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Soluções Corporativas ISAE

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Giro

Giro nos negócios

Falta de investimento em infraestrutura faz economia perder

Um levantamento realizado pela consultoria GO Associados mostrou que a cada ano que o país deixa de investir na infraestrutura, a economia perde cerca de R$ 150 bilhões. Uma das conclusões é que o baixo investimento no setor representa menos emprego e renda para a população e menos dinheiro nos cofres do governo.

Nas últimas duas décadas, foram investidos em média 2,2% do PIB em infraestrutura, enquanto a média mundial foi de 3,8%. Na China, o número chegou a 8,5% e, na Índia, a 4,7%. Só no passado, os investimentos que deixaram de ser feitos no setor representaram R$ 23 bilhões menos no bolso do trabalhador e R$ 14 bilhões no caixa do governo.

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A carteira digital

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), tem uma visão dos smartphones, de que eles se tornarão a carteira digital, e isto não está muito longe.  Em 2015, foi realizado pela Delotte, uma pesquisa sobre tecnologia bancária, a pedido da Federação.

Em 2015, o uso de mobile banking cresceu 138% em relação ao ano anterior. Ou seja, os brasileiros fizeram 11,2 bilhões de transações bancárias pelo celular, enquanto, no passado, eram 4,7 bilhões. No ano passado, os investimentos e as despesas com segurança somaram 19,2 bilhões de reais, sendo que 44% em software, 35% em hardware, e 20% em telecomunicações.

Cresce o número de microempreendedores por necessidade

Segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada pelo Sebrae, junto ao Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), o empreendedorismo por necessidade subiu de 29% para 44% de 2014 para 2015. O aumento do desemprego faz com que muitos brasileiros abram seu próprio negócio. Segundo a Receita Federal, seis em cada dez microempreendedores individuais (hoje são seis milhões) estão inadimplentes, com o recolhimento dos impostos em atraso há mais de 90 dias. O Sebrae afirma que a taxa de empreendedorismo brasileira é superior a dos EUA, México, Alemanha e de países como Rússia, Índia, China e África do Sul.

Mudanças climáticas podem afetar as finanças globais

Segundo o estudo assinado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Grantham sobre Mudanças do Clima e do Ambiente na London School of Economics and Political Science and Vivid Economics, publicado na revista "Nature Climate Change", as mudanças climáticas podem gerar um rombo de US$ 2,5 trilhões no valor dos ativos financeiros em todo o mundo.

Essas perdas valem para o cenário da temperatura média da superfície global alcançar 2,5° C acima do nível pré-industrial, até 2100. O número pode ser maior, considerando que nos piores cenários, muitas vezes usados pelos reguladores para verificar a saúde financeira das empresas e das economias, as perdas poderiam subir para US$ 24 trilhões, ou 17% de todos os ativos do mundo, e arruinar a economia global.

 

 

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Capa

Mudanças no Brasil

Qual o rumo a ser tomado?

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Muita coisa mudou do começo de 2016 até este meio de ano. As previsões já não eram muito otimistas, mas podemos dizer que as coisas deram uma piorada, não é mesmo!? No final de 2015, a Perspectiva ISAE trouxe uma edição especial com perspectivas para este ano em várias temáticas (Confira o conteúdo acessando aqui). A mudança do governo em abril, trouxe uma drástica mudança em se tratando de governança. Mesmo estando no mesmo “lado”, presidente afastada e o presidente em exercício tem divergências no modo de governar, o que trouxe uma série de incertezas.

O processo de impeachment continua em tramitação, o que quer dizer que ainda podem haver mudanças. O Senado ainda julgará e dará o veredito. Por isso, é preciso trabalhar com duas hipóteses, a primeira seria com a volta da presidente Dilma Rousseff, mas que está desgastada, sem apoio necessário, o que ocasionaria na falta de força para aprovar certas medidas para frear a crise instaurada. O professor de análise de riscos do ISAE/FGV, Sérgio Itamar analisa a situação. “Esse cenário não seria nada bom para o Brasil, politicamente e economicamente, e por esse motivo deverá compor como um dos fundamentos da decisão do Senado pela aprovação final do impeachment”, coloca.

Caso a saída da presidente seja decidida, caberá ao governo que ficará para por a “casa” em ordem, que será um caminho longo e árduo. “Na verdade, não creio que haverá clima político nos próximos dois anos para as reformas estruturais e profundas de que tanto necessitamos, acredito que as mudanças na política monetária e macroeconômica ocorrerão com o decorrer do tempo, com grande chance de tirar o folego da crise em que estamos mergulhados no momento, diminuindo seu crescimento e impacto”, coloca Itamar.

Sérgio destaca que grandes mudanças e sacrifícios terão que ser feitos, por todas as partes, tanto das esferas públicas, quanto privadas. “A instabilidade política agravada a cada medida tomada pelo novo governo fará trégua apenas após as eleições de 2018. Até lá estaremos mergulhados num processo de reinvenção diária em todos os setores, onde a visão estratégia nas empresas, de todos os portes, será mais importante do que nunca”, aborda.

Outra preocupação da população é a questão da corrupção, que nos últimos anos aflorou em meio a diversos escândalos. Milhões de pessoas, empresas privadas e classe empresarial como um todo, tem reivindicado soluções e decisões drásticas para reduzir ao máximo a corrupção. “Crer que a corrupção (e suas nuances) se fará ausente no futuro é acreditar em conto de fadas. O que temos que desenvolver é um sistema onde este tipo de conduta seja imediatamente identificado e punido. Sem qualquer engavetamento, privilégio, morosidade ou impunidade, e isso depende de uma série enorme de fatores e agentes públicos em todos os poderes. Esta sintonia fina, sem sombra de dúvida, ainda demorará muito tempo para se estabelecer” finaliza Sérgio.

Os rumos do país ainda são uma incógnita, única coisa que se sabe é que será necessário brio e pulso firme dos governantes. A população como um todo quer mudanças e tem a esperança de dias melhores. A falta de emprego, insegurança, problemas econômicos, tudo está deixando o povo impaciente. Porém com o trabalho árduo de cada um, será possível mudar os rumos a serem tomados. 

 

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Inovação

Inovar para fugir da crise

Especialista dá dicas para que empresas se mantenham estáveis mesmo em momentos de crise

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Inovação necessita de cautela e detalhes simples podem fazer a diferença.

Nos últimos anos, a crise econômica e política tem assombrado os empresários brasileiros, que estão cada vez mais inseguros e preocupados com os mais variados segmentos da economia no país. Mas para diminuir os efeitos negativos ou, até mesmo, crescer neste momento conturbado é necessário inovar e buscar saídas inteligentes, sejam elas uma nova forma de se comunicar com os clientes ou um novo serviço.

