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Faculdade ISAE Brasil

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Giro

Giro nos Negócios

Crédito: COP 21


Milionários investem em energia limpa

Durante a COP 21, que ocorreu em Paris no início de dezembro, o fundador da Microsoft, Bill Gates, junto com Mark Zuckerberg, do Facebook e Jack Ma, do Alibaba, lançaram uma plataforma de financiamento para projetos com energia limpa no mundo, a  Breakthrough Energy Coalition.

Cerca de 28 ricos investidores de 10 países, cujo patrimônio líquido coletivo supera os US$ 350 bilhões (quase R$ 1,4 trilhão). O objetivo do projeto é proporcionar capital para a pesquisa das tecnologias mais promissoras de energias limpas.

 

Japão esbarra na burocracia com os carros ecológicos

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, considera os carros movidos a hidrogênio “os melhores veículos ecológicos”. Porém, há uma grande lista de burocracia, para que os projetos saiam do papel, atrasando as ambições do Japão de ser líder do setor de veículos de célula de combustível e de sua infraestrutura de abastecimento.

Para 2016, Toyota e a Honda colocaram metas baixas, em relação a venda dos carros. A Toyota planeja montar cerca de 2000 sedãs Mirai, já a Honda pretende ter 200 unidades do Clarity Fuel Cell.

 

Google aproveita onda de Star Wars e lança novidades

Aproveitando o lançamento do 7º filme da saga Star Wars, o Google lançou mais um serviço atrelado ao filme. Após permitir personalizar os aplicativos com temas do filem, agora pode-se ter o idioma Aurebesh no Google Tradutor. O dialeto aparece em diversos momentos dos seis filmes e agora os fãs podem brincar e descobrir como falar palavras do cotidiano, na língua estrangeira.

 

Crédito: Google
 

Combate as mudanças climáticas

Durante a COP 21, foram lançadas duas iniciativas com o objetivo de estimular os países a combater as mudanças climáticas. As ações totalizaram cerca de US$ 748 milhões. Já países como Alemanha, Suiça e Noruega anunciaram um projeto de US$ 500 milhões, para encontrarem novos métodos para ajudar os países em desenvolvimento neste desafio.

O presidente do Banco Mundial, Jim Young Kim, se pronunciou e disse que a iniciativa quer ajudar os países em desenvolvimento a alcançar este difícil caminho.

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Sustentabilidade

A sustentabilidade como eixo norteador

Alta gestão precisa entender a importância da sustentabilidade na empresa

Crédito: Article 19

A sustentabilidade do negócio sempre vem a tona em momentos de dificuldade e renovação. Principalmente quando a crise está instaurada no país e muitas empresas estão cortando gastos, sejam funcionários, investimentos, ou até mesmo fechando suas portas, pois não conseguem mais arcar com os custos.

Isto torna a gestão muito vulnerável, principalmente por não ter a sustentabilidade no dia a dia da empresa. Ser sustentável não é apenas ter trabalhos sociais ou ambientais. Mas sim, economicamente falando, pois a empresa precisa ser bem alicerçada para alcançar voos maiores. Confira  abaixo a entrevista com Charles Carneiro, especialista em sustentabilidade e professor do Mestrado Profissional em Governança e Sustentabilidade do ISAE.

Perspectiva – O que as empresas podem fazer para começar 2016 com a sustentabilidade em seu DNA?

Charles - As boas experiências, as de sucesso, que temos no país e no mundo envolvendo princípios sustentáveis na gestão de empresas, tem como alicerce, a percepção e estímulo a partir de seus líderes. Quando este entendimento e impulso vem da alta direção, a fluidez e chance de sucesso aumenta significativamente. Obviamente que o corpo operacional precisa estar imbuído do mesmo espírito, contudo mudanças de postura na gestão, estratégias e principalmente possíveis investimentos necessários à adoção, são facilitados quando os líderes tem esta linha de atuação, tem a percepção de que este é o melhor caminho a seguir.

Perspectiva – Como a sustentabilidade pode ajudar as empresas a barrar a crise?

Charles - Creio que não é o fator sustentabilidade que vai barrar ou não a crise nas empresas no atual cenário. Enfrentamos momentos difíceis, talvez os mais difíceis já enfrentados pelo empresariado brasileiro. Por outro lado, a sustentabilidade pode, além de proporcionar uma gestão mais responsável sob todos os aspectos, promover redução de custos pela otimização no emprego de produtos, oportunizar diferentes nichos mercadológicos, assim como, vantagens em determinadas concorrências. As empresas sustentáveis já tem e terão cada vez mais vantagem competitiva. Isso é uma tendência mundial! No entanto, para avaliar o efeito da sustentabilidade na gestão da crise teria que se fazer uma análise caso a caso.

Perspectiva – A sustentabilidade pode ser um diferencial competitivo para 2016?

Charles - Sim, para 2016, 2017, 2018 e assim por diante. Em um futuro não distante, mais do que ser um diferencial competitivo, empresas não sustentáveis terão grande dificuldade em sobreviver no mercado. É sabido que não há sustentabilidade sem viabilidade econômica, contudo cada vez mais os eixos ambiental, social e cultural assumem maior importância, quer seja pela própria conscientização, ou mesmo pela pressão de leis, órgãos ambientais e da própria sociedade. Em tempos de internet, a velocidade da informação tem sido uma ferramenta de grande relevância para permear estes conceitos, ao mesmo tempo em que permite um olhar "fiscalizatório" da população. Portanto, empresas que não tem essa percepção podem enfrentar sérios problemas.

Perspectiva – Quais dicas você deixa para as empresas colocarem a sustentabilidade em prática?

Charles - Obviamente que há outros caminhos, mas a minha experiência tem demonstrado que primeiramente o corpo diretivo precisa estar sensibilizado a conduzir a empresa sob estes princípios, apoiando e incentivando as ações que necessitem ser adotadas. Muitas vezes requer uma reestruturação corporativa, o que pode demandar investimentos no início, certamente recuperados a posteriori.

Também é preciso tem bons profissionais com conhecimento técnico em governança e sustentabilidade. Estes eixos estão diretamente relacionados, e o corpo técnico, notadamente os gestores de processo, precisam ter know-how no assunto. É fundamental atuar em compliance, atendendo todos os preceitos e conformidades legais.

Outros dois aspectos determinantes que eu gostaria de destacar: deve-se promover a participação de todos os stakeholders no processo, sem esquecer do cliente, bem como,  promover fóruns de discussão com todos os colaboradores da empresa, para demonstrar que sustentabilidade vai muito além de cuidar do meio ambiente, que pode gerar lucro, que pode proporcionar o bem estar de todos, buscando que gerações futuras possam igualmente usufruir do ecossistema.

