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GBAs Internacionais ISAE

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Giro

Giro nos Negócios

BASF apresenta nova edição da campanha Agricultura, o maior trabalho da Terra

A BASF lançou no início de agosto a campanha “Agricultura, o maior trabalho da Terra”. Pela primeira vez, desde 2011, a campanha de valorização do produtor rural é totalmente digital e conta com depoimentos de agricultores que são referências em boas práticas agrícolas no país.

O objetivo principal desse ano é destacar ainda mais o protagonismo do agricultor, reforçando a importância de uma produção sustentável e da agricultura para a economia brasileira. O vídeo principal tem o compromisso de reforçar que a união do produtor rural, ciência e sociedade favorece o desenvolvimento de uma agricultura sustentável.

Os vídeos estão disponíveis no canal do YouTube, no portal da BASF e nas redes sociais da empresa.

Crédito: Basf

Suécia mudará cidade de lugar

A cidade de Kiruna, na Suécia, sempre viveu em função da mina de ferro nas redondezas. Mas, em 2004 a LKAB (mineradora responsável) avisou à prefeitura que a extração de ferro teria continuar embaixo da cidade - e, com isso, o chão ia afundar.

Os arquitetos da nova Kiruna não querem apenas replicar a cidade em uma região segura, mas melhorar a forma como ela é distribuída, deixando ela mais sustentável e com maior potencial de desenvolvimento. Kiruna é hoje o segundo maior município do mundo em área: são 21 mil km2, onde vivem só 20 mil pessoas. Isso é o equivalente a 122 estádios do Maracanã para cada habitante.

Mudanças climáticas podem gerar um grande rombo financeiro

O estudo assinado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Grantham sobre Mudanças do Clima e do Ambiente na London School of Economics and Political Science and Vivid Economics publicado no início de agosto na revista "Nature Climate Change", mostra que a economia global pode ter um rombo de aproximadamente US$ 2,5 trilhões no valor dos ativos financeiros.

Essas perdas valem para o cenário da temperatura média da superfície global alcançar 2,5° C acima do nível pré-industrial, até 2100. Porém, o prejuízo pode ser maior, chegando a US$ 24 trilhões, ou 17% de todos os ativos do mundo, e arruinar a economia global.

Crédito: Arquivo

 

Camarões que não são camarões

A aquicultura industrial de camarões se expandiu e degradou cerca de 30% de áreas alagadas de mangues e pântanos, com o acúmulo de resíduos orgânicos e substâncias químicas usadas na criação do crustáceo. Olhando para este mercado, a startup de biotecnologia americana New Wave Food, criou uma alternativa para o camarão, utilizando algas vermelhas e proteína vegetal, com textura, forma e cor semelhantes ao ser in natura.

Segundo as empreendedoras, os ganhos ambientais da produção de camarão em laboratório são o diferencial do produto. "Em termos de uso de água, terra e energia para transporte, nosso produto é muito menos intenso que a produção convencional". O alimento também pode ser consumido por vegetarianos ou pessoas veganas.

Planejamento estratégico para Curitiba

O projeto Curitiba 2035, que vai realizar um planejamento estratégico para o futuro do município, tem se reunido para discutir e propor as principais ações para que a cidade tenha um desenvolvimento ordenado e em sinergia com os princípios de sustentabilidade. O Curitiba 2035 é fruto de uma parceria entre a organização Comunitas, o Instituto Arapyaú, a prefeitura municipal e o Sistema Fiep, que por meio dos Observatórios Sesi/Senai/IEL é o responsável pela condução técnica do processo, utilizando como base a metodologia do programa Cidades Inovadoras.

Diversas Intituições tem participado destes encontros e do projeto, como: ISAE, PUCPR, UFPR, UTFPR, Universidade Positivo, Fecomércio, Sebrae, IBQP e Dieese.

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Capa

Cuidar do Planeta é um dever de todos

ODSs vem para ajudar no futuro do Planeta, mas cabe a cada um ajudar

No final de 2015, durante a COP 21, que reuniu 195 países e a União Europeia, com 45 mil participantes, para discutir o desenvolvimento sustentável global, foi instituído pela ONU os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Os ODSs são metas que devem ser assumidas por todos os países membros da ONU após 2015. Eles foram construídos norteados pelos ODMs (Objetivos do Desenvolvimento do Milênio), como agenda sustentável que deve guiar a atuação da sociedade até 2030. No total, são 17 objetivos e 169 metas que podem ser divididos em cinco grandes áreas: Pessoas, Planeta, Paz, Prosperidade e Parcerias.