De acordo com o professor do Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE), Rafael de Tarso Schroeder, especialista em Sustentabilidade, empreendedorismo e inovação, inovar é a melhor maneira de crescer e se manter no mercado. “Todo empreendedor deve entender dois pontos principais quando está à frente de um negócio: o cliente e o mercado. Modificar a forma de fazer negócios é um aspecto fundamental e que deve ser levado em conta quando o assunto é inovar. Não estamos falando aqui que as empresas precisam radicalizar, mas devem levar em conta o mercado em que atuam e o consumidor que atendem”, destaca Schroeder.

Para o especialista, a transformação digital, apesar de parecer simples em pleno ano de 2016, é uma maneira de impactar nos negócios rapidamente. “Ter um site já não é mais suficiente. Com as redes sociais, fica muito mais fácil e rápido interagir com o cliente. Ali mesmo você consegue identificar os anseios e expectativas do seu público. É nesse ambiente digital que surgem muitas tendências e ele serve como um balizador para novas ideias e novos negócios”, detalha.

Mas toda inovação requer cautela, porém, detalhes simples podem fazer a diferença na hora de dar novos ares aos negócios. “O medo é um fator sempre presente para quem está acostumado a fazer as coisas sempre do mesmo jeito, mas toda inovação requer uma parcela de risco. Inovação e criatividade estão intimamente ligadas, portanto, muitas vezes, mudar a maneira como os negócios estão sendo conduzidos, mudar uma embalagem, dar um novo nome a um produto pode fazer a diferença”, explica Schroeder. Segundo o profissional, rever preço e margem de lucro, também, devem ser considerados, principalmente quando se trata de produtos que estão há muito tempo no mercado.

Além de repensar seu produto e sua forma de comercialização, o especialista diz que o empreendedor precisa olhar para dentro do seu negócio. “Muitas coisas começam na cultura das empresas e na forma como ela lida com o seu capital humano, envolvendo seus colaboradores. Inovar na sua estratégia de comunicação interna, por exemplo, pode fazer a diferença, principalmente quando há espaço para feedbacks”, comenta.

Revolução florida

Um grande exemplo de renovação é a floricultura curitibana Esalflores, maior floricultura e garden center do sul do Brasil, que atua há 20 anos no segmento. Em 2015, a empresa encontrou na inovação uma grande ferramenta para espantar os problemas econômicos que assombram o país.  Com foco na venda direta, a empresa, que tem unidades físicas nas cidades de Curitiba (PR) e São Paulo (SP), lançou a pioneira Flower Machine, uma máquina de flores com o funcionamento que lembra uma máquina de refrigerantes. O mecanismo é fruto de uma parceria entre a Esalflores e uma das maiores fabricantes do mundo de equipamentos e tecnologias para vendig machine.

“Não é todo mundo que tem tempo livre para se deslocar até uma floricultura para comprar uma flor. Pensando nisso, resolvemos oferecer um sistema que permite que as pessoas possam encontrar nossos produtos com mais facilidade. Foi aí que surgiu a máquina de flores, que pode ser instalada nos mais diferentes lugares”, detalha Bruno José Esperança, diretor geral da Esalflores.

A primeira máquina, resultado de um investimento de mais de 50 mil reais, foi instalada no Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, e está em funcionamento desde junho de 2015. Hoje, após um investimento de quase 3 milhões de reais, a Esalflores já espalhou Flower Machines por diversas regiões do Brasil. É possível encontrar a máquina paranaense em 25 aeroportos: Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Joinville (SC), Navegantes (SC), Curitiba (PR), Londrina (PR), Foz do Iguaçu (PR), São Paulo - Congonhas (SP), Uberlândia (MG), Belo Horizonte - Pampulha (MG), Salvador (BA), Ilhéus (BA), Aracaju (SE), Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Fortaleza (CE), Teresina (PI), São Luis (MA), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Goiânia (GO), Palmas (TO), Belém (PA) e Manaus (AM). “Começamos pelos aeroportos pensando em disponibilizar uma opção de presente prática e rápida para quem está desembarcando”, comenta Bruno. 

A máquina de flores fez tanto sucesso que hoje a Esalflores recebe dezenas de ligações diárias de pessoas querendo implantar a novidade em mercados e shoppings, além de inúmeros pedidos de parceria, dando início a segunda etapa do projeto. Em 2016, a empresa curitibana já instalou a Flower Machine nos shoppings Salvador, na capital baiana; Jardins Aracaju, na cidade de Aracaju; e Rio Mar Recife, na cidade de Recife. Mesmo com a crise econômica brasileira, a Esalflores surpreendeu o mercado e registra um crescimento de mais de 25% nos últimos 12 meses. Somando todas as modalidades de venda, a floricultura já atua ativamente em 31 pontos espalhados pelo Brasil, vendendo uma flor a cada 30 segundos no país.

Confira algumas dicas fundamentais do professor Rafael de Tarso Schroeder para empresas que estão no caminho da inovação: 

  1. Liderança consciente: O empresário precisa ficar atento à liderança e às mudanças cada vez mais rápidas.
  2. Definição de objetivos: Você precisa analisar onde você está e para onde você quer ir.
  3. Discutir internamente: Todo processo de inovação requer mudanças, e toda mudança necessita de um planejamento.
  4. Criar a cultura de inovação: Criatividade é algo que você aprende. Portanto, os empresários devem investir e desenvolver os talentos que possuem dentro das corporações.
  5. Tire os negócios do papel: Não adianta planejar e não executar. Coloque as ideias em prática.
  6. Determinação: Inovação é um caminho sem volta, a partir do momento que você identificou essa necessidade em seu negócio, invista nela.
  7. Crise: É exatamente aí que surgem as oportunidades, principalmente em um cenário incerto econômica e politicamente, como a nossa atual realidade. Inovar é correr riscos e pequenas alterações podem promover, sim, grandes impactos.
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Planejamento Tributário

Como planejar o pagamento de impostos

Planejamento bem feito pode reduzir os custos com tributos

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Empresário precisa planejar para não ter despesas extras.

Com o país passando por mudanças drásticas em seu governo e com a economia em recessão, os empresários têm se visto entre a “cruz e a espada”, para conseguir manter seus negócios. Claro que há aqueles que se planejaram e estão passando por este período, sem susto. Mas os grandes impactados são os micro e pequenos empresários, que veem no empreendedorismo como uma forma de “sobreviver”.