Perspectiva – Este ano tivemos um acidente ambiental gigante em Minas Gerais, porém no dia a dia, as empresas cometem pequenos problemas ambientais. Como fazer para evitar isso?

Charles - Governança sustentável e responsável. É preciso ter um efetivo processo de gestão, além de que é preciso conhecer a fundo o seu processo de produção, com o conhecimento do processo é possível monitorar e mensurar adequadamente. É possível ter alto rendimento de forma sustentável, observando critérios de legislação. Outro aspecto bastante importante é a existência de um plano de alerta e contingência, caso necessário.

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Governança

A governança pode ajudar na crise

Empresas que tem boas práticas em governança se saem melhor nos momento difíceis

Crédito: SXC

Liderança tem que dar o exemplo para os colaboradores

A governança tem um papel fundamental dentro de uma empresa. Seja ela pequena, média ou grande. O que muda é a forma de conduzir e também os objetivos de seus proprietários. Quanto antes começar, mais fácil será as mudanças que a organização passa, assim como o crescimento será uma consequência dos bons atos.

Toda organização conta com um método de governança, porém nem todos fazem dela uma bem feitoria dentro de seu negócio. Muito pelo fato de não colocar no planejamento de sua equipe e nem estar tão evidente assim aos colaboradores. Segundo o consultor em governança Carlos Eduardo Lessa Brandão, “a governança das organizações afeta mais a liderança, ou seja, os sócios, o conselho administração (se houver) e a diretoria. Em geral, os líderes devem dar o exemplo, colocando em prática os compromissos da empresa, por exemplo, se submetendo ao mesmo código de conduta dos colaboradores”, coloca.

As boas práticas de governança sempre fazem com que a empresa cresça em sua área de negócio. Até mesmo por mostrar que tem uma maneira de levar a organização, sem muitos problemas, pois tudo está com processos e regulamentado. Facilitando assim, investimentos por parte de outras organizações que veem valor nela. Neste ano, diversas empresas passaram por graves problemas, até mesmo por não saber que decisões tomar para não ser afetada de forma drástica pela economia. Lessa Brandão expõe que a existência de um conselho de administração com membros externos à empresa, por exemplo, é uma boa prática de governança que pode levar a decisões mais cuidadosas e criteriosas, evitando crises internas e enfrentando melhor as externas.

Uma das características da governança é o tempo em que ela é construída. Pois leva-se um certo período para que ela seja estabelecida e também internalizada pela alta gestão, líderes e até mesmo os colaboradores. “O ditado “governança é uma jornada” indica que esse tema deve ser objeto de atenção constante por parte da liderança das organizações, buscando ajustar as práticas de governança às necessidades das empresas. Avaliar o sistema de governança existente e identificar um programa de melhorias é um bom começo”, aponta Lessa Brandão.

Algumas práticas podem ser adotadas pelas organizações para alcançarem a excelência em vários pontos. “A maturidade das organizações com relação às boas práticas de governança varia muito. Um conjunto de práticas recomendável inclui a elaboração de um acordo entre os sócios, a implementação de um órgão colegiado para apoiar e monitorar a diretoria (conselho de administração ou conselho consultivo) e contar com uma auditoria externa das demonstrações financeiras, o que ajuda a aperfeiçoar os controles internos e a evitar riscos. Adicionalmente, elaborar e divulgar um relatório anual e implementar um código de conduta”, finaliza o especialista.

É sempre importante buscar ajuda neste momento de implementação da governança. Instituições como IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) podem auxiliar os líderes a planejar da melhor maneira possível, basta a organização querer. 

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MBA FGV

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Projetos

A área de projetos como alavanca da empresa

Setor pode contribuir com as receitas da empresa de modo eficaz

Crédito: Pixabay

A área de projetos sempre é uma das mais afetadas quando se fala em corte de gastos. Por ser responsável por novos trabalhos e também por manter e fazer “acontecer” os que estão ativos, ela tem que se desdobrar para fazer com que tudo aconteça da melhor forma possível. A crise econômica atingiu em cheio este setor e por isso, estar preparado e atualizado com as últimas perspectivas do mercado, faz com que o profissional não tenha problemas ou surpresas durante sua caminhada.

O especialista e profissional da área de projetos Armando Terribili Filho, aborda o que pode se esperar de 2016, além de falar como a área de projetos tem que se portar nestes momentos de baixa e como ela pode alavancar os recursos dentro das empresas, mostrando-se importante neste momento de crise.

Perspectiva – Quais as perspectivas para a área de projetos em 2016?

Armando – É de conhecimento disseminado que os indicadores da economia brasileira em 2015 foram muito ruins, como: taxa de inflação anual acima de 10%, decréscimo do PIB em 3,1%, nível de desemprego na faixa de 9% e elevada de taxa de juros. Por exemplo, em janeiro de 2015, o Banco Central projetava um crescimento de 0,5% do PIB no ano, e no final de novembro, já apontava -3,1%. As projeções para 2016 não são otimistas: indicam um decréscimo de -1,8% da economia. Desnecessário dizer que o país vive um momento de recessão econômica, acentuada pela absoluta falta de credibilidade nos políticos brasileiros, como evidenciam recentes pesquisas realizadas. A credibilidade internacional no país diminuiu, tendo como consequência uma sensível redução no aporte de recursos externos para nossos projetos.

Os ajustes fiscais com eventual criação de novos impostos, aumento de alíquotas dos já existentes, redução dos investimentos do governo em projetos de infraestrutura, dentre outras medidas de restrição de crédito, fazem com que muitos projetos da área pública sejam revistos, interrompidos ou cancelados.

Alguns otimistas ainda acreditam que os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (agosto) e Paraolímpicos (setembro) provocarão uma aceleração econômica no ano; todavia, já aprendemos com a Copa do Futebol de Futebol de 2014, que além dos projetos de construção e reforma dos estádios, muitos ainda não foram concluídos, sobretudo, os de mobilidade urbana, reforma de aeroportos e relacionados a transportes.

A área privada também é afetada pela recessão econômica e seus projetos também; todavia, em busca de maior produtividade e competitividade no mercado, muitas oportunidades na realização de novos projetos surgem. Para tanto, é necessário “fazer mais com menos”, e isso exige conhecimento, planejamento, criatividade e coragem. Coragem para quebrar o paradigma “não se mexe em time que está ganhando”, ou seja, deve-se acreditar que se pode fazer algo melhor com melhor desempenho. Produtos e processos de negócios podem ser melhorados, como: melhor qualidade, menores custos e redução de ciclos (tempo).

Perspectiva – Como as empresas podem se preparar para os desafios que enfrentarão no próximo ano, com o orçamento reduzido?

