01

MBA ISAE/FGV

MBA ISAE/FGV

02

Artigo

Sustentabilidade: Um dever de todos

Por Devanir Simões

Atualmente falar em sustentabilidade é algo normal e, apesar da maioria das pessoas remeter o tema apenas a questão de meio ambiente, isso já caracteriza responsabilidade nos mais diversos níveis de conscientização de que é preciso preservar água, ar, evitar desmatamento e gerar menos lixo, de forma a cuidar do que se tem hoje a fim de que as futuras gerações não sejam impactadas negativamente. Porém, a sustentabilidade vai além do olhar exclusivo para a natureza, e foi no sentido de ampliar essa visão que nos anos de 1990, John Elkington, cofundador da organização não governamental internacional SustainAbility criou o termo triple bottom line, cujo foco abrange pessoas, planeta e lucro. Trata-se de uma ampliação da visão de negócios que considera não apenas os resultados financeiros, mas também a sociedade e o meio ambiente buscando equilíbrio entre esses três pontos. No Brasil esse termo ficou conhecido como o Tripé da Sustentabilidade, um modelo que considera o economicamente viável, o socialmente justo e o ambientalmente correto. A visão inicialmente organizacional, hoje pode ser aplicada a qualquer situação estratégica que gere valor de forma perene, seja em uma empresa, cidade ou país. O que importa é considerar que o foco no economicamente rentável, não conseguiu ser sustentável ao longo do tempo, visto que, desde a Revolução Industrial, o foco do mundo era na geração de riquezas priorizando o Ter, Ganhar e Produzir. Isso foi extremamente positivo durante mais de 150 anos, porém, o mundo cresceu, e juntamente com esse aspecto veio o aumento paralelo da desigualdade social e das questões ambientais que despertaram o interesse devido as consequências geradas. Desta forma surgiram problemas que precisam ser combatidos diariamente como é o caso da poluição, efeito estufa, contaminação de mares e rios, desmatamentos, entre outros pontos que hoje precisam ser tratados com mais seriedade.

O mundo moderno trouxe o futuro com ele, e o dinamismo em todos os aspectos determinou urgência em diversas ações, envolvendo instituições de grande porte que pudessem falar pelo maior número de pessoas possível. Verificou-se que ações isoladas não seriam suficientes para alterar o rumo de problemas globais, e que sem um processo de conscientização inicial nenhuma ação seria suficiente por mais eficiente que fosse. E foi com base em avaliações como esta que em 1999 o então secretário geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan, em Davos na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial anunciou o Pacto Global, que foi oficialmente lançado em Nova Iorque no ano 2000 com o objetivo de encorajar empresas a adotarem políticas de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade. O Pacto Global possui dez princípios envolvendo Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Desenvolvimento, incentivando as empresas a fazerem projetos que contribuam com a qualidade do mundo. Porém, alguns temas precisavam de ações mais urgentes e por este motivo nesse mesmo ano 2000, a ONU lançou os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – ODM com oito compromissos concretos que deveriam ser atingidos em um prazo de 15 anos. No Brasil esse pacote de desafios sociais ficou conhecido como “Oito Jeitos de Mudar o Mundo”. Questões importantes e urgentes que visavam erradicar a pobreza extrema e a fome, atingir o ensino básico universal, promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde materna, combater o HIV/AIDS, a malária, garantir a sustentabilidade ambiental e estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento. Oito objetivos, distribuídos em 24 metas e 48 indicadores que precisavam ser atingidos em 15 anos. O Brasil assim como os demais países membros da ONU trabalhou muito e os resultados foram muito positivos.

Ao final do prazo estabelecido os ODM mostraram que impactaram a vida das pessoas de diversas formas, porém, esses resultados precisavam continuar além dos 15 anos estabelecidos, e foi aí que surgiram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis – ODS, com desafios mais amplos dando continuidade aos oito definidos nos ODM, agora com 17 objetivos, 169 metas definidas em conjunto com governos, empresas e a sociedade civil.