Para esta decisão é necessário que alguns cuidados sejam tomados no momento de criar o negócio. Um deles e talvez o mais importante, é o planejamento tributário, o qual o empresário não tem “escapatória”, pois em todas as transações que envolvem compra e venda, tem tributos envolvidos. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), cerca de 33% do faturamento empresarial é dirigido ao pagamento de tributos, no país. Apenas o ônus do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o lucro das empresas pode corresponder a 51,51% do lucro líquido apurado.

Segundo o advogado e contador, Henrique Gaede, o primeiro passo é planejar qual será o relacionamento na cadeia Fornecedor – Empresa – Cliente, para saber em qual categoria colocar o seu empreendimento. “Colocar-se na categoria certa traz uma série de benefícios, pois não se paga tributo a mais, desnecessariamente. Também evita que a empresa receba multa, por não estar categorizada corretamente”, coloca. Caso o ciclo da empresa evolua, é necessário alterar a categoria que está, por isso é sempre importante estar com profissionais por perto, neste momento.

O planejamento tributário tem que ser pensado desde o início, a partir do momento em que se projeta como será o funcionamento da empresa. “Não há como desassociar, para não ter surpresas, gerar contingência e também não encurtar a vida útil do negócio é preciso que a parte tributária faça parte do planejamento estartégico”, coloca Gaede.

A maior reclamação entre os empreendedores é o alto valor pagos em impostos e a falta de retorno que gera. Os Estados brasileiros não têm feito isso corretamente, principalmente no retorno com infraestrutura. “Hoje temos uma previdência social em colapso, além de outros problemas. É preciso uma reforma fiscal, revisar contrapartidas, entre outros pontos”, aborda Gaede. Com as taxas superelevadas, o consumo fica retraído, não gerando emprego e “não girando o motor” da economia.

Mas há como reduzir os custos com tributo? Segundo o advogado e contador, há sim possibilidades do empresário reduzir as despesas. A partir do planejamento realizado por especialistas, o trabalho para diminuir o impacto destes tributos já faz parte. Por exemplo, comprar um produto nacional, equivalente a um produto de fora, auxilia na redução dos impostos. O governo possibilita que a empresa receba créditos fiscais, que são essas reduções. Exportar o serviço ou produto também acaba entrando nesta linha de créditos.

Gaede enfatiza que ter uma boa equipe de contabilidade reduz em muito os perigos que rondam o empreendedorismo. A partir do momento que se mapeia os riscos e sabe-se onde terá gastos, já é um bom início para a empresa ter uma vida longa. “Sentar e explicar o projeto e saber o que se vai pagar, auxilia muito o todo o trabalho. Um bom contador pode ajudar neste processo. Cria uma boa regra de pagamento é o caminho”.

O sistema tributário brasileiro é muito complexo, por isso não há chances para aventureiros e pessoas despreparadas para lidar com ele. A busca por profissionais gabaritados e especialistas é muito importante para o sucesso do empreendimento. Por isso busque a ajuda e tenha sucesso no seu negócio.

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Gestão do Tempo

O tempo passa. O tempo voa

Gerenciar o tempo é um desafio diário na vida dos profissionais

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Gerir bem suas tarefas, ajuda na hora de encontrar tempo para fazer outras coisas.

Como diria os mais velhos: “Os tempos são outros...”. “Porque na minha época...”. Então tudo isso é verdade. O mundo mudou e o tempo passou rápido. A velocidade das informações e das coisas é muito maior. Hoje consumimos uma quantidade gigante de notícias, instruções e principalmente tarefas, que quando vemos, não conseguimos fazer aquilo tudo que estava proposto.

Mas aí vem a pergunta: O tempo “diminuiu” ou as tarefas “aumentaram”? A exigência por performance e a quantidade de informações, obriga com que tenhamos uma lista de prioridades, pois são elas que nos direcionarão na administração do tempo. É o que afirma a professora de especialista em gestão do tempo, Melissa Antonychyn, “Pesquisar, treinar e formar novos hábitos voltados para produtividade, se apropriando de novas recompensas, conforme os ensinamentos de Charles Duhhig e com a utilização de ferramentas de priorização. Considero que estas são ações que nos ajudam de forma considerável na organização das nossas tarefas”.

Mas para saber como se posicionar é necessário quais são os maiores compulsores (comportamentos, atitudes, características), que são herdadas de nossos parentes e pessoas do convívio. Ter uma autopercepção do cenário é um passo importante para alcançar este objetivo. Por isso, hoje com o advento das redes sociais, é preciso ter certo cuidado no uso das mesmas. Estes canais podem servir de desenvolvimento pessoal, desde que seja utilizado de forma responsável.

Outra coisa que influência e muito a realização de tarefas, e consome um tempo considerável, é o entorno do profissional. Muitas vezes, os problemas, as pessoas e os cenários ao redor acabam atrapalhando, ou em alguns casos ajudando, no gerenciamento do tempo. Melissa aponta que o entrelaçamento de compulsores pode ser um ponto que atrapalha, “a exigência de que sejamos perfeitos, fortes, que temos que agradar a todos, é que dificultam a gestão de nossas maiores prioridades diárias e acabam por determinar regras, normas, costumes contrários à produtividade de uma família, de uma empresa ou qualquer outro ambiente”, afirma.

Otimizar o tempo é sempre a melhor maneira para conseguir realizar tudo o que queremos. Além de que aumenta nossa produtividade e certamente a qualidade de vida. Melissa encerra a entrevista com dicas para melhorar a gestão do tempo. “Ter um plano de vida, com todos os seus objetivos e prioridades clarificados. Apropriar-se diariamente de suas importâncias, ou seja, o que foi descrito no seu plano e lhe trará resultados reais. Pois fazer o que realmente vem ao encontro do que projetamos traz satisfação e consequentemente mais saúde, mais autoestima e produtividade. Quando temos consciência que podemos redirecionar nosso foco e energia e até mesmo as emoções consideradas negativas e o estresse para a execução dos nossos mais nobres objetivos, percebemos o quanto temos de tempo disponível e suficiente para termos uma vida de resultados e ao mesmo tempo com muito equilíbrio”, finaliza.

 

 

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Relações Governamentais

Como relacionar sua empresa e o governo

Profissionais podem atuar e aproximar as organizações do órgãos públicos

As relações governamentais são muito importantes para as instituições privadas. Pois por meio de parcerias junto ao governo, é possível fazer bons acordos para possíveis projetos e inovações dentro da organização, seja ela particular, ou sem fins lucrativos.

De uma forma geral, todos os profissionais que já trabalham em suas organizações podem atuar com as relações governamentais. Porém, há uma série de medidas que precisam ser tomadas, além de um conhecimento mais afundo deste processo, afinal, muitas são as esferas que se pode atuar e interagir.