Armando – Há várias possibilidades para superar os desafios de 2016, que somadas podem trazer resultados surpreendentes. Em primeiro lugar é necessário investir nos processos de seleção de projetos, devendo-se priorizar os que tragam resultados tangíveis em menor prazo possível. Para tanto, os aspectos políticos e até de vaidades existentes na organização devem ser sepultados. A seleção criteriosa de projetos faz com que os portfólios de projetos fiquem consistentes com a estratégia da empresa, possibilitando a criação de programas, a fim de otimizar a utilização dos recursos na gestão dos projetos.

Em segundo lugar, torna-se necessário realizar um efetivo controle nos projetos em curso por meio de indicadores de desempenho. Assim, quando identificados desvios nos custos orçados ou nos prazos, medidas corretivas podem (e devem) ser tomadas de forma imediata, para os projetos em andamento. Assim, os relatórios gerenciais de projetos tornam-se instrumentos de monitoração e constante tomada de decisão dos executivos.

Em terceiro lugar, as organizações precisam investir mais na identificação e mitigação de riscos. O tema “risco” é ainda algo que exige uma mudança cultural na maioria das empresas do país. Muita gente ainda acredita que eliminar ou reduzir a probabilidade de um risco em um projeto é “custo adicional”, e não vislumbram o possível impacto negativo (financeiro, prazos, ambiental, imagem, etc.) que aquele risco traria ao projeto caso se tornasse realidade.

Perspectiva – Vários projetos foram cortados ou tiveram seus investimentos reduzidos, como gestor pode gerir isto?

Armando – É nestes momentos que o Escritório de Projetos (PMO) deve atuar de maneira assertiva, por meio da utilização de processos padronizados, metodologias que trazem maior produtividade e ferramentas integradas aos processos. Com a padronização, há ganho de escala no gerenciamento de projetos, não somente na realização de atividades, mas no linguajar, na cultura organizacional, fortalecendo o compromisso de todos com os objetivos dos projetos. Como falei anteriormente, é necessário “fazer mais com menos”, e isso exige empenho e alto desempenho do gestor e de sua equipe.

Perspectiva – Como gerir os projetos com qualidade, mesmo tendo uma equipe reduzida e menos verba?

Armando – Qualidade é algo que não se pode abrir mão, mesmo com recursos escassos. O que se pode negociar são prazos consistentes com o esforço necessário para geração dos entregáveis dos projetos. De qualquer modo, cada vez mais os soft skills se fazem necessários para um gerente de projetos. Pesquisas recentes indicam que há três habilidades mais importantes que o conhecimento específico em gerenciamento de projetos; são elas: liderança, comunicação e negociação.

Essas três habilidades associadas com duas outras competências: capacidade de solucionar conflitos e trabalhar em equipe, propiciam um clima organizacional adequado para que todos contribuam com seus conhecimentos e experiências para o atingimento dos objetivos dos projetos. Gerir uma equipe é muito mais de fixar um cronograma na parede e ficar “cobrando as pessoas”. É necessário: estimular e incentivar a participação, orientar e instruir, valorizar, premiar e comemorar as conquistas da equipe. Não falo de paternalismo ou algo similar, mas de profissionalismo sério, respeitoso, colaborador e meritocrata.

Perspectiva – Quais dicas você daria aos gestores de projetos das empresas para o próximo ano?

Armando – Os gestores devem ter em mente que seu patrimônio profissional é composto de quatro vertentes: conhecimento, experiência, networking e imagem. Assim, recomendo que invistam em sua formação (com apoio financeiro ou não da organização para qual atuam), por meio de cursos de pós-graduação, cursos de especialização, busca de certificações profissionais e assinatura de publicações especializadas.

Participar de seminários e congressos possibilita conhecer novos métodos de trabalhos e cases, além de propiciar um maior networking. O networking (inclua-se: associação a entidades específicas e presença nas redes sociais) possibilita maior empregabilidade, e também, facilidades para realizações de benchmarkings de processos. Finalmente, a “imagem”, é uma construção das atitudes do profissional no ambiente de trabalho e resultado de sua exposição nas redes sociais. Enfim, diria ao gestor de projetos: trabalhe com determinação, ouça sua equipe, não abra mão da qualidade, colabore, seja ético, lidere e aceite novos desafios. Inclusive, de um 2016 atípico!

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Energia

O que esperar do setor elétrico

Não se sabe se a conta sobe ou baixa

Crédito: Pixabay

O setor de energia teve um grande aumento em 2015. Tanto residências, quanto empresas, tiveram mais de 50% de aumento em suas tarifas, o que ocasionou reclamações e descontentamento por parte da população. O motivo dado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), é que as termoelétricas estavam sendo utilizadas e por isso, o aumento era preciso para compensar mais este gasto.

Segundo Frederico de Almeida Fonseca, Sócio da Rolim, Viotti & Leite Campos, “atualmente existem várias discussões judiciais que envolvem tanto os encargos setoriais quanto os tributos incidentes nas operações com energia elétrica. Por exemplo com encargos, os grandes consumidores podem obter judicialmente a redução de vários componentes da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), além da exclusão dos encargos da base de cálculo das contribuições ao PIS e a COFINS pagas pelas geradoras e distribuidoras, que são repassadas ao consumidor livre no preço da energia”, aborda.

Uma solução para combater esta alta, seria a geração própria de sua energia, no caso de empresas, já que residencial é muito mais difícil. É o que coloca Paulo Miotto, Sócio da Ecoeficiência Energia, que afirma que o não avanço dessas soluções é a ausência quase completa de uma metodologia de trabalho em energia que, colocada em prática, leva o tema para dentro da agenda da alta liderança. "Sem dúvida as empresas que buscam reduzir o consumo de energia sem afetar sua produção sabem que o segredo é tornar os processos mais eficientes. E sabem também que é necessário primeiro identificar as oportunidades para, em seguida, elaborar um plano para implantar as ações. Porém esse roteiro, na prática, tem se mostrado absolutamente insuficiente. A questão é por quê? A resposta padrão se baseia na dificuldade de aprovação de projetos de eficiência, considerados projetos de melhoria, em face aos desafios de manter produção e garantir uma boa manutenção”, coloca.

Para 2016, não se sabe o quanto e se irá subir o valor da conta de energia. Foram identificados sete parâmetros que explicam os custos mais representativos no cálculo tarifário para 2016. São eles: Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA; Índice Geral de Preços do Mercado – IGP-M; cotação do Dólar; Custo Marginal de Operação - CMO;  taxa SELIC; encargo Conta de Desenvolvimento Energético – CDE; e Mercado consumidor de energia elétrica.

O mercado de energia é muito dinâmico e muda constantemente. As fortes chuvas que tem caído no sul e a falta delas no sudeste, podem acabar modificando a área. O desastre ecológico em Minas Gerais, também influência o setor, que necessita em muitas vezes, da boa vontade da natureza e dos políticos.