A desigualdade social evidencia a emergência da situação

 

A desigualdade social evidencia a emergência da situação e alerta para a necessidade do engajamento de toda a sociedade a fim de tornar esses objetivos realidade no prazo estabelecido pela ONU. Para isso, a disseminação desses Objetivos Globais é fundamental, uma vez que colabora para uma conceituação mais abrangente, possibilitando uma reflexão inclusive, com relação ao papel das empresas e seu poder transformador através das boas práticas organizacionais e da influência que exercem sobre seus colaboradores.

O mundo mudou porque as pessoas mudaram com o acesso as informações, aumentando o conhecimento e resultando em qualidade em pontos vitais que antes nem eram evidenciados. Hoje percebemos ética ou a falta dela em nosso dia a dia, e isso mostra um compromisso com o planeta antes restrito apenas a nossa casa. Viver mais é aumentar o nosso prazo de validade, e isso somente fará sentido se forem observadas ações de respeito, cidadania, colaboração, e isso indiscriminadamente. Em 1948 a ONU divulgou os Direitos Humanos e em sua base estava registrada a igualdade de direitos para todos. Por este motivo, analisando as propostas abrangentes de um Pacto Global, os itens emergenciais dos ODM e a ampliação desses tópicos através dos ODS, fica uma questão importante: Qual é o seu projeto estratégico para ser realizado até 2030?

 

Devanir Simões (Zeca) - Possui graduação em Marketing; pós-graduação em Administração, Negócios e Metodologia do Ensino Superior; MBA e mestre em Governança e Sustentabilidade. Atua como professor de Programas de MBA e ainda é participante de projetos e consultorias corporativas. Consultor Membro do Projeto de Consultoria FGV/ISAE/CBPG – Comitê Brasileiro do Pacto Global/Global Compact /ONU.

03

Internacionalização

CR3+ reconhece produção científica do ISAE

Uma comissão composta por oito integrantes do ISAE participou da 5ª Conferência CR3+, que ocorreu na Hanken University, na Finlândia. O grupo, composto por alunos e professores apresentaram 12 trabalhos e coordenaram três paineis.

“O CR3+ discute a sustentabilidade com base nas pesquisas desenvolvidas por três instituições de ensino que são referência na área e reconhecidas pela Organização das Nações Unidas. Na edição desse ano, o ISAE foi a instituição de ensino que teve mais artigos aprovados”, comenta o presidente da Escola de Negócios, Norman de Paula Arruda Filho. Para o coordenador do Programa de Mestrado Profissional em Governança e Sustentabilidade do ISAE, José Henrique de Faria, o destaque foi a repercussão internacional dos artigos produzidos. “A experiência no CR3+ foi muito produtiva, até mesmo antes de acabar o evento, o Journal Business Economics já mostrou interesse na publicação de dois trabalhos. Isso atesta a qualidade dos artigos”, celebra.

André Alves, mestrando do ISAE e professor da Faculdade ISAE Brasil, ressalta o networking realizado. “Participar do Congresso é muito interessante, pois ocorre muita troca com pesquisadores de várias partes do mundo e isso agrega em nossas pesquisas. Assim conseguimos construir nossos estudos com visões diferenciadas”.

Participaram do CR3+: o presidente, Dr. Norman de Paula Arruda Filho; o coordenador do Programa de Mestrado Profissional em Governança e Sustentabilidade, Prof. Dr. José Henrique de Faria; os professores Camila Bruning, Marcia Cassitas, Fábio Marcel Villar Corrêa e André Alves; a aluna da Faculdade ISAE Brasil, Letícia Costa Curta e a ex-aluna de MBA, Rachel de Castro Villar. A comissão fez apresentações de artigos de sua autoria e de vários outros pesquisadores, professores e alunos que também tiveram seus trabalhos aprovados, mas não puderam comparecer ao evento.