Um dos setores que mais se relacionam está o de tecnologia, onde as empresas do setor buscam o governo para trazer incentivos e patrocínio a aquilo que está sendo desenvolvido. Mais do que nunca, é necessário o profissional saber se relacionar, já que o governo passa por mudanças e o cenário não está tão propício a isso.

Abaixo, a coordenadora do MBA Executivo em Economia e Gestão: Relações Governamentais do ISAE/FGV, Andrea Gozetto, fala sobre as atividades e os profissionais que podem atuar neste setor. Confira e conheça um pouco mais sobre a atividade.

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Mercado Imobiliário

Os próximos passos do mercado imobiliário

Especialista aborda quais são os desafios do setor

A recessão na economia, os problemas no governo, a falta de incentivo e a insegurança da população fizeram com que o mercado imobiliário reduzisse sua oferta e segurasse o seus avanços. Por um bom período, surgiram vários empreendimentos, prédios, condomínios, para todos os “bolsos e gostos”.

Mas com o declínio da economia e a instabilidade gerada, as grandes corporações acabaram retraindo seus investimentos e começaram a se movimentar, buscando desencalhar o estoque que já está aí, reduzindo o prejuízo causado. Quais perspectivas se podem ter neste cenário? Para quem quer ter sua casa própria, é o momento de comprar?

Estes e outros questionamentos, o coordenador do MBA  em Gestão de Negócios de Incorporação e Construção Imobiliária do ISAE/FGV, responde no vídeo abaixo. Confira!

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Presença na Web

O Marketing Digital nas empresas

Estar presente na web é obrigatório

O marketing digital tem sido o meio mais comum para as empresas exporem suas marcas. A infinidade de possibilidades e plataformas neste meio tem crescido a cada dia, com mecanismos inteligentes para persuadir o cliente.

Há um ditado que fala “se não está no Google, não existe”, por isso é necessário estar atento a este modelo de divulgação. As mídias off-line, como jornais e revistas, perderam em muito o seu poder de alcance, pois foram reduzidos os seus custos. O grande alcance que as mídias sociais proporcionam, acabam sendo mais eficientes.

Até porque, a experiência com o consumidor é bem mais válida hoje, do que apenas aparecer uma boa empresa, ou ter um produto bom. Estar online expõe sua empresa, porém mostra a experiência que o consumidor tem com ela. E isso conta muito para o consumidor interessado em seu negócio.

Confira a entrevista com o professor e especialista em marketing digital, Ney Queiroz, que aborda como a empresa pode utilizar as plataformas para se relacionar e expor seus produtos na internet, de forma correta.

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Finanças

Orçamento familiar reduzido

É preciso ter um planejamento regrado para não sofrer no período

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Famílias têm que colocar na calculadora os gastos mensais, para não passar apuros.

Impostos sobem, produtos essenciais ficam caros, contas regulares - como de luz e água – também estão elevadas. As famílias entram em cortes de despesas que afetam todos os sentidos, desde o passeio no final de semana, até aquele produto ou serviço banal para o consumo. O momento atual acaba tornando-se de muita cautela.

Os últimos acontecimentos com a troca do governo, a economia enxuta e passando por dificuldades, entre outros problemas que envolvem o país, acabam “estourando” sobre o orçamento familiar. O desemprego ronda constantemente as empresas, por isso a importância de não criar contas a longo prazo, pela incerteza de paga-las. Com isso, o crédito dado pelas financeiras é menor.

O professor de finanças do ISAE, Pedro Salanek, coloca que o consumidor tem que estar atento as mudanças. “Entendo que precisamos ficar atento as variações de preços dos principais produtos. Pesquisar em diversos locais e avaliar a real necessidade de consumo deve fazer parte desse processo, mesmo se tratando de produtos básicos”, coloca. Um grande vilão para o orçamento familiar é o cartão de crédito, que acaba tornando-se a fuga para estes momentos de aperto. Porém, os juros, que passam de 400% por ano, acabam levando grande parte do dinheiro, até porque apenas prorroga a conta. “Um risco do cartão de crédito são as compras parceladas feitas de forma descontrolada, sem um acompanhamento frequente do saldo da fatura. Recomendo estabelecer um limite máximo do valor da fatura mensal e quando ultrapassar este valor "esqueça" o seu cartão de crédito em casa... sua saúde financeira agradece”, mostra o professor.

Colocar suas contas todas na ponta do lápis, auxiliam e muito na hora de realizar os pagamentos. Até porque é importante saber para onde o seu dinheiro está indo. Uma forma de economizar dinheiro, é realizando pesquisas dos produtos que precisa comprar. Hoje, uma família com três pessoas não gasta menos de R$ 400 reais em um mercado, pois todos os produtos básicos acabaram subindo. Salanek aborda que acompanhar a variação dos preços e procurar outras marcas, auxilia o caixa. “É preciso fazer uma avaliação daquilo que é necessário comprar, além de um acompanhamento (pesquisas) da variação dos preços destes produtos. Procurar produtos que possuem maiores ofertas, em certos períodos, é uma boa forma de se estabelecer uma adaptação de consumo”.

Porém, é necessário que as famílias tenham esperança que as coisas irão melhorar. O Brasil já passou por outras crises, que acabaram com o tempo e a economia melhorou. Salanek coloca que a confiança é que o mercado precisa restabelecer, para que o consumo cresça e faça girar a economia. “Temos que ficar esperançosos e acreditar que em breve teremos uma melhoria. Tanto que, o primeiro passo, para a superação desse momento é a recuperação da confiança, o que é fundamental para que as empresas voltem a investir e assim reverter o quadro atual de queda de consumo e aumento do desemprego”, encerra.

O momento é de pé no freio e de muito planejamento para passar sem sofrimentos por este período. É preciso ter consciência das decisões tomadas e ser pontual em seus gastos, pois assim que a crise passar, o poder de consumo será maior, fazendo com que aquele gasto a mais seja realizado.

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Franquias

Como transformar meu negócio em uma franquia

A previsão é que o setor cresça 10% em 2016

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Nos aspectos mercadológicos precisam ser analisados os diferenciais do negócio e o mercado que se pretende atingir.

O empreendedorismo tem sido uma saída para aqueles que perdem seus empregos, ou até mesmo aqueles que querem investir o seu dinheiro em algo rentável. Neste momento, as franquias surgem como uma grande alternativa, já que elas contam com parâmetros e tem uma forma definida de atuação.

Segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada anualmente pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), o empreendedorismo por necessidade subiu de 29% para 44% de 2014 para 2015. Já o número de brasileiros que abriram uma empresa por identificar uma oportunidade - e não por necessidade - caiu em relação aos últimos anos e voltou ao patamar de 2007.

