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Capa

Diferentes Tipos de Perfis Profissionais. Qual é o Seu?

De tempos em tempos, o mundo das carreiras e escolhas profissionais é tomado por modismos. Na década de 90, quem saísse da faculdade e não entrasse no mercado financeiro, replicando os yuppies americanos que faziam fortunas em Wall Street, provavelmente tinha algum problema ou deficiência. No início dos anos 2000, assistimos a uma profusão de workhalics cujo objetivo era passar no programa de trainee de uma grande empresa e subir rápido, nem que para isso fosse preciso mudar de empresa mais de uma vez ao ano, rumo ao topo da hierarquia corporativa. Hoje, vivemos a era das startups. 

É quase que um imperativo dos tempos modernos: ou você termina sua faculdade ou pós-graduação e empreende, montando sua startup, ou corre o risco de parecer um peixe fora d’água.

A boa notícia é que essas polarizações são modas que vêm e vão e, caso você não se enquadre em nenhum desses estereótipos, não há nenhuma razão para se desesperar. Na essência, independente da moda do momento, existem alguns tipos de perfis profissionais que são mais duradouros e imunes a modismos. Antes de fazer escolhas precipitadas, levado principalmente pela influência do meio em que você está, vale a pena se perguntar sobre qual é, afinal, o seu perfil profissional. Vamos a alguns deles:

 

Empreendedor

Esse é o perfil do momento. Mas o problema é a confusão que normalmente se faz entre ser empreendedor e empreender. Quem empreende, cria novos negócios (falarei a respeito a seguir). Mas para ser empreendedor, ninguém precisa ter uma empresa ou criar um novo negócio. Ser empreendedor é uma escolha de vida, e está relacionado com a forma como nos relacionamos com o mundo a nossa volta. Empreendedor é aquele que não se acomoda, que luta pelas mudanças que deseja ver, que assume suas escolhas, que persegue seu propósito e que não hesita diante das mudanças naturais que fazem parte da vida. Não por acaso, esse foi o primeiro perfil que escolhi relatar: se você levar uma única coisa desse artigo, que seja a consciência quanto à necessidade de adotar uma postura empreendedora em tudo na sua vida. Sua carreira, sua vida pessoal, seus hobbies, absolutamente tudo pode mudar para melhor quando você assume uma postura empreendedora.

 

Empresário

Como já vimos, ser empreendedor não é sinônimo de ser empresário. Mas seguramente, para ser empresário, há que se ter um perfil empreendedor. Empresário é aquele que cria negócios novos, seja de que tamanho for. E essa distinção é fundamental porque, definitivamente, ser empresário e empreender um negócio não é para todo mundo – ao contrário de ser empreendedor, algo acessível e desejável. Criar e gerir um negócio próprio está muito longe do glamour normalmente apresentado nas revistas e sites da internet. Envolve altíssimo nível de incerteza, tolerância a risco e a oscilações constantes e uma capacidade fora do comum para resolver problemas e suportar pancada, principalmente em um país com um ambiente tão hostil para pequenos negócios como o Brasil. Assim, se essa não é a sua praia, relaxe e não se sinta obrigado a empreender só porque parece que o mundo todo resolveu fazê-lo.

 

Gestor

O gestor é aquele profissional vocacionado a ocupar as posições de gestão nas empresas. Em outras palavras, são pessoas organizadas, atentas a detalhes, preocupadas em sistematizar as coisas e em organizar processos que façam com que o mundo funcione de maneira relativamente organizada e previsível.

 

Líder

Outro equívoco é associar um perfil de liderança com um perfil de gestor. Acredite, as duas coisas não são, nem de longe, sinônimo. Um perfil de liderança não depende de uma posição hierárquica para ser exercido em sua plenitude. Por exemplo, alguém com um perfil destacado de liderança pode ter, ao mesmo tempo, alta vocação para tarefas altamente criativas e não ser dotado das aptidões necessárias para enfrentar a burocracia e as amarras de uma grande empresa. Pessoas com esse perfil simplesmente exercem a liderança em qualquer oportunidade, como na organização da happy-hour com os amigos, na reunião da turma do colégio ou no condomínio em que moram. Se de um lado, liderança é um atributo desejável em ambientes corporativos, imagine o que seria do mundo se a população mundial tivesse esse perfil. Seguramente seria muito cacique, pra pouco índio.