Os temas pesquisados pela Instituição referiram-se à implementação dos ODS: responsabilidade da educação executiva e da pesquisa; sustentabilidade; uso da tecnologia da informação para inclusão; teoria crítica da sustentabilidade; organizações e seu impacto sobre os trabalhadores; negócios sociais; sistemas de acolhimento; corrupção; violência e ética.

CR3+

A Conferência CR3 + é um esforço colaborativo entre ISAE (Brasil), La Trobe Business School (Austrália), Audencia Nantes School of Management (França) e Hanken School of Economics (Finlândia). Signatárias do PRME (Princípios para Educação Executiva Responsável), as quatro escolas têm trabalhado juntas, desde 2008, em um esforço para trocar ideias, pedagogias, currículo e pesquisa na área de responsabilidade corporativa.

 

04

Artigo

Desenvolvimento sustentável efetivo é aquele que reduz a pobreza

Por Pedro Salanek

Abordar inicialmente a eliminação da pobreza sobre todas as suas formas e lugares, já é considerado um grande desafio para escrever... imagine então para criar (e implantar) ações locais efetivas.

Pobreza é um debate amplo, complexo e recorrente de muitas décadas. Está nos discursos políticos, nas políticas públicas, nas ações no entorno propostas pelas matrizes de sustentabilidade das empresas, na pauta prioritária das organizações não-governamentais e em tantas outras entidades que dão destaque a esse tema e a essa discussão.

Mesmo existindo diversos outros desafios globais e locais a serem vencidos, tanto na ótica social como ambiental, a eliminação da pobreza é realmente o grande trunfo que a sociedade moderna (e sustentável) deseja atingir, tanto que é colocado como o primeiro de todos os objetivos dos ODS´s.

Uma sociedade que discute seus problemas com a pobreza, evidencia claramente que muitas coisas erradas foram feitas anteriormente. Uma sociedade que possui pobreza é uma sociedade doente! E pior... o estágio é crítico e o quadro da doença só tende a se agravar. Uma sociedade com pobreza é aquela que não se desenvolveu e talvez nem saiba o que é desenvolvimento. Uma sociedade com pobreza mostra que as oportunidades foram desaparecendo e impossibilitando a geração do próprio sustento, restando para aquele cidadão apenas a miséria. A condição de cidadãos não conseguirem contemplar suas necessidades alimentares básicas é fruto de problemas crônicos e desequilíbrios oriundos de outras esferas, que se não forem harmonizadas, essa barreira da pobreza ficará intransponível. Antes de se discutir pobreza, temos que discutir “acesso”: acesso à educação; acesso aos diretos básicos de saúde; acesso aos recursos econômicos; acesso à novas tecnologias; e, principalmente, acesso ao trabalho para a geração da própria renda. Confesso que não me cansei de escrever a palavra acesso, pois acredito diretamente que o cidadão será feliz se tiver a oportunidade de gerar a sua própria felicidade. Portanto a questão não é resolver a pobreza e sim criar (ou devolver) oportunidades.

Entendo também que até alguns programas governamentais, aplicados de forma emergencial, são úteis, mas não curam a doença da pobreza. Da mesma forma que liberação de crédito, não elimina o problema da indisciplina financeira (exemplo usado apenas para contextualizar). Temos que promover a inclusão para o cidadão desenvolver o sentimento de pertencimento. A partir do momento que o sujeito sentir que “faço parte” irá trabalhar para gerar seu próprio sustento e contribuir para o desenvolvimento da localidade onde escolheu para seguir sua vida.

“Pobre da sociedade que aceita o caminho proposto como único caminho existente”

Quero encerrar relembrando uma frase que escutei ainda quando era aluno de graduação: “pobre da sociedade que aceita o caminho proposto como único caminho existente”... imagine então se este caminho for o da pobreza e da miséria. Para tirar a pessoa da pobreza o processo precisa ser endógeno, ou seja, promovido a partir do desejo do próprio indivíduo e alinhado obviamente com as vocações locais. Facilitar acesso e gerar oportunidades, esse é o caminho. Assim vamos progredir e, no futuro, nem nos lembraremos de discutir a pobreza, pelo simples fato dela não existir ou não ter níveis tão críticos.