08

Gestão de Pessoas

Profissionalização para buscar o novo

Estudar e se atualizar é a melhor solução para continuar no mercado

Crédito: Pixabay

A qualificação sempre foi a melhor saída para encontrar um novo emprego, ou subir de cargo dentro da organização. Além do fato de agregar conhecimento, o estudo traz status e poder de decisão na carreira. Como já foi abordado ao longo do ano, as empresas precisam que os colaboradores se atualizem, assim podem trazer novas soluções e novas rotas para superarem o período difícil.

A proatividade também é um ponto a ser destacado neste momento, pois pode partir do profissional a busca pelo novo e ideias de se sobressair aos colegas de trabalho. É o que destaca Edmarson Bacelar, coordenador de vários MBAs do ISAE/FGV e especialista com anos de experiência na área de pessoas. Confira a entrevista a seguir sobre carreira em 2016.

Perspectiva – Como as empresas podem se preparar para 2016, na área de gestão de pessoas?

Edmarson – Da maneira como vêm se preparando já tem alguns anos, pois o cenário não mudou, está ficando até mais acirrado e competitivo a cada dia. Basicamente, reter os talentos e desenvolver as pessoas para que possam corresponder aos desafios de uma sociedade que demanda pessoas continuamente atualizadas e cientes do nível de comprometimento elevado, tanto no aspecto cognitivo como no emocional, para dar suporte às pressões por mais resultados e maior efetividade no conjunto de suas ações. Fazer mais com menos é um desafio cada vez maior.

Perspectiva – O que esperar dos profissionais que estão desempregados e buscam uma nova colocação?

Edmarson – Que se qualifiquem e procurem desenvolver cada vez mais seus pontos fortes e atenuar as fragilidades. A qualificação é um fator crítico de sucesso e sempre será importante. Em um ambiente de negócios crescentemente mais competitivo, o diferencial que cada um de nós pode agregar é fundamental. O ambiente de negócios no Brasil, tudo indica, será muito difícil para empresas e profissionais nos próximos dois anos e se qualificar mais é fundamental para aumentar as chances de colocação ou recolocação.

Perspectiva – Como a empresa pode incentivar o colaborador a render mais?

Edmarson – Criando um ambiente de trabalho mais agradável e desafiador, dando o apoio para que o colaborador sinta que é importante e está fazendo algo que agrega valor para empresa e com isto irá sentir-se mais seguro e confiante. Também incentivar e valorizar os colaboradores que buscam o seu desenvolvimento profissional e pessoal, criando as condições para que implementem seus objetivos.

Perspectiva – Muitas organizações tiveram que dispensar colaboradores, quais soluções podem ser tomadas para isso não ocorrer?

Edmarson – É muito difícil afirmar algo que seja uma solução, pois cada ambiente de negócios e cada empresa são peculiares. O ideal é ser proativo, antecipando as dificuldades que poderão ocorrer mais adiante e adotar posturas e ações que mitiguem estes riscos, pelo menos parcialmente. No Brasil temos ainda muito espaço para melhoria de gestão e as empresas que se dedicam a explorar positivamente esta lacuna, se fortificam e tendem a ficar com uma blindagem melhor quando a crise se aproxima ou chega de fato.

Perspectiva – Quais os benefícios da organização investir na atualização de seus colaboradores?

Edmarson – São inúmeros. Podemos citar alguns: melhoria da eficiência, da autoestima, do clima organizacional e maior probabilidade de retenção dos talentos que fazem a diferença na organização.

09

Finanças

Investir sim em 2016

Ano será de dificuldades, mas é preciso ousar

Crédito: Pixabay

Famílias devem estar atentas as mudanças no mercado para adequar o seu orçamento

O ano não foi fácil para ninguém. Em comparação com outros, as famílias passaram por alguns “apertos” em suas economias, o que diminuiu as compras e gastos. Os investimentos quase não existiram e aquele dinheiro da poupança teve que ser gasto para cobrir o orçamento. Várias coisas subiram, combustível, luz, água, alimentos entre outras coisas essenciais.

Mas e o que fazer para não sentir tantos os efeitos da crise e ter um 2016 mais tranquilo na área financeira? A Perspectiva ISAE fez uma entrevista com Carlos Alberto Ercolin, especialista em finanças pessoais, que traz dicas e expectativas para o próximo ano.

Perspectiva – O ano de 2015 foi ruim para os orçamentos familiares, o que esperar para o próximo ano?

Carlos – Infelizmente não temos boas notícias para as famílias uma vez que o próprio governo, costumeiramente mais otimista que a maioria de nós, prevê que o país comece a crescer somente a partir do segundo semestre de 2016, ou seja, os primeiros seis meses devem ser de muita cautela, sem muitos gastos como viagens, troca de carro, e mesmo troca de emprego.

Perspectiva – Caso o cidadão tenha uma reserva de dinheiro, ele deve investir ou guardar?

Carlos – Guardar ou investir podem ser sinônimos, uma vez que não se espera que alguém guarde seus recursos no colchão – embora alguns ainda o façam, por medo de sequestro, como já tivemos no passado. Eu diria que este medo, até agora, é infundado, ou seja, passemos à primeira opção, que é investir: sim, deve investir, mas tudo depende do que se pretende fazer com os recursos investidos e para isso algumas questões devem ser levadas em consideração, tais como:

- Por quanto tempo posso ficar com o dinheiro guardado, ou por outro lado, quando vou  precisar dele? A resposta a esta pergunta vai orientar o investimento para o curto, médio ou longo prazo

- Qual é meu apetite ao risco, ou seja: estou disposto a correr um risco maior, na expectativa de auferir um retorno maior? Se a resposta for não, então as opções se restringem à poupança, tesouro direto ou renda fixa

- Qual a minha idade? Se sou jovem, posso correr mais riscos, pois além de ter tempo para me recuperar, caso leve um tombo pelo caminho, provavelmente não tenho dependentes, mas ao passar dos anos, é provável que eu já tenha uma família, ou seja, alguns dependentes e isso, por si só, já me diminui o apetite ao risco, sugerindo que eu permaneça mais na renda fixa que na variável (como bolsa de valores, onde o risco é maior)

Perspectiva – Todos os preços estão subindo, quais devem ser as prioridades na hora de pagar?

Carlos – Deve-se fazer como os americanos, que costumam dizer: first things, first, ou seja, em primeiro lugar, as coisas mais importantes, quais sejam: alimentação, moradia e transporte, mas não é só isso; se o dinheiro não dá para pagar tudo, comecemos pelas contas onde as multas pelo atraso são as mais altas, como cartão de crédito (deve-se, a todo custo, evitar rolar a dívida, que pode custar acima dos 12% ao mês); a dívida no cheque especial também deve ser evitada, pois o financiamento do saldo negativo está entre as duas modalidades mais caras.