 

Autônomo

Um perfil autônomo dificilmente irá se encaixar em qualquer convenção pré-estabelecida. Se você é uma pessoa que adora autonomia acima de tudo, tem dificuldade com horários e diretrizes aparentemente sem sentido, e não se conforma com o status quo, provavelmente ser perfil é de um profissional autônomo. Mais uma vez aqui ocorre uma confusão de termos, uma vez que normalmente associamos a expressão “profissional autônomo” a “profissional liberal”, como médicos, advogados ou dentistas. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. É possível desenvolver uma carreira autônoma extremamente bem-sucedida em virtualmente qualquer área do conhecimento humano.

 

Empregado

Na esteira da glamourização do empreendedorismo e das startups, parece que nascer pra ser empregado virou um pecado capital. Essa é mais uma das besteiras sem propósito que se espalham feito rastilho de pólvora e que causam danos, muitas vezes, irreparáveis. Ser empregado de uma empresa, seja de que tamanho for, não é pecado e não há mal nenhum em nascer para isso. Empregados são pessoas que privilegiam coisas como qualidade de vida, uma agenda mais equilibrada e previsível e apreciam a sensação de segurança trazida por um bom salário ao final de cada mês. E simplesmente não estão dispostos a sacrificar noites de sono, ganhar cabelos brancos antes da hora e muito menos abrir mão de tempo de convivência com a família, por exemplo, para perseguir postos maiores na hierarquia empresarial. Que mal há nisso? Absolutamente nenhum! São os empregados os grandes responsáveis pelos resultados de qualquer empresa e, sem eles, o mundo como conhecemos simplesmente não existiria.

Evidentemente, essa é apenas uma abordagem ao tema dos perfis profissionais e, além de o tema não se esgotar aqui, não dá pra imaginar que você tem que se enquadrar em um ou outro especificamente. Muitos desses perfis podem coexistir com tranquilidade e, provavelmente, ao longo da vida profissional você irá experimentar transições entre eles. Mas a principal mensagem aqui é a busca por escolhas conscientes, feitas de maneira lúcida e independente. Esqueça os modismos, busque a sua verdade e transforme isso no seu propósito de vida. Muito melhor do que qualquer rótulo ou convenção, é estar em paz consigo mesmo. Isso sim, leva a uma carreira plena e de sucesso.

 

Allan Costa

Palestrante, empresário, empreendedor, consultor, executivo, conselheiro de administração, investidor anjo, mentor de startups, músico e motociclista. Aos 20 anos terminou a faculdade, aos 31 tinha pós-graduação, MBA e dois mestrados, e aos 38 de formou em Harvard. Aos 41 pediu demissão do cargo de Diretor Presidente e aos 43 é dono ou sócio de 8 empresas. Aos 24 comprou sua primeira moto e aos 42 já tinha rodado meio mundo em duas rodas. Acredita na capacidade das pessoas para promover transformações e que os maiores pecados das empresas contemporâneas são as obviedades, a mediocridade e as tartarugas nas árvores.

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Sustentabilidade

Projeto curitibano recebe reconhecimento da ONU

Trabalho com refugiados, em parceria com a Linyon, foi elogiado pelo novo secretário-geral da ONU.

 

O português António Guterres, tornou-se conhecido nos altos círculos diplomáticos quando lidava com o tema dos refugiados, um dos mais urgentes na agenda global hoje. No mês passado, foi eleito, por aclamação, o novo secretário-geral da Organização das Nações Unidas – no dia 1º de janeiro irá substituir Ban Ki Moon, o atual secretário-geral.