O mercado de franquias vem crescendo muito no Brasil. A previsão é que o setor cresça cerca de 9% a 10% em relação a 2015. Muitas empresas tem o interesse de transformar seus negócios em franquias, expandindo assim o seu negócio para outros bairros, cidades e estados. O especialista e professor, Erlon Labatut conversou com a Perspectiva ISAE e apontou alguns passos de como transformar a sua empresa em uma franquia.

Perspectiva - Como é o passo a passo para montar uma franquia?

Erlon - O passo a passo para transformar uma empresa em franquia é composto pelos seguintes grandes passos:

1.    Analise de Franqueabilidade

2.    Definição do Modelo de Negócio

3.    Elaboração dos Instrumentos para Transferência de Know-How (Manuais e Treinamentos)

4.    Definição dos Processos do Franqueador

5.    Elaboração dos Instrumentos Jurídicos

6.    Definição da Estrutura de Comercialização e do Plano de Expansão

Perspectiva - Como posso saber se a minha empresa é uma possível franquia?

Erlon - A Análise de Franqueabilidade envolve os aspectos mercadológicos e financeiros do modelo a ser franqueado.

Nos aspectos mercadológicos precisam ser analisados os diferenciais do negócio e o mercado que se pretende atingir, tanto no que se refere a venda de franquias como a venda do produto/serviço ao consumidor final.

Nos aspectos financeiros deve ser analisada a viabilidade financeira do negócio tanto para o franqueador, quanto para o franqueado.

Perspectiva - Qual o valor a ser investido para tornar franquia?

Erlon - O investimento necessário para transformar uma empresa em franquia é bastante variado em função de vários fatores como: complexidade da operação, nível atual da gestão, e área de atuação.

Por exemplo, um restaurante precisa ter as fichas técnicas nutricionais dos seus pratos, um projeto arquitetônico de referência, a marca registrada, modelos de uniformes, etc. A aquisição de conhecimento técnico sobre o sistema de franchising é um investimento indispensável e pode acontecer através de consultorias (privilegie sempre as associadas a ABF) e cursos bem estruturados.

Perspectiva - Como deixar minha franquia atrativa para investidores?

Erlon - Para deixar sua franquia atrativa para investidores é essencial demonstrar a possibilidade de um bom retorno do investimento e a qualidade do “produto” que está oferecendo. No caso das franquias o “produto” é o negócio em si.

Para ter um bom produto o empresário deve, além de ter um negócio com bons diferenciais e bom desempenho financeiro, fazer um excelente trabalho de formatação para oferecer um modelo de negócio bem estruturado que possa ser replicado com sucesso pelo franqueado, permitindo que ele implemente, opere e gerencie a sua unidade com facilidade e suporte efetivo.

Perspectiva - Quais os pontos positivos e negativos para tornar minha empresa uma franquia?

Pontos Positivos

Pontos Negativos

O crescimento do negócio pode ser muito acelerado.

Antes de tomar decisões o empresário tem que pensar no impacto que cada ação terá em toda a rede.

A atuação em rede proporciona um fortalecimento da marca.

Falhas em uma unidade da rede pode atingir a marca como um todo.

O retorno financeiro pode ser bastante expressivo.

É preciso investir antes de começar a colher os resultados.

A força da rede permite poder de barganha e ganho de escala aumentando a lucratividade do negócio

Existe uma diferença entre ser dono do negócio e dono da franqueadora, o empresário precisará atuar nas duas posições.

A existência de uma rede forte pode gerar outras fontes de receita para o franqueador.

 

 

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Educação

Escola de negócios curitibana desenvolve trabalho especial com cooperativas

Atuando há mais de 15 anos no segmento, o ISAE contribuiu para a formação de milhares de profissionais e desenvolveu centenas de projetos personalizados

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Cooperativas tem buscado aprimorar o conhecimento de seus cooperados

Nos últimos anos, o cooperativismo ganhou muita força no Brasil, assumindo um papel protagonista em diferentes ramos da economia, como crédito, habitacional, turismo e, principalmente, agropecuário. De acordo com a Organização das Cooperativas Brasileiras, são quase 7 mil cooperativas atuando no país, gerando milhares e empregos diretos e beneficiando de alguma forma grande parte da população brasileira.

Pensando neste universo amplo e cheio de peculiaridades, o Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE), uma das principais escolas de negócios do Brasil, que conta com sedes nas cidades de Curitiba (PR) e Londrina (PR), passou a desenvolver projetos customizados com cooperativas dos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso, contando com o apoio do Sistema OCEPAR/ SESCOOP – PR, do SESCOOP – SC e do SESCOOP - MT. Os trabalhos, que acontecem há mais de 15 anos, visam a capitação de profissionais e a implantação de processos eficientes que possam contribuir diretamente para os resultados das cooperativas.

“Desde o início, o nosso trabalho com as cooperativas busca dar aos gestores, associados e cooperados soluções que favoreçam a governança para sustentabilidade dos negócios, e o fortalecimento das cooperativas, que sofriam muito com a falta de profissionalização. O projeto traz uma nova visão e competências, atualizando processos e modelos de negócios”, explica Antonio Raimundo dos Santos, diretor de educação do ISAE.

Para atingir a realidade de cada cooperativa, dos mais variados portes e perfis, o ISAE oferece projetos personalizados desenvolvidos por uma equipe multifuncional de alto nível, a partir de um estudo do ambiente corporativo com base nas características de cada negócio. Após o levantamento completo dos desafios, são traçados objetivos e metas que são apresentadas como “Solução Corporativa ISAE” com base na análise do contexto e na definição do escopo de trabalho, que pode ter curta, média e longa duração.

“Após a apresentação e aprovação da solução, que traz, por exemplo, metodologia, conteúdo e cronograma de aplicação, partimos para a execução do trabalho, que ao longo do processo tem seus resultados mensurados por ferramentas exclusivas. Ao longo da execução da solução, a cooperativa conta com um acompanhamento de profissionais doISAE”, detalha Antonio Raimundo.

As soluções, que atendem as necessidades das cooperativas, passam também pelo desenvolvimento da aprendizagem organizacional por meio de cursos, palestras, workshops, GBA (Global Business Administration) de curta e média duração, Pós-Graduações, como também na elaboração e implementação de Projetos. As atividades podem ser realizadas nos modelos presencial, semipresencial ou à distância, com aulas noISAE, na cooperativa ou em outros endereços.