Um bom planejamento também ajuda: se você sabe que em Janeiro terá de comprar cadernos, lápis e demais materiais para seus filhos, faça-o agora, quando os preços ainda não sofreram os reajustes que provavelmente acontecerão no início do ano letivo, como nos anos anteriores.

Perspectiva – Os que contraíram dívidas em 2015, como podem fazer para negociá-las?

Carlos – Tente se antecipar à cobrança do credor, ou seja, não espere ser chamado por ele, mostre boa vontade. Isto já demonstra que você quer negociar e pode motivá-lo a também ceder um pouco, mas não se esqueça que no momento não é só você quem está devendo e isto pode, de uma certa maneira, te ajudar na negociação. Explico: como muita gente está devendo, o problema não é só seu, passa a ser também do credor e isto conta na hora de negociar: se ele não ceder, pode ficar sem receber. Não se deve, por outro lado, ficar irredutível; lembre-se que se você está devendo é porque adquiriu algo no passado e deve quitar sua dívida, mas nada impede que você use este momento de crise a seu favor. Outro momento oportuno são as feiras de renegociação, patrocinadas pelo Procon, com a presença da Serasa, SPC e muitos dos credores, na própria feira (é comum ter a presença dos principais bancos, financeiras, operadoras de telefonia, dentre outras). Pode ser uma ótima oportunidade para obter um bom desconto e ainda poder limpar seu nome.

Perspectiva – O que pode atrapalhar o orçamento familiar em 2016?

Carlos – A falta de planejamento e algum imprevisto. O imprevisto pode até servir como desculpa (pode ser que você não esperava ser demitido, ou não imaginava que os impostos subiriam tanto quanto subiram) mas a falta de planejamento só depende de você. Aquelas contas que costumeiramente acontecem, como aluguel, mensalidade escolar, não tem como dizer que não esperava por elas. Você deve fazer um orçamento para 2016, prevendo mensalmente seus ganhos (salários, rendimentos, gorjetas) e os gastos fixos (estes que sempre acontecem, como aluguel, transporte, alimentação, escola, telefone); depois deve considerar os gastos arbitrários (aqueles que você decide quando e quanto vai gastas, como comer fora, ida ao cinema, cabeleireiro). Depois deve subtrair dos ganhos os gastos fixos e os arbitrários, na esperança de que sobre algum dinheiro todo mês (ou seja: as entradas são maiores que as saídas). Se você já antevê algum mês em que este resultado será negativo (gastos superiores aos ganhos), já pode ir se planejando e, se for o caso, pedir um empréstimo (lembre-se que a modalidade empréstimo consignado está entre as modalidades mais baratas), pois se você esperar até o último momento para contrair algum empréstimo, as taxas costumam ser mais caras que o consignado e, em todo caso,  fuja do cartão de crédito ou cheque especial para cobrir os rombos do orçamento; como dito acima, as taxas são proibitivas e só servem para emergência.

Perspectiva – Quais dicas o professor dá as pessoas para ter um 2016 sem sustos com o orçamento?

Carlos – O ano de 2016 não deve ser um ano de apostas altas, como trocar de carro ou comprar um apartamento novo, salvo se aparecer uma proposta irrecusável (e isto pode realmente acontecer no caso das moradias, pois as construtoras construíram muitas unidades habitacionais, mas com a crise tem muitos imóveis disponíveis e, com isso, os preços tendem a cair, mas as pechinchas boas só valem para quem tem dinheiro para uma boa entrada ou ainda melhor para quem quer pagar a vista; pagar a vista, em qualquer ramo, sejam imóveis, carros, eletrodomésticos, o ano de 2016 será o ano das pechinchas para quem tiver dinheiro a vista. Mas falando dos sustos, é possível que alguém da família perca o emprego ou aquela promoção, tão esperada, não aconteça em 2016 de toda maneira, é um ano que vai requerer de todos nós muita paciência e, sobretudo, cautela. Esperemos pelo pior porque se a situação melhorar, já estamos prontos para o deslanchar da economia (com as finanças equilibradas e algum dinheiro investido, aguardando as boas oportunidades que normalmente aparecem em momentos de crise).

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Top Sports

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Economia

As tendências da economia para 2016

O professor do ISAE/FGV, Robson Gonçalves, analisa as tendências para 2016 na economia

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Viagens

Lugares no Paraná para aproveitar a natureza

Conheça alguns lugares que você pode visitar sem gastar muito

  • Priscila Kamoi é blogueira de viagens e felicidade. Já passou por mais de 20 países e seu blog possui mais de 40 roteiros de Viagens. Escreve para o blog www.jornadakamoi.com

Crédito: Priscila Kamoi

Com a alta do dólar, euro, libra, uma das opções para curtir o verão é aproveitar as praias brasileiras. Uma das praias maravilhosas fica pertinho de Curitiba, a Ilha do Mel. Para chegar lá, tem que ir de carro até Pontal do Sul (120km) e pegar uma barca ou lancha até a Ilha. A barca custa R$30 reais e a lancha R$40 reais. Nós fomos de lancha e em 8-10 minutos você chega na ilha. A barca demora um pouco mais, pois é maior e mais devagar, em torno de 30 minutos.

A Ilha é dividida em Encantadas e Brasilia. A Ilha do Mel não entra carros e é um ambiente rústico, com muita natureza, trilhas e fechada de mata verde.

 

O QUE LEVAR: O ideal é levar mochila ao invés de mala de rodinhas! Como a ilha é grande, você tem que andar bastante. Nas trilhas à noite não tem luz. Leve tênis, chinelo, roupas confortáveis, roupa de banho, protetor solar, boné, repelente, canga/toalha.

AS PRAIAS: Gosto muito da Praia do Farol e da Praia de fora. Ao subir no Farol da Ilha, do lado esquerdo você tem a praia do farol, sem ondas e tranquilo para crianças e do lado direito é a praia de fora, com ondas e perfeito para surfistas. A praia de Fora é uma praia curta, que fica entre duas pedras, é a minha preferida! Depois da Praia de Fora, tem a Praia Grande.

 

 

 

Crédito: Priscila Kamoi

O QUE FAZER NA ILHA DO MEL:

  • Farol das Conchas: Suba no farol das conchas para ter uma visão da Ilha do Mel. A vista de cima é linda!
  • Fortaleza: Alugue uma bicicleta (R$10/R$15 a hora) e vá até a Fortaleza. Levamos 1 hora para ir e voltar, aproximadamente 4km para ir e 4km para voltar!
  • Gruta das Encantadas: A gruta fica na praia de Encantadas
  • Passeio de lancha: Tem um passeio que passa por todos esses lugares e espera você conhecer cada um. O passeio dura em torno de 3 horas. Tem outro passeio que dá para ver os golfinhos!