OS ODS

As diretrizes dos ODS têm como foco principal os três pilares da sustentabilidade: eixo social, ambiental e econômico. O que diferencia os ODMs dos ODSs é que as ações dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio focavam nas questões sociais, principalmente em relação às dificuldades dos países em desenvolvimento, envolvendo pouco o eixo econômico. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são mais globais e com grande foco também no meio ambiente. Além disso, os ODSs foram elaborados de maneira colaborativa, por meio de diversas consultas públicas, enquanto os ODMs foram trazidos de uma maneira mais hierarquizada.

Os ODS estão sendo elaborados com base nos ODMs, a fim de integrar suas atividades e atender novos desafios. Os novos objetivos fazem parte de um conjunto de ações de prioridades globais para que o desenvolvimento sustentável seja alcançado.

O acordo na COP 21

O acordo foi realizado em meio a entreves e muita discussão na busca por um consenso, até que houve uma reviravolta positiva nos últimos minutos. Ele estabelece compromissos com a redução das emissões de gases de efeito estufa: limitar o aumento de temperatura a 1,5°C; criar um fundo anual de US$ 100 bilhões, financiado pelos países ricos, a partir de 2020 para projetos de países em desenvolvimento, para limitar o aquecimento global; e reuniões a cada cinco anos para negociar a ampliação dos cortes de emissão até serem zeradas.

Embora o acordo não traga prazos específicos nem esforços imediatos, é preciso lembrar que esse é apenas o primeiro passo quando se pensa em um futuro com bases mais sustentáveis. Além disso, o futuro do planeta não está apenas nas mãos dos governos. É dever de todo cidadão trabalhar colaborativamente, palavra de ordem quando falamos em desenvolvimento sustentável, em um esforço comum em prol do futuro. Ou seja, pensar globalmente e agir localmente.

Conheça os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e saiba como você pode ajudar para fazer um mundo melhor não apenas no futuro, mas também agora.

  • ODS1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares;

ODS2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição, e promover a agricultura sustentável;

  • ODS3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades;

ODS4. Garantir educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizado ao longo da vida para todos;

  • ODS5. Alcançar igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas;

ODS6. Garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos;

  • ODS7. Garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e moderna para todos;

ODS8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos;

  • ODS9. Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável, e fomentar a inovação;

ODS10. Reduzir a desigualdade entre os países e dentro deles;

  • ODS11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis;

ODS12. Assegurar padrões de consumo e produção sustentáveis;

  • ODS13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos;

ODS14. Conservar e promover o uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável;

  • ODS15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater à desertificação, bem como deter e reverter a degradação do solo e a perda de biodiversidade;

ODS16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis;

  • ODS17. Fortalecer os mecanismos de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.
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Mulheres nos Negócios

O Empoderamento da Mulher

Participação feminina tem crescido no mercado de trabalho, mas há muito o que crescer ainda

Crédito: Free Images

Mulheres têm conseguido espaço nas empresas, porém não nos maiores cargos.

Há muito tempo as mulheres têm brigado por seu espaço na sociedade. Principalmente ao que diz respeito aos seus direitos e seu espaço no mercado de trabalho. Ocorreu um aumento considerável no número de mulheres nas empresas, porém seus salários ainda são inferiores, quando os comparado ao público masculino.

Um levantamento feito pelo Fórum Econômico Mundial revelou que em 2015, o Brasil caiu nove posições no ranking de equidade de gênero: em 2013, o país ocupava a 62ª posição, e hoje encontra-se no 71º lugar. Segundo o Fórum, se mantidas as tendências atuais, a equidade entre homens e mulheres no ambiente de trabalho no mundo só será plenamente alcançada em 2095.

Lançados em 2015, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, contam com diversos propósitos que precisam ser exercidos pela sociedade como um todo. O ODS 5, busca alcançar igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. A criadora do “Carreira de Mulher”, grupo que busca o aperfeiçoamento e auxílio de mulheres, Sandra Choma, fala sobre o espaço da mulher e como a ascensão delas no mercado de trabalho pode crescer cada vez mais. Confira a entrevista abaixo.

Perspectiva - Muitas empresas já contam com um número superior de mulheres, porém não em posição de destaque, o que falta para isso acontecer?