 

 

Pedro Salanek Filho é administrador de empresa, mestre em Sustentabilidade Socioeconômica e professor do ISAE/FGV em cursos in company, GBA e de pós-graduação.

05

GBA de Média Duração

GBA de Média Duração

06

Especial

Você sabe quem é o jogador de futebol mais rico do mundo? Acredite, tem a ver com sustentabilidade

Mathieu Flamini, 33 anos, meio campista do Crystal Palace Football Club, que construiu sua carreira no Arsenal, não é um jogador com feitos extraordinários no futebol, porém é considerado o jogador mais rico do mundo e promete deixar seu nome gravado na história – não na do futebol, mas na das ciências, revolucionando o setor de bioenergia. Ficou confuso? Vamos explicar.

Há quase uma década, em uma conversa informal com um amigo italiano sobre preocupações com o meio-ambiente, mudanças climáticas e aquecimento global surgiu a ideia de pesquisar sobre o assunto de bioenergia e combustíveis não-poluentes. Pouco tempo depois, eles descobriram o ácido levulínico - substância identificada pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos como uma das 12 moléculas com potencial para substituir o petróleo em todas as suas formas.

A ideia se tornou um projeto que começou bancando uma pesquisa na Escola Politécnica de Milão. Depois de anos, desenvolvimento de novas tecnologias e muito investimento, o centro de pesquisa financiado por Mathieu conseguiu descobrir e patentear a fórmula para produzir o ácido em escala industrial a partir da biomassa do trigo e do milho (matéria orgânica, que pode ser utilizada na produção de energia), tornando-o mais barato e rentável.  

 

A fábrica inaugurada em 2015, na cidade de Caserta, na Itália, é a primeira e única companhia no mundo a produzir ácido levulínico em escala industrial. Conta com aproximadamente 400 funcionários e tem capacidade de produzir 10 mil toneladas métricas por ano. Estima-se que essa produção será capaz de movimentar um mercado que vai gerar em torno de 20 bilhões de libras. Isso sem contar que a descoberta vai além da indústria energética, a substância pode ser utilizada como base para biocombustíveis e medicamentos.

 

O que é bioenergia?

Se você não entende como funciona a bioenergia, é muito simples: bioenergia é o tipo de energia que obtemos a partir de recursos naturais, a partir da biomassa. Isso quer dizer que para a energia ser gerada, é necessário realizar processos que utilizem matéria prima totalmente natural. Atualmente, temos diversas fontes como o etanol, biodiesel, entre outros. 

07

Módulo Internacional

Curso ensina sustentabilidade na prática

A sustentabilidade ainda é um tema fora da realidade de muitas empresas: pesquisa realizada pelo Pacto Global, da ONU, realizada em 2013 com a consultoria Accenture com mais de 1 mil CEO´s de 27 diferentes setores da indústria em 103 países, mostrou que 67% dos entrevistados disseram que suas empresas não fazem o suficiente para promover a sustentabilidade. Pensando nessa realidade, o ISAE – Escola de Negócios promove de 8 a 13 de outubro o GBA Internacional em Sustentabilidade, na África do Sul.

O curso tem parceria com o Sustainability Institute, da África do Sul, instituição referência quando se fala em desenvolvimento sustentável. “Enxergamos a possibilidade de realizar um programa com muita experiência prática em uma cultura completamente diferente, trazendo ao aluno uma visão global”, diz o organizador Gustavo Loiola. O GBA é voltado para profissionais que trabalham ou buscam oportunidades para atuar em departamentos de sustentabilidade ou responsabilidade social de corporações.