Na Ilha não se cultua o luxo, o consumismo e os exageros que estamos acostumados na vida urbana cotidiana. Dispensa-se o uso de roupas formais e salto alto! Alimente sua alma e corpo, com uma rotina saudável e feliz com simplicidade e conforto! Para quem quer relaxar e desestressar é perfeito, sejam casais ou grupos de amigos! Um ambiente delicioso que vale a pena conhecer!

Enfim, eu AMO a Ilha do Mel. É um lugar muito especial e mágico, devido à natureza e simplicidade. Como é perto de Curitiba, é excelente para passar dois dias, fins de semana e feriados! É um lugar cheio de turistas de todo mundo, pois é muito diferente de tudo!

Perto de Curitiba, tem 3 cachoeiras maravilhosas que vale a pena conhecer

Crédito: Priscila Kamoi

1. CACHOEIRA DA MARIQUINHA – 30 km do centro de Ponta Grossa

A trilha até chegar lá é tranquila e plana e quando acaba você se depara com essa cachoeira de 30 m de altura. Dá para entrar para tomar banho, pois ao redor é plano e tem uma área com areia grande!

Esta cachoeira é deslumbrante, fiquei chocada ao chegar lá!

Localização/ Acesso: O acesso ao local se dá pela Rodovia do Talco – PR 513. No Km 18.6, a partir do campus Uvaranas da UEPG, logo após o vilarejo do Passo do Pupo, deve-se virar à direita para uma estrada não pavimentada. Após percorrer 1,4 Km deve-se virar à direita em uma bifurcação e seguir pela mesma estrada por 12 Km até chegar ao atrativo.


2. CANYON E CACHOEIRA SÃO JORGE – 15 km do centro de Ponta Grossa

Este lugar é maravilhoso! Além da trilha, tem diversas quedas dágua  que se deslizam pelas rochas e um canyon! A cachoeira principal possui 30 m.

Localização/ Acesso: O acesso ao Cannyon do Rio São Jorge é feito pela Avenida Carlos Cavalcanti. Na frente do Campus da UEPG-Uvaranas, entra-se na primeira rua à esquerda. Na próxima rua dobra a direita. O acesso se dá pela rodovia Arichermes Carlos Gobbo (deve-se virar à esquerda, após passar o viaduto sobre o pátio da ALL, em direção ao núcleo habitacional Dal Col). Após percorridos 2 km, deve-se virar à direita, após o matadouro municipal, passando por baixo de um viaduto da linha férrea. Deve-se seguir em frente por mais 5Km e virar à esquerda, seguindo por mais 1 Km até à próxima bifurcação. Deve-se então virar à direita e percorrer mais 2 Km de terra batida até o rio São Jorge.

 

Crédito: Priscila Kamoi

 

Crédito: Priscila Kamoi




3. BURACO DO PADRE

O nome do local está ligado à história dos Padres Jesuítas que lá meditavam. O Buraco do Padre é uma furna que apresenta em seu interior uma imponente cascata de 30m. Para acesso à furna é necessário percorrer uma trilha de 1km a pé com presença de obstáculos naturais. O acesso é fácil.

Localização/ Acesso: O acesso ao local se dá pela Rodovia do Talco (PR 513) km 14. A partir do Campus Uvaranas da UEPG deve-se percorrer 16 km e virar à direita numa estrada não pavimentada. Após 6 km deve-se virar à esquerda para o acesso ao Buraco do Padre.

Para quem é de Curitiba e região, vale muito a pena conhecer estas 3 cachoeiras, pois é uma bem diferente da outra! Bom, esses dois passeios (Ilha do Mel e Cachoeiras) são ótimas opções baratas para o verão!

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Indica

Sobre a dominguite e a inspiração para um 2016 pleno

Você sofre de dominguite? Ou vai dizer nunca ouviu falar?

Dominguite é aquela sensação estranha, que costuma bater na noite de domingo, de que o final de semana passou e você não aproveitou o suficiente. Ou de que todo mundo está curtindo a vida adoidado - obrigado, eventos do Facebook! - menos você. Eu sofro de dominguite, e acho que não sou o único. E, como se já não fosse o bastante ter domingo toda semana, ainda existe um dia que é uma espécie de "maior domingo de todos os tempos": o 31 de dezembro, também conhecido como réveillon.

Não tem escapatória. Ao marcar o início de um novo ciclo, a celebração do final do ano sempre acaba colocando a nossa vida em perspectiva. E aí nos sentimos culpados pelo tempo ter passado e não termos colocado nossos projetos em prática. A boa notícia é que não precisa ser assim. 

 

Talvez a inspiração que falte para você tirar suas ideias do papel em 2016 esteja em algum livro ou filme, uma vez que, muitas vezes, as manifestações culturais expressam nossos valores ou ideias de forma mais clara do que nós mesmos somos capazes. Essa é a teoria do filósofo suíço Alain de Botton, famoso por seus livros inspiradores, incluindo aí “A arte de viajar”, um ensaio cheio de reflexões instigantes sobre como o ato de preparar as malas e partir rumo ao destino dos seus sonhos pode mudar sua maneira de ver as coisas e expandir seus horizontes.

 

 

 

 

 

Crédito: Arquivo

Crédito: Arquivo

 

 

Mas talvez o seu grande projeto não seja viajar, e sim deixar a mesmice do trabalho e abrir seu próprio negócio. Não seria demais? Sem dúvida. Mas e a crise, o medo de fracassar, de se encher de dívidas e nunca mais arranjar um bom emprego? Neste caso, talvez o livro ideal para você seja “Auto-engano”, do economista brasileiro Eduardo Gianetti. Apesar de ser um tratado sobre a capacidade das pessoas de iludirem a si próprias, a obra também fala sobre personagens históricos que, mesmo tendo todos os prognósticos contra si, se "autoenganaram" e se jogaram em seus projetos improváveis - e o melhor: passaram longe do arrependimento.


E, por falar em arrependimento, você já se pegou imaginando como seria se pudesse refazer algum momento da sua vida? Talvez na hora da virada você se surpreenda lembrando de algum amor que deixou escapar… Afinal, #quemnunca? Então anota essa dica de filme: “Questão de tempo”, que conta a história de um jovem que, ao descobrir que tem a capacidade de reviver o passado, decide usar seus poderes para construir o relacionamento perfeito com a mulher da sua vida. Só que, no caminho, descobre que esse não é necessariamente o melhor caminho para ser feliz.

 

Crédito: Arquivo

 

 

E de nada adianta se envolver em viagens, amores ou empreendimentos em 2016 se a sua saúde não estiver boa, certo? Por isso, uma boa pedida é ler “Aumente o poder do seu cérebro”, escrito pelo biólogo americano John Medina. Nesse livro leve e divertido, o autor apresenta 12 princípios para se levar uma vida mais saudável, e explica como a prática de exercícios aumenta a oxigenação do cérebro, potencializando a sua capacidade. Quer desculpa melhor pra recuperar aquele projeto antigo de voltar pra academia?