Com os GBAs, por exemplo, o ISAE busca o aprimoramento, por meio de ferramentas de gestão, em assuntos específicos, como Estratégia, Pessoas, Finanças, Comercial/Marketing e Projetos, para profissionais de diversos níveis hierárquicos, independente de graduação. Visando uma capacitação mais profunda, o ISAE idealizou Pós-Graduações focadas no mercado coorporativos, como Governança Estratégica do Agronegócio, Gestão da Saúde Odontológica, Logística Empresarial, Gestão Cooperativas de Crédito, Gestão e Planejamento de Tributos para Cooperativas, Gestão Estratégica de Pessoas e Gestão Estratégica de Projetos.

Já na área de elaboração e implementação de Projetos, que pode se transformar em uma consultoria completa, a instituição apresenta ferramentas customizadas para a Criação de Cenários, Planejamento Estratégico, Lean Innovation, Etapas da Gestão Financeira, Visão de lucro, Gestor financeiro, Diagnóstico da Cultura Organizacional, Criação de subsistema de gestão de pessoas em foco no desenvolvimento de competências, Planejamento e implementação da Sucessão, Implantação das melhores práticas de Governança, Cultura Assemblear, Coach técnico em GC, Estruturação de conselhos e Gestão de Riscos e Crises.

Durante os seus mais de 15 anos de atuação nas cooperativas, o ISAE desenvolveu mais de 200 projetos em mais de 30 cidades do Paraná, de Santa Catarina e do Mato Grosso, e realizou mais de 60 cursos de Pós-Graduação. Foram aproximadamente 2.500 gestores capacitados, além de 1.000 conselheiros. “Temos muito orgulho deste trabalho com as cooperativas, pois conseguimos fazer a diferença na vida de milhares de pessoas, contribuindo com o aprimoramento de trabalhos de extrema relevância para o país”, completa o diretor do ISAE. 

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Especial

Os problemas de acessibilidade no Brasil

Mesmo com leis a acessibilidade para pessoas com deficiência ainda é precário

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Viagens

4 pousadas que você deve conhecer perto de Curitiba

Nesse post há 4 hotéis fazenda/pousadas pouco conhecidas e perto de Curitiba! Todos os hotéis são super aconchegantes e rodeado de natureza.

1. Hotel Fazenda Cainã - São Luiz do Purunã

Foto: Priscila Kamoi

O hotel possui 23 chalés, todos bem decorados e distantes uns dos outros. Tem vários tipos de chalés, desde os mais simples até os nupciais. Todos os chalés nupciais possuem banheira, programação full Sky e são muito lindos e bem decorados.

O hotel fazenda Cainã possui piscina aberta, lago, parquinho e passeio de cavalo. A cavalgada acontece de uma em uma hora, dura em torno de 40 minutos e custa R$ 40 reais. O passeio é muito legal e a vista é maravilhosa, do canyon da faxina.

As refeições são uma delicia. Estão incluídas 6 refeições: café da manhã, almoço, lanche, jantar, café, almoço. Comida caseira e muito gostosa!

2. Hotel Fazenda Vovó Naná - Lapa

Foto: Priscila Kamoi

O hotel possui 12 chalés e 3 apartamentos. Os chalés são em alvenaria, equipados com frigobar, TV 20″, ventilador de teto e varanda com espaço para redes. Acomodam de 2 a 4 pessoas.

O hotel possui piscina, salão de jogos, Videokê, lago para pesca, trilhas no bosque, passeios a cavalo e charrete, playground e cancha de futebol e vôlei.

O atendimento é feito por funcionários moradores da região, que conhecem e estão habituados aos costumes da vida do interior e com as atividades rotineiras de uma fazenda.

PENSÃO COMPLETA: São 4 refeições incluidas:

Localização

As reservas poderão ser feitas pelo telefone (41) 3622-4386, de segunda a sexta, em horário comercial, pelo e-mail: reservas@hotelvovonana.com.br

Eu adorei este hotel e super recomendo para quem é de Curitiba. O hotel é petfriendly e romântico! Excelente para passar o fim de semana com a família e relaxar.

3. Pousada Hakuna Matata - Morretes

Foto: Priscila Kamoi

A pousada tem 25 acomodações que variam de apartamentos (standard e luxo), chalés (standard, luxo e especial). Alguns chalés tem jacuzzi dentro e cabe uma família.

A pousada é muito bonita, toda rústica, com muita natureza e árvores ao redor!Possui lago, capela, trilha para o rio. Tem bastante opções de lazer: piscina aberta, psicina coberta, quadra de tênis, vôlei e futebol, trilha até o rio, parquinho, sala de jogos com lareira e SPA (sauna/jacuzzi).

Você pode optar também por pensão completa (jantar, café da manhã e almoço) ou somente café da manhã. Á tarde, eles servem um café com sonho as 18h, delicioso também. O almoço de domingo é barreado com frutos do mar.

Eles realizam eventos também, pois o lugar fica lindo, como recepções de casamentos, aniversários, confraternizações de empresas, grupos de trabalho, etc.

A pousada Hakuna Matata fica em Morretes, no PR, 65 km de Curitiba

Todos os leitores do blog tem 5% de desconto, só avisar que viu no Blog Jornada Kamoi, na reserva!

4. Pousada Varshana - São Luiz do Purunã

Foto: Priscila Kamoi

A Pousada é ideal para casais, pois é super romântica e tem uma vista incrível para o Canyon da Faxina! Fica perto de Curitiba, 40 km, 40 min em São Luiz do Purunã. Gente, o lugar é maravilhoso, mesmo, fiquei boquiaberta ao chegar e é ótimo para passar um fim de semana relaxando, descansando e comendo bem!

Aos domingos, às 10hs da manhã, tem uma caminhada na Fazenda Monjolo e perto da pousada tem uma trilha com uma cachoeira. A pousada possui pensão completa e a comida é uma delícia, caseira e bem gostosa!

A Pousada  possui 7 apartamentos e 7 chalés. Os chalés são lindos e graciosos, todos em madeira, com uma varanda e lareira.

Você entra as 10hs da manhã de sábado e fica até as 17hs de domingo, com 5 refeições inclusas (almoço, café da tarde, jantar, café da manhã e almoço). Tem a opção de entrar na pousada sexta a noite também.

Essas são as pousadas/hotéis que conheço e recomendo perto de Curitiba. Excelente para fugir um pouco da cidade, levar a família, amigos, namorado e relaxar!

  • Priscila Kamoi é empresária, blogueira de viagens e nômade digital. Escreve para o blog www.jornadakamoi.com
    Já passou por 21 paises. Acompanhe o blog no Facebook Blog Jornada Kamoi e no Instagram @blogjornadakamoi

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Indica

Sobre erros de previsão e fórmulas enganosas de sucesso

Ou: por que você não deve se culpar tanto quando nem tudo sai como o planejado

Esses dias, correndo o dedo pelo Instagram, parei em um post que chamou a minha atenção. Sobre a foto de uma formação rochosa que lembrava um pouco o Grande Canyon, no melhor estilo papel de parede de computador, saltava a seguinte lição: "Sua situação atual não é seu destino final.