O ISAE, como signatário do PRME, possui relacionamento muito próximo às Nações Unidas, chegando inclusive a parabenizar o novo-secretário, em uma amistosa troca de e-mails entre o presidente da Escola de Negócios, Norman de Paula Arruda Filho e Antônio Guterres.

O resultado dessa conversa honra um dos programas realizados dentro do Perspectivação ISAE – o Uaná Refugiados. Por meio de uma carta, Guterres, representado pelo chefe de sua equipe de transição, Kyung-wha Kang, reconhece a contribuição do ISAE em busca da realização dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), destacando a ação de inclusão social do programa.

Juntos, vamos mais longe
António Guterres será um braço forte na busca por soluções dos, segundo suas próprias palavras, “dramáticos problemas do complexo mundo de hoje”. Na sua trajetória de sucesso, destaque para seu trabalho com os refugiados. Por 10 anos, o português dirigiu o Acnur, agência da Nações Unidas responsável pelo assunto, a tornando um dos órgãos mais funcionais e bem sucedidos da ONU.

Parceria de sucesso


O ISAE possui uma longa parceria com a ONU. Em 2001, se tornou uma das primeiras instituições de ensino signatárias do Pacto Global. Seu presidente, um ativo defensor da educação para sustentabilidade, foi convidado pela Nações Unidas para integrar a força-tarefa internacional para a construção dos Princípios para Educação Executiva Responsável (PRME). Atualmente, Norman preside o Capítulo Brasileiro do PRME, além de participar como membro do PRME Champions Leadership Group e do Advisory Committee.

“Por acreditar na liderança pelo exemplo, busco inserir o ISAE em iniciativas que corroborem com os princípios defendidos pela ONU no intuito de fomentar o interesse e engajamento de todos os alunos e professores que por aqui passam, por exemplo, incorporando os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, lançados em 2015, na estrutura curricular dos cursos”, destaca o presidente da Escola de Negócios.

 

Uaná Refugiados

O Programa ISAE Uaná Refugiados é realizado em parceria com a Lynion – Escola de Integração. Ao longo do ano, foram realizados módulos pertinentes a capacitação e inclusão social e econômica dos participantes, tais como: desenvolvimento pessoal e profissional, empreendedorismo, liderança e mercado de trabalho, tendo como foco principal o esclarecimento em relação aos direitos e obrigações trabalhistas de acordo com a legislação brasileira.

 

O programa, que teve seu último módulo nessa semana, oferecerá ainda, com participação de professores e alunos do ISAE, um coaching para acompanhamento e aconselhamento profissional dos refugiados. Participaram do programa imigrantes refugiados da Angola, Haiti, Guiné-Bissau e Síria.

 

 

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Inovação

A Revolução dos Negócios 4.0

Você está preparado para - para o quê mesmo?

Tá difícil acompanhar tudo que acontece no mundo dos negócios. A maioria das empresas sofre para, em meio a crise e problemas do dia a dia, cumprir os objetivos, metas e estratégias planejadas para o ano e ainda pensar o futuro. Mas em qual futuro nossos empresários devem pensar? No futuro imediato, onde a redução de gastos e o aumento de eficiência é a principal prioridade? Ou devem pensar no médio e longo prazo, em que ao manter os mesmos modos de produzir, contratar e vender, e a mesma cultura e estrutura de negócios, com certeza serão engolidos por uma onda de empresas mais inovadoras, mais digitais e focadas em resolver os problema reais dos seus clientes.


Quando falamos em inovação, os desafios passam por uma visão da liderança até a construção interna de uma cultura capaz de trazer resultados concretos. De fato, algumas organizações adquirem capacidades ambidestras, ou seja, tornam-se capazes de inovar nos processos do dia a dia resolvendo suas necessidades de curto prazo, enquanto potencializam o portfólio de projetos de inovação, adotando a busca pelas chamadas soluções disruptivas. Claro que o risco é mais alto, a chance de errar maior e normalmente o custo de desenvolvimento também se eleva, mas o potencial de resultados positivos compensa, pois ao assumir a linha de frente de experimentação de novos modelos de negócio, maior a chance de liderar e conduzir os próximos passos do mercado.