O programa terá alguns módulos online antes da viagem, abordando temas como objetivos do desenvolvimento sustentável, empreendedorismo sistêmico, sistemas de alimentação, entre outros. Do dia 8 a 13 de outubro, o grupo segue para a experiência internacional na África do Sul que inclui ações como uma aula sobre biodiversidade da reserva natural Jonkershoek, trabalhos comunitários, entre outras atividades, coordenadas por Eduardo Shimahara. O brasileiro, que vive em Cape Town desde 2007, é mestre do tema e trabalha como facilitador internacional, além de empreendedor.

 

Outros módulos

O ISAE também está com inscrições abertas para outros programas internacionais: primeiro a ocorrer é o Módulo Internacional de Gerenciamento de Projetos, que ocorre em Washington (EUA), entre os dias 14 e 23 de junho. O curso conta com aulas na The George Washington University, além de visitas técnicas a empresas e visitas culturais a pontos importantes da cidade.

 

Já o GBA Internacional em Mercado de Luxo proporciona uma verdadeira imersão neste segmento, trazendo informações atualizadas, reflexões e experiências reais vividas em Paris (França), de 03 a 09 de Setembro.

De 2 a 30 de outubro, ocorre o Doing Business Índia, em parceria com uma das melhores escolas de negócios do país, o S.P. Jain Institute os Management & Research, em Mumbai. Crucial para as empresas de todo o mundo por conta de seu avanço econômico, a Índia oferece uma ampla gama de oportunidades de negócios.

No fim do ano, de 2 a 17 de novembro, ocorre o GBA Internacional de Inovação e Empreendedorismo, com visitas ao famoso Vale do Silício, na Califórnia.

Inscrições para o GBA em Sustentabilidade podem ser feitas pelo site: https://www.isaesustentabilidade.com/.

Para fechar o ano, Nova York recebe o GBA Internacional em Finanças, uma parceria com a Fordham University. Entre 27 de Novembro e 01 de Dezembro, os alunos irão aprender sobre temas globais relacionados a área de finanças, além de visitas a instituições financeiras de destaque no mundo. Informações: http://www.isaefinancas.com/

Detalhes sobre os outros GBAs em: http://www.isaebrasil.com.br/tipo/programas-internacionais/ . Todos os cursos têm certificado pelo ISAE e instituições internacionais parceiras. Mais informações pelo telefone: (41) 3388-7889.

08

Artigo

É necessário ressignificar para atingir novos resultados

O Prêmio Nobel em Física e pai da Teoria da Relatividade Geral, Albert Einstein dizia que, “Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo grau de consciência que o criou. É preciso ir mais longe”. É verdade, que muito se discute sobre a necessidade de atingirmos novos estágios de inteligência a fim de equacionarmos problemas de nosso cotidiano, entretanto o grande desafio é justamente ter a percepção aguçada para perceber quais serão os mecanismos necessários para obtermos essa virada de consciência.  O que ele já sabia no século XIX, é que problemas poderão ser resolvidos a partir do momento que o individuo busca motivos para a ressignificação de suas crenças e valores. Ressignificar segundo a PNL (programação neurolingüística) é um método utilizado para dar novo significado as nossas experiências e com isso mudar nossa visão do mundo.

É provável que Einstein talvez não tenha utilizado o termo “ressignificação”. No entanto, a frase provocativa dele nos faz compreender com clareza, que a expansão da consciência individual fundamentalmente está condicionada a ressignificação de valores e crenças sobre determinadas realidades. Ao se submeter ao processo de ressignificação de conceitos primários da compreensão do mundo, um novo modelo mental passa a ser o mecanismo de transformação do comportamento, fazendo interagir e interpretar novas perspectivas da realidade. Para Willians, Hollan e Stevens os modelos mentais são compostos de objetos autônomos com certa topologia, são rodáveis por meio de inferências qualitativas locais e podem ser decompostos.