Admito que é o tipo de frase inspiracional que fervilha nas mídias sociais, e por isso mesmo costuma passar batida, mas essa ficou na minha cabeça e já vou explicar o porquê. Como é natural para todo mundo que se aproxima de uma idade terminada em zero (eu estou com 37), volta e meia saltam à minha cabeça dúvidas sobre as escolhas que eu tomei em minha carreira. Será que estou na profissão certa? Sou realmente bom no que faço? Quem sabe não seja a hora de largar tudo e finalmente fazer aquele curso de chef de cozinha

Esse tipo de questionamento se tornou ainda mais comum depois que as mídias sociais passaram a fazer parte da nossa vida. Basta navegar pelo Facebook para ver histórias de sucesso por todo lugar: é o garoto prodígio que fez seu primeiro milhão aos 20 anos abrindo uma startup inovadora, é o amigo que compartilha a promoção na carreira, é a ex sendo transferida para o exterior. Exemplos não faltam, de forma que se torna inevitável colocar periodicamente a nossa própria trajetória profissional em perspectiva. O que nos leva a uma nova pergunta: existe um caminho certo para o sucesso?

Digo isso porque recentemente terminei de ler o livro Tudo é óbvio: desde que você saiba a resposta, escrito pelo sociólogo Duncan J. Watts, que vai justamente na contramão das fórmulas prontas para uma vida bem-sucedida. Segundo Watts, uma vez que se chega ao topo de uma carreira, é muito simples criar uma linha narrativa explicando como se chegou até lá. Difícil mesmo é enxergar esse caminho quando se está começando. É por isso que fórmulas prontas não funcionariam: toda história de sucesso tem o próprio acaso como ingrediente decisivo, de maneira que seguir as lições ou os conselhos de líderes e gurus não é garantia de nada. É mais ou menos como diz o famoso vídeo do filtro solar: as suas escolhas têm sempre 50% de chance de darem certo (talvez até menos), e é assim para todo mundo.

A influência do acaso em nossas vidas também é o tema do livro O andar do bêbado, do físico Leonard Mlodinow. De acordo com o autor, elementos das mais diferentes áreas da nossa vida são determinados em grande parte por fatores imprevisíveis, incluindo aí sucessos de bilheteria, a conquista de títulos esportivos, conjunturas econômicas, eleições políticas e muito mais. Dessa forma, Mlodinow desconstrói a mítica que gira em torno dos grandes especialistas, que costumam "acertar tudo, e alivia o peso sobre os responsáveis por decisões erradas, uma vez que elas muitas vezes são tomadas sem o conhecimento de elementos decisivos, que só vêm a ser revelados com o passar do tempo.

 

Essa também é a tese do livro A lógica do cisne negro, do estatístico Nassim Taleb. A explicação do título é curiosa: segundo o autor, antigamente, acreditava-se que todos os cisnes eram brancos, até que os primeiros cisnes negros foram descobertos na Austrália e invalidaram completamente a crença. Ou seja, "uma única observação pode invalidar uma afirmação originada pela existência de milhões de cisnes brancos. Tudo que se precisa é de um único pássaro negro. Isso explica não só os erros de previsão, mas também grandes acontecimentos que mudaram a história, como o 11 de setembro e a crise econômica de 2008. Antes de eles acontecerem, ninguém foi capaz de prevê-los, mas depois disso surgiram todos os tipos de explicação - e os fatores que levaram até lá passaram a ser claros.

Ou seja, segundo esses três autores, exercícios de previsão não passam disso: meros exercícios, uma vez que se baseiam em dados do passado, que não necessariamente se aplicam ao futuro. É a mesma lógica do seu amigo que diz que não existe a possibilidade de ser assaltado em uma rua escura só porque ele passa todo dia lá e isso nunca aconteceu. Ou do famoso ex-bilionário brasileiro que há cinco anos estampava todas as capas de revista como exemplo de sucesso e hoje beira o ostracismo. Mas não sejamos duros com ele - e muito menos com nós mesmos por nossa grama não ser tão verde quanto à do vizinho. Afinal, como já dizia o post lá do início da história, a situação atual não é nosso destino final. Só não se congratule muito quando o seu grande dia chegar.

  • Leonardo Oliveira é responsável pela área de redação e conteúdo da Lieb3 Marketing Digital. Contato: leonardo@lieb3digital.com

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Artigo

A Cultura Organizacional nas empresas

Foto: Arquivo
 

Mara beckert é professora, consultora, escritora, graduada em Administração de Empresas, com Especialização e Mestrado em Gestão de Pessoas. Tem como maior compromisso profissional, a educação corporativa.

A cultura organizacional pode ser compreendida como a digital de uma empresa, comparada com uma identidade, porque é exclusiva e embora existam semelhanças com outras empresas, ela jamais será idêntica a outras.

A cultura emerge por meio da socialização das pessoas na organização, que para Hofstede (1991) é como uma programação mental coletiva, que gera uma espécie de personalidade única, por um compromisso comum assumido. Além disso, gera uma Consciência Coletiva que define o que se considera como bom ou mal, certo ou errado, produtivo ou improdutivo, destacando uma ponderação para decisões e escolhas.

Da mesma forma, também gera um Inconsciente Coletivo, que reflete um dos aspectos mais complexos da cultura, que é a zona de sombras, na qual residem nuances de preconceitos, aspectos inconfessáveis e tabus (JOHANN, 2011).

A zona de sombras pode esconder aquilo que pode denegrir a imagem das organizações e que elas não gostariam de ver divulgado, porque expõe a fragilidade do que foi instituído como “verdade”. Por isso, muitas se empenham inutilmente para conservar uma imagem ilusória, que com grande facilidade pode ser denunciada por empregados e clientes nas redes sociais.

Para as organizações de um modo geral, é difícil aceitar e identificar aspectos da sua zona de sombras, todavia muitas já entenderam a importância desta investigação para criar uma cultura de adaptação, capaz de aprender com erros e acertos e constituir a própria força do desenvolvimento organizacional.

Quando pensamos em mudanças organizacionais, estamos cientes da necessidade de compatibilizar os propósitos estratégicos de crescimento com a cultura da organização, e fazer uma análise cuidadosa dos fatores que podem criar barreiras ao desenvolvimento, além de avaliar os contratos psicológicos vigentes, ou seja, investigar os acordos implícitos, até informais, mas que possuem tanta força quanto um contrato tradicional de legalidade jurídica.

Um contrato psicológico desgastado pode se refletir em condutas conflitantes, revelando os “fantasmas” da zona de sombras, causadores de discriminações, favoritismos e improbidades.