Além dos desafios da gestão da inovação, da digitalização dos negócios e com o movimento das chamadas startup's, altera-se completamente o ciclo de desenvolvimento, com impacto direto em grandes corporações e seus fornecedores. Percebe-se casos em que muitos negócios tornam-se obsoletos do dia para a noite. As chamadas organizações exponenciais (tema do livro Exponential Organizations de Salim Smail) são mais eficientes, rápidas e fazem tudo isso com um custo menor. Não estão amarradas ao modelo dos orçamentos burocráticos e pautam-se em ciclos e equipes menores de desenvolvimento, ancorados em princípios como autonomia, agilidade, experimentação, proximidade com consumidores para: testar e falhar rápido, nova versão, testar, corrigir e mudar novamente. Atropelam velhos modelos de negócio e, potencializados pelas redes sociais, tornam-se populares e passam a ser adotadas por pessoas do mundo todo.


As grandes corporações já reconhecem o potencial das startups, mas também percebem o desafio de flexibilizar o próprio modelo corporativo atual. ”Como assim contratar uma empresa que só tem 1 ano de vida e um ou dois clientes? Estamos com muitos projetos, não dá para fazer tudo que o grupo ‘esquisito’ da inovação quer! Como vou colocar isso nos relatórios de governança ???”” Alguns gestores mais zelosos irão pensar...

 

Indústria 4.0


Outro tema tem tirado o sono e faz os líderes sonhar com um futuro melhor. A chamada quarta revolução industrial (indústria 4.0 ou manufatura avançada) é um conceito que foi amplamente explorado no Fórum Mundial Econômico em 2016, mas que nasceu de forma mais efetiva como política industrial na Alemanha. Em linhas gerais pretende potencializar a inteligência em toda cadeia produtiva (fábrica inteligente, logística inteligente, produto inteligente e etc.) através do uso de sensores, sistemas integrados e uma série de tecnologias facilitadoras (manufatura aditiva, drones, realidade virtual e aumentada, máquinas que aprendem, computação cognitiva, etc), portanto todo um conjunto de tecnologias, soluções e processos que promete redução de custo, aumento da produtividade e principalmente, melhorar a tomada de decisão.

Um terceiro ponto é o uso da inteligência artificial e a potencialização dos negócios cognitivos. Graças ao barateamento do custo tecnológico, a democratização ao acesso e o foco de grandes empresas em ferramentas. Temos supermáquinas capazes de analisar grandes volumes de dados, desde conversas nas redes sociais, até cruzar prontuários e pesquisas na área de saúde e descobrir cura para doenças enquanto auxiliam advogados em levantar opções para processos judiciais. A IBM investiu pesado no Watson, capaz de aprender, interpretar expressões, sentimentos e oferecer respostas para problemas complexos. Agora mesmo no Brasil, laboratórios já estão usando a tecnologia em pesquisas e exames.

 

E agora?

 

Seja a transformação digital, a nova revolução industrial ou os negócios cognitivos, acreditamos que tudo passa pelo desafio de integração humana. Os chamados Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), elencados pela ONU estão definidos, nos questionando quanto as atitudes e comprometimento com o nosso próprio futuro. Com tantas promessas tecnológicas seremos capazes de viver melhor?

Será exigido cada vez mais líderes com visão sistêmica e a capacidade de conectar tecnologia, ideias e modelos de negócio, em ciclo menores, com orçamentos escassos. Será fundamental aprender a trabalhar de forma colaborativa e interdisciplinar, mas principalmente entender movimentos e se adaptar. Novas competências serão demandadas e os currículos de ensino (desde o fundamental até o ensino superior) se tornarão obsoletos, outros métodos de aprendizado vão se tornar realidade e se popularizar (veja o Singularity University, ou a “42” no Vale do Silício, a universidade sem professor).