Sandra - É uma mudança cultural que depende também das mulheres. Primeiro precisamos escolher cursos de graduação ou especialização que permitam uma formação na área de exatas. Isso se faz necessário porque para atuar na alta gestão de uma empresa é necessário saber também lidar com informações numéricas, balanços, projeções etc. Segundo é necessário que as mulheres se apresentem como candidatas às posições de liderança, existe um problema na confiança das mulheres elas somente candidatam-se às posições quando possuem 100% das qualificações sendo que os homens arriscam mais, mesmo não tendo todos os requisitos eles candidatam-se às posições de liderança.

Perspectiva - As mulheres têm sido empreendedoras e ganharam um certo destaque no mercado. O que fez com que elas "saíssem" do casulo e começassem a empreender?

Sandra - As mulheres estão buscando empreender porque a atuação informal oferece mais flexibilidade para também cuidar das crianças. Outra razão é a desilusão com o crescimento dentro do ambiente empresarial.

Perspectiva - Os EUA podem ter sua primeira presidente mulher. Quão isso é importante para o empoderamento feminino?

Sandra - Isso é fundamental porque uma mulher no poder costuma priorizar questões relacionadas ao universo feminino, considerando que seria a presidente do Estados Unidos, que possui uma influência mundial, seria ainda melhor. No caso ter tido uma presidente mulher fez com que várias questões femininas fossem priorizadas no Brasil.

Perspectiva - Quais as vantagens de ter uma mulher encabeçando um projeto?

Sandra - Inteligência emocional é um fator chave de sucesso no gerenciamento de projetos, as mulheres costumam lidar melhor com as emoções e, portanto, costuma ter uma maior inteligência emocional. Um fator importante no gerenciamento de projetos é o gerenciamento do stakeholders, e para gerencia-los é necessário inteligência emocional.

Perspectiva - Quais dicas você deixaria para as mulheres que querem se destacar em suas carreiras?

Sandra - Arrisque-se, busque posições de liderança. Claro que ter uma base de competências, principalmente de gestão empresarial é fundamental, isso é empregabilidade. Outro ponto para o desenvolvimento da carreira da mulher, é o networking e nesse ponto as mulheres deixam muito a desejar, busque ampliar sua rede de relacionamento profissional. Não deixe de trabalhar questões pessoais como, a gestão do seu tempo, frente aos vários papéis que assume, as questões psicológicas para que seus pensamentos não te impeçam de crescer, ou seja, autoconhecimento pessoal e profissional é fundamental para destacar-se na sua carreira e ser feliz.

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Consumidor

O consumidor mudou

Novo perfil do consumidor é mais exigente na hora da compra

Crédito: Pixabay

Você pode começar a ser um consumidor consciente no seu guarda roupa

O perfil do consumidor tem mudado a cada dia. Principalmente pela melhora da economia há alguns anos e ascensão de pessoas que não buscavam novas maneiras de consumir, até mesmo por falta de conhecimento. Hoje, além de comprar o produto, a experiência, o atendimento e o pós-venda, valem muito na hora de conquistar o cliente e, também, na sua experiência com o produto.

Outro ponto é o do consumo consciente, onde não apenas a parte econômica, mas a cadeia de valor e a posição que a empresa emprega com seus colaboradores, é de suma importância, aponta Fabiana Crivano, especialista em Sustentabilidade. “O consumidor valoriza as questões como a biodiversidade da marca. O fortalecimento de redes de consumo local, de empresas do seu entorno, também, são tendências do novo consumidor”, aponta Crivano.

A empresa ser sustentável em suas ações é ponto fundamental na briga pela concorrência. Não há mais espaço para as organizações que não se importam com o meio ambiente e as questões climáticas que assolam o Planeta. O consumidor vê isso como um diferencial, e em muitos casos como uma obrigação a empresa ter valores sustentáveis. “Com certeza é um grande diferencial, o consumidor quer consumir algo “responsável”, que seja bom para todos”, coloca Fabiana.

Porém, nem todos ainda têm esse olhar sobre na hora de consumir. Como fazer para se tornar um consumidor consciente? O primeiro passo é olhar para o próprio bolso e saber onde está investindo e gastando seu dinheiro. Muitas empresas já expõem seus métodos de fabricação e como isto ocorre. Outro ponto que pode ser conferido é dentro do seu guarda roupa. Doar suas roupas pouco usadas, fazem de você um consumidor que faz o produto girar e não ficar parado.

Na hora de consumir, é importante buscar informações sobre o determinado produto e qual sua procedência, momento em que entra a cadeia de valor. Diversas marcas têm chegado ao Brasil, trazendo uma “pegada” diferente, com materiais recicláveis, que utilizam menos água e que não poluem tanto em sua fabricação. “É importante o consumidor ter consciência disso. Uma empresa que cuida do meio ambiente na hora de fabricar, com certeza entregará algo de valor e qualidade”, finaliza Crivano.