Por isso, tudo que cria contraponto com os valores organizacionais, deve ser investigado e compreendido, para a composição de fatores de prevenção e restauração.

Existem organizações que se abandonam, porque trabalham sem identificar a própria realidade, descaracterizando os seus diferenciais de mercado, com decisões equivocadas.

Portanto, os gestores e líderes têm a responsabilidade especial de decodificar e neutralizar a influência da zona de sombras, viabilizando mudanças planejadas na gestão da cultura organizacional.

Vale considerar investimentos em programas que facilitam a construção de uma cultura adaptativa, como uma resposta coerente ao cenário interno e externo da organização. Somente uma cultura de adaptação pode patrocinar um movimento contínuo de aperfeiçoamento e criar espaço de alinhamento coerente entre missão, visão, valores e políticas internas de gestão de pessoas.

Investir no alinhamento dos colaboradores com a missão da empresa via prática dos valores essenciais, destaca a capacidade de responder aos desafios que se apresentam, por meio de respostas de produtos e serviços.

A pesquisa etnográfica pode dar suporte à compreensão do como funciona a organização, detectando os fatores de restrições aos processos de mudanças de estratégias, processos e práticas. A etnografia é um estilo de pesquisa qualitativa desenvolvida pela antropologia, para estudar culturas e sociedades, também aplicável às organizações.

O conceito de etnocentrismo destaca uma visão do mundo em que o próprio grupo é tomado como centro de tudo, e todos os outros são pensados e sentidos de acordo com os modelos do referencial de consenso. A realização de uma pesquisa etnográfica requer o cumprimento de algumas fases indispensáveis para um resultado satisfatório:

- Planejamento: seleção do público alvo; definição da orientação teórica; elaboração das perguntas de pesquisa (forma de organização; coleta de exemplos; observação de eventos e conexões entre eles; seleção das questões principais) e definição dos recursos.

Trabalho de campo: questões éticas (permissão; transparência quanto aos objetivos da pesquisa); sigilo (pseudônimos); reciprocidade (apresentação de resultados); seriedade (qualidade do trabalho); contato com o público alvo (credibilidade); técnicas de coleta de dados: observação participante (diário de campo, fotografias, áudio e gravações); entrevistas para coleta de opiniões (percepção dos empregados sobre os elementos da cultura: valores, crenças, etc).

Análise de corpo: racionalização (distanciamento, isenção de envolvimento), triangulação (checagem de diferentes fontes de informação); estudo de padrões de pensamento e comportamento; observação de “eventos chave”; estudo de documentos (mapas, organogramas, etc); análise de conteúdos para verificar a qualidade dos dados obtidos nas ponderações: -Alguns pesquisados prestam melhores informações que outros? - Alguns dados podem ser considerados como “prematuros”? Vale considerar como dados “fortes”, aqueles que corroboram as observações presenciais.

Conclusão: redação da etnografia; produção de material escrito que servirá como roteiro de orientação para a definição de estratégias para a composição de uma cultura adaptativa.

De acordo com Hofstede (1997), as culturas organizacionais diferem especialmente em suas “práticas”, retratadas por um conjunto de atuação, composta por símbolos, heróis, rituais e valores: forma como os empregados foram socializados em seu trabalho. Ele explica a cultura da organização traçando um paralelo com a “casca da cebola”, na qual todos os níveis são permeados pelas práticas organizacionais.

O núcleo central e mais profundo é constituído por valores e, por isso, exigem uma maior atenção nos processos de sensibilização e conscientização perante as mudanças, dada a sua complexidade e relação com a própria história da empresa e com o perfil dos seus dirigentes.

Os valores são os elementos mais poderosos na sedimentação da cultura, pois permeiam toda a organização com influência direta na tomada de decisões. Alguns valores têm uma força tão grande que é impossível questionar a sua vigência: eles orientam comportamentos, hábitos e costumes, normas de conduta de dirigentes e formas de atuação em todos os níveis hierárquicos.

Os rituais são considerados eventos de cunho especial de integração (chegada de novo membro), de passagem (promoção, desligamento, transferência, aposentadoria) e de reforço (reconhecimento por serviços prestados, premiações, etc).

Os heróis se destacam como aqueles que são considerados como uma referência de conduta, são admirados como exemplos de sucesso, que em muitos casos, são os sócios fundadores das empresas.

Os símbolos são a parte mais superficial, constituídos de elementos físicos (produtos) e atividades desempenhadas (serviços), visíveis e mensuráveis a avaliação de clientes e parceiros.

Com base no anteriormente descrito, os comportamentos traduzem a simbologia que atesta a importância dos rituais, a influência dos heróis, em função dos valores adotados em comum.

Muitos autores, assim como Hofstede, se dedicam à pesquisa sobre cultura por tratar-se de um tema fascinante, de interesse crescente, especialmente nas organizações, devido ao esforço de adaptação ao ritmo das exigências e mudanças do ambiente corporativo. Dentre eles, destacamos a afirmação de Massenzio (2005), “cultura é a forma ou o jeito comum de viver a vida cotidiana na sua totalidade por parte de um grupo. Ela inclui comportamentos, conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes, hábitos, aptidões, tanto adquiridos como herdados”.

Da mesma forma, reforça Giddens (2007) “a cultura refere-se aos modos de vida dos membros de uma sociedade, ou de grupos pertencentes à essa sociedade: inclui o modo como se vestem, as suas formas de casamento e de família, os padrões de trabalho, as cerimonias religiosas e as atividades de lazer”. A cultura contempla aspectos intangíveis (crenças, ideias, valores) e aspectos tangíveis (objetos, símbolos, tecnologia).

De acordo com as definições acima citadas, pode-se compreender porque a investigação da cultura organizacional passou a ser estratégica para as empresas, assim como o porquê dos investimentos em programas direcionados à construção e manutenção de uma cultura adaptativa.

A “cultura adaptativa” é uma resposta possível aos apelos das mudanças políticas e socioeconômicas, por um novo ritmo de atuação das organizações. Ela favorece um movimento contínuo de aperfeiçoamento para compor o potencial do cenário interno, no sentido de suplantar aos desafios do cenário externo.

A atenção à uma cultura de adaptação é relevante, porque as organizações vêm experimentando significativas mudanças ao longo dos anos, especialmente na última década, diante das exigências dos públicos internos e externos por uma maior transparência nas atividades realizadas e nos resultados obtidos.

Mais do que nunca, incentivar e investir na aprendizagem das pessoas e equipes de trabalho será estratégico para favorecer uma cultura adaptativa e garantir a perenidade das organizações.

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GBA ISAE