Não se espante em perder seu emprego e integrar projetos temporários, intercalados com fases de aprendizado. Velhos contratos e modelos de trabalho e organização deixam de fazer sentido no GIG Economy. A quem defenda que as leis, o nosso déficit educacional e baixo crescimento da economia são os maiores inimigos de todos esses movimentos no Brasil. Reforçam que somos um país agrícola, das comoditties e que em termos de revolução industrial, em alguns setores mal conseguimos colocar processos automatizados e sistemas para fazer o básico.

Porém se olharmos para o WhatsApp com seus 1 bilhão de usuários no mundo, podemos questionar essas certezas. No Brasil, acredita-se que mais de 90 milhões de pessoas adotaram a plataforma. Tenha certeza que o fato de ser gratuita contou muito para essa conta. Hoje empresas, profissionais liberais e até grandes corporações adotam a tecnologia para fazer negócios. Operadoras perderam bilhões em receita e tenha certeza que seus modelos de negócio mudaram por isso.

Engana-se aquele que pensa que esse movimento tem bandeira, territorialidade ou respeito as leis e acordos locais. Sim temos muito o que avançar, principalmente na formação de uma geração capaz de entender, interpretar e transformar a nossa realidade. Não sei vocês, mas toda essa sopa de tecnologia, sociedade em rede e desafios complexos nos dá uma fome de transformação política, social, cultural e é claro nos negócios. Sim, não dá realmente pra acompanhar tudo. Até para lidar com esta frustração teremos que nos preparar.

 Marcos Raymundo Loest - Especialista em Economia com mais de 15 anos de atuação em TI. Sócio da 3DinnovBrasil.

 

Rafael de Tarso Schroeder

Professor de Empreendedorismo, Inovação e Sustentabilidade no ISAE/FGV. Sócio da 3DinnovBrasil.

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Artigo

A Importância do CFO (Chief Financial Officer)

 

 

O CFO (Chief Financial Officer) deve possuir e desenvolver uma gama de características necessárias para o êxito que a sua função requer, a qual envolve conhecimentos técnicos e visão global do negócio. Além de navegar bem pelas áreas tributária, contábil e também na esfera jurídica, deve ter habilidade e assertividade na comunicação eficaz para que o seu conhecimento seja disseminado por toda a organização. Deve também manter-se bem informado e ter a segurança necessária nas suas ações e atitudes.

Dessa forma, a comunicação, a razão e o conhecimento tornam-se fundamentais para o CFO que, sempre atento ao risco, à liquidez e ao retorno sobre investimentos, orien

ta o conselho e a diretoria sobre o assunto. Essa comunicação deve fluir na organização para todos os lados e de todas as formas, inclusive horizontalmente através dos meios sociais internos da empresa (pequenos grupos informais).

Em complemento, também é importante o exercício da humildade, principalmente para controlar a emoção, pois a mesma emoção que constrói, também destrói e somente a razão se perpetuará. O CFO deve ser o contraponto para o empreendedor que pode abusar de decisões amparadas na intuição, muitas vezes junto com o Conselho.

Para Perillo, autor do livro ¨Empreender sem administrar não dᨠo CFO deve ‘ter os pés no chão’, para racionalmente entender o caminho lógico e exercer sua função com a maestria requerida. As ferramentas de um CFO para negociação são o conhecimento, a perseverança e a humildade, uma vez que a racionalidade extrema é a marca de um bom CFO. Por isso a perseverança se torna um importante aliado e ele deve se preocupar muito em expor a realidade. A humildade é crucial porque por estar abaixo do CEO e do Conselho. Convém frisar que, às vezes, as informações e sugestões do CFO podem ser pouco apreciadas por quem as ouve e, ao mesmo tempo, a não implementação dessas proposições pode significar sua demissão. Dessa forma, o CFO deve se preocupar e estar atento para enfrentar respeitosamente o CEO e o Conselho sempre que estiver com a razão, sempre buscando o bem da empresa.