 O conjunto de crenças e valores individuais constrói pilares que sustentam a compreensão da existência individual. Ou seja, trata se do modelo de representação interna do indivíduo, que baseia- se em experiências vivenciadas por ele. Sendo que dessas mesmas informações obtém se múltiplos resultados podendo ser bons ou ruins, já que dependerá da forma como tais situações serão interpretadas ou ressignificadas.

O Pensamento de Einstein encoraja a reflexões e questionamentos objetivos de como o sujeito reagirá frente às situações futuras, mediante aos resultados obtidos do novo, ampliando seu modelo mental. Da mesma forma, fica claro que o individuo para ser capaz de desenvolver novas percepções e crenças, conseqüentemente alterando seus comportamentos, terá a necessidade de compreender as suas motivações. Ao contrário disso, a mesmas crenças e valores, podem servir de impedimento, tornando metas inatingíveis, levantando a idéia de incapacidade para alcançá-las.

Para alterar esse modelo mental e com isso obter novos resultados, as nossas motivações é que poderão colaborar com este processo de alteração e ampliação a ponto de promover significativas mudanças de comportamento que levarão a solução de problemas. Conclui-se com isso que, Escolas de negócios como o ISAE (Instituto Superior de Administração e Economia), exercem papel importante para o desenvolvimento da motivação e expansão de novos modelos mentais, através da ressignificação de crenças, com práticas inovadoras e transformadoras de educação. O compromisso norteado por uma formação sustentável e inovadora transforma e possibilita que líderes e gestores globalmente responsáveis estejam motivados a desenvolverem novos modelos mentais para responder e solucionar problemas.

 

Célia Maria Polak | Claudio Marcio da Silva | Diogo Loureiro Dias | Jesse | Julimara de Fátima Pepes Santos | Marília Munhoz Vilalba Rodrigues | Patrícia Maria Martins G. Braga F | Orientadora: Professora Ma. Fabiana Crivano Lopes.

09

Agronegócio

Turismo rural é segmento promissor no agronegócio

Ramo está em expansão e deve seguir crescendo; multifuncionalidade é uma das principais vantagens

O apelo ao maior contato com a natureza e a terra — movimento que é uma tendência mundial crescente — vem abrindo cada vez mais espaço para um mercado que pode ser bastante explorado pelo agronegócio, sobretudo pelos agricultores familiares: o turismo rural — 90% desse setor, segundo a professora do ISAE/FGV — Escola de Negócios, Vera Claudia Waissman, é formado por pequenas e microempresas.

“O indivíduo vem questionando essa tal globalização e o crescimento a qualquer preço, a mecanização, máquinas no lugar no homem. Esse questionamento estimula a busca de alguma maneira para a volta do homem no campo, de botar a mão e o pé na terra” lembra Vera.

Regulamentado no Brasil como atividade econômica com a Constituição Federal de 1988, o Turismo vem ganhando cada vez mais força no país: em 2014, agências de viagens movimentaram R$ 60 bilhões — e antes mesmo da regulamentação, estados como a Bahia já começaram a enxergar o turismo como business no fim da década de 1960, de acordo com a professora.

O início do Turismo Rural, diz Vera, também antecede a Constituição: nasceu em Lajes (SC), em 1983, com uma comissão municipal que se formou para fomentar as atividades de complementação de renda no setor agrícola, que passava por uma crise grande. “A partir daí se percebeu uma preocupação em normatizar as atividades envolvidas”, explica. Uma dessas ramificações, por exemplo, é o turismo rural de aventura, que envolve atividades como o rafting,, que precisam cumprir normas e exigências da ABNT. “Por isso, no turismo rural estamos falando de capacitação, de associações, parcerias. É uma cadeia de produção enorme”, salienta a especialista.

Vera exemplifica: Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, uniu o Turismo Rural e a rota do vinho com a gastronomia e fez da atividade uma de suas maiores forças econômicas. Minas Gerais tem turismo vinculado à cadeia de produção leiteira. “De 2010 para cá, enxergamos uma melhora com a vinculação do ministério do turismo e do desenvolvimento agrário, ambos passaram a entender o turismo rural como negócio”.