Importante o consumidor estar atento as novas tendências e sempre buscar o melhor na hora da compra. Olhar para os produtores locais e que estão ao redor, pode render uma boa economia, além de ter produtos de qualidade. Isso faz de você um consumidor consciente, preocupado com o futuro.

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Fome

Fome no mundo

Você pode ajudar a diminuir isto

Crédito: Pixabay

A má distribuição de alimento acaba virando desperdício

O último levantamento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), aponta que cerca de 795 milhões de pessoas passam fome no mundo, 10,6% da população. Cerca de 25 anos atrás este número era de um bilhão, ou seja, 216 milhões deixaram a subnutrição e condições de fome no planeta.

Mas o que seria a situação de subnutrição e fome? Segundo a FAO, é o estado de incapacidade em obter comida suficiente para atingir os níveis mínimos de energia necessários para uma vida saudável e ativa. A de situação de fome é abaixo disso, pois é quando este momento dura mais de um ano.

No ano de 2015, a ONU (Organização das Nações Unidas) lançou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que são metas que devem ser assumidas por todos os países membros da ONU após 2015. Um desses ODSs é o de número dois, que fala em acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição, e promover a agricultura sustentável. Com isso, as nações e todos os que fazem parte delas, tem que lutar para combater a fome no mundo.

Calcula-se que cerca de um terço da comida produzida no mundo, é jogada no lixo. O que deixa de girar cerca de US$ 75 bilhões de dólares, na economia mundial. Para que este impacto seja reduzido, pequenos gestos podem ajudar na conservação e até mesmo na distribuição de alimentos.

No ISAE, recentemente, foi instalada uma horta orgânica, que conta com sementes de temperos, chás, verduras, legumes e frutas. “Ter uma horta orgânica dentro de uma escola de negócios representa todo o esforço do ISAE em promover a atenção com o meio ambiente como valor fundamental para o desenvolvimento sustentável”, explica Norman de Paula Arruda Filho, Presidente do ISAE. A criação da Horta é mais uma das ações da instituição voltada para a promoção da sustentabilidade no meio empresarial. Tudo que é colhido, acaba sendo destinado a instituições de caridade, parceiras do ISAE, além dos colaboradores, que também podem usufruir.

Hoje, diversas empresas oferecem o serviço para instalar e/ou criar uma pequena horta em sua casa ou empresa. É importante que todos conscientizem-se para esta questão da alimentação, pois todos os gastos nesta área, acabam impactando diretamente no consumidor. A partir do momento em que a água, o trigo, os cereais e todos os outros alimentos são desperdiçados, estes mantimentos acabam ficando caro, ou até mesmo estragando. Infelizmente, este círculo vicioso já vem a muito tempo e é preciso nos conscientizarmos, além daqueles a nossa volta, para que possamos pavimentar o futuro com sustentabilidade.

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Energia

A energia fotovoltaica

Energia limpa e pode ser usada em Curitiba, sim!

Crédito: Pixabay

Painéis fotovoltaicos podem ser usados tanto em casa, quanto empresas

Você já deve ter ouvido falar dos painéis solares, que absorvem a luz do dia e transformam em energia elétrica. Esta é uma alternativa sustentável, em vista que o setor elétrico brasileiro, tem utilizado as usinas de combustível fóssil o que polui o ar. Mesmo com as hidrelétricas, esta tem sido uma alternativa, já que algumas regiões têm sofrido com a estiagem.

Porém, os painéis solares não têm este problema, já que é preciso a irradiação solar e isso tem todos os dias, mesmo que me menor frequência em dias nublados e com chuva. Para se ter uma ideia, a Alemanha é o maior consumidor da geração fotovoltaica no mundo, mesmo com os períodos de neve. Em Curitiba, o clima favorece mais do que me Salvador, pois a chuva e o vento, também, auxiliam na conservação do painel.

Confira a entrevista abaixo com a 3B Energy, empresa instalada em Curitiba. Vinicius Garcia, assessor de imprensa da empresa, conversou com a Perspectiva ISAE e falou sobre como funciona o sistema, quais os benefícios, custo, entre outras coisas.

Perspectiva - Como os painéis funcionam em cidades que não há tanto sol, como Curitiba por exemplo?