Nessa linha, o CFO tem um papel estratégico dentro da organização. Tem uma relação estreita com o CEO, trata de vários assuntos estratégicos com o Conselho de Administração e, em muitos casos, deve prestar esclarecimentos também aos acionistas. Independente das dificuldades que venha a enfrentar, O CFO deve se manter ao lado da RAZÃO, pois tem como princípio básico defender os interesses da empresa. No mundo das finanças, por mais que haja emoção, a avaliação da performance de um CFO se resume a alguns números ou, até mesmo, um único número: retorno Sobre o Capital Investido.

 

Texto elaborado pelos alunos da primeira turma do Programa CFO Strategic, do ISAE: Adriano Virgílio Bazzo | Alessandro Besen Barbosa | André Ogliari Duarte |Christian Frederico da Cunha Bundt | Débora Regina Benetti.

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Economia

Painel de Conjuntura Macroeconômica avalia a situação econômica do país

Projeto conta a participação de algumas das principais instituições do Brasil

O ISAE - Escola de Negócios, em conjunto com representantes da Renault, Banco Central e Sebrae, acaba de lançar o primeiro Painel de Conjuntura Macroeconômica. A construção do painel também conta com a participação de alunos do Programa CFO Strategic e alunos do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE.

O estudo tem o objetivo de agregar valor à sociedade por meio de pesquisas, análises e interpretações de dados macroeconômicos. O coordenador geral do projeto, Rodrigo Casagrande, coloca que a ideia é unir todos estes números estudados e traduzir para o meio empresarial e acadêmico, transformando dados e informações em inteligência. “O estudo revela diversos números em alguns setores e pode servir de base para o planejamento das empresas, além de ser objeto de estudo pelo meio acadêmico, que necessita estar por dentro do que acontece com a economia regional e do país como um todo”, explica Casagrande.

O estudo chegou a conclusões tanto em uma perspectiva nacional quanto paranaense, com base em análises da atividade econômica, inflação, mercado de trabalho e comportamento do setor público. ¨Embora o nível de consumo das famílias tenha apresentado leve melhora no Brasil, a recessão econômica persiste e o mercado de trabalho continua em queda. Já no estado do Paraná, enquanto a produção industrial teve piora, o setor agrícola apresentou bom desempenho em relação a 2015”, discorre Fabio Alves, coordenador técnico do Painel.

O Painel de Conjuntura Macroeconômica será publicado semanalmente. Bimestralmente, será publicado um Painel Setorial, e o primeiro setor investigado é o Sucroalcooleiro. O estudo utiliza como fonte os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fundação Getulio Vargas (FGV), Departamento de Economia Rural do Paraná (DERAL), Banco Central do Brasil e Confederação Nacional do Comércio (CNC). Para conferir todos os dados do boletim, acesse o site http://www.isaebrasil.com.br/comite-macroeconomico/.


Confira:

Painel de Conjuntura Macroeconômica ISAE - dezembro/2016.

07

Capa

GBA de Curta Duração ISAE

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Internacional

Missão Los Angeles

GBA Internacional em Inovação e Empreendedorismo realiza imersão no novo polo do empreendedorismo mundial.

Pensar modelos de negócios inovadores, realizar networking internacional e brainstorms com especialistas internacionais, além de visitas a empresas em um intensivo de cinco dias em Silicon Beach, na Califórnia (EUA), que é um novo polo de empreendedorismo mundial, localizado na região Oeste de Los Angeles, foi a missão do GBA Internacional em Empreendedorismo e Inovação.