No entanto, ressalta a professora, o Turismo Rural como segmento ainda não é formalizado, o que gera dificuldades como a mensuração de problemas e resultados, falta de conhecimento da estrutura e desconhecimento do empreendedor ou produtor que realiza a atividade, mas que desconhece acesso a serviços financeiros para apoio e crescimento. E isso não deve envolver, segundo ela, apenas o agricultor, mas principalmente o estado e o município.

“Os secretários e entidades vinculados ao desenvolvimento turístico e agropecuário precisam andar juntos para valorizar a identidade local. Não basta só oferecer coisas”, frisa Vera. Ou seja: há espaço para crescer, mas não pode ser “de qualquer jeito”, diz. “Sob pena de atrair um monte de gente e essa expansão não ser profissional”.

Por isso, buscar qualificação é essencial. “Saber sobre a cidade, de incentivos fiscais. Buscar cursos, mentoria ou consultoria também ajudam a alavancar os negócios. Além disso, quem quer atuar no ramo deve ficar atento ao o que entidades ligadas ao setor oferecem e capacitar o funcionário, que pode ser ótimo para fazer queijo, por exemplo, mas não necessariamente para atender ao turista”, orienta.

Multifuncional

Uma das principais vantagens do Turismo Rural, fala Vera, é a enorme gama de possibilidades que ele permite. “Não é só hotel fazenda. Vai de pesque e pague até turismo equestre e pedagógico. Esse último também vem crescendo com as escolas preocupadas em falar sobre a origem dos alimentos. Tem muita criança que nunca viu uma vaca e acha que o leite vem da caixa”, ilustra.

“Não é só hotel fazenda. Vai de pesque e pague até turismo equestre e pedagógico..."

A união dos produtores e agricultores é outro ponto estratégico para o desenvolvimento e sucesso dos negócios. “Se eu fabrico mel e você orgânicos e estamos na mesma região, podemos nos unir para uma programação conjunta” exemplifica Vera. O próprio conceito de sustentabilidade, segundo ela, pode também ser uma vitrine, promovendo o homem e o meio, ao explicar determinados conceitos do campo e funcionamento atrelado a uma oferta gastronômica, além de aproveitar a sazonalidade dos alimentos e estações para promover diferentes atrações. “ É um universo ilimitado, depende do espaço que você tem e pretende”, pontua.

ISAE COOP

ISAE COOP é uma iniciativa do ISAE – Escola de Negócios que visa fortalecer o relacionamento com as cooperativas. Atua em diversos ramos, em busca permanente da excelência nas entregas, com destaque na mensuração de resultados.

10

GBA de Curta Duração

GBA de Curta Duração

11

Artigo

O caráter transformador da educação

Por Norman de Paula Arruda Filho

Foi em 2010, na Conferência Internacional sobre os Sete Saberes Necessários à Educação do Presente que o filósofo francês Edgar Morin traçou os ideais da Educação Transformadora.

Embasado em seu pensamento holístico, Morin defendeu uma educação pautada no desenvolvimento da compreensão e da condição humana, na cidadania planetária e na ética do gênero humano. Visão que daria aos indivíduos potencial para enfrentar as múltiplas crises sociais, econômicas, políticas e ambientais que colocam em risco a preservação da vida do planeta.

Menos de dez anos depois desse registro, é fácil perceber sua relação com nosso cotidiano. São poucas as mentes capazes de entender que a classe social não define o caráter de uma pessoa, que a liberdade é muito mais valiosa que o dinheiro ilícito, que a religião deve ser fundamentada em tolerância e respeito, e que o planeta é um bem finito e como tal, deve ser bem cuidado.