 

 


Viagens, dinheiro, amor, saúde… O que está faltando pra fechar a lista básica de desejos para o ano que está por vir? Ah, claro: a felicidade. E como livro sobre felicidade é o que não falta, vou indicar um bem inusitado - e original: "Manual Antiautoajuda", do jornalista britânico Oliver Burkeman. Ao abordar diversas linhas filosóficas sobre o que nos faz felizes, Burkeman constrói a teoria de que encarar os momentos de tristeza, ao invés de fugir deles com paliativos, é um dos principais caminhos para o crescimento pessoal e a tão almejada felicidade. Repleto de “causos" saborosos e citações inspiradoras, este livro vai fazer você ver a dominguite e a melancolia de final de ano como passos fundamentais para ser mais feliz e realizado, seja na próxima segunda-feira, seja em 2016.

 

 

 

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Artigo

As 6 variáveis do sucesso

Crédito: Arquivo pessoal

Alessandra Assad é professora do ISAE/FGV e especialista na área de liderança e pessoas

O que você sabe fazer bem? Talvez você se sinta levemente inseguro para responder a esta pergunta. Ou talvez você tenha certeza absoluta daquilo que sabe fazer bem. Caso você não tenha esta resposta, a minha sugestão é fazer esta pergunta para pelo menos cinco pessoas diferentes, de ambientes diferentes, também para cruzar essas respostas mais tarde e chegar a uma conclusão definitiva.

Nem sempre o que achamos que fazemos bem é o que o mundo reconhece como nosso talento. Cristina sentiu isso na pele quando abriu o seu mini ateliê de costura em casa para ajudar a aumentar a renda da família. Com uma singela máquina de costura, ela decidiu que começaria a prestar pequenos serviços como pregar botões, fazer barras, e pequenos ajustes de costura para a vizinhança. Ela entendia que isso era o que tinha de melhor para comercializar, e acreditava que realmente o fazia bem.

O tempo passou, e três anos depois Cristina já tinha uma clientela considerável no bairro onde mora. E, apesar de oferecer os serviços-padrão, ela se destacava por tratar bem de suas clientes. Sempre que recebia em sua casa, oferecia um chá, café, eventualmente um biscoito. Nada que chamasse muito a atenção, apenas um mimo mesmo. Até o dia em que uma cliente coincidentemente apareceu na casa de Cristina no dia do aniversário do marido dela e teve a sorte de experimentar o bolo que Cristina tinha feito no dia anterior. A satisfação da cliente foi capaz de gerar um “zumzumzum” tão grande no bairro, que no dia seguinte, Cristina foi obrigada a fazer outro bolo para as clientes experimentarem. Deste dia em diante, ela nunca mais costurou. É uma das confeiteiras mais famosas e bem-sucedidas da sua cidade. Sua marca vale muito dinheiro e ela já estuda a possibilidade de criar franquias para o resto do Brasil. “Nunca imaginei que as pessoas fossem gostar das minhas receitas. Eu achava mesmo que o meu melhor estava na máquina de costura. Eu me enganei. Se eu soubesse, tinha começado bem antes”.

Cristina descobriu um novo mundo e dentro deste universo no qual ela liberou o talento adormecido, descobriu também um imenso prazer na atividade em que exerce hoje. Algo que talvez ela nunca descobrisse sozinha. Portanto, aceitar a ajuda de algumas pessoas é o ponto de partida fundamental que tanto precisamos para dar o primeiro passo. É claro que algumas variáveis podem ajudar ou atrapalhar em todo este processo, e foi por este motivo que criei um quadro com seis variáveis que podem interferir diretamente no resultado do seu sucesso: talento, recursos, vontade, prazer, ambiente e reconhecimento. Vamos falar de cada uma delas, e depois vamos colocá-las juntas e analisar como tudo isso simultaneamente pode maximizar suas forças e diminuir suas fraquezas.

Talento

Aptidão, vocação, dom, herança, capacidade humana, desempenho fora do comum. Você vai encontrar muitas definições técnicas para talento. Mas o fato é que as pessoas nascem com capacidades e habilidades diferentes, e essas diferenças acabam sendo conhecidas como os talentos de cada um. Ainda que alguns cientistas queiram provar que ele não existe e que a genética ainda não consegue decifrar o código genético do talento, ele felizmente existe, pode ser visto, reconhecido, tocado, e principalmente, desenvolvido. Basicamente é aquilo que você faz com muita facilidade, de uma maneira natural e intuitiva, geralmente apresentando resultados acima da média.

Recursos

Quais os recursos que eu tenho para desenvolver e apresentar os meus talentos de maneira mais profissional? Que condições físicas você tem para desenvolver os seus talentos? Quando falamos de recursos estamos falando de recursos físicos, que podem ser técnicos, específicos, ou simplesmente condizentes com o que é necessário para que um trabalho possa ser desenvolvido e realizado da melhor maneira possível. Vamos supor que você seja um excelente desenhista. Se não tiver um papel e uma caneta, ou um computador adequado, você não poderá fazer os seus talentos trabalharem. Os recursos são a base para o nossos talentos trabalharem para alcançarem resultados extraordinários, porque quando você tem talento, mas não tem os recursos necessários, você consegue resultados, ainda que estes não sejam extraordinários. O inverso, porém, não é verdadeiro. Porque se você tem os recursos, mas não tem os talentos, nada acontece. Logo, o cenário ideal é igual a talento + recursos.

Vontade

De nada adianta o talento, os recursos, se o indivíduo não tiver a vontade de fazer acontecer. Se dentro dele aquilo tudo não se comportar de maneira levemente desconfortável. Conheço pessoas talentosas que estão esquecidas em suas zonas de conforto e gozam de todos os recursos que alguém pode querer ter para ser bem-sucedido. Mas falta o principal: a vontade. E isso é algo que nem uma empresa, nem o melhor palestrante ou conselheiro do mundo vai poder te dar. A vontade é algo que nasce, cresce e morre dentro de você: ou tem ou não tem. Não dá para terceirizar. É a força que vai fazer você se levantar feliz ou encrencado todos os dias da cama de manhã. E esta vontade tem ligação direta com o amor que você tem por aquilo que faz. Quanto maior o amor, tende a aumentar a vontade de fazer acontecer. Desde que este amor seja correspondido, isso é importante destacar. Às vezes o amor existe, mas não é correspondido, e isso gera no indivíduo uma frustração quase depressiva. Ele ama mas não tem vontade de fazer absolutamente nada: por medo, desilusão ou simplesmente porque a vontade é menor que o talento e os recursos. Isso pode acontecer.