Diário de bordo

No primeiro dia houve apresentações sobre expansão e uso das plataformas digitais, startupse-learning, plano de negócios – com sete passos para tornar um negócio factível, e análises de cases; O segundo e o terceiro dia foram voltados para visita às empresas Hulu, Youtube Spaces, We Work, Apple, AIO Robotics, Expert Dojo e Tesla. “A Tesla é uma empresa que tem como missão acelerar literalmente o mundo em que vivemos para a geração e o uso de energia sustentável, com o conceito de “Acelerando o Transporte Sustentável”, pensando no futuro e no uso de combustíveis fósseis, que tem, cada vez mais, os seus dias contados. O seu fundador é tão inquieto que já está viabilizando placas fotovoltaicas que devem, em um futuro próximo, substituir os telhados das casas, barateando custos”, relata Norman Neto - participante da missão. 

O quarto dia foi destinado a SkyeCam, com troca de experiências, antes da apresentação da empresa que alia drones com câmeras, e a aprendizagem sobre como a alta tecnologia pode estar aplicada em diferentes contextos do cotidiano. O dia seguiu com visita guiada aos estúdios da Warner Bros.

O grupo se despediu do solo americano em uma cerimônia de encerramento no Campus da Universidade da Califórnia. “Foi uma semana intensa, atualizamos conceitos como criatividade e empreendedorismo, inovação através de processos, análise de competidores e estratégias de mercado, além de desenhar novos modelos de negócio para o sucesso”, comenta Anderson Danne que finaliza com ensinamentos do orientador do grupo, Matt Sand: “Esteja aberto a mudanças, provavelmente você está errado e se você quer dinheiro, entre na cabeça do investidor”.

 

 

 

 

 

 

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Concurso ISAE

Concurso de artigos de sustentabilidade ISAE 2016

O Concurso de artigos de Sustentabilidade ISAE 2016 teve como objetivo de promover a troca e a disseminação de conhecimento na área da Sustentabilidade e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). O vencedor foi Danilo Gomes Dellaroza, do MBA Gerenciamento de Projetos de Londrina, com o artigo: “Gerenciamento Sustentável de Projetos”, sob orientação da Professora Denise Basgal.

O artigo

O ensaio apresenta a relação entre as dez áreas de gerenciamento de projetos do Project Management Body of Knowledge (PMBOK) e os princípios de sustentabilidade. No estudo, há diversos cases que obtiveram sucesso implantando atitudes sustentáveis em seus negócios e quais as práticas adotadas por essas empresas. Confira o artigo completo

 


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Cooperativas

De olho no futuro

Grupo de jovens da Cooperativa Copacol investem em capacitação para o futuro no campo, com rentabilidade e qualidade de vida.

Em busca de um futuro de qualidade no campo, aproximadamente 160 filhos de associados da Cooperativa Copacol participam das atividades promovidas pelo Grupo de Jovens – o Programa de Desenvolvimento Jovens Cooperados (PDJC). Segundo reportagem publicada na Revista Copacol, jovens empreendedores rurais, vêm fortalecer ainda mais a parceria entre o cooperativismo e a sustentação de suas famílias.

 

Sangue jovem no empreendedorismo Rural

Anderson Zuck, de 27 anos, junto com o irmão Elivelton, entram para a história da Cooperativa, por serem um dos primeiros a investirem na integração de bovicultura de leite. “Eu estou ansioso demais para crescer no negócio em que eu sempre trabalhei com meus pais. Gosto da tecnologia, das novidades e pretendo evoluir cada vez mais”, relata Zuck.

Já a jovem Camila Loana dos Santos, de 28 anos, quer colocar em prática todo o ensinamento aprendido nos cursos para jovens. Camila orienta e coordena ao lado do pai, os funcionários no manejo de dois aviários e nove represas para a criação de peixes. “Já é o terceiro curso voltado para jovens que participo na Cooperativa e pretendo continuar, porque os assuntos abordados estão totalmente voltados aos meus interesses enquanto profissional do campo”, explica.