Para enxergar tudo isso, é preciso ir além. Mudar modelos mentais. Transformar a educação para assim, transformar a sociedade – essa última afirmação definida por outro filósofo, Jacques Delors, como o 5º pilar da Educação da Unesco.

Pode parecer complexo, mas é, na verdade, muito simples. A educação é um bem que precisa ser compartilhado. Não é apenas um direito, mas algo inerente ao ser humano. Por isso, para mim, falar em educação transformadora torna-se redundante, uma vez que, trata-se de estimular o despertar individual e coletivo de modo a provocar um processo sinérgico de relacionamento, aprendizagem e, por consequência, transformação.

A Organização das Nações Unidas também encontrou uma forma de mostrar a importância que a educação tem para a sociedade. Assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos foi definido como o quarto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, meta a ser atingida até 2030.

Independentemente de uma questão ordinal de priorização, esse ODS está entre necessidades básicas ao ser humano como a vida digna, o direito à alimentação e o acesso à saúde, entre tantos outros.

No entanto, é na capacidade de interconexão entre os ODS que entendemos o real papel da educação na busca por cada um desses objetivos. Sem a disseminação do conhecimento e devida sensibilização das lideranças, as metas estarão restritas a certos grupos de interessados, enquanto na verdade, o que o mundo precisa é de uma mobilização global.

Assim como Morin, Delors e tantos outros pensadores já registraram, acredito e defendo sempre que somente por meio da educação poderemos promover mudanças e encontrar respostas para os graves problemas do mundo e assim, evoluirmos.

“A humanidade precisa de mentes mais abertas, escutas mais sensíveis, pessoas responsáveis e comprometidas com a transformação de si e do mundo” diz Morin.

12

Especial

Sustentabilidade Corporativa com Ricardo Voltolini

O ISAE - Escola de Negócios recebeu Ricardo Voltolini para um bate-papo sobre sustentabilidade corporativa. Voltolini é consultor e referência na área de Sustentabilidade Empresarial; atua como VP da revista e do portal Ideia Sustentável, além de coordenar a plataforma Liderança Sustentável.

 

13

MBA ISAE/FGV

Perspectivação

Desafio Experiencial - Rafting

Quando o aluno recebe o convite para o Desafio Experiencial Rafting promovido pelo Perspectivação do ISAE não imagina quanto aprendizado está envolvido nessa atividade.

Coordenado por uma equipe de treinamento corporativo, os alunos são divididos em botes e conduzidos pelo Rio Ribeira. Cada corredeira é uma atividade e um aprendizado diferente. Em um dos desafios eles enfrentam a queda vendados tendo que remar simultaneamente, no outro a liderança do bote deve ser revezada entre eles. “Uma das lições que aprendi foi que é muito fácil julgar o líder, mas quando assumimos o mesmo lugar, sentimos na pele a dificuldade”, afirma Renata Godinho, do MBA em Gerenciamento de Projetos.

Para finalizar, as experiências adquiridas são debatidas em uma descontraída reunião de grupo. “Além da aventura, essa atividade desenvolve o espírito de liderança e o trabalho em equipe. Foi um aprendizado muito importante”, relata Larissa Durigan Kuser Valle, da Pós ADM.

Vivenciando Empresas

Além dos Desafios Experienciais, o Perspectivação traz para os alunos e ex-alunos do ISAE o "Vivenciando Empresas", que consiste em visitas técnicas direcionadas a empresas renomadas. Nesse primeiro semestre,com foco em Sustentabilidade, os alunos conheceram a Tetra Pak e o Grupo Boticário.

Tetra Pak

Confira como foi a visita técnica à Tetra Pak pelos alunos do ISAE – Escola de Negócios, com destaque para os alunos do GBA em Sustentabilidade Corporativa – https://goo.gl/UTn5hs

 

 

Grupo Boticário

A professora Alba Torres acompanhou a visita técnica à fábrica do Grupo Boticário e nos conta como foi. Confira:

 

14

MBA ISAE/FGV

MBA ISAE/FGV