3B Energy - Em cidades como Curitiba, o painel trabalha em ótimas condições. Por que? Os painéis fotovoltaicos não necessitam de tempo aberto para gerarem energia, eles precisam de irradiação, e para isso, céu aberto não é obrigação. A Alemanha é o maior consumidor da geração fotovoltaica e o clima de lá é até pior que o de Curitiba, pois no inverno neva o tempo todo.

Usando Curitiba como exemplo, a geração aqui é tão boa quanto em Salvador. Pois as placas necessitam de certa temperatura para que tenham bom funcionamento e aqui o clima é perfeito para isso. A irradiação é ótima em Curitiba, melhor que em Florianópolis que é litorânea. E outro fator que ajuda a nossa cidade neste sistema, é que a manutenção de tudo é apenas uma limpeza dos painéis para que não acumulem sujeira que possa impossibilitar que os raios do sol incidam nas placas, como Curitiba chove e venta muito, a própria natureza faz a manutenção do sistema.

Perspectiva - Qual o custo para instalar os painéis em residências?

3B Energy - O custo médio para uma casa que tem gastos mensais com a concessionária de energia de aproximadamente 200 reais, é entre 15 e 20 mil reais. Muitos são os fatores que influenciam no valor do orçamento, por isso não podemos cravar quanto fica o sistema de uma residência sem antes realizar o estudo de consumo e outras variáveis dela, mas a média para este padrão de consumo que citei é essa.

Perspectiva - Quais os benefícios? São a curto, médio ou longo prazo?

3B Energy - Nós dizemos que os benefícios são de curto e longo prazo. Curto porque a partir do momento que você instala o sistema você paga só a tarifa mínima obrigatória, lembrando que isso somente se fizer o sistema que gere todo o seu consumo. Então, fez o sistema que gera tudo, paga só a tarifa mínima da Copel e o seu consumo de fato é você quem gera e consequentemente não paga. Longo prazo, porque o retorno do investimento está na casa dos 6 anos. Porém, o fabricante dá garantia de eficiência dos painéis de 25 anos e vida útil de 50 anos, ou seja, você paga em 6 anos e tem mais 44 para não se preocupar mais com fatura de energia.

Perspectiva - Posso eliminar completamente a energia elétrica, fornecida por meio do poste?

3B Energy - Pode, desde que você faça um sistema off grid. Os sistemas mais comuns e mais baratos são os sistemas on grid, onde o poste da Copel serve como bateria de armazenagem. Então você gera sua própria energia e que não consumir volta para rede e fica acumulado como crédito para o consumidor e pode ser utilizado em até 5 anos. No sistema off grid, você se desliga da Copel e armazena a energia gerada pelo sistema em um banco de baterias, porém, esse sistema é muito mais caro que o convencional, pois as baterias têm vida útil de no máximo 5 anos enquanto o sistema pode durar 50 anos, mas é perfeitamente possível. A título de curiosidade, esses sistemas desligados da Concessionária são muito comuns em aldeias e chácaras onde não há energia elétrica. 

Perspectiva - Esta geração de energia, é mais confiável que outras? Como eólica, por exemplo?

3B Energy - A energia fotovoltaica por ser uma forma de geração que trabalha com componentes estáticos (sem partes móveis como turbinas e rotores), possui uma confiabilidade maior e um risco de falha menor.

Além da confiabilidade do funcionamento do sistema há uma confiabilidade maior em relação à geração da energia. Estudos apontam que a irradiação solar pouco variou ao longo de anos, sua irradiação anual é muito constante. Do outro lado, fluidos como o vento e a água possuem uma maior variação em seu fluxo ao longo dos anos e consequentemente na geração.

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10º Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável

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Design Thinking

O Design Thinking em favor da sustentabilidade da empresa

Processo auxilia na inovação fazendo com que a empresa traga novas formas de receita

Em uma empresa, a área de sustentabilidade sempre tem a necessidade de mostrar algo novo. As grandes corporações e algumas médias, já tem este setor desenvolvido, até por entender que este pode ser um diferencial competitivo. Os últimos acontecimentos e as reuniões da ONU, que mostram preocupação com a sustentabilidade econômica, social e ambiental do mundo, faz com as empresas se alertem para que introduzam isto ao seu cotidiano.

Porém, apenas ações normais acabam não sendo tão efetivas para chegar ao resultado esperado. É necessário buscar formas inovadoras de alcançar o público interno e externo, mostrando que as novas atividades, têm sim, um bom resultado no pequeno, médio ou longo prazo. Neste momento é que entra o Design Thinking, que pode ser utilizado como um esforço intencional para produzir inovação sustentável, ou seja, inovações que levem em consideração, de forma, sistêmica, as dimensões econômica, social e ambiental.

