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Wetlands: Sistemas Sustentáveis para Tratamento de Esgoto e Recuperação de Rios Urbanos

Pautado nos objetivos do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto (INCT ETEs Sustentáveis), o ISAE – Escola de Negócios promoveu no dia 29 de maio, o 1º Encontro Técnico sobre “Wetlands: sistemas sustentáveis para tratamento de esgoto e recuperação de rios urbanos”. A Prof. Dr. Selma Aparecida Cubas mediou o debate técnico entre os palestrantes Dr. André Baxter Barreto da empresa Wetlands Construídos, Prof. Dr. Leila Teresinha Maranho da Universidade Positivo (UP), Prof. Dr. Tamara Simone van Kaick da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e José Luiz Scroccaro da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA).

A falta dos serviços de coleta e tratamento dos esgotos ocasionam diversos impactos negativos sobre a saúde mundial. No Brasil, a parcela da população atendida com coleta e tratamento de esgoto representa 42,6% da população urbana total. Dessa forma, 96,7 milhões de brasileiros não dispõem de tratamento de coleta de esgotos, utilizando medidas alternativas para destinar seus resíduos.

Nesse sentido, uma das tecnologias promissoras para tratamento de efluentes é o sistema de Wetlands Construídos (WC). Os WC são uma tecnologia para tratamento de águas, efluentes e lodos por mecanismos puramente naturais, ou seja, são sistemas que simulam e aceleram os processos que ocorrem naturalmente no meio ambiente. Assim, a definição de WC pode ser entendida como “sistemas altamente eficientes, esteticamente atraentes e economicamente vantajosos para tratamento de água, efluente e lodo”.

Atualmente, a construção de wetlands tem sido utilizada em vários países no tratamento secundário para remoção de matéria orgânica por meio de reações bioquímicas e também como tratamento terciário de esgotos para controle e remoção de nutrientes. Todos os poluentes (orgânicos, inorgânicos, patógenos) são removidos simultaneamente nos wetlands construídos e é isso que atribui tamanha robustez a estes sistemas.

Adicionalmente, nos WC não há a necessidade de aeradores, como em uma lagoa aerada ou lodos ativados, assim não há o consumo de energia elétrica para o funcionamento do sistema. Outro diferencial é a não geração de lodo o qual é degradado dentro do meio filtrante, o que reduz significativamente os custos com transporte, estabilização e secagem destes resíduos sólidos.

Umas das questões relevantes no sistema Wetlands é a destinação final das plantas utilizadas no tratamento após a sua vida útil. As plantas não absorvem metais pesados em elevadas concentrações, os seus usos mais viáveis são na agricultura na forma de adubo, na compostagem ou na forma de ração animal. Ainda, outro uso é na queima

para geração de energia, pois o aguapé, por exemplo, planta bastante utilizada em WC, possui poder calorifico similar ao do eucalipto.

Assim, devido as suas características de baixo custo, fácil operação e manutenção, o sistema de WC demonstra ser uma alternativa promissora e sustentável para o tratamento de efluentes, além de proporcionar ganhos para a sociedade.

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