução, resultado do aprendizado organizacional de correlacionar causas e efeitos para traçar o caminho entre o ponto A e o ponto B.

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