O especialista na área, Rodrigo Casagrande, aborda que o Design Thinking, “é um processo que conduz a experimentação no sentido de atender as necessidades do cliente. Ou seja, o seu foco não é no processo em si, mas no atendimento das expectativas do indivíduo (cliente interno ou externo)”.

Crédito: Arquivo
Processo do Design Thinking

A empresa que utiliza os processos do Design Thinking, acaba tornando a inovação uma prática corriqueira, sendo assim, há mais chances de obter vantagem competitiva sobre o seu concorrente. O livro “Design Thinking”, de Tim Brown, traz o case da Shimano, empresa japonesa que fabrica componentes para bicicletas. A organização estava investindo pesado em pesquisas e desenvolvimento, porém, com o passar do tempo, viram que suas investidas não estavam mais dando resultados e suas vendas estavam caindo.

Utilizando o processo do Design Thinking, a empresa detectou que 90% das pessoas tiveram bicicletas em sua infância, mas que apenas 10% continuavam com o hábito quando adultas. Chegou-se a constatação de que as pessoas não gostavam mais do meio de transporte, porque não se sentiam confortáveis com os últimos modelos das bicicletas, principalmente com os bancos, roupas e capacetes.

Crédito: Shimano

Bicicleta desenvolvida pela Shimano de acordo com o perfil do público alvo

Com o estudo finalizado, a Shimano focou na expectativa de seus clientes e inovou, trazendo um projeto focado no conforto, na questão de prazer ao pedalar, admirando uma paisagem, fazendo com que o consumidor lembrasse de como era bom utilizar a bicicleta. Com isso, a venda do produto decolou, trazendo sustentabilidade ao negócio.

Esta é a premissa do Design Thinking, focar no que o cliente espera e quer. Por isso, estar com este processo integrado no planejamento da empresa, faz com que as coisas tornem-se mais fáceis e fluam de forma natural. A sustentabilidade da empresa, passa por este processo de inovação constante, pois com o mercado forte e diversas alternativas, é preciso cativar e trazer o consumidor para o seu lado.

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Educação

Troca de informações no enriquecimento da educação

Profissionais trazem para sala de aula seus desafios e experiências com a sustentabilidade

A troca de informações sempre é a melhor forma de disseminar o conhecimento. Principalmente quando se colocam profissionais que atuam na área, junto a alunos de mestrado, que buscam conhecer mais sobre a área. No mês de junho, os alunos do Mestrado Profissional em Governança e Sustentabilidade do ISAE, receberam profissionais do Itaú, Klabin, CPFL e do Instituto Ethos, que trouxeram suas experiências e desafios que fazem seus trabalhos serem importantes dentro das instituições e sociedade.

A primeira aula foi com Denise Hills, diretoria de sustentabilidade do banco Itaú. Ela abordou diversos desafios para gerenciar a área dentro de uma instituição financeira. Porém, também trouxe o lado positivo de empregar a sustentabilidade dentro de uma empresa grande e que está espalhada pelo Brasil todo. Na segunda aula, foi a vez de Ivan Staicov, coordenador de sustentabilidade da Klabin, que falou sobre como a empresa de papel e celulose colocou para os colaboradores, a questão da sustentabilidade, e como quem trabalha lá tem este pensamento em seu dia a dia.

A terceira aula foi com Carlo Pereira, gerente de sustentabilidade da CPFL, empresa de energia que atua no país. Carlo trouxe o papel da empresa neste grande setor que movimenta o Brasil e como a sustentabilidade é importante para fazer o negócio continuar em alto rendimento. A última aula, foi com Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos, que tem por objetivo ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável. Jorge falou sobre como o Instituto tem trabalhado junto as organizações e os desafios do setor, junto a crise, entre outros pontos.

Confira abaixo a declaração dos profissionais que participaram destas aulas do Mestrado Profissional em Governança e Sustentabilidade do ISAE.

Ivan Staicov – Coordenador de Sustentabilidade da Klabin

Carlo Pereira – Gerente de Sustentabilidade da CPFL

Jorge Abrahão – Presidente do Instituto Ethos

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Viagens

O que fazer em Natal – Melhores Passeios

Crédito: Priscila Kamoi

Oi pessoal tudo bem? Nesse post eu conto meu roteiro que fiz em Natal e os melhores passeios! Escolhi a agência Passeio Diferenciado e CoopBugueiros para fazer os passeios, por indicação de uma amiga. Super recomendo esta agência, pois eles fazem um roteiro diferenciado e personalizado. Sem falar que os guias e bugueiros são ótimos.