Prazer

O que você mais gosta de fazer? Saber o que te dá prazer é autoconhecimento. E autoconhecimento é pré-requisito para você ser feliz e alcançar o sucesso. Confúcio já dizia: “Faça aquilo que gosta e não terás de trabalhar um único dia de sua vida”. O tempo passa mais rápido, o mundo fica mais leve quando temos prazer em nossas atividades. Conseguimos até trabalhar mais quando fazemos o que realmente gostamos. É maior do que nós mesmos, acontece até em momentos inesperados. Quando você viu, já está trabalhando e nem percebeu. Isso é resultado do prazer que você tem na atividade que realiza. Ele é fundamental para você evoluir em uma carreira. A falta de prazer vai matando o indivíduo aos poucos. No início ele tolera, na seqüência ele suporta, e mais tarde ele pifa e se descobre uma pessoa até desprezível, pelo simples fato de ter desperdiçado tantos anos de sua vida realizando algo que não o fazia feliz sob hipótese alguma. Muitas pessoas abrem mão do prazer em prol de benefícios financeiros e às vezes passam uma longa vida se culpando por não ter desafios ou por não ter ouvido o coração. Ainda que tudo isso aconteça sob excelentes condições financeiras e materiais.

Ambiente

Será que Mozart seria famoso hoje como foi na época em que viveu? Qual foi a influência que o ambiente no qual ele viveu teve sobre o sucesso dele? Será que Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, teriam obtido o mesmo sucesso com o projeto da empresa deles se o tivessem feito em 1920? Ainda que não tenhamos essas respostas, podemos afirmar que o ambiente favorável ou desfavorável pode fazer toda a diferença quando falamos de carreiras bem-sucedidas. Você estar na hora certa e no local certo faz muita diferença sim. Conhecer as pessoas certas, viver na época adequada e se adaptar ao novo são quesitos que fazem a variável ambiente ser tão importante. O ambiente influencia seus indivíduos, e isso pode ser para o bem e para o mal. Precisamos ter discernimento, porém, para saber como tirar o melhor proveito desta força, que pode ser lida ainda como o clima organizacional de uma empresa também.

Reconhecimento

A palavra reconhecimento sugere uma série de práticas diferentes. Pode ser desde o quanto as pessoas entendem o seu talento, a um “muito obrigado”, ou ainda um cheque com um valor legítimo que confere a alguém um prêmio ou um bônus ou uma homenagem. Reconhecer é conhecer novamente, é mostrar que algo é aceito e que tem o aval de uma comunidade, sociedade ou grupo de pessoas. É como se fosse um agradecimento recompensado de alguma forma. O que é reconhecimento para você? Definitivamente, reconhecimento é uma necessidade básica de todo e qualquer trabalhador, independente do seu nível hierárquico, status, cultura ou salário.

Se juntarmos essas seis variáveis, podemos construir muitos cenários diferentes. Este pode ser um bom exercício para você fazer mais tarde para se auto-avaliar. Um cenário ideal é aquele que apresenta todas as seis variáveis em formato crescente, conforme mostra a figura a seguir:

  Talento               Recursos                  Vontade                   Prazer                   Ambiente              Reconhecimento

Observe que todas elas estão com a seta para cima. Este cenário representa o indivíduo que tem talento, recursos, vontade, prazer, ambiente e reconhecimento. Teoricamente, um indivíduo que já atingiu o sucesso em sua carreira. Mas não se engane. Há pessoas que tem tudo isso e ainda assim são infelizes. E todas têm os seus motivos para isso.

Gerson é um exemplo típico. Desde criança era destaque no futebol da escola, cresceu treinando para ser um grande jogador. Ele tinha talento, teve grandes patrocinadores, vontade nunca faltou para chegar lá. Ele definitivamente amava o futebol, tinha um ambiente propício para o seu desenvolvimento e teve todas as formas de reconhecimento: dinheiro, carinho do público e dos amigos. Mas até hoje ele se culpa por estar jogando fora do País no dia em que sua mãe faleceu. Para ele, não existe sucesso completo que possa compensar o que ele julga ter sido uma falha com a família.

Faça este exercício e veja se tem mais setas voltadas para cima ou para baixo. Lembre-se de que a chave da motivação é o motivo. Há um vazio que precisa ser preenchido de alguma forma. Talvez até pela reinvenção profissional que Peter Drucker tanto defendia. No livro “A Administração da Próxima Sociedade”, o autor afirma que o dinheiro é tão importante para os trabalhadores de conhecimento quanto para qualquer outra pessoa. A diferença é que eles não o aceitam como critério supremo de medição, nem consideram o dinheiro um substituto do desempenho e da realização profissionais. “Em forte contraste com os trabalhadores de ontem, para os quais um emprego era acima de tudo um meio de vida, os trabalhadores de conhecimento, em sua maioria, vêem seu trabalho como sentido de vida”. E isso vai se refletir cada vez mais nas gerações Y e Z.

Sem talento, sem recursos, sem vontade, sem prazer, sem ambiente e sem reconhecimento. Pode este indivíduo ter sucesso? A resposta mais provável é não.

A revista Época Negócios publicou certa vez que Jack Welch, eleito pela Fortune o administrador do século, não mostrava nenhuma inclinação específica para os negócios, nem mesmo quando já contava 20 e poucos anos. Eles disseram que Welch foi uma criança muito boa no que fazia em sua cidade natal, Salem, no estado de Massachusetts. Tirava notas altas, embora “ninguém jamais tenha me acusado de ser brilhante”, diria ele mais tarde. Foi também capitão dos times de hóquei e de golfe nos tempos do antigo ginásio.

Seu histórico era suficiente para que fosse admitido em qualquer uma das melhores universidades do país, porém sua família não tinha os meios necessários para isso, o que o levou a estudar na Universidade de Massachusetts. Ele não se formou em administração, nem em economia, mas em engenharia química. Depois, foi para a Universidade de Ilinois e se doutorou também nessa disciplina. Aos 25 anos, idade em que começou a tomar mais contato com o mundo real, Welch ainda não sabia muito bem que direção seguir.

Foi, então, entrevistado pelo corpo docente das Universidades de Syracuse e West Virginia. Por fim, decidiu aceitar uma oferta de trabalho em uma unidade de desenvolvimento do setor químico da General Electric. Seria uma tarefa muito difícil procurar, nessa época, algo na biografia de Welch que desse alguma pista de que ele se tornaria o administrador mais influente do seu tempo.

Ainda que tenhamos uma série de regras, para todas elas sempre existe uma exceção. Você pode ser uma delas, mas não se prenda nisso para justificar o que já aconteceu ou deixou de acontecer na sua vida. Combinado?

Este também é o seu papel: mostrar os seus talentos para colher reconhecimento. Muitas vezes o que falta é você se valorizar para que os outros possam valorizá-lo. Obviamente que tudo com muito bom senso, um pouco de marketing pessoal, e sem excessos.

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GBA ISAE