 

Parceria de sucesso Copacol/ISAE

“O programa foi desenhado em resposta a uma preocupação que as cooperativas, principalmente as do agronegócio, possuem que é a sucessão familiar. Então participamos de todo esse processo de sucessão e da reorganização com os associados da Copacol”, ressalta Antônio Raimundo dos Santos, diretor de Educação da Escola de Negócios.


Além da sucessão e capacitação nas finanças (pessoal e profissional), a parceria também aprimora a comunicação interpessoal (incluindo os aspectos específicos de comunicação entre gerações), ferramentas de inovação e de sustentabilidade na gestão da propriedade, definição e planejamento de objetivos pessoais. “Esses meninos, que serão herdeiros dessas propriedades, começam a atuar também como lideranças. Vejo isso como um trabalho consistente, fundamental e estratégico para as cooperativas, pois envolve a sucessão e a continuidade, o fortalecimento e a recuperação do que é realmente o cooperativismo, que é mais que um negócio, tem um espírito e um produto próprio”.

 

Encerramento do Programa de Jovens

No encerramento do programa, os jovens apresentaram projetos com foco na sustentabilidade, diversificação e expansão das atividades. Os trabalhos contemplaram os 5R´s da sustentabilidade:

1 - ‘Repensar’ - antes de efetuar qualquer compra, reflita se é realmente necessária tal aquisição. Avaliar quais os danos que o produto pode causar ao meio ambiente ou à sua saúde;
2 - ‘Recusar’ - Recuse produtos que vem em embalagens de plástico, prefira as recicláveis, como de vidro e metal ou as biodegradáveis. Utilize ecobags ao invés de usar a sacolinha plástica do mercado. Prefira as mercadorias de empresas que tenham compromisso com o meio ambiente;
3 - ‘Reduzir’ - Reduza o consumo, adquirida produtos de qualidade e com maior durabilidade. Outras formas de reduzir são: preferir alimentos à granel, levando seu próprio recipiente, utilizar lâmpadas LED, usar pilhas recarregáveis, etc. Desta forma, além de ter uma economia, você reduz o seu lixo; 
4 - ‘Reutilizar’ - Dê uma nova vida para materiais que já foram utilizados. Resíduos de plásticos, papeis, metal, madeira, entre outros, podem ser utilizados no artesanato, se tornando lindas peças de decoração; 
5 - ‘Reciclar’ - Faça coleta seletiva na sua casa, seus resíduos serão reciclados e transformados em outros produtos. Ao reciclar, economiza-se energia, recursos naturais, contribui para a redução da poluição e prolonga a vida útil dos aterros sanitários.

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Time ISAE

Juntos na prevenção e combate ao Câncer

Confira as ações que movimentaram os meses de outubro e novembro no ISAE.

Outubro Rosa

O mês de conscientização e luta contra o câncer de mama adquiriu um significado especial para os colaboradores do ISAE e para as pacientes que estão em tratamento no Hospital Nossa Senhora das Graças (Hnsg).

Os colaboradores do ISAE se mobilizaram para personalizar almofadas com frases de apoio a mulheres que têm sofrido com a doença. Juntamente com uma ação interna do Hospital, as pacientes receberam o presente, que levou conforto físico e psicológico para todas. “O apoio de vocês foi uma benção – as almofadas eram exatamente o que precisávamos para fechar a ação”, comenta a coordenadora de Marketing do Hnsg, Melise Bochnia.

 

 

 

Novembro Azul

O combate e a prevenção do Câncer de Próstata foi destaque no mês de novembro no ISAE. No dia 17 de novembro, colaboradores, alunos da graduação Tecnológica em Processos Gerenciais e alunos dos programas de Pós-graduação, MBA e Mestrado vieram com uma peça do vestuário azul e deixaram a barba crescer, em referência à campanha mundialmente conhecida No-Shave November. Além disso, os alunos da graduação e os colaboradores participaram do concurso “Força no Bigode ISAE”, que premiou o barbado mais estiloso da Escola de Negócios.

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Capa

GBA Média