Por muitas vezes peguei agências de turismo que vendem uma coisa e fazem outra e me surpreendi muito com eles pois atendem super bem fazendo o passeio de acordo com o que o cliente gosta :) Ah, eles também fizeram nosso transfer de ida e volta do aeroporto-hotel, pois o novo aeroporto fica a uma hora de Ponta Negra, onde estávamos hospedados.

Esse foi meu roteiro:

Dia 1 – Mergulho em Maracajau + Punau

Dia 2 – Buggy Litoral Norte

Dia 3 – Pipa

Dia 4 – Praia de Ponta Negra

Dia 5 – Buggy Litoral Sul

Dia 1 – Mergulho em Maracajau

Maracajaú fica a 60 km da cidade do Natal, aproximadamente 1 hora. A van buscou a gente no hotel as 8:30 e fomos até o ponto de encontro, onde pegamos uma lancha e fomos até os corais para fazer mergulho. Lá tem muitos peixes e corais e decidi fazer o mergulho com cilindro (opcional)! Foi minha primeira vez e eu amei a experiência. O mar é muito azul e limpo, com visibilidade para fazer snorkel. Super recomendo este passeio maravilhoso!

Depois seguimos para o Rio do Fogo, no hotel fazenda Barra de Punaú, onde tem o encontro das águas de rio e mar, além de dunas e coqueirais, tudo em um mesmo local. Lá tem atividades opcionais como passeio de quadriciclo, passeio de caiaque e tirolesa.

Dia 2 – Buggy Litoral Norte

Esse foi um dos passeios mais divertidos da viagem. Genipabu é um dos pontos turísticos mais conhecidos do Litoral potiguar, com os dromedários e lagoa. Paramos em várias lagoas e passamos por várias dunas, com emoção rs – Dunas douradas, dunas de Genipabu, Deserto dos Anjos entre outras. Paramos em uma duna que dá para fazer esquibunda e aerobunda! Detalhe que nosso bugueiro, o Sandro, é um ótimo fotografo e nos ajudou a tirar essas fotos maravilhosas! E pra fechar com chave de ouro, pegamos um pôr do sol incrível nas dunas de Genipabu. O passeio dura em torno de 7 horas.

Crédito: Priscila Kamoi

Dia 3 – Praia da Pipa

Este dia fomos de van até a Praia da Pipa, aproximadamente uma hora de Natal. Antes de chegar em Pipa, fizemos várias paradas: Lagoa de Guarairas ,Praia do Tibau, Praia da Cacimbinha e Praia do Madeiro. Pipa é um vilarejo pequeno que dá para fazer tudo andando. Tem várias lojinhas, restaurantes, pousadas e barzinhos. No final da tarde fomos no Chapadão da Praia do Amor, onde tem-se uma visão panorâmica da praia e da Pedra da Pipa, local que deu origem ao nome do vilarejo, cenário perfeito para um fim de tarde.

Dia 4 – Ponta Negra

Aproveitamos esse dia para descansar na piscina do hotel e conhecer a praia de Ponta Negra, que é super movimentada e no final dela tem o Morro do Careca.natal 6

Dia 5 – Buggy Litoral Sul

Esse dia nos surpreendeu positivamente. Achávamos que já tínhamos visto tudo, porém o litoral sul vale tão a pena quanto o passeio das dunas do litoral norte. Esse passeio é conhecimo como passeio das águas,  vimos muito mar pois o buggy vai pela areia da praia. Paramos no maior cajueiro do mundo, na lagoa de Arituba. Tem ainda a Barreira do Inferno, a Pedra ôca, as dunas de Búzios e Malembar. Depois seguimos pela praia de Búzios e Tabatinga e mais uma parada para visualizar os golfinhos. Foi maravilhoso e é imperdível também!

Crédito: Priscila Kamoi

  • Priscila Kamoi é empresária, blogueira de viagens e nômade digital. Escreve para o blog www.jornadakamoi.com
    Já passou por 21 paises. Acompanhe o blog no Facebook Blog Jornada Kamoi e no Instagram @blogjornadakamoi

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Indica

Perspectiva Indica

Os 50 + Importantes Livros em Sustentabilidade – Editora Peirópolis – Vários autores

A obra traz a essência das ideias dos 50 livros mais importantes sobre o planeta, a relação entre seus habitantes, soluções tecnológicas, concepções filosóficas empresariais e econômicas, propostas políticas e um programa de reforma internacional, visando favorecer a reflexão sobre os caminhos para planejar um mundo equilibrado.

 

 

Economia Criativa – Jurua Editora – John Jackson Buettgen, Schirlei Mari Freder (Organizadores)

Essa compilação de artigos reunidos por meio da Cátedra Ozires Silva de Empreendedorismo e Inovação Sustentáveis (Capítulo Curitiba) mostra como a Economia Criativa vem se fazendo presente no mercado mundial, abrindo espaço para empresários brasileiros driblarem as dificuldades e construírem um cenário inovador e criativo de interação e cooperação entre academia, iniciativa privada e setor público.

 

 

 

 

 

Design Thinking – Elsevier Editora – Tim Brown

O livro introduz a ideia de Design Thinking, um processo colaborativo que usa a sensibilidade e a técnica criativa para suprir as necessidades das pessoas não só com o que é tecnicamente visível, mas com uma estratégia de negócios viável. Escrito numa linguagem leve e embasada, este não é um livro de designers para designers, e sim uma obra para líderes criativos que estão sempre em busca de alternativas viáveis.

 

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Artigo

Cooperação para Educação Sustentável

Crédito: Arquivo
 

Fabiana Crivano Lopes é professora, pesquisadora e consultora em Sustentabilidade e Governança Corporativa

FCL Desenvolvimento Gerencial, ISAE, Business Schools for Impact 

Com base na Comissão Nacional da UNESCO, a educação é chave para a mudança de pensamento e atitude na sociedade.

O mercado corporativo está mais exigente e sensível à Sustentabilidade, não só no seu tripé básico, que engloba o ambiental, o social e o econômico, mas sim de uma forma muito mais holística e humana. Nesse sentido, Boff (2014), defende ser necessária uma reinvenção de como o ser humano deve posicionar-se no mundo, ser e estar, escorado pela ‘ética do cuidado’, preservando a sensibilidade, o sentimento e a solidariedade, dissipado pela educação, a ‘porta de entrada’ para um novo prelúdio. É importante implantar estes princípios na postura pessoal e profissional. Aclimatá-los às práticas cotidianas, de forma que não percam seu valor. Para tanto, deve-se ressaltar que a educação para sustentabilidade deve estar diretamente envolvida com todo esse equilíbrio, fortalecendo a sensibilização das lideranças corporativas ao tema.

O futuro se desenha nas ações praticadas no presente e na observação dos erros cometidos no passado. Transformar o erro em conhecimento é um grande passo para promover a transformação do aprendizado. Se não repensarmos questões como essas e não interpretarmos os nexos entre as mesmas, a formação de líderes sustentáveis se torna inconsistente.

Faz-se necessário repensar e inovar a educação de forma mais sustentável em todos os níveis, principalmente na formação de lideranças.  Romper paradigmas com o objetivo de valorizar um conjunto de múltiplas competências essenciais na formação do homem para vida em sociedade. As escolas de negócios e as universidades corporativas, tem papel fundamental nesse processo. Devem promover incentivos à formação interdisciplinar, agregando valores e práticas sustentáveis, a fim de estimular, conectar e inspirar líderes capacitados para transformar intenções em ações eficientes e construir legado.

O cenário corporativo atual demanda a necessidade da atualização do currículo e do perfil de atuais e futuros profissionais. Hoje o profissional que se auto gerencia é protagonista de sua carreira. O formato de mercado pede líderes com postura mais alinhada a estes conceitos.

O PRME (Princípios para Educação Executiva Responsável), é uma plataforma da Organização das Nações Unidas (ONU), que permeia essa temática e convida as escolas de negócios, universidades corporativas e IES (Instituições de Educação Superior) para se engajarem, aplicando valores e práticas que irão colaborar diretamente para a formação de lideranças mais responsáveis, valorizando a educação e buscando novos padrões e oportunidades mais sustentáveis.

Movimentos como o PRME e como a Plataforma de Liderança Sustentável, formam uma grande rede cooperativa de conhecimento, entorno da educação, da liderança sustentável e responsável, inspirando líderes a se tornarem agentes transformadores na prática de valores essenciais à sustentabilidade.

Implementar a educação para sustentabilidade na formação de líderes mais responsáveis é um desafio de sensibilização, onde todos devem estar comprometidos objetivando um futuro mais sustentável e vislumbrando uma responsabilidade corporativa, educadora e transformadora na cultura organizacional.

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ISAE